segunda-feira, 30 de março de 2009

Homem no Arame, por Tiago Ramos



Título Original: Man on Wire (2008)
Realização: James Marsh
Elenco: Philippe Petit, Annie Allix, Jean-Louis Blondeau, Ardis Campbell e David Demato

Todos nós tememos, uma vez por outra, andar na corda bamba. Porém, para Philippe Petit essa é uma das razões de viver. E é essa sensação de vivacidade que inspira o documentário Homem no Arame.



O realizador do documentário, James Marsh, fez toda a construção do mesmo com contornos e detalhes cinematográficos. A condução com imagens de arquivo (perfeitamente bem documentadas), as entrevistas com os principais intervenientes da aventura épica e as reconstituições dos eventos de maior dramatismo em todo o golpe ajudam a envolver o espectador durante toda a história. Apesar de um início aparentemente aborrecido, que pode de imediato afastar alguns espectadores menos pacientes, Man on Wire rapidamente consegue tomar o pulso, espontaneidade e vivacidade necessárias.

A inspiração e energia de Philippe Petit, o funâmbulo que conduziu todo o golpe sem uma razão lógica, sem mais que um rubor que o atinge, sem mais que um espírito aventureiro rapidamente nos contagia no alcance dos nossos objectivos, na conquista dos nossos sonhos mais extraordinários.

Os períodos tensos e de perigo, fazem de Homem no Arame, mais que um documentário, mas um thriller muito bem construído, adensado com personagens inteligentes e consistentes e uma banda sonora bem construída. O protagonista é um excelente entertainer, um actor vibrante, que interpreta a própria história que, se não fosse tão bem documentada na história, acharíamos poder ser impossível.



A James Marsh devemos atribuír o elogio de não querer mais que contar uma história, com contornos vivos e emotivos. E de não ter caído no erro de reavivar a memória do atentado ao World Trade Center, nem fazer disso um motivo para vender o seu documentário. A razão do documentário, a razão do golpe de Philippe Petit é simplesmente mostrar que os sonhos podem ser concretizados, mesmo que pareçam impossíveis.

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