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sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Idade do Gelo 4: Deriva Continental, por Tiago Ramos


Título original: Ice Age: Continental Drift (2012)
Realização: Steve Martino e Mike Thurmeier
Argumento: Michael Berg e Jason Fuchs
Elenco de vozes (V.P): Luís Rizzo, Peter Michael, Alfredo Brito, Cláudia Cadima, Marco Delgado, Isabel Ribas, Carla Garcia e Heitor Lourenço

Quando comparado com outras grandes produções do género, a saga Ice Age nunca se destacou particularmente quer pela dimensão do trabalho, quer pelo carisma das personagens ou pela máquina de marketing envolvida. Mas o que a destaca particularmente é a solidez com que ao longo de quatro empreendimentos tem sabido manter o seu espírito perfil sereno e humilde, mantendo a sua fórmula de sucesso e, mesmo não se reinventando propriamente, consegue convencer o espectador. Consegue fazê-lo através do tratamento subtil dado às personagens, permitindo-lhes uma estrutura clássica e formal, bem como a identificação ao espectador, tanto o mais infantil como o mais adulto. É essa linha clássica, dos filmes de aventuras aliados a uma moral simples como o conceito de amizade e família, que concede a este A Idade do Gelo 4: Deriva Continental um trabalho de grande consistência e a a não se menosprezar.

O humor simples é também ele bastante divertido, por vezes auto-crítico (referência, por exemplo, à fraca verosimilhança do terceiro capítulo), mas sempre terno e consciente dos valores tradicionais. Sempre firme a esse conceito, não tem vergonha de assumir um lado mais infantil sem deixar de se preocupar com uma faixa etária mais elevada. É o classicismo da animação e mesmo que por vezes soe a um prato requentado, não perde o seu carisma já que aquelas personagens intemporais convencem o mais acérrimo espectador. E os que não cedem tão facilmente têm uma nova personagem tão divertida quanto encantadora (uma velha preguiça) ou os eternos gags do esquilo Scrat e a sua busca pela bolota.

E mesmo que o 3D não acompanhe (em A Idade do Gelo 3: O Despertar dos Dinossauros demonstrou um trabalho bem mais brilhante), a verdade é que este quarto capítulo mantém-se fiel a si mesmo, destemido e sem medo da concorrência. Segue a linha dos anteriores e não é particularmente inovador, mas é sobretudo puro entretenimento familiar e esse não é de se dispensar.


Classificação:

sábado, 18 de julho de 2009

A Idade do Gelo 3: Despertar dos Dinossauros (V.P.), por Tiago Ramos




Nunca antes o conceito de comédia familiar foi tão adequado como neste terceiro capítulo de Ice Age. A ideia do ressurgimento dos dinossauros (que pelos vistos nunca deixaram de existir, mas estão apenas escondidos) é apenas um pretexto para potenciar este sentido de família e responsabilidades adultas, num género mais apurado de aventura.



O que funciona melhor em Ice Age: Dawn of the Dinosaurs é a utilização da ideia da presença de dinossauros, o que inverosimilhança à parte, serve como desculpa da fuga do ambiente pouco rico e gelado para um cenário luxuriante, repleto de cores e detalhes. E apesar de não me ter sido possível assistir à versão 3D (que melhoraria ainda mais este efeito), concordo que esta riqueza foi sobejamente bem aproveitada, trazendo um novo fôlego ao franchise.

De qualquer forma, é inevitável este cansaço traduzido na criação de sequelas daquilo que rende em Hollywood. Nunca tendo sido uma obra-prima da animação, nota-se que Ice Age prejudica-se a si próprio neste arrastamento da narrativa. Não havendo muito mais para explorar, a táctica passa pela inclusão da nova personagem Buck, num estilo muito Indiana Jones e que garante dos momentos mais hilariantes do filme.

Mesmo a trama secundária do esquilo Scrat necessitavam de um novo fôlego e mais uma vez, bastou o surgimento de uma companheira que permite novas gargalhadas. Mas em Ice Age 3 é talvez a bolota (objecto de devoção de ambos) que sofre uma desilusão e, ao som de Alone Again (Naturally), de Gilbert O’Sullivan, torna-se um dos melhores momentos do filme.



Ice Age: Dawn of the Dinosaurs transporta um novo fôlego no que diz respeito à aventura, mas não passa de uma repetição das mesmas fórmulas.

Classificação:

sábado, 4 de julho de 2009

A Idade do Gelo 3: Despertar dos Dinossauros (V.P. - 3D), por Carlos Antunes


Realização: Carlos Saldanha e Mike Thurmeier
Elenco de vozes: Karen Disher, Queen Latifah , Denis Leary, Josh Peck e Simon Pegg

O terceiro Ice Age é o melhor de entre eles, pois constitui uma aventura de elevado calibre que os outros estavam longe de apresentar.
Não será alheio a isto o facto de A Idade do Gelo 3 ir buscar a sua inspiração directamente de Jules Verne.

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A riqueza do novo cenário, uma selva luxuriante, constrata com a pobreza limitante da representação do gelo.
E essa riqueza está profundamente bem aproveitada, dando à saga um novo fôlego num salto qualitativo da animação, mas também da aventura que com ela se controi.
Por isso mesmo, A Idade do Gelo 3 é um filme que merece ser visto em 3D.

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Por comparação com outros títulos recentes que usaram tal formato, este filme tira o máximo proveito desta tecnologia através de cenas que se apresentam ao longo da narrativa, ao invés de forçadas no seu interior.
Mais do que isso, cenas fortemente estilizadas, plenas de ritmo e originais na sua concepção que maravilham o espectador.
Cenas construídas, inclusivamente, na primeira pessoa, como num parque temático pré-histórico, mas que fazem sentido no filme que estamos a ver.
Cenas que vão de perseguições aéreas em Pterodáctilos a lutas com plantas carnívoras.

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Acrescente-se a isto uma nova e soberba personagem, Buck, um aventureiro de animação digno de ficar na memória colectiva (e, por isso mesmo, o único lamento da opção pelo 3D e a sua obrigatória versão portuguesa vai para a impossibilidade de ver Buck com a voz de Simon Pegg) e a garantia de momentos inspirados.

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O resto é o habitual.
As divertidíssimas peripécias de Scrat - agora com a sua companheira - continuam a ser pequenos sketches desligados do resto do filme mas certamente sem as quais o filme não teria metade da graça.
Uma narrativa que fala sobre o sentido de pertença e dos valores segundo os quais se constitui uma família.

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Uma inteligente aventura a estrear em tempos em que o cinema repete fórmulas ou tenta capitalizar artifícios, mesmo sendo uma sequela inspirada num livro.



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