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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

"The Green Knight" e "The Night House" no MOTELx 2021


O filme The Green Knight, a mais recente longa-metragem de David Lowery, será o filme de abertura do MOTELx 2021. O encerramento será feito com The Night House, o mais recente filme de David Bruckner, realizador de The Ritual (2017).

Este ano, o MOTELx contará com diversos slashers com protagonistas femininas –nos quais se incluem Audition, de Takashi Miike (1999) e Monster, de Patty Jenkins (2003)– que, em conjunto com a selecção para a competição oficial do MOTELX, pretende desconstruir a ideia generalizada de que o cinema de terror é composto de uma representação maioritariamente masculina.

A programação do festival também aproveita as seis décadas do início da Guerra Colonial assinaladas este ano como mote para a secção Quarto Perdido. Nesta, ir-se-á revisitar a trilogia inacabada sobre o Ultramar, do realizador Joaquim Leitão e produtor/argumentista Tino Navarro, composta pelos filmes Inferno (1999) e 20,13 – Purgatório (2006).

O MOTELx 2021 decorrerá de 7 a 13 de Setembro, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

terça-feira, 28 de julho de 2015

"The Visit" e "Cop Car" no MOTELx 2015


O filme The Visit, a mais recente longa-metragem de M. Night Shyamalan, será o filme de abertura da secção Serviço de Quarto do MOTELx 2015. A mesma secção exibirá ainda o aguardado Turbo Kid (prémio do público da secção Midnighters do SXSW 2015); assim como Cop Car, de Jon Watts (realizador do próximo filme de Spider-Man); Green Room, de Jeremy Saulnier (autor de Blue Ruin); Howl, de Paul Hyett (Seasoning House); o thriller The Invitation, de Karyn Kursama (Jennifer's Body); Extinction, de Miguel Ángel Vivas (realizador da conhecida curta portuguesa de terror I'll See You in My Dreams) e Yakuza Apocalpyse: The Great War of the Underworld, de Takashi Miike.

A secção Quarto Perdido recupera duas cópias perdidas que já não são exibidas há mais de quarenta anos: A Caçada do Malhadeiro (!969) e Sinal Vermelho (1973). O convidado de honra deste ano é o produtor e realizador independente Roger Corman (Death Race), enquanto que o caracterizador Dave Bonneywell (28 Weeks Later) irá proporcionar também um workshop.

O MOTELx 2015 decorrerá de 8 a 13 de Setembro, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

"Pela Boca Morre o Peixe" vence o Prémio MOTELx 2014


A curta-metragem Pela Boca Morre o Peixe, de João P. Nunes, venceu o Prémio MOTELx para Melhor Curta de Terror Portuguesa 2014, no valor de três mil euros. O filme de treze minutos recebe ainda o prémio Méliès d'Argent da Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantásticos, sendo automaticamente seleccionado para a competição pelo Méliès d'Or.

O júri, composto por Gonçalo Waddington, Luísa Sequeira e Dan Frye, consideraram que o trabalho apresenta «uma forma de representação que resulta muito bem no contexto sarcástico do filme», com a história de um pescador que partilha a paixão pelo grotesco. O vencedor do ano passado foi O Coveiro, de André Gil Mata.

sábado, 5 de outubro de 2013

MOTELx - Os Melhores, por Carlos Antunes

Byzantium (2012), de Neil Jordan


Foi a obra destacada do festival ou não fosse a obra de um cineasta destacado que, malgrado um ou outro filme menor, tem sido capaz de criar filmes de todos os géneros e sensibilidades para todo o tipo de públicos. Mas se será sempre mais citado - não necessariamente lembrado - por um filme de vampiros, eis outro e magnífico. Explorando bases bem distintas e muito originais para um mito que tende a ser repetido com base numa única origem, Neil Jordan cria um luxuriante universo visual cujo tom moderno integra sem defeitos os laivos de conto gótico - é ouvir os diálogos de qualidade inestimável. O filme é ainda mais do que isso, uma reflexão sobre a arte da narrativa e a verdade, além de um drama entre mãe e filha que explora com inteligência o peso da eternidade sobre tal relação. Verdade que não é um filme que se cristalize numa obra imaculada, mas a sua ambição não o faz perder a coerência. Um destaque final para Gemma Arterton cuja sensualidade ainda não tinha sido assim (bem) explorada pelo cinema e que, tirando em Tamara Drewe, ainda não tinha podido mostrar o seu talento de actriz. Uma estrelaUma estrelaUma estrelaUma estrela Carlos Antunes



Countdown (2012), de Nattawut Poonpiriya


É possível fazer um filme de terror que mantém a tensão do princípio ao fim, que esboça o carácter das suas personagens com dois ou três traços mas que logo se tornam essenciais à história, e mesmo assim fazer com que ele seja divertido durante o tempo todo de acordo com o estilo cómico com o qual se iniciou. Countdown é esse filme e foi um dos objectos mais distintivos do MOTELx, criando uma verdadeira satisfação perante o "prato completo" que oferece e que é tanto capaz de deixar um comentário à sociedade jovem-adulta contemporânea como de criar uma memorável personagem chamada Jesus - e David Asavanond deixa vontade de o ver mais vezes nas nossas salas. Uma estrelaUma estrelaUma estrela½ Carlos Antunes



The Conjuring - A Evocação (2013), de 


A James Wan deveremos sempre culpar pelo legado que Saw foi impondo ao cinema de terror actual. E, no entanto, tem sido ele o primeiro a tentar distanciar-se de tal, perseguindo uma composição cinematográfica que vá além da exibição gráfica. Já tinha estado perto de o conseguir com Insidious, mas acabando por quebrar com o que vinha criando. Agora, com The Conjuring, criou uma obra que valoriza os elementos narrativos e, sobretudo, os elementos dramáticos que fazem valer as personagens mais do que os efeitos. Efeitos esses que recuperam a eficácia discreta, criando o ambiente, sugerindo hipóteses e concretizando apenas os sustos que devem mesmo acontecer em frente à câmara. Certamente que tratar-se de uma história real ajudou a todo este resultado e é uma pena que os dois projectos anunciados em nome de James Wan ameacem desviá-lo daquilo em que ele se poderia recuperar para o Horror futuro. Uma estrelaUma estrelaUma estrela½ Carlos Antunes

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

MOTELx - As Surpresas, por Carlos Antunes

The Battery (2012), de Jeremy Gardner


Um filme sobre o apocalipse zombie em estilo indie, ou seja, do ponto de vista de um par de sobreviventes que estão tanto um contra o outro como estão contra o mundo à sua volta. São várias as boas ideias que permitem ao filme ser um drama íntimo sem deixar de criar um mundo digno dos filmes de terror. Ou, se quisermos fazer a leitura ao contrário, excelente ideias em que o papel do dramatismo se substitui à falta de meios para cenas de espectáculo. Tal só deixa de se verificar quando o filme já vai a caminho do fim e insiste em demasiada na ideia de claustrofobia com que se encerra ao invés de resolver o conflito aberto pelo cruzamento com outros seres humanos. Prejudica o filme mas não chega a estragar a boa impressão que provoca. Uma estrelaUma estrelaUma estrela Carlos Antunes



Abductee (2013), de Yudai Yamaguchi


Não se esperava que o realizador de Meatball Machine e Deadball pudesse realizar um filme tão cheio de controlo: estilístico, dramático e espacial. Como na importância que o som tem para a compreensão da realidade do lado de fora do contentor em que encontramos o nosso protagonista, evitando que se tenha de sair daquele ambiente cerrado. Pelo menos até aos momentos finais em que o movimento exterior termina e se começa a conhecer algo mais do que o interior daquele espaço, no momento em que se reconhecem os gostos temáticos de Yudai Yamaguchi. Muitos saíram do filme desconcertados com aquele final extravagante, mas apenas porque não estarão habituados a encontrar numa parte da cultura nipónica este excesso pop que torna as obras bizarras aos olhos ocidentais. Até porque o final estava em acordo, temático e dramático, com o que vimos antes, não importa quão mais espalhafatoso do que o filme tenha sido. Uma estrelaUma estrelaUma estrela½ Carlos Antunes



You're Next (2011), de Adam Wingard


Não há outra maneira de o dizer: não dava nada por You're Next. Além dos dois responsáveis apenas terem mostrado uma boa ideia (levada para lá do que devia) nos seus segmentos das antologias que o MOTELx também foi mostrando, havia também os dois anos perdidos até que a distribuição do filme acontecesse. Isso certamente ajudou à surpresa, mas o trabalho do realizador e do argumentista também não deixam de ter o mérito de pegar numa boa ideia e conseguir aguentá-la durante uma hora e meia com algumas reviravoltas bem pensadas - e outras exageradas, verdade seja dita. Mas, sobretudo, conseguem fazer um thriller escrito com boas doses de humor negro. Infelizmente não tem terror suficiente, mesmo se tem muitas referências a filmes do género. Os autores são, sobretudo, criativos, faltando-lhes agora o domínio sobre como construir uma estrutura transversalmente sólida em torno das suas ideias. Uma estrelaUma estrelaUma estrela Carlos Antunes



John Dies at the End (2012), de Don Coscarelli


Paul Giamatti não é mais garantia de qualidade, mas antes garantia de um prestígio "à margem" que chamará a atenção para um filme. Neste caso merece-o, um filme que se joga na fronteira do abismo da comédia negra tresloucada e que consegue lá fincar a sua posição num crescendo de um imaginário que só se mostra absurdo porque assim o entende, pois as muitos excelentes ideias que tem - e que Douglas Adams teria aprovado - poderiam e deveriam ser momentos clássicos ou do cinema de aventuras ou da comédia. No meio de um filme de horror que não leva nada a sério e é assumidamente louco só poderão vir a criar um fenómeno de culto. Uma estrelaUma estrelaUma estrela Carlos Antunes

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

MOTELx - Os desapontamentos, por Carlos Antunes

Room 237 (2012), de Rodney Ascher


Arriscaria dizer que este era filme mais esperado do festival - ou muito lá perto - e isso só aumenta o desapontamento de um filme que não é mau mas que vive somente da atracção do seu conteúdo. Tirando um ou outro momento inspirado na montagem das imagens dos próprios filmes de Stanley Kubrick, o resto resume-se a pedaços de The Shining mostrados - em velocidade normal, frame a frame, de trás para a frente, etc... - por cima dos relatos vocais gravados por vários fãs defensores das teorias mais ou menos extraordinárias que existem sobre o filme. Sendo que essas teorias estão bem documentadas online, o único efeito benéfico do filme é a agregação das mesmas (dificilmente se conhecem todas a menos que se seja obcecado como quem fala) mas falta-lhe um sentido crítico. Afinal se de um lado os detalhes apresentados acerca do subtexto que o filme tem sobre a falsificação da ida à Lua ou sobre o Holocausto são lógicos, há depois um nível de possível exagero que o filme deixa passar. Pelo menos o foco naquela forma de projecção "inovadora" de passar The Shining sobreposto da frente para trás e de trás para a frente ouvindo dizer que completa uma espécie de círculo de significado já está para lá do raciocínio lógico e deveria levantar a interrogação sobre até que ponto há algumas das teorias são apenas absurdos ou wishful thinking. Uma estrelaUma estrelaUma estrela Carlos Antunes


Chained (2012), de Jennifer Lynch


Tal como em Surveillance, Jennifer Lynch parece não saber acolher somente a contemplação dos efeitos das situações em que insere os seus personagens ou que eles provocam. Tem de inserir a acção como engrenagem permanente da narrativa, mesmo até a um final que surge como absoluta surpresa por já quase nada ter que ver com o filme que a realizadora foi estabelecendo. Tudo isto ao invés de explorar a mera vida conjunta - e confrontada - de um homem e um miúdo em algo que está entre a cedência à adopção forçada e a vivência com o medo mesmo enquanto este se desfaz. A cena final, numa espécie de caracterização psicológica em aberto vem reforçar essa ideia de falta de contacto com a realidade das personagens que criou. Uma estrelaUma estrela½ Carlos Antunes



Kiss of the Damned (2012), de Xan Cassavetes


Anunciava-se o Horror no feminino a propósito deste festival, mas tal ideia foi contrariada pela realidade. Kiss of the Damned mostra-se uma leitura da sociedade vampírica de True Blood pela memória de um romance Vitoriano de classe alta. Tudo visto pelo prisma gótico de um Lucio Fulci. O problema é que há mais romance - acrescido de cenas de sexo de imaginário bem mais moderno - do que filme de vampiros e, apesar da qualidade da fotografia do filme, não se compara verdadeiramente a Fulci. Com um enredo demasiado limitado para impôr qualquer ritmo cativante, o filme que era sobre um amor entre uma vampira e um humano (depois transformado) torna-se no filme sobre a irmã dela, rebelde ao estilo moderno e a precisar de entrar num centro de reabilitiação. Roxane Mesquida lá vem dar ao filme algo para ver, a actriz de que Catherine Breillat disse ter elegância de grande actriz e, ao mesmo tempo, "ser uma bomba", lá cria a única personagem por inteiro do filme (mesmo sendo uma personagem de traços bastante expectáveis). Aliás, a única personagem que suja os lábios com sangue. O filme é mesmo mais uma deformação dos mitos do Horror pelo excesso de Romantismo. Uma estrelaUma estrela Carlos Antunes



Maniac (2012), de Franck Khalfoun


Com uma certa aura de culto o original deste filme tinha, pelo menos, algumas ideias com qualidade que remetiam para filmes muito melhores do que o filme de William Lustig chega a ser. A hipótese de os utilizar em benefício de um produto menos submerso em elementos menores da década de 1980 era bem vinda. Pelo contrário, o novo filme parece querer incluir o máximo deles possível, da música à estrutura da história. O problema maior vem de um desses elementos e que deve ser o que passa por grande invenção do filme: ser filmado do ponto de vista do assassino.
Não só esse elemento se torna cansativo por durar tanto tempo - demonstrando porque é que V/H/S tem de ser uma antologia de histórias breves - como retira qualquer verdadeira possibilidade de pensar cinematograficamente o filme. Pior ainda, não é por estarmos na posição do assassino que com ele empatizamos ou que ele se torna numa personagem. Aqueles entediantes olhares ao espelho para a que Elijah Wood faça do olhar uma interpretação devem na realidade servir para lembrar quem seja o protagonista do filme, mesmo que seja um tipo que continua a mostrar não ser actor.
O momento a meio do filme em que câmara escapa a este ponto de vista é um esquecimento e não um momento que fale da cisão entre as duas personalidades que parecem existir no mesmo corpo. Mas nada tão absurdo como o manequim da sua própria versão infantil que reproduziu, eventualmente para se ver sem se ver ao espelho... Uma estrela½ Carlos Antunes

sábado, 21 de setembro de 2013

MOTELx - Os piores, por Carlos Antunes

V/H/S/2 (2013), de vários


O ano passado V/H/S deixava uma péssima impressão que V/H/S/2 consegue superar. Num esquema idêntico ao anterior (fora alguns detalhes de somenos), o filme consegue colocar ainda mais em causa a sua lógica. Desde logo porque as velhas VHS se tornam num absurdo chamariz quando todos os segmentos são feitos a partir de câmaras digitais. Mas, igualmente, porque realizadores se recusam a pensar o mecanismo do filme que estão a fazer.
Na sua demanda por mostrarem trabalho de cineastas em vez de se apagarem no conceito, tratam todos de arranjar maneiras de multiplicar os pontos de vista numa mesma cena e, a partir disso, trabalharem a montagem. Considerando que estamos perante found footage múltipla que muitas vezes que se dispersa dentro do filme, podemos ter a certeza que seria impossível conseguir o género de resultado apresentado.
Quem mais perto está de ser bem sucedido com esse método - por envolver uma equipa de filmagem - é Timo Tjahjanto que, tendo igualmente em conta a abordagem temática aos problemas do seu país, é quem está mais perto de um segmento que valha isoladamente (e que valia a pena ser visto sem este tipo de execução).
De resto, um conceito relativamente interessante de Simon Barrett para Adam Wingard - argumentista e realizador de You're Next, respectivamente - executar com pouca inspiração e a curiosidade de ter um segmento com um zombie POV são os elementos possíveis de louvar em mais um filme que parece ter sido congeminado a partir do mínimo valor (de produção, artístico, etc...) possível. Uma estrela Carlos Antunes



The ABCs of Death (2012), de vários


Não será tanto uma curiosidade como um (mau) prenúncio o facto de a maioria dos realizadores de V/H/S/2 aparecerem nesta outra antologia de terror. Que, na verdade, de terror tem muito pouco, acontecendo em quase todos os segmentos que os realizadores confundam medo com confusão (perante o absurdo). Ou nojo, a sensação que se parece instalar em definitivo à medida que os segmentos se sucedem, tomando a exibição de dejectos e fluídos corporais o lugar da tensão. Se isso até tem graça quando Lee Hardcastle nos apresenta a sua animação em plasticina (T is for Toilet) o resto do tempo parece apenas condenar ao esquecimento os segmentos que até têm qualidade.
Não são muitos, até porque vários dos segmentos apenas se parecem destacar por estarem emparedados entre outros verdadeiramente medíocres. Isolados, não mereceriam um segundo olhar. Aliás, são bem poucos: L is for Libido de Timo Tjahjanto e M is for Miscarriage de Ti West (curiosamente, os dois únicos nomes a reter das antlogias V/H/S).
Ambos exploram o grau de terror inerente ao próprio ser humano e ambos sabem manipular os seus efeitos até um final verdadeiramente surpreendente e eficaz. Timo Tjahjanto volta a falar (exagerando, espera-se) dos problemas da sua região do globo num espectáculo que exige muito do espectador ao ver e, mais ainda ao pensar nas implicações. Ti West limita-se a criar um pequeno momento doméstico cuja implicação final também tem esse poder de desarme de convicções.
Duas verdadeiras peças de terror pelo que dizem de nós e das nossas sociedades. Mas ter de aguentar todas as outras letras para isso é demais. Uma estrela Carlos Antunes



The Lords of Salem (2012), de Rob Zombie


Parecia que Zob Zombie estava prestes a mostrar-se como um verdadeiro cineasta em vez de um mero executante de efeitos-choque. A sua exploração dos ambientes de tensão e a escolha de um tema que lhe é natural como gatilho da história prometeram muito. Mas depois ele volta aos seus truques de sempre, exagerando até que concretiza a sua própria versão - imitação? - escabrosa de Rosemary's Baby. Mesmo assim, a interessante direcção de actores que Rob Zombie mostra aqui e a a cada vez mais interessante protagonista em que se transforma a sua mulher, Sheri, não são negligenciáveis. Uma estrelaUma estrela Carlos Antunes





É um dos géneros que costuma ter presença quase sempre garantida no MOTELx, mas com You're Next a ter honras de encerrar o festival, não sei qual era a necessidade de ter também este filme. Uma incapacidade de gerar tensão ou, sequer, interesse pelos personagens deixa o público sem qualquer tipo de paciência para esperar a faquíssima compensação que o filme pensa proporcionar com o twist final. Uma estrela Carlos Antunes



Hell Baby (2013), de Robert Ben Garant e Thomas Lennon


Uma comédia desmiolada e previsível, talvez não tão má como aqueles Movies que parodiam tudo pela imitação alarve, mas ainda assim pouco melhor apenas porque em algumas breves cenas usa de um humor de sucesso mais arriscado. O resto do tempo nem sátira é, apenas um suceder de momentos que confundem estranheza com divertimento. Lá porque um filme destes se lembra que Rosemary's Baby e The Exorcist existiram não quer dizer tenha lugar no MOTELx, quer apenas dizer que não há nenhum género que escape a este tipo de abuso. Uma estrela Carlos Antunes



Wither (2012), de Sonny Laguna e Tommy Wiklund


Não se trata de um mau filme, trata-se apenas de um esforço indistinto que, tirando a demonstração de que na Suécia as qualidades da caracterização e dos efeitos está ao nível do que se vê de Hollywood, não adiciona nenhuma ideia ao que se tem visto desde o Evil Dead de Sam Raimi. Tem alguma eficácia mas mais nada. Uma estrelaUma estrela Carlos Antunes