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sábado, 24 de agosto de 2013

CINECOA 2013 homenageará Denis Côté, Luis Buñuel e Teresa Villaverde


A terceira edição do festival CINECOA 2013 decorrerá de 10 a 13 de Outubro em Vila Nova de Foz Côa, que será antecipado com extensões do mesmo em Lisboa e Porto a começar já durante Setembro.

Este ano, o festival prestará homenagem ao realizador Luis Buñuel, com apresentação de duas exposições (no Peso da Régua e em Vila Nova de Foz Côa), assim como exibição de alguns dos seus filmes (incluindo um filme-concerto de L'âge d'or) e um documentário sobre a sua obra (El último guión. Buñuel en la memoria). Os filmes do realizador a serem exibidos são Las Hurdes (1933), Un chien andalou (1929), Belle de jour (1967), Ensayo de un crimen (1955), Nazarín (1959) e Los olvidados (1950).

Decorrerá ainda uma homenagem ao cineasta canadiano Denis Côté, com grande parte dos filmes a serem exibidos na Cinemateca Portuguesa (Lisboa), assim como alguns no Cinema Passos Manuel e no Museu Soares dos Reis (Porto). Serão exibidos Les états nordiques (2005), Nos vies privées (2007), Elle veut le chaos (2008), Carcasses (2009), Curling (2010), Bestiaire (2012) e um pequeno ciclo de curtas.

Já no programa dedicado à cineasta portuguesa Teresa Villaverde serão exibidos os filmes Três Irmãos (1994), A Idade Maior (1991), Mutantes (1998), Transe (2006), Água e Sal (2001) e Cisne (2011). O festival exibirá ainda a curta-metragem Amapola (de apenas um minuto de duração), criada no âmbito do programa dos 70 anos do Festival de Veneza, a ser exibida em antestreia mundial na sessão de abertura deste ano do festival italiano.

Este ano, a carta branca é dada à jovem actriz portuguesa Joana de Verona que seleccionou, para exibição, os filmes Como Desenhar um Círculo Perfeito (2009) e The River (1951). O festival exibirá ainda, no âmbito das sessões infantis, os filmes Pinocchio (1940) e The Wizard of Oz (1939).

domingo, 28 de agosto de 2011

Cinecoa - Festival Internacional de Cinema de Foz Côa 2011: Os destaques


A primeira edição do Cinecoa - Festival Internacional de Cinema de Foz Côa nasce como uma mostra de cinema, com a intenção de divulgar o nosso património cinematográfico, com algumas obras focadas em Trás-os-Montes e outras preciosidades da fundação do Cinema. O festival é promovido pela autarquia de Vila Nova de Foz Côa e pelo produtor e realizador português João Trabulo (Durante o Fim) e nesta primeira edição está prometida a comparência do cineasta português Manoel de Oliveira (O Estranho Caso de Angélica), da actriz francesa Ludivine Sagnier (Swimming Pool), do argumentista francês Jacques Fieschi (Nathalie...), do presidente do Instituo Lumière em Lyon, do director do Festival de Cannes e do compositor português Bernardo Sassetti (Alice) e da cantora Filipa Pais. Estes dois últimos participarão num filme-concerto.

O Cinecoa 2011 decorrerá de 29 de Setembro a 02 de Outubro. O Split Screen apresenta alguns dos destaques da programação:

A mais recente obra de Manoel de Oliveira e que teve honras de inaugurar a secção Un Certain Regard no Festival de Cannes 2010. Nascido de uma ideia antiga do cineasta (o guião original remonta a 1952), este é um dos mais curiosos filmes da sua filmografia, dado introduzir, pela primeira vez, alguns efeitos especiais e focar-se no domínio da fantasia. Mais uma vez situamo-nos num período de ambiguidade temporal, quando um jovem fotógrafo é chamado para fotografar uma jovem que morreu no dia do seu próprio casamento.

António Reis e Margarida Cordeiro regressam à região transmontana (seis anos depois de Trás-os-Montes) para mais uma obra singular do seu currículo. No filme seguimos três gerações: uma avó, um filho cientista que vive na cidade e passa férias na aldeia e duas crianças (netos), mas tudo é alterado com a morte de Ana. O filme foi exibido no Festival de Berlim 1983, Festival de Veneza 1982 e no Festival de Valladolid 1982; neste último ganhou o prémio Golden Spike.

Oportunidade rara de assistir a Maria do Mar, obra de José Leitão de Barros, sobre Falacha, um patrão de um barco da Nazaré que, sem querer, causa a morte a alguns homens. Não resistindo à pressão familiar (especialmente instigada pela Tia Aurélia, que perdeu o marido), acaba por se suicidar. Mas daí a uns anos aquelas duas gerações voltam a cruzar-se. O filme será interpretado ao vivo por Bernardo Sassetti e Filipa Pais.

Num festival banhado pelo Rio Douro, recordemos as memórias do cineasta João Botelho, nascido em Lamego. Cidade que é o ponto de partida para as memórias de infância do cineasta, sempre com o Douro como pano de fundo. O documentário é narrado pelo actor Rui Morrison.

Côa, O Rio das Mil Gravuras (2007), de Jean-Luc Brouvet 
Sempre com documentários focados na ciência, etnografia e arqueologia, o francês Jean-Luc Brouvet tem tem Côa, o Rio das Mil Gravuras a sua primeira produção filmada em Portugal. O filme foca-se nas gravuras rupestres de Foz Côa, tomando consciência do tesouro arqueológico das margens do Rio Côa, num dos mais importantes sítios pré-históricos ao ar livre, de toda a Europa.

Filme de animação premiado com o Óscar de Melhor Filme de Animação 2006 e vencedor em dez categorias dos Annie Awards 2006. Inteiramente feito com plasticina, o filme foi filmado utilizado as tecnologias de stop motion e claymation. No filme, Walter, um inventor desajeitado e o seu cão, Gromit, tem de descobrir porque razão os vegetais da cidade começam a desaparecer.

Ponyo (2008), de Hayao Miyazaki
Filme de animação mais recente do cineasta japonês Hayao Miyazaki, levemente inspirado na conto A Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen. Ponyo é feito unicamente com recurso à animação tradicional e desenho à mão, mais uma obra excelente dos estúdios de animação Ghibli, com um teor mais infantil, mas uma mensagem universal. A história é centrada na amizade entre um rapaz de 5 anos e um peixinho-vermelho que quer ser humano.

Para consultar a programação completa basta consultar o dossier de imprensa do festival.