A primeira edição do
Cinecoa - Festival Internacional de Cinema de Foz Côa nasce como uma mostra de cinema, com a intenção de divulgar o nosso património cinematográfico, com algumas obras focadas em Trás-os-Montes e outras preciosidades da fundação do Cinema. O festival é promovido pela autarquia de Vila Nova de Foz Côa e pelo produtor e realizador português
João Trabulo (
Durante o Fim) e nesta primeira edição está prometida a comparência do cineasta português
Manoel de Oliveira (
O Estranho Caso de Angélica), da actriz francesa
Ludivine Sagnier (
Swimming Pool), do argumentista francês
Jacques Fieschi (
Nathalie...), do presidente do Instituo Lumière em Lyon, do director do Festival de Cannes e do compositor português
Bernardo Sassetti (
Alice) e da cantora
Filipa Pais. Estes dois últimos participarão num filme-concerto.
O Cinecoa 2011 decorrerá de 29 de Setembro a 02 de Outubro. O Split Screen apresenta alguns dos destaques da programação:
A mais recente obra de Manoel de Oliveira e que teve honras de inaugurar a secção Un Certain Regard no Festival de Cannes 2010. Nascido de uma ideia antiga do cineasta (o guião original remonta a 1952), este é um dos mais curiosos filmes da sua filmografia, dado introduzir, pela primeira vez, alguns efeitos especiais e focar-se no domínio da fantasia. Mais uma vez situamo-nos num período de ambiguidade temporal, quando um jovem fotógrafo é chamado para fotografar uma jovem que morreu no dia do seu próprio casamento.
António Reis e Margarida Cordeiro regressam à região transmontana (seis anos depois de
Trás-os-Montes) para mais uma obra singular do seu currículo. No filme seguimos três gerações: uma avó, um filho cientista que vive na cidade e passa férias na aldeia e duas crianças (netos), mas tudo é alterado com a morte de Ana. O filme foi exibido no
Festival de Berlim 1983,
Festival de Veneza 1982 e no
Festival de Valladolid 1982; neste último ganhou o prémio
Golden Spike.
Oportunidade rara de assistir a Maria do Mar, obra de José Leitão de Barros, sobre Falacha, um patrão de um barco da Nazaré que, sem querer, causa a morte a alguns homens. Não resistindo à pressão familiar (especialmente instigada pela Tia Aurélia, que perdeu o marido), acaba por se suicidar. Mas daí a uns anos aquelas duas gerações voltam a cruzar-se. O filme será interpretado ao vivo por Bernardo Sassetti e Filipa Pais.
Num festival banhado pelo Rio Douro, recordemos as memórias do cineasta João Botelho, nascido em Lamego. Cidade que é o ponto de partida para as memórias de infância do cineasta, sempre com o Douro como pano de fundo. O documentário é narrado pelo actor
Rui Morrison.
Côa, O Rio das Mil Gravuras (2007), de Jean-Luc Brouvet
Sempre com documentários focados na ciência, etnografia e arqueologia, o francês Jean-Luc Brouvet tem tem Côa, o Rio das Mil Gravuras a sua primeira produção filmada em Portugal. O filme foca-se nas gravuras rupestres de Foz Côa, tomando consciência do tesouro arqueológico das margens do Rio Côa, num dos mais importantes sítios pré-históricos ao ar livre, de toda a Europa.
Filme de animação premiado com o Óscar de Melhor Filme de Animação 2006 e vencedor em dez categorias dos Annie Awards 2006. Inteiramente feito com plasticina, o filme foi filmado utilizado as tecnologias de stop motion e claymation. No filme, Walter, um inventor desajeitado e o seu cão, Gromit, tem de descobrir porque razão os vegetais da cidade começam a desaparecer.
Filme de animação mais recente do cineasta japonês Hayao Miyazaki, levemente inspirado na conto A Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen. Ponyo é feito unicamente com recurso à animação tradicional e desenho à mão, mais uma obra excelente dos estúdios de animação Ghibli, com um teor mais infantil, mas uma mensagem universal. A história é centrada na amizade entre um rapaz de 5 anos e um peixinho-vermelho que quer ser humano.