Shyamalan sempre foi um realizador potencialmente desafiante nas suas narrativas, mas cuja concretização das suas ideias nem sempre igualou as expectativas subjacentes. Com Glass, volta a suceder o mesmo, de uma forma um pouco mais desapontante, dado querer ser a ligação entre possivelmente dois dos seus melhores filmes sem conseguir igualar a mestria de ambos.
domingo, 5 de maio de 2019
Glass, por Eduardo Antunes
Shyamalan sempre foi um realizador potencialmente desafiante nas suas narrativas, mas cuja concretização das suas ideias nem sempre igualou as expectativas subjacentes. Com Glass, volta a suceder o mesmo, de uma forma um pouco mais desapontante, dado querer ser a ligação entre possivelmente dois dos seus melhores filmes sem conseguir igualar a mestria de ambos.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Depois da Terra, por Tiago Ramos
Realização: M. Night Shyamalan
Argumento: Gary Whitta e M. Night Shyamalan
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O Último Airbender, por Carlos Antunes
Título original: The Last Airbender
Realização: M. Night Shyamalan
Argumento: M. Night Shyamalan
Trata-se do caso exacto que ocorre com este filme.
Poderíamos engrossar a lista, mas isto são detalhes, apesar de tudo.
Com tudo isto, parece que os actores estão todos a interpretar a personagem errada.
Não há nem um grão de emoção no filme, nem entre as personagens nem nas cenas de acção com os elementos a permitirem ideias mais extravagantes.
Shyamalan até pode gostar do material de origem, mas fazer resumos interessantes não é com ele.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
DVD: A Senhora da Água, por Tiago Ramos
Título original: Lady in the Water (2006)
Argumento: M. Night Shyamalan
Elenco: Paul Giamatti, Bryce Dallas Howard, Cindy Cheung e M. Night Shyamalan
Ou se ama ou se odeia. É esse o estigma de M. Night Shyamalan desde The Sixth Sense (1999). Da minha parte não lhe reconheço nenhum fiasco na verdadeira acepção da palavra, sendo grande fã do trabalho do criativo realizador e argumentista. Este A Senhora da Água ganhou dois dos quatro prémios para os quais esteve nomeado... mas não era bem o esperado. O filme venceu dois Prémios Razzie, considerados os piores do Cinema, nos quais M. Nigh Shyamalan foi considerado o pior realizador e o pior actor secundário.
Lady in the Water é um filme totalmente díspar em relação à anterior filmografia do realizador, cruzando os conceitos religiosos e fantásticos numa trama improvável. Shyamalan convida-nos a retornar à infância durante quase duas horas e é essa humildade que devemos ter e deixarmo-nos conduzir até um espaço onde normalmente não se arrisca no cinema. Não nos é escondida a tentativa de elevar esta bedtime story a um thriller fantástico, num argumento rico e sensível.
São exploradas também as crenças espirituais e religiosas em mundos transcendentais e criaturas divinas. É um ensaio sobre as diferenças entre acreditar e não acreditar, questionar ou não e sobre os perigos iminentes de quem pretende destruir algo mais do que a natureza humana e a sua ligação com outros seres.
No argumento de M. Night Shyamalan prima constantemente este fervilhar de ideias diversas e a coragem em "remar contra a maré" de Hollywood. A história é simples e, mesmo longe de ser perfeita, consegue funcionar bem, com detalhes interessantes, rumando a uma tentativa de tornar o filme numa fábula encantada.
Paul Giamatti tem um desempenho credível, com uma prestação discreta, mas bastante bem conseguida, consolidando o seu talento enquanto actor. Bryce Dallas Howard tem também um bom desempenho, mas não tão equilibrado como em The Village (2004).
Lady in the Water é para mim, um dos melhores trabalhos do realizador, mesmo que incompreendido pela crítica e público em geral.
quinta-feira, 26 de março de 2009
DVD: O Protegido, por Tiago Ramos
Título original: Unbreakable (2000)
Realização: M. Night Shyamalan
Argumento: M. Night Shyamalan
Elenco: Bruce Willis, Samuel L. Jackson, Robin Wright Penn, Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard
“A vida real não cabe nos quadradinhos desenhados para ela”.
M. Night Shyamalan é dos casos mais bicudos da indústria cinematográfica. Odiado e amado, poucos realizadores possuem tanta ambiguidade como este. Tão depressa foi considerado como um dos realizadores mais promissores da actualidade, como um génio na sua fase decadente. Pessoalmente, é dos meus realizadores preferidos e poucas vezes me desiludiu. O problema maior é que todos os trabalhos lançados por Shyamalan são alvo de comparação entre o seu primeiro grande sucesso O Sexto Sentido, sem se aperceberem que essa é uma pequena parte do seu currículo.
Unbreakable será certamente dos melhores filmes da carreira de M. Night Shyamalan e aquele que possui um dos melhores elencos. A temática deste argumento baseia-se na banda desenhada, que é das formas de expressão preferidas do realizador. O Protegido é negro e filosófico, com as raízes de Shyamalan bem vincadas, no que diz respeito à narrativa lenta, a que já nos habitou.
Esse poderá ser o maior defeito que muitos apontam ao filme: o facto de algumas partes serem bastante enfadonhas e aparentemente pouco acrescentarem ao argumento. Contudo, cada pequeno pormenor, após um visionamento atento, realmente importa. O Protegido é feito de pormenores simples, que o melhoram com o passar do tempo e nos revela uma obra original e surpreendente.
Um ponto a destacar são as interpretações de Bruce Willis e Samuel L. Jackson, tendo este último a seu cargo, um dos papéis mais misteriosos e fascinantes dos últimos anos. Interessente e sem revelar muito do argumento, é o facto de ambos as personagens resultarem como ying e yang do filme, matéria e anti-matéria no ramo da Física.










