Um ano cinematográfico infelizmente não se faz apenas do melhor. Depois da lista com as maiores desilusões do ano, eis a lista daqueles que consideramos os piores filmes do ano. A verdade é que a maioria são do género de comédia, mas a escolha não tem que ver com o gosto pessoal para o género, mas sim para a má concepção de grande parte dos filmes cómicos que chegam ao circuito comercial português.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Screen Actors Guild 2010: Os vencedores
Foram há pouco anunciados os Screen Actors Guild Awards 2010, numa cerimónia do sindicato de actores norte-americano. Sem grandes surpresas. Mas The King's Speech está cada vez mais próximo de ganhar o Óscar de Melhor Filme.
CINEMA
Melhor Actor
Melhor Actriz
Melhor Actor Secundário
Melhor Actriz Secundária
Melhor Elenco
Melhor Elenco num desempenho de acção
Melhor Actor num Telefilme ou Mini-série
Melhor Actriz num Telefilme ou Mini-série
Melhor Actriz (Drama)
Melhor Actor (Drama)
Melhor Actor (Comédia)
Melhor Actriz (Comédia)
Melhor Elenco (Drama)
Melhor Elenco (Comédia)
Leia também:
- Colin Firth em The King's Speech
Melhor Actriz
- Natalie Portman em Black Swan
Melhor Actor Secundário
- Christian Bale em The Fighter
Melhor Actriz Secundária
- Melissa Leo em The Fighter
Melhor Elenco
- The King's Speech
Melhor Elenco num desempenho de acção
- Inception
TELEVISÃO
Melhor Actor num Telefilme ou Mini-série
- Al Pacino em You Don't Know Jack
Melhor Actriz num Telefilme ou Mini-série
- Claire Danes em Temple Grandin
Melhor Actriz (Drama)
- Julianna Marguilies em The Good Wife
Melhor Actor (Drama)
- Steve Buscemi em Boardwalk Empire
Melhor Actor (Comédia)
- Alec Baldwin em 30 Rock
Melhor Actriz (Comédia)
- Betty White em Hot in Cleveland
Melhor Elenco (Drama)
- Boardwalk Empire
Melhor Elenco (Comédia)
- Modern Family
Leia também:
domingo, 30 de janeiro de 2011
Henry Cavill é o Super-Homem de Zack Snyder
Depois de muita especulação digna de castings do género, a escolha final recaiu sobre o que já se havia falado: o novo Super-Homem seria alguém não muito conhecido e estaria perto dos 30 anos.
O britânico Herny Cavill, o Charles Brandon da série televisiva The Tudors, foi o escolhido para protagonizar o novo Superman: Man of Steel, do realizador Zack Snyder (300). Rumores anteriores falavam em John Hamm (Mad Men) e Joe Manganiello (True Blood).
O novo Superman será uma tentativa de dar um novo fôlego à história, depois do fracasso de Superman Returns (2006) e contará com Christopher Nolan (The Dark Knight) como mente criativa por detrás do projecto (incluindo produtor executivo e co-argumentista).
Leia também:
O britânico Herny Cavill, o Charles Brandon da série televisiva The Tudors, foi o escolhido para protagonizar o novo Superman: Man of Steel, do realizador Zack Snyder (300). Rumores anteriores falavam em John Hamm (Mad Men) e Joe Manganiello (True Blood).
O novo Superman será uma tentativa de dar um novo fôlego à história, depois do fracasso de Superman Returns (2006) e contará com Christopher Nolan (The Dark Knight) como mente criativa por detrás do projecto (incluindo produtor executivo e co-argumentista).
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Retrospectiva 2010: As maiores desilusões
Porque achamos que muitas vezes se confundem os piores filmes com as maiores desilusões, incluímos na nossa retrospectiva 2010, uma lista de filmes que nos desiludiram durante o ano. Muito culpa das expectativas que tínhamos perante o filme, do potencial desperdiçado ou do hype lançado pela crítica que não correspondia ao real. Não são necessariamente maus filmes, apenas não cumpriram o esperado. Os filmes estrearam comercialmente em Portugal durante 2010 e são listados por ordem aleatória.

Bright Star - Estrela Cintilante, de Jane Campion

Precious, de Lee Daniels

Invictus, de Clint Eastwood

Um Homem Sério, de Joel e Ethan Coen

Visto do Céu, de Peter Jackson

Millennium 2 - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, de Daniel Alfredson

Contraluz, de Fernando Fragata

Um Sonho Possível, de John Lee Hancock

Um Lugar para Viver, de Sam Mendes

Robin Hood, de Ridley Scott

Um Funeral à Chuva, de Telmo Martins

Gainsbourg - Vida Heróica, de Joann Sfar

O Americano, de Anton Corbijn

A Última Estação, de Michael Hoffman
Festival de Sundance 2011: Os vencedores
Com a aclamação do cinema indie, o Festival de Sundance tem sido um dos grandes percursores dos Óscares nesse campo. Mesmo em Janeiro, consegue trazer filmes suficientemente fortes para aguentarem a temporada de prémios. Foi o recente caso de Winter's Bone, GasLand e Restrepo, os três nomeados ao Óscar e provenientes dos vencedores de Sundance do ano passado. Este ano já foram anunciados os vencedores e destacamos especialmente Like Crazy, com Anton Yelchin, Felicity Jones e Jennifer Lawrence.
Grande Prémio do Júri (Documentário)
How to Die in Oregon
Grande Prémio do Júri (Ficção - Drama)
Like Crazy
Prémio do Júri (Cinema Mundial - Documentário)
Hell and Back Again
Prémio do Júri (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
Happy, Happy
Prémio do Público (Documentário)
Buck
Prémio do Público (Ficção | Drama)
Circumstance
Prémio do Público (Cinema Mundial - Documentário)
Senna
Prémio do Público (Cinema Mundial - Ficção - Drama)
Kinyarwanda
The Best of NEXT!: Prémio do Público
to.get.her
Melhor Realizador (Documentário)
Jon Foy por Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles
Melhor Realizador (Ficção | Drama)
Sean Durkin por Martha Marcy May Marlene
Melhor Realizador (Cinema Mundial - Documentário)
James Marsh por Project Nim
Melhor Realizador (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
Paddy Considine por Tyrannosaur
Prémio de Argumento Waldo Salt
Sam Levinson por Another Happy Day
Prémio de Argumento (Cinema Mundial)
Erez Kav-El por Restoration
Melhor Montagem (Documentário)
If A Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Melhor Montagem (Cinema Mundial - Documentário)
The Black Power Mixtape 1967 - 1975
Melhor Fotografia (Documentário)
The Redemption of General Butt Naked
Melhor Fotografia (Ficção | Drama)
Pariah
Melhor Fotografia (Cinema Mundial - Documentário)
Hell and Back Again
Melhor Fotografia (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
All Your Dead Ones
Prémio Especial do Júri (Ficção Drama)
Olivia Colman e Peter Mullan em Tyrannosaur
Prémio Especial do Júri (Cinema Mundial - Documentário)
Position Among the Stars
Prémio Especial do Júri (Documentário)
BEING ELMO: A Puppeteer's Journey
Prémio Especial do Júri (Ficção | Drama)
Another Earth e Felicity Jones em Like Crazy
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Grande Prémio do Júri (Documentário)
How to Die in Oregon
Grande Prémio do Júri (Ficção - Drama)
Like Crazy
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Prémio do Júri (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
Happy, Happy
Prémio do Público (Documentário)
Buck
Prémio do Público (Ficção | Drama)
Circumstance
Prémio do Público (Cinema Mundial - Documentário)
Senna
Prémio do Público (Cinema Mundial - Ficção - Drama)
Kinyarwanda
The Best of NEXT!: Prémio do Público
to.get.her
Melhor Realizador (Documentário)
Jon Foy por Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles
Melhor Realizador (Ficção | Drama)
Sean Durkin por Martha Marcy May Marlene
Melhor Realizador (Cinema Mundial - Documentário)
James Marsh por Project Nim
Melhor Realizador (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
Paddy Considine por Tyrannosaur
Prémio de Argumento Waldo Salt
Sam Levinson por Another Happy Day
Prémio de Argumento (Cinema Mundial)
Erez Kav-El por Restoration
Melhor Montagem (Documentário)
If A Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Melhor Montagem (Cinema Mundial - Documentário)
The Black Power Mixtape 1967 - 1975
Melhor Fotografia (Documentário)
The Redemption of General Butt Naked
Melhor Fotografia (Ficção | Drama)
Pariah
Melhor Fotografia (Cinema Mundial - Documentário)
Hell and Back Again
Melhor Fotografia (Cinema Mundial - Ficção | Drama)
All Your Dead Ones
Prémio Especial do Júri (Ficção Drama)
Olivia Colman e Peter Mullan em Tyrannosaur
Prémio Especial do Júri (Cinema Mundial - Documentário)
Position Among the Stars
Prémio Especial do Júri (Documentário)
BEING ELMO: A Puppeteer's Journey
Prémio Especial do Júri (Ficção | Drama)
Another Earth e Felicity Jones em Like Crazy
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Directors Guild Awards 2010: Os vencedores e um pequeno comentário sobre a luta The King's Speech vs. The Social Network
Neste momento da corrida, todos os prognosticadores de cerimónias de prémios cinematográficos, só têm uma certeza: que nada sabem. Se há umas semanas atrás se dava como garantido o Óscar de Melhor Filme para The Social Network e Melhor Realizador para David Fincher, agora as certezas não são tantas. The King's Speech começou desde cedo a vencer prémios: ganhou, por exemplo, o Prémio do Público no Festival de Toronto, que é conhecido por ser a melhor plataforma para os candidatos aos Óscares. Mas desde que começou a temporada de prémios, The Social Network e David Fincher pareciam dispostos e capazes de limpar tudo. Mas o filme britânico recebeu 14 nomeações aos BAFTA e 12 nos Óscares - o que por si só não significa nada, dada a nacionalidade do filme no caso dos primeiros e o facto de ser um filme de época dado a muitas nomeações em categorias mais técnicas, no caso dos segundos. Mas eis que chegam os PGA e The King's Speech vence um prémio que é 60% coincidente com o vencedor do Óscar e as dúvidas começam a instalar-se.
Ontem nos DGA, a situação repetiu-se e o filme sobre o rei gago venceu e Tom Hooper levou o prémio de Melhor Realizador para casa. Quererá isto dizer que The Social Network perderá o Óscar de Melhor Filme e David Fincher de Melhor Realizador? Agora a incógnita é certa e vem apimentar ainda mais esta corrida dada quase como garantida. A ser verdade, irá quebrar com uma certa actualidade que tem brilhado nos Óscares dos últimos anos: um feel good movie na era Obama e um filme sobre a guerra do Iraque. Mas por outro lado, factores de outra ordem podem estar envolvidos nesta inversão de ordem. David Fincher não é dado a mediatismo ou simpatias, nem a grandes campanhas de marketing sobre a sua pessoa e já afirmou publicamente não perceber todo o buzz gerado em torno de The Social Network. Além disso, o batalhão Weinstein tem grande influência na Academia e sabe como gerar hype.
Apenas seis vezes os prémios DGA não coincidiram com o Óscar de Melhor Realizador, por exemplo em 2002, o DGA foi entregue a Rob Marshall, mas o Óscar foi para Roman Polanski. Em 77% das vezes, o prémio de Melhor Realizador coincidiu com o de Melhor Filme, mas o contrário já aconteceu com, por exemplo, Brokeback Mountain e Crash. Contudo, raras vezes aconteceu um filme ganhar tantos prémios e não venceu o Óscar de Melhor Filme. The Social Network venceu no National Board of Review, National Society of Film Critics, LA e NY Film Critics (entre muitas outras associações), BFCA Critic's Choice Awards, Globos de Ouro, entre outos... Não chegará a vencer o Óscar? Veremos o que aconterá hoje nos SAG.
CINEMA
Tom Hooper por The King's Speech
TELEVISÃO
Telefilme/Mini-série
Mick Jackson por Temple Grandin
Série Dramática
Martin Scorsese por Boardwalk Empire | "Boardwalk Empire"
Série de Comédia
Michael Spiller por Modern Family | "Halloween"
Programa de Variedades ou Musical
Glenn Weiss por 64th Annual Tony Awards
Reality Shows
Eytan Keller por The Nex Iron Chef | "301"
Daytime Serials
Larry Carpenter por One Life to Live | "Episódio #10,687"
Programas Infantis
Eric Bross por The Boy Who Cried Werewolf
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Série Dramática
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Reality Shows
Eytan Keller por The Nex Iron Chef | "301"
Daytime Serials
Larry Carpenter por One Life to Live | "Episódio #10,687"
Programas Infantis
Eric Bross por The Boy Who Cried Werewolf
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Retrospectiva: Os Melhores Actores
Focamo-nos agora nas nossas interpretações masculinas preferidas, tanto a nível principal como secundário. Foram apenas contabilizados filmes estreados comercialmente em Portugal durante o ano de 2010.
Actor Principal
1. Colin Firth em Um Homem Singular
2. Jesse Eisenberg em A Rede Social
3. Viggo Mortensen em A Estrada
4. Leonardo DiCaprio em Shutter Island
5. Adriano Luz em Mistérios de Lisboa
6. Luis Tosar em Cela 211
7. Michael Fassbender em Aquário
8. Ben Stiller em Greenberg
9. Andy Garcia em City Island - Segredos à Medida
10. Daniel Day-Lewis em Nove
11. George Clooney em Nas Nuvens
12. Max Records em O Sítio das Coisas Selvagens
13. Leonard Proxauf em O Laço Branco
Actor Secundário
1.Stanley Tucci em Visto do Céu
2. Andrew Garfield em A Rede Social
3. Jeremy Renner em A Cidade
4. Armie Hammer em A Rede Social
5. Christopher Plummer em A Última Estação
6. Pete Postlethwaite em A Cidade
7. Joseph Gordon-Levitt em A Origem
8. Mark Ruffalo em Os Miúdos Estão Bem
9. Peter Sarsgaard em Uma Outra Educação
Fantasporto 2011: Programação (I)
Depois do anúncio oficial da programação completa do Fantasporto 2011, passamos em revista alguns dos principais destaques do cartaz em pormenor, para o ajudar a decidir que filmes deve ir ver (a nossa sugestão principal são todos) durante o certame, com uma série de posts.
A Serbian Film (2009), de Srdjan Dragojevic
Uma das mais chocantes e controversas escolhas do festival vem da Sérvia, como o próprio nome indica. Diz quem já viu, que as cenas de uma violência explicita flagrante estão um passo à frente do conceito de torture porn e explorando mais os snuff movies. A polémica é tanta que o filme foi forçado a sair da programação já anunciada do Film 4 Frightfest, British Horror Film Festival e do San Sebastian Festival, onde mesmo sem ser projectado venceu um Prémio Especial do Público, pela liberdade de expressão. A Serbian Film conta a história de um ex-actor porno que se envolve nas filmagens de um snuff movie.
And Soon the Darkness (2010), de Marcos Efron
Amber Heard, uma das mais promissoras actrizes da actualidade que se tem especializado em scream queen, mas com uma natural competência, protagoniza o filme. Juntam-se ainda Karl Urban (Star Trek) e Odette Yustman (The Unborn) neste remake da década de 70. Estreado no American Film Market, conta a história de duas amigas de férias na Argentina que após uma discussão se separam. Mas quando Ellie (Odette Yustman) desaparece, Stephanie (Amber Heard) tem de a encontrar antes que anoiteça.
Bedevilled (2010), de Jang Cheol-so
Estreado no Festival de Cannes, chega-nos Bedevilled, primeira obra do sul-coreano Jang Cheol-so que fará parte da Secção Oficial do Cinema Fantástico e da secção Orient Express no Fantasporto 2011. Seguindo a temática da vingança habitual no cinema asiático, Bedevilled caracteriza-se por um ambiente rural, com personagens ambíguas e um retrato do pior do ser humano. Seguimos a história de uma jovem escravizada e abusada sexualmente e de uma sede de vingança que só pode resultar num banho de sangue.
I Saw the Devil (2010), de Ji-woon Kim
O realizador de um dos mais icónicos filmes de terror sul-coreanos regressa agora ao Fantasporto com o seu mais recente filme. Depois de A Tale of Two Sisters, que venceu quatro prémios no Fantasporto, I Saw the Devil conta com Choi Min-Sik (Oldboy) no elenco. No filme seguimos a história de um polícia que quer vingar a morte da noiva, assassinada por um serial killer.
Iron Doors (2010), de Stephen Manuel
Iron Doors, segue a história de um homem de meia-idade que acorda trancado dentro um cofre, sem saber como nem porquê lá foi parar. Sob luz fluorescente intermitente e sem água nem comida, a única coisa que tem do seu lado são algumas ferramentas e um rato putrefacto. Sem ser apoiar no torture porn ou no gore, Iron Doors é um thriller psicológico levado ao limite.
Dos produtores de Cela 211, chega um thriller de terror que segue um casal e a sua filha, após a mudança para uma nova casa. Mas três desconhecidos invadem violentamente a sua nova morada e tornam-nos reféns. Realizado por Miguel Ángel Vivas, que dirigiu a curta de terror portuguesa I'll See You in My Dreams, o filme é filmado num plano sequência por ordem cronólogica e sem se saber o que dali iria sair, mas focados especialmente no medo, levando os seus actores ao extremo desgaste.
Dos produtores de Cela 211, chega um thriller de terror que segue um casal e a sua filha, após a mudança para uma nova casa. Mas três desconhecidos invadem violentamente a sua nova morada e tornam-nos reféns. Realizado por Miguel Ángel Vivas, que dirigiu a curta de terror portuguesa I'll See You in My Dreams, o filme é filmado num plano sequência por ordem cronólogica e sem se saber o que dali iria sair, mas focados especialmente no medo, levando os seus actores ao extremo desgaste.
Continua...
Denver Film Critics Awards 2010: Os vencedores
Os críticos de cinema da cidade de Denver revelaram quais os seus filmes preferidos do ano. The Social Network é o grande vencedor, sem quaisquer surpresas. Daft Punk vence a Melhor Banda Sonora por TRON: Legacy.
Melhor Filme
The Social Network
Melhor Realizador
David Fincher por The Social Network
Melhor Actor
Colin Firth em The King's Speech
Melhor Actriz
Natalie Portman em Black Swan
Melhor Actor Secundário
Christian Bale em The Fighter
Melhor Actriz Secundária
Melissa Leo em The Fighter
Melhor Filme de Animação
Toy Story 3
Melhor Argumento Original
Christopher Nolan por Inception
Melhor Argumento Adaptado
Aaron Sorkin por The Social Network
Melhor Documentário
Exit Through the Gift Shop
Melhor Filme Estrangeiro
Mother (Coreia do Sul)
Melhor Canção Original
If I Rise, por A. R. Rahman & Dido em 127 Hours
Melhor Banda Sonora
Daft Punk por TRON: Legacy
A Estrangeira, por Tiago Ramos
Realização: Feo Aladag
Argumento: Feo Aladag
O cinema alemão tem jogado nos últimos anos com a situação social do seu país. A sua posição geograficamente central permite-lhe funcionar como um posto intermédio entra a Europa oriental e ocidental, compartilhando fronteiras com mais países europeus que qualquer outro e tendo uma percentagem significativa de população com ascendência estrangeira. A população turca é precisamente a maior na Alemanha, daí que muita da filmografia vinda do país é influenciada por essa temática de multiculturalismo.
A Estrangeira, que teve estreia em Portugal na KINO – Mostra do Cinema de Expressão Alemã, é fruto dessa diversidade. A actriz austríaca Feo Aladag tem aqui o seu primeiro trabalho com assinatura própria, no papel de produtora, argumentista e realizadora preocupando-se com a temática da família, cultura, religião e etnia, dividindo-se entre a Turquia mais oriental – abordando a moral e crenças de uma família turca conservadora – e a cidade de Berlim ocidentalizada. Na verdade, A Estrangeira não é um filme de premissa ou estética originais. Pelo contrário, a sua banalidade entre inúmeros argumentos do género que têm surgido nos últimos anos, pode ser um factor contra a sua apreciação.
Mas a sensibilidade com que a realizadora cria o ambiente deve motivar ao visionamento do filme. Entre choros, silêncio, desespero e força de vontade, a meio conflitos emocionais e físicos, a câmara de Feo Aladag está sempre focada na protagonista. É íntima a ligação que criamos com uma forte personagem principal, mas também com as secundárias, contrastando com o distanciamento que temos sobre Berlim e Istambul. A construção da narrativa, sem ser propriamente original, resulta no filme em questão, começando com o final em segmentos e voltando ao início de forma a explicar a motivação de tal conclusão. É sentimentalista, dramático e sobretudo triste. É o olhar sobre uma luta pela independência, sem nunca fazer uma crítica frontal a uma religião, mas sim a uma mulher que não tem oportunidade de ser feliz. É simplesmente o choque entre a cultura alemã e a turca, onde a mulher tem poucos direitos mesmo numa geração que nasceu no ocidente.
Mas quem carrega todo o filme é a actriz Sibel Kekilli, alemã de ascendência turca e que já trabalhou com o conhecido realizador Fatih Akin em Head-On (2004). Anterior actriz pornográfica, de uma beleza exótica e de grande sensibilidade, Sibel Kebilli desenvolve no seu rosto toda a carga dramática da história da sua personagem. A sua energia e motivação permite ao filme ganhar uma envergadura que não lhe seria permitida se esta fosse ausente.
Já a realizadora Feo Aladag, para principiante, tem um trabalho competente. Atenta aos detalhes, o filme prima pela sua estética cuidada nomeadamente pela fotografia de Judith Kaufmann e pela banda sonora de Stéphane Moucha e Max Richter. Contudo, por vezes sucumbe ao sentimentalismo, não propiciando por vezes o ritmo adequado à história. Indicado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro pela Alemanha, o filme não chegou aos nomeados finais, talvez precisamente por esses defeitos da história. Mas A Estrangeira é um belo e angustiante filme, retrato de uma Europa diversa e multicultural.
A Estrangeira, que teve estreia em Portugal na KINO – Mostra do Cinema de Expressão Alemã, é fruto dessa diversidade. A actriz austríaca Feo Aladag tem aqui o seu primeiro trabalho com assinatura própria, no papel de produtora, argumentista e realizadora preocupando-se com a temática da família, cultura, religião e etnia, dividindo-se entre a Turquia mais oriental – abordando a moral e crenças de uma família turca conservadora – e a cidade de Berlim ocidentalizada. Na verdade, A Estrangeira não é um filme de premissa ou estética originais. Pelo contrário, a sua banalidade entre inúmeros argumentos do género que têm surgido nos últimos anos, pode ser um factor contra a sua apreciação.
Mas a sensibilidade com que a realizadora cria o ambiente deve motivar ao visionamento do filme. Entre choros, silêncio, desespero e força de vontade, a meio conflitos emocionais e físicos, a câmara de Feo Aladag está sempre focada na protagonista. É íntima a ligação que criamos com uma forte personagem principal, mas também com as secundárias, contrastando com o distanciamento que temos sobre Berlim e Istambul. A construção da narrativa, sem ser propriamente original, resulta no filme em questão, começando com o final em segmentos e voltando ao início de forma a explicar a motivação de tal conclusão. É sentimentalista, dramático e sobretudo triste. É o olhar sobre uma luta pela independência, sem nunca fazer uma crítica frontal a uma religião, mas sim a uma mulher que não tem oportunidade de ser feliz. É simplesmente o choque entre a cultura alemã e a turca, onde a mulher tem poucos direitos mesmo numa geração que nasceu no ocidente.
Mas quem carrega todo o filme é a actriz Sibel Kekilli, alemã de ascendência turca e que já trabalhou com o conhecido realizador Fatih Akin em Head-On (2004). Anterior actriz pornográfica, de uma beleza exótica e de grande sensibilidade, Sibel Kebilli desenvolve no seu rosto toda a carga dramática da história da sua personagem. A sua energia e motivação permite ao filme ganhar uma envergadura que não lhe seria permitida se esta fosse ausente.
Já a realizadora Feo Aladag, para principiante, tem um trabalho competente. Atenta aos detalhes, o filme prima pela sua estética cuidada nomeadamente pela fotografia de Judith Kaufmann e pela banda sonora de Stéphane Moucha e Max Richter. Contudo, por vezes sucumbe ao sentimentalismo, não propiciando por vezes o ritmo adequado à história. Indicado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro pela Alemanha, o filme não chegou aos nomeados finais, talvez precisamente por esses defeitos da história. Mas A Estrangeira é um belo e angustiante filme, retrato de uma Europa diversa e multicultural.
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