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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Playback, por Eduardo Antunes


Título original: Playback (2026)
Realização: Sérgio Graciano

Apesar da tentativa de direccionar alguns esforços estéticos inspirados noutros exemplos cinematográficos, as reconhecíveis experimentações audiovisuais não são suficientes para salvar o que, de resto, acaba por ser um filme bastante básico e, pior, redutor da carreira do artista, não acrescentando nada para a posteridade do mesmo. 

domingo, 14 de junho de 2026

O Dia da Revelação, por Eduardo Antunes


Título original: Disclosure Day (2026)
Realização: Steven Spielberg
Argumento: David Koepp, Steven Spielberg

Aquando do lançamento de The Fabelmans, julgara aí findado o percurso cinemático de Spielberg, num exercício catártico de assunção do próprio percurso pessoal que influenciara a sua filmografia, um literal fechar do ciclo, finalizando esse filme com o seu início como realizador.
E preferia que fosse essa a memória a guardar, em vez desta fraca tentativa de reamaginar ou actualizar as suas mais antigas explorações de ficção científica. 

sábado, 25 de maio de 2024

Furiosa: Uma Saga Mad Max, por Eduardo Antunes


Título original: Furiosa: A Mad Max Saga (2024)
Realização: George Miller
Argumento: George Miller, Nick Lathouris

Seria sempre inútil a esperançosa espera pelo mesmo sentimento que nos arrebatou naquele (parece) longínquo ano de 2015. Antes, o que George Miller aqui nos oferece é um complemento à sua obra-prima anterior, que não tanto nos pretende oferecer a mesma frenética envolvência, mas antes oferecer um outro grau de complexidade à segunda (ou primeira?) protagonista que vingou o percurso pela Estrada da Fúria.

segunda-feira, 20 de março de 2023

John Wick: Capítulo 4, por Eduardo Antunes


Título original: John Wick: Chapter 4 (2023)
Realização: Chad Stahelski

Quando se torna uma franquia uma paródia de si própria? Quando ultrapassa esta o seu inicial contributo e se torna no mesmo cansativo processo contra o qual estava a trabalhar? Questões que me cruzaram o pensamento anteriormente, mas que regressaram nos primeiros minutos deste John Wick, ao ver o mesmo tipo de ameaças expressadas pela lenta rouquidão do protagonista, a qualquer substituível personagem ou extra que repita o seu nome ad infinitum.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Cyrano, por Eduardo Antunes


Título original: Cyrano (2021)
Realização: Joe Wright
Argumento: Erica Schmidt

É na dissonância entre a franca qualidade da obra original e a tentativa inusitada e preguiçosa de aplicação de uma determinada sensibilidade moderna que não nos conseguimos ligar a uma história tão simples na sua eficaz aplicação da palavra, como se lembrando o público do quão longe estamos de regressar a uma época de subtil expressão literária e representatividade de temáticas actuais segundo personagens universais na sua caracterização.

Casa Gucci, por Eduardo Antunes


Título original: House of Gucci (2021)
Realização: Ridley Scott

Existem diversas serializações biográficas dedicadas a grupos familiares afectados por excêntricas vicissitudes às quais, no seu formato alongado, lhes são permitidas um enfoque episódico em personagens, temas ou épocas distintas, cuja atenção dividida nos permite absorver a história mais eficazmente. Formato do qual me recordei aquando dos obrigatórios escritos finais informativos do destino das diversas personagens, relembrando a minha própria necessidade de gastar mais tempo em cada uma delas, em particular a que devia acarretar, juntamente com a personagem de Lady Gaga, o conflito central de toda a história.

sábado, 19 de março de 2022

Homem-Aranha: Sem Volta a Casa, por Eduardo Antunes


Título original: Spider-Man: No Way Home (2021)
Realização: Jon Watts

Não tendo tido a oportunidade (e talvez até, em retrospectiva, vontade) de apanhar esta visualização no grande ecrã, chegou-me finalmente o momento de ver esta mais recente adaptação cinemática de Homem-Aranha, já sem as expectativas nostálgicas de outrém e com a confirmação de todos os rumores que estragaram à partida qualquer surpresa que pudesse existir, numa vontade permanente dos mais fanáticos confirmarem os seus conhecimentos e, assim, conseguirem os seus desejos sem demais desafio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Edição do Cinepop para 2021 e estreia do Cinepopcast


O Cinepop é um evento que começou em 2016, organizado pelo produtor e realizador Tiago Pedro de Carvalho, fundador da produtora Guérrilha Films, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que desde então traz à sala do Fórum Lisboa um conjunto de filmes icónicos de diversas épocas do cinema.

Devido à situação pandémica em que nos encontrámos durante 2020, foi inevitável a interrupção da temporada anterior, que contou com Goodfellas de Martin Scorsese, Flash Gordon de Mike Hodges, Se7en de David Fincher, Dr. No de Terence Young, Escape from New York de John Carpenter e Zelig de Woody Allen.



Sendo assim, a temporada de filmes que recomeça agora em 2021 retoma onde a anterior parou, com:
- Rear Window (1954), de Alfred Hitchcock, a 10 de Outubro;
- A Clockwork Orange (1971), de Stanley Kubrick, a 17 de Outubro;
- Top Gun (1986), de Tony Scott, a 24 de Outubro;
- Star Trek: The Motion Picture (1979), de Robert Wise, a 7 de Novembro;
- From Russia With Love (1963), de Terence Young, a 14 de Novembro;
- Star Trek II: The Wrath of Khan (1982), de Nicholas Meyer, a 28 de Novembro;
- After Hours (1985), de Martin Scorcese, a 5 de Dezembro;
- Die Hard (1988), de John McTiernan, a 12 de Dezembro;
- Willow (1988), de Ron Howard, a 19 de Dezembro;

As sessões, que iniciam já esta semana, decorrem aos domingos, às 16h00, no Fórum Lisboa na Avenida de Roma, contando muitas das sessões com uma breve apresentação do filme por Nuno Markl. Os bilhetes para as sessões têm o modesto custo de 4€.

Complementarmente ao evento Cinepop, foi lançado um Podcast pelos dois coradores do evento, que estará disponível nas plataformas Spotify, YouTube, Facebook e Instagram, e cujo mais recente episódio deixamos desde já disponível abaixo.

Para mais informações, podem seguir o Cinepop na respectiva página do Facebook ou do Instagram.


sábado, 2 de outubro de 2021

007: Sem Tempo Para Morrer, por Eduardo Antunes


Título original: No Time to Die (2021)
Realização: Cary Joji Fukunaga
Argumento: Neal Purvis, Robert Wade, Cary Joji Fukunaga, Phoebe Waller-Bridge

Um eterno vácuo nesta série cinematográfica, aparentemente permamente após a despedida imerecida que Spectre à altura ofereceu, é finalmente substituído pela sequela que torna esse outro filme quase irrelevante, oferecendo uma mais clara despedida à personagem que Craig foi cunhando sua ao longo de quatro anteriores filmes, por entre uma infeliz quantidade de lugares comuns que, embora alguns insólitos e de certa forma bem-vindos à personagem, não permitem o distanciamento do eterno agente britânico de outras narrativas tão semelhantes.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Um Lugar Silencioso 2, por Eduardo Antunes


Título original: A Quiet Place Part II (2020)
Realização: John Krasinski
Argumento: John Krasinski

Como tantos outros casos, o sucesso do que se poderá considerar um relativamente pequeno empreendimento sob a forma de A Quiet Place levou à inevitável e talvez injustificada criação de uma sequela, no que se revelou um claro lucro dado o baixo orçamento patente no primeiro filme mas que acaba por não recapitular a novidade do primeiro, antes repetindo e tirando o efeito do mesmo.

domingo, 26 de setembro de 2021

Os Dois Papas, por Eduardo Antunes


Título original: The Two Popes (2019)
Realização: Fernando Meirelles
Argumento: Anthony McCarten
Elenco: Anthony Hopkins, Jonathan Pryce, Juan Minujín
 
Tentativa bem delineada de dar a conhecer de forma mais pessoal a relação entre duas pessoas que à partida não se permitem serem vistas como mais que marcos da instituição que representam, The Two Popes acaba por falhar na forma como pretende apontar os erros subjacentes ao surgimento da relação em causa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

"The Green Knight" e "The Night House" no MOTELx 2021


O filme The Green Knight, a mais recente longa-metragem de David Lowery, será o filme de abertura do MOTELx 2021. O encerramento será feito com The Night House, o mais recente filme de David Bruckner, realizador de The Ritual (2017).

Este ano, o MOTELx contará com diversos slashers com protagonistas femininas –nos quais se incluem Audition, de Takashi Miike (1999) e Monster, de Patty Jenkins (2003)– que, em conjunto com a selecção para a competição oficial do MOTELX, pretende desconstruir a ideia generalizada de que o cinema de terror é composto de uma representação maioritariamente masculina.

A programação do festival também aproveita as seis décadas do início da Guerra Colonial assinaladas este ano como mote para a secção Quarto Perdido. Nesta, ir-se-á revisitar a trilogia inacabada sobre o Ultramar, do realizador Joaquim Leitão e produtor/argumentista Tino Navarro, composta pelos filmes Inferno (1999) e 20,13 – Purgatório (2006).

O MOTELx 2021 decorrerá de 7 a 13 de Setembro, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

domingo, 9 de maio de 2021

Godzilla vs. Kong, por Eduardo Antunes


Título original: Godzilla vs. Kong (2021)
Realização: Adam Wingard
Argumento: Terry Rossio, Michael Dougherty, Zach Shields, Eric Pearson, Max Borenstein
Elenco: Kaylee Hottle, Rebecca Hall, Alexander Skarsgård, Brian Tyree Henry, Millie Bobby Brown, Demián Bichir, Eiza González, Julian Dennison, Kyle Chandler, Shun Oguri
 
Este seria a recomendação indicada para regressar às salas de cinema, num aproveitamento da escala do conflito patente no título que, de outra forma, não seria tão bem experienciada. E no entanto, prefiro resistir à recomendação de assistir a este filme, seja de que forma for, já que a apreciação por parte do público está dependente da sua aceitação do restante deambular por idióticas situações e personagens.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Primeiro trailer para "West Side Story" de Steven Spielberg


Foi lançado o primeiro trailer para West Side Story, nova adaptação pelo realizador Steven Spielberg da história do musical da Broadway estreado em 1957. Esta não é a primeira adaptação cinematográfica do homónimo musical, tendo sido previamente adaptado há sessenta anos.


A história é originalmente inspirada na peça Romeu e Julieta, de Williams Shakespeare, acompanhando dois adolescentes apaixonados, pertencentes a gangues rivais nova-iorquinos, cuja relação contribui para uma forte e trágica tensão entre os seus respectivos grupos de amigos. Esta adaptação é protagonizada por Ansel Elgort (Baby Driver, The Fault in Our Stars) e Rachel Zegler no seu papel de estreia.

West Side Story estreia nos Estados Unidos no dia 10 de Dezembro de 2021.

"Nomadland" vence Melhor Filme, Melhor Realizadora e Melhor Actriz Óscares 2021


Face um ano de especiais particularidades, a aparente menor oferta de filmes acabou por ilustrar títulos não tão apoiados pelos estúdios. Dentro desses, Nomadland acabou por ser a boa surpresa do evento, não apenas arrecandando o Óscar de Melhor Filme, como também oferecendo o reconhecimento à sua realizadora Chloé Zhao. Torna-se, assim, a sétima realizadora a ser nomeada na história dos Óscares (este ano a par com Emerald Fennell por Promising Young Woman), assim como a segunda mulher a ganhar o prémio e a primeira de origem asiática.

Mank, filme do realizador David Fincher sobre o argumentista de Citizen Kane, Herman Mankiewicz, parecia ser o favorito da academia, dada a sua temática reflectiva da própria indústria do cinema, tendo arrecadado um total de 11 nomeações, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador. Apesar disso, acabou por ganhar apenas em duas categorias técnicas, de Design de Produção e Fotografia.

Desta forma, este ano acabou por ser uma oportunidade para o reconhecimento de filmes menos sonantes e, particularmente, maior representatividade e visibilidade para profissionais perante a falta de oferta igualitária de oportunidades na indústrica cinematográfica. Esperemos que esta continue a significar uma mudança de paradigma, e não apenas uma momentânea adaptação às cada vez maiores e positivas reinvidicações.

Melhor Filme
Nomadland

Melhor Realizador
Chloé Zhao por Nomadland

Melhor Actor

Melhor Actor Secundário

Melhor Actriz
Frances McDormand em Nomadland

Melhor Actriz Secundária

Melhor Argumento Original
Emerald Fennell por Promising Young Woman

Melhor Argumento Adaptado

Melhor Filme de Animação

Melhor Filme Estrangeiro

Melhor Documentário

Melhor Curta de Animação

Melhor Curta

Melhor Curta Documental

Melhor Montagem

Melhor Fotografia

Melhor Banda Sonora Original

Melhor Canção Original
“Fight For You”, de Judas and the Black Messiah

Melhor Guarda-Roupa
Melhor Maquilhagem e Cabelo

Melhor Design de Produção
Mank

Melhor Som
Sound of Metal

Melhores Efeitos Visuais

domingo, 25 de abril de 2021

#ReleaseTheSnyderCut. ou Como (fingir que) Nos Preocupamos Com A Criação


Servirá esta minha alongada apreciação, visto este filme servir como finalizar do que seria o primeiro acto de um universo iniciado dois filmes antes, como uma crítica retrospectiva à visão contínua e particular do realizador em causa, presente nesta trilogia não oficial e, de alguma forma, ao suposto movimento #ReleaseTheSnyderCut, previamente a uma crítica especificamente direccionada à versão original de Justice League que nos foi possibilitada finalmente visionar. 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Mulher Maravilha 1984, por Eduardo Antunes


Título original: Wonder Woman 1984 (2020)
Realização: Patty Jenkins
Argumento: Geoff Johns, Patty Jenkins, Dave Callaham
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Pedro Pascal, Kristen Wiig, Connie Nielsen, Robin Wright
 
É com bastante desapontamento que vejo esta sequela, para lá das boas intenções que guiam a mensagem pretendida para lá dos créditos, não utilizar o potencial que apresentara previamente com a sua inspiradora protagonista, antes deixando-se cair numa confusão de antigas referências, personagens não desenvolvidas e, pior, uma protagonista completamente descaracterizada e distante do seu interesse original.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Primeiro trailer para "Dune" de Denis Villeneuve


Foi lançado o primeiro trailer para Dune, adaptação pelo realizador Denis Villeneuve do livro de ficção científica homónimo do autor Frank Herbert, publicado originalmente em 1965. Este será a primeira de duas partes da adaptação do livro de mais de 400 páginas, após a primeira tentativa de adaptação por David Lynch em 1984, produção envolta em diversos problemas.


A história acompanha o filho de uma família nobre, Paul Atreides (Timothée Chalamet), do planeta deserto Arrakis, que é encarregado de proteger o bem mais valioso e o elemento mais vital da galáxia, uma substância chamada "Melange" que prolonga a vida humana e fornece níveis acelerados de pensamento.
Depois de Blade Runner 2049, do mesmo realizador, não ter ganho popularidade entre o público há três anos, apesar das críticas generalizadamente positivas, resta perceber se esta produção sofrerá o mesmo destino.

Duna estreia nos Estados Unidos no dia 18 de Dezembro de 2020.

domingo, 30 de agosto de 2020

Tenet, por Eduardo Antunes


Título original: Tenet (2020)
Realização: Christopher Nolan
Argumento: Christopher Nolan

Tenet parece ser uma justificação de Nolan para o seu próprio contributo cinematográfico, no entanto reconhecendo-se a perda de um necessário foco emocional em detrimento de uma presumida originalidade na estrutura narrativa. A qual também não é pensada na totalidade da experiência que nos propõe, como se ao invés de construir a narrativa em volta da proposta mecânica, tivesse que ter construído em volta de uma ideia visual inicial um filme que, no final, nem retoma a nostalgia das suas influências nem oferece realmente nada de novo aparte a curiosidade inicial.

domingo, 19 de abril de 2020

O Homem Invisível, por Eduardo Antunes


Título original: The Invisible Man (2020)
Realização: Leigh Whannell
Argumento: Leigh Whannell

Não é a premissa de um filme controlado no seu orçamento e narrativa, sobre a possível paranóia de uma mulher abusada psicologicamente por uma força inescapável, suficiente para transpor este recontar da clássica história para lá de uma fraca tentativa de modernizar, mais que apenas superficialmente, um simples thriller tedioso.