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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entrevista com Corinna Lawrenz, Programadora da KINO 2016


Corinna Lawrenz assume pela primeira vez as rédeas da KINO, a Mostra de Cinema Alemão que passará mais uma vez por Lisboa, Porto e Coimbra.

O Split Screen aproveitou para trocarl algumas impressões com a programadora da KINO 2016 acerca desta edição mas, igualmente, daquilo que poderá ser o futuro da KINO com ela ao leme.



Sendo esta a sua primeira KINO enquanto programadora, a primeira pergunta tem de ser como vê o festival que recebeu e o que mudou para esta edição?

A KINO é um festival que cresceu de uma forma extraordinária durante os últimos anos. É um dos festivais mais antigos de Lisboa, começou como uma Mostra pequena no próprio Goethe-Institut e é hoje um evento de oito dias, várias secções, retrospectiva e convidados. É, por isso, tanto uma honra como um grande desafio ser programadora deste festival. 
Neste sentido, as mudanças nesta edição são também em primeiro lugar alterações pequenas em alguns pontos da programação. Introduzimos a linha programática “Novas Perspectivas” que, em todas as secções do festival, dá a conhecer primeiras obras de jovens realizadores. Voltamos a ter sessões dedicadas exclusivamente à arte da curta-metragem e queremos reforçar esta parte do festival nos próximos anos. Alargámos o leque de convidados (teremos este ano o Ulrich Peltzer, co-autor do filme de abertura, Rosa von Praunheim, Elfi Mikesch, Oliver Sechting e Karl Markovics) e apresentamos uma retrospectiva em colaboração com a Cinemateca e Augusto M. Seabra.



O que espera que a sua selecção mostre aos portugueses, não só acerca do cinema, mas acerca da actual cultura Alemã?

Acho que é uma pergunta complicada, até porque não é o meu objetivo principal “mostrar” alguma coisa de uma forma muito explícita. Se as pessoas saírem das nossas sessões a dizer que acabaram de ver bom cinema, estou contente. Se, para além disso, acham que chegaram a saber algo de novo sobre os países de língua alemã (não estamos a falar só da Alemanha) ou as suas culturas, muito bem. Mas acho que os dois aspectos têm de andar de mãos dadas. O documentário “Freiräume” por exemplo, levanta uma questão muito básica (a de como lidamos com mudanças drásticas nas nossas vidas) e conta quatro histórias individuais, trabalhando com a ausência visual e à presença da voz de cada uma das entrevistadas. Os espaços que mostra são espaços muito específicos de uma zona específica da Alemanha, mas a questão que está no fundo é muito mais abrangente.



No seu gosto pessoal, quais são as sessões que sente que o público não deve perder?

As sessões de abertura e encerramento, obviamente. Para além disso, gostava de dar um destaque especial às Novas Perspectivas que são uma oportunidade de ver obras de jovens realizadores, em parte provenientes da Berlinale do ano passado. Finalmente, acho que as sessões de curtas-metragens valem muito a pena porque dão a conhecer abordagens cinematográficas diferentes.



O que afirmará a retrospectiva da obra de Rosa von Praunheim em pleno 2016?

Se olharmos para Novembro de 2015 em Portugal e para a aprovação da lei de adopção de crianças por casais gay, penso que esta retrospectiva (e talvez o termo ciclo seja, por isso, mais adequado) é uma das mais atuais que podíamos fazer este ano – tanto neste sentido como olhando para a Berlinale do ano passado onde o Rosa apresentou o mais recente filme dele. Ademais, para além de o cinema dele ter tido uma importância social e cultural muito elevada – e não só na Alemanha – , um documentário tão pessoal como “Meine Mütter” também nos conta a história de uma vida cunhada pela história alemã do século passado.



O que teve de ficar de fora da selecção deste ano mas sente que o público precisava ainda de ver?

Sobretudo, podíamos ainda ter alargada a selecção de filmes inseridos nas Novas Perspectivas. Tivemos, de facto, uma selecção fantástica neste ponto. Para além disso, na secção KINOdoc (e também, mas de uma forma menos drástica, na Mostra Principal) houve algumas temáticas que achei igualmente importante mas que ficaram de fora desta vez por termos dado o foco na questão dos refugiados que nos pareceu muito importante este ano. Há um grande potencial para as próximas edições e é, por isso, algo que me deixa ficar muito contente.



Em que medida se têm equilibrado a descoberta do mais recente cinema Alemão pelo público português e o chamamento aos alemães residentes em Lisboa?

Não gosto de pensar isto como dois públicos separados. Acho que dá a conhecer o mais recente cinema de expressão alemã, e dar a conhecer tanto as obras dos grandes nomes do cinema alemão como filmes que não entram necessariamente nos circuitos comerciais cá em Portugal, é a intenção em relação a todo o tipo de público. É óbvio que depois há olhares diferentes sobre os filmes. Pensando, por exemplo, na sessão dupla de “Ein idealer Ort” e “Bube Stur”: são filmes que em primeiro lugar contam histórias particulares, mas também permitem um olhar sobre realidades sociais e políticas da vida nas zonas rurais da Alemanha, e finalmente também são filmes esteticamente muito interessantes. Dependendo do ponto de vista de cada um, podem ser interessantes por um ou mais desses aspectos. É isso que me interessa – exibir filmes que podemos abordar e achar importantes por várias razões.   
O que acho importante é encontrar pontos de convergência. O público alemão que temos é tudo menos homogéneo, alguns com um interesse especial pelo cinema alemão, outros com um interesse forte no cinema em geral. Por isso, a nossa programação não é pensado para dois públicos separados, mas sim para um público que gosta de ver cinema.



Fatih Akin e Karl Markovics (sobretudo como actor) são o mais próximo que estamos de ter autores reconhecidos por um público mais alargado. E a submissão deste ano da Alemanha ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, Labirinto de Mentiras, passou por cá tanto em festival (Judaica) como em sala passando despercebido de uma forma geral. Como vê que se pudesse dar o salto da mostra para uma maior entrada do cinema alemão no mercado português?

É uma questão que obviamente não diz respeito só ao cinema alemão, mas a grande parte do cinema europeu. Mesmo assim, penso que o cinema alemão até teve uma presença relativamente boa nas salas portuguesas no ano passado (se pensamos em “Phoenix”, por exemplo). Sempre que houver esta hipótese, gostamos de fazer ante-estreias durante a KINO com o objectivo de chamar atenção para filmes que passam pelas salas portuguesas e esperamos reforçar este tipo de colaborações nos próximos anos.



Pensando a médio prazo, se é que tal é possível, o que gostaria que o KINO fosse daqui por cinco anos?

Em primeiro lugar, gostava de continuar o trabalho das últimas 12 edições da KINO e contribuir para que o festival possa crescer – não tanto em termos de quantidade de exibições, mas antes em aspectos de programação tanto no que diz respeito às principais secções como à Mostra para Escolas. Para além disso, gostava que a KINO se tornasse mais num ponto de encontro entre o público português e realizadores, conhecidos ou jovens, da Alemanha. E também entre jovens realizadores portugueses e alemães.



Se não tivesse limitações de qualquer tipo, qual seria a sua concepção para um KINO ideal?

Acho que a minha resposta a esta pergunta é basicamente a mesma que a anterior. Gosto de pensar em pequenos passos para conseguir estes objectivos e num desenvolvimento gradual dos próprios objectivos.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Oh Boy" será o filme de abertura da KINO 2014 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


Na sua décima primeira edição, a KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã regressa com uma importante selecção de filmes recentes oriundos da Alemanha, Luxemburgo e Suíça. Em Lisboa, regressará ao Cinema São Jorge, de 23 a 31 de Janeiro, mas voltará a ter extensões da mostra no Porto (Teatro do Campo Alegre) e, pela primeira vez, também em Coimbra (Teatro Académico de Gil Vicente).

Este ano o tema transversal à imensa selecção será a família, com obras focadas nas estruturas familiares modernas, umas mais subtis que outras, assim como nos habituais dramas do género. Neste programa principal que volta a dar atenção ao Novo Cinema Alemão destaca-se um dos filmes mais premiados dos últimos tempos, desde a sua estreia em 2012 e que será o filme de abertura: Oh Boy. Filmado a preto e branco por Jan Ole Gerster (valendo-lhe o prémio de Melhor Descoberta Europeia do Ano pela Academia Europeia de Cinema e sendo o principal vencedor dos prémios do cinema alemão), o filme segue um jovem estudante que abandona a universidade e deambula pela cidade de Berlim. Para encerrar, será exibido o filme Two Lives, candidato alemão ao Óscar 2014 de Melhor Filme Estrangeiro, que entrecruza o tema do passado nazi com a história da Stasi, após a queda do Muro de Berlim. Outros dos filmes da mostra principal a destacar são Freier Fall (exibido no Queer Lisboa 2013), Gnade (que competiu pelo Urso de Ouro em 2012), The Strange Little Cat (exibido no LEFF 2013 e premiado em múltiplos festivais internacionais), Soldate Jeannette (vencedor do Tiger Award no Festival de Roterdão 2013) ou Two Mothers (exibido no Festival de Berlim 2013).

A KINO 2014 celebrará ainda a efeméride dos 25 anos da Queda do Muro de Berlim, com um ciclo intitulado Die Mauer (O Muro), com filmes que recordam o evento histórico, desde Wings of Desire (1987), de Wim Wenders; a Spur der Steine (1966), de Frank Beyer ou The Lives of Others (2006), de Florian Henckel von Donnersmarck. Esta comemoração também será o tema principal da Mostra para Escolas, com filmes em torno dos problemas dos jovens na antiga RDA. O ciclo Cinema Jovem exibirá ainda filmes que adaptaram ao cinema a obra de Erich Kästne, desde as aventuras de Emil e os detectives dos anos 30, até às mais recentes adaptações de Sala de Aula Voadora.

A informação completa da programação e horários (em Lisboa, Porto e Coimbra) pode ser consultada no sítio oficial do Goethe-Institut Portugal ou no seu perfil oficial de Facebook.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Barbara, por Tiago Ramos


Título original: Barbara (2012)
Realização: Christian Petzold
Argumento: Christian Petzold e Harun Farocki
Elenco: Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Rainer Bock e Jasna Fritzi Bauer

Barbara é um filme sobre transformações. O alemão Christian Petzold filma indirectamente uma Alemanha dividida, em plena Guerra Fria, com todos os seus dilemas morais e políticos, sob o ponto de vista da sua protagonista feminina. E essa Alemanha gélida é filmada também numa perspectiva também ela rígida e clínica, como é habitual no trabalho do cineasta e como pudemos comprovar no final de 2012 nas nossas salas de cinema, com a estreia de Jerichow (2009). Mas onde este último primava pela rigidez de uma história repleta de personagens-arquétipo e por isso de um lado emocional quase inexistente, em Barbara parte-se de um caminho inicial semelhante, para afinal revelar uma complexa evolução de uma personagem. A Barbara que dá nome ao filme é vivida por Nina Hoss num retrato convincente de uma personagem que se deixa mudar pela sociedade onde é forçosamente inserida. Daí que não seja de estranhar que a postura inicial da actriz seja a mesma do cineasta: uma atitude gélida e fria, de quem vive num constante estado de alerta, sufocada no meio de um ambiente rural bem distante da azáfama de uma cidade como Berlim, onde todos a olham com a desconfiança típica da altura complicada em que se vivia. Essa distância inicial entre as personagens e por consequência também do espectador é a forma que Christian Petzold tem de provocar a sensação de alienação tão desejada, de quem procura não estabelecer laços emocionais, nem levantar suspeitas, enquanto planeia uma fuga para a Alemanha Ocidental.

É aí que o argumento contrabalança essa postura, introduzindo gradualmente uma aproximação da protagonista às personagens que a rodeiam. Fá-lo criando uma delicada metáfora entre a prisão em que vive - bem recriada pelas visitas tensas, bruscas e irregulares do agente da Stasi - ali naquela zona rural, afastada de tudo, mas com uma papel preponderante naquela sociedade, e a prisão em que vive uma sua paciente, uma jovem adolescente, sem quaisquer perspectivas de futuro, ao não ser que Barbara cuide dela. O cineasta alemão retrata tudo isso com um cuidado formal e clássico, com a subtileza do trabalho fotográfico de Hans Fromm, expondo o regime, mas sem nunca ser excessivamente didáctico ou panfletário. As problemáticas de época são retratadas nas entrelinhas da protagonista, na subtileza do meio que a rodeia e no olhar frio de Petzold. Mas dentro dessa frieza, é capaz de criar um olhar humano, através da evolução da personagem, da qual terminamos com uma opinião final completamente oposta à que nos havia sido inicialmente mostrada. No final, a esperança de uma contrasta com aspereza da moral de sacrifício  mas também com um lado humano, numa Alemanha fria e severa.


Classificação:

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hell, por Tiago Ramos


Título original: Hell (2011)
Realização: Tim Fehlbaum
Argumento: Tim Fehlbaum, Oliver Kahl e Thomas Woebke

Na onda dos filmes com temática pós-apocalíptica (onde se inserem filmes relativamente recentes como The Road, 9Terminator: Salvation ou The Book of Eli) há espaço para uma produção alemã longe do espectro dos grandes estúdios. Embora co-produzido por Roland Emmerich, Hell destaca-se precisamente pelo oposto do que caracterizou o produtor/realizador: a ausência de grandes efeitos visuais.

O hell do título não é o inferno a que estamos habituados, mas senão mais que a palavra alemã para brilho. Brilho esse que caracteriza grande parte da direcção de fotografia de Markus Förderer e que serve para ambientar a narrativa num não muito longínquo 2016, onde o planeta foi afectado por uma tempestade solar. Embora sem grande contextualização do que aconteceu, o filme prima por conseguir manter o ambiente credível e consistente mais não seja pelos cenários desolados, áridos e brilhantes. Iniciado como um drama sci-fi, a dada altura o argumento do filme caminha para os terrenos do survival horror movie, criando um típico jogo do gato e do rato entre vítima e predador. Não que isto seja negativo, até porque o argumento, mesmo sendo bastante simples, consegue manter-se intenso e interessante do início ao fim, fazendo por vezes recordar filmes como Deliverance (1972) ou Mad Max (1979)

Com um elenco competente, de onde se destaca as alemãs Hannah Herzsprung (The Reader) e Angela Winkler (Benny's Video), estes apenas falham por vezes em conseguir-nos transmitir a ideia de desidratação, estando as personagens em determinadas alturas, demasiado enérgicas para quem enfrenta uma calamidade do género. Mas de uma forma geral toda a produção consegue recriar o ambiente, tensão  e suspense necessários também com recurso a planos tremidos e edição rápida, além da já referida fotografia. Um filme interessante e competente no seu objectivo, uma boa alternativa às grandes produções de Hollywood.



Classificação:

sábado, 26 de janeiro de 2013

Hotel Lux, por Tiago Ramos


Título original: Hotel Lux (2011)
Realização: Leander Haußmann
Argumento: Leander Haußmann, Leander Haußmann e Volker Einrauch
Elenco: Michael Herbig, Jürgen Vogel, Thekla Reuten, Alexander Senderovich, Valery Grishko, Axel Wandtke e Daniel Wiemer

Convenhamos que e em jeito de confissão que a exibição repleta de percalços não contribuiu positivamente para a avaliação da película. Justifiquemo-nos porém perante uma questão de expectativas. Hotel Lux prometia ser algo que não conseguiu ser. Ponto final. Especialmente quando numa breve declaração, o próprio realizador afirma ser um filme divertido. E de facto, tenta-o ser, raras vezes conseguindo-o e dispersando-se entre várias áreas simultaneamente: tenta ser uma comédia satírica, uma grande produção de Hollywood ao estilo dos anos 30 e um filme de acção e aventura. Ao tentar, nunca o chega a ser, especialmente porque não o sabe dosear e evidencia-se a sua estrutura narrativa desequilibrada e com graves problemas de ritmo.

A nível de produção, justifica o seu orçamento milionário: nota-se o cuidado na reconstrução da época com cenários e guarda-roupa e a nível da fotografia. Pena que o material de base com que trabalha não seja o melhor, notando-se que tenta desesperadamente ser um produto de consumo fácil, com a sua acção inconsequente e cheia de reviravoltas e que depois tenta apelar ao coração quando mistura algum drama que não chega a resultar em sintonia com o resto. É um grave problema de indecisão de Leander Haußmann e que se reflecte no filme.

Já a escolha do elenco é particularmente inspirada, com destaque para o carismático Michael Herbig e para o talentoso Jürgen Vogel, que resultam bem isoladamente, mas cuja química é evidente nas cenas em que contracenam. São eles que salvam o filme do descalabro que poderia ser. Mas por si só não salvam Hotel Lux de ser uma mera caricatura das suas intenções, resumindo-se a um conjunto de sketches desinspirados e com tendência para a comédia fácil.


Classificação:
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

KINO 2013 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


Arrancará em Lisboa ainda este mês de Janeiro, a décima edição do KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, que trará de volta a Lisboa o melhor cinema falado em alemão, em parceria com as embaixadas da Alemanha, Áustria, Luxemburgo e Suíço, bem como do Goethe-Institut. De 24 de Janeiro a 3 de Fevereiro, o Cinema S. Jorge, o Espaço Nimas e o próprio Goethe-Institut Portugal em Lisboa serão o palco de diferentes secção do festival. A mostra KINO dedicará vinte e quatro sessões ao cinema mais recentes, enquanto que a Mostra para Escolas contará com quatro sessões para alunas. No espaço Nimas decorrerá a secção "Para além de Oberhausen", na forma de um ciclo de 1962 e 1981, enquanto que no Goethe-Institut serão exibidos cinco filmes com contos dos irmãos Grimm.

Um dos principais destaques da mostra deste ano é Barbara, o mais recente filme de Christian Petzold, candidato alemão ao Óscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor do Urso de Prata para Melhor Realizador no Festival de Berlim 2012. O filme segue uma médica que no Verão de 1980, da República Democrática Alemã, solicita uma autorização para sair do país. Mas ao invés desta lhe ser concedida, acaba por sofrer um processo disciplinar e transferida de Berlim para um pequeno hospital de província.

Hotel Lux - que estreou no Fantasporto 2012 - segue a farsa de um cómico e imitador que foge para Moscovo, em 1938, para escapar da cidade de Berlim, ocupada então pelos nazis. Este acaba no Hotel Lux, local onde ficam todos os exilados, sendo confundido pela polícia secreta russa como o astrólogo pessoal de Adolf Hitler. O Miúdo Emprestado é outro dos filmes a ser exibidos, uma produção suíça sobre um jovem órfão que foi contratado para trabalhar com uma família de agricultores e que sofre humilhações pela sua família adoptiva. A única forma que tem para manter a sua auto-estima é tocar acordeão e a sua amizade com a jovem Berteli, com quem sonha fugir para a Argentina. A programação continua com Combat Girls, produção multi-premiada em festivais e considerado o terceiro melhor filme do ano 2011 pelos prémios do cinema alemão, os Lola; o documentário This Ain't California, sobre a vida na RDA contada pela perspectiva de um grupo de três jovens que filmavam o seu quotidiano em Super 8 ou ainda a produção sci-fi Hell, vencedora da edição de 2012 do Fantasporto.

Nas retrospectivas dedica-se espaço ainda a Werner Herzog e os seus Aguirre: The Wrath of God (1972) e Fitzcarraldo (1982) ou Rainer Werner Fassbinder, com Katzelmacher (1969) e Ali: Fear Eats the Soul (1974), entre outros, junto com Alice in the Cities (1974), de Wim Wenders. Nas sessões familiares há direito a conhecer a história de amor do jovem poeta Johann Goethe em Young Goethe in Love ou a de um homem que entra em estado de choque após ser trocado por outro, após trinta anos de casamento, na comédia dramática Três Quartos da Lua. Os mais pequenos poderão ficar a conhecer (ou pelo menos recordar) a história de Rapunzel, no telefilme de Bodo Fürneisen ou O Gato das Botas, às mãos de Christian Theede. Para os saudosistas, o festival selecciona ainda o melhor de dez anos de existência em três dias e três noites de filmes.

A informação completa dos filmes e horários pode ser consultada no sítio oficial do Goethe-Institut Portugal ou no seu perfil de Facebook.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vencedores do passatempo Sessão de Encerramento do KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


Os vencedores do passatempo e que terão a oportunidade de assistir à sessão de encerramento do KINO 2012 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, com exibição do filme Respirar, são:

Carlos António Furtado Santos
Joana Lopes da Conceição Carlos
João Miguel Saraiva Vila-Maior
Luís Miguel Santos da Costa e Silva
Paulo Alexandre Rocha Teles

Parabéns! A sessão decorrerá no Cinema S. Jorge, em Lisboa, no dia 3 de Fevereiro, às 21h30. Os convites deverão ser levantados entre as 13h00 do dia 1 de Fevereiro e as 17h00 do dia 3 de Fevereiro, nas bilheteiras do Cinema S. Jorge.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Passatempo Sessão de Encerramento do KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


O Split Screen e o Goethe-Institut Portugal querem levar os nossos leitores à sessão de encerramento do KINO 2012 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, com a exibição do filme Respirar, de Karl Markovics.

Temos 5 convites duplos para oferecer. A sessão decorrerá no Cinema S. Jorge em Lisboa, no dia 3 de Fevereiro, às 21h30. Para se habilitarem a ganhar basta preencherem correctamente o seguinte formulário:

Notas:
- O passatempo decorre até às 23h59 do dia 31 de Janeiro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Apenas será aceite uma participação por e-mail e por pessoa.
- Os premiados serão escolhidos entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida - com as respostas correctas às questões, juntamente com todos os dados solicitados - e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude. A escolha é aleatória.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.
- Antes de participarem certifiquem-se que poderão comparecer no dia indicado. Em casos de força maior, deverão comunicar atempadamente a vossa ausência através do e-mail acima indicado. Reservamo-nos o direito de excluir de futuros passatempos todos os que não cumprirem estas regras.
- Os convites estão limitados à lotação da sala. O Split Screen não se responsabiliza por eventuais lotações esgotadas que possam ocorrer na data indicada.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vencedores do passatempo Sessão de Abertura do KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã



E os vencedores do passatempo Split Screen e Goethe-Institut Portugal que ganharam um convite duplo para a sessão de abertura do KINO 2012 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, com a exibição do filme Almanya, realizado por Yasemin Samdereli, são:

Angélica Vera Pires Mendes 
Bruno Miguel Sequeira Rebelo 
Elsa Teresa Fernandes Pereira Nunes 
Gonçalo José Rodrigues Quelhas 
Rute Carina Fialho Arsénio


Parabéns! A sessão decorrerá no Cinema S. Jorge, em Lisboa, no dia 26 de Janeiro, às 21h30. Os bilhetes deverão ser levantados entre as 13h00 do dia 25 de Janeiro e as 17h00 do dia 26 de Janeiro nas bilheteiras do Cinema S. Jorge.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Passatempo Sessão de Abertura do KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


O Split Screen e o Goethe-Institut Portugal associam-se para levar os nossos leitores à sessão de abertura do KINO 2012 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã, com a exibição do filme Almanya, realizado por Yasemin Samdereli.

Temos 5 convites duplos para oferecer. A sessão decorrerá no Cinema São Jorge em Lisboa, no dia 26 de Janeiro, às 21h30. Ganham os cinco mais rápidos a preencherem correctamente o formulário abaixo:


Notas:
- Para este passatempo serão seleccionados os primeiros cinco a responderem correctamente à questão colocada e com o preenchimento correcto do formulário.
- Apenas será aceite uma participação por e-mail e por pessoa.
- Os premiados serão escolhidos entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida - com as respostas correctas às questões, juntamente com todos os dados solicitados - e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude. A escolha é aleatória.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.
- Antes de participarem certifiquem-se que poderão comparecer no dia indicado. Em casos de força maior, deverão comunicar atempadamente a vossa ausência através do e-mail acima indicado. Reservamo-nos o direito de excluir de futuros passatempos todos os que não cumprirem estas regras.
- Os convites estão limitados à lotação da sala. O Split Screen não se responsabiliza por eventuais lotações esgotadas que possam ocorrer na data indicada.

KINO 2012 - Mostra de Cinema de Expressão Alemã


Agora na sua nona edição, o KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã regressa a Lisboa, no Cinema S. Jorge e no Auditório do Goethe-Institut, para trazer o melhor cinema falado em Alemão, numa organização do Goethe-Institut em parceria com as embaixadas da Áustria, Luxemburgo e Suíça, bem como o EGEAC, ABC Cineclube e Merck.

O festival regressa com uma forte mostra de cinema, na tradição alemão do autorenfilm, onde quase todos os realizadores assinam também o argumento, centrada sobretudo numa análise crítica ao século XX e na imigração e numa abordagem às relações humanas. O KINO 2012 contará ainda com um Ciclo Áustria, havendo ainda destaque para várias curtas-metragens (enfoque para a selecção Next Generation Short Tiger 2011) e os habituais ciclos Mostra para Escolas e Cinema Jovem. O festival decorre de 26 de Janeiro a 03 de Fevereiro.

O Split Screen associa-se ao KINO 2012 e apresenta a sua selecção do certame:

Comédia dramática que marca a abertura do certame, estreada no Festival de Berlim 2011 e que aborda a integração cultural dos imigrantes na Alemanha. Desde 1950 e graças às ofertas de emprego na construção e na indústria, começou um fluxo de imigração que teve como consequência dois milhões de turcos a viver hoje na Alemanha. O filme reflecte de uma forma leve essa temática ao focar-se numa família que viaja para o país nos anos 60 e na dúvida frequente actual entre netos de imigrantes: jovens integrados no país, que muitas vezes nem conhecem o idioma de origem. Almanya é uma interessante viagem de memórias, conflitos e reconciliações.

Selecção do festival de Karlovy Vary onde venceu o prémio do Júri Ecuménico e onde a protagonista Stine Fischer Christensen (After the Wedding) foi considerada a Melhor Actriz. Segue a história de uma jovem actriz com problemas de auto-confiança que é escolhida para interpretar uma peça de teatro, onde interpreta uma mulher confiante, sexualmente provocadora e auto-destrutiva.

Depois de ter estreado Wolke 9 em 2009, Andreas Dresen regressa a Portugal com o vencedor do prémio Un Certain Regard do Festival de Cannes 2011. O filme levanta a questão «E se, um dia, se deparassem com a vossa própria mortalidade?» ao seguir uma família afectada pelo diagnóstico de um tumor no cérebro de um dos membros.

Documentário centrado nas histórias em redor do Cemitério Judaico de Berlim-Weissensee, que conta com 115 mil sepulturas em 42 hectares. Um tratado sobre a história judaica em Berlim e por consequência da Alemanha. O filme venceu o prémio do público para Melhor Documentário no Festival de Berlim 2011.

O documentarista Andres Veiel estreia-se na ficção com um drama sobre o terrorismo na Alemanha. O filme recebeu dois prémios no Festival de Berlim 2011 e centra-se também nas consequências do Holocausto nas gerações mais modernas. Para muitos jovens isso significa enfrentar o peso quase "hereditário" do Holocausto, algo tão enraizado que os alemães são os únicos que tem uma palavra específica para designar o prazer diante o sofrimento alheio: schadenfreude.

Do realizador de French for Beginners, chega a sequela de outro seu filme (The Crocodiles). Os Crocodilos do Subúrbio 2 volta a centrar-se no grupo de amigos de mesmo nome que se dedicam a investigar os bandidos responsáveis pela iminente bancarrota da empresa dos pais de Ollie e Marie. Sem eles, o grupo deixaria de existir. Um filme familiar em jeito de aventura e que desenvolve temas como a amizade.

Documentário íntimo que segue os últimos quatro anos de vida do realizador Werner Schroeter, um dos mais importantes realizadores do Novo Cinema Alemão que recebe a notícia de que sofre de cancro, em 2006, enquanto se encontra a trabalhar na obra Beleza das Sombras.

A história da amizade improvável entre duas jovens distintas, Ari e Oona, uma que procura compensar a ausência de afecto com homens mais velhos e outra, depressiva e com tendências suicidas. Mas quando Ari inicia uma relação com Lukas, um tio de Oona que esta odeia, tudo pode mudar. Vencedor de uma menção especial no festival Karlovy Vary 2011.

Integrado no Ciclo Áustria, o filme tem como palco da acção uma aldeia austríaca nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Aí, um grupo de judeus húngaros vindo de uma marcha da morte em direcção ao campo de concentração de Mathausen, decide fazer uma apresentação privada da opereta Sangue Vienenese.

Vencedor do prémio secundário Label Europa Cinemas do Festival de Berlim 2011, O universo acima de nós estreou em Portugal no IndieLisboa 2011. A história centra-se numa mulher interpretada por Sandra Hüller (A Woman in Berlim) e na sua busca pela verdadeira identidade do marido, quando à beira de se mudar com ele para Marselha, vê o seu mundo a desfazer-se.

A encerrar o festival e integrado no Ciclo Áustria, temos a primeira longa-metragem realizada e escrita pelo actor austríaco Karl Markovics (The Counterfeiters). Candidato da Áustria ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro 2012, o filme venceu o prémio Label Europa Cinemas no Festival de Cannes 2011. Em Respirar seguimos a história de um jovem que se encontrar a cumprir uma pena de cinco anos numa prisão juvenil. De forma a ver a sua pena reduzida, aos 19 anos procura emprega numa agência funerária em Viena.

A programação completa do KINO 2012 pode ser consultada aqui.