quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ABC Family renova "Switched at Birth"


O canal ABC Family anunciou a renovação de Switched at Birth para uma quinta temporada. A produção de novos episódios garantirá à série a produção do seu centésimo episódio, número a partir da qual uma série é considerada lucrativa, com a venda dos direitos para o mercado internacional e outros canais regionais.

Na quarta temporada, a série registou a média de um milhão de espectadores, abaixo dos 1,42 milhões conquistados pela terceira temporada. A série segue a vida de duas adolescentes trocadas no hospital quando recém-nascidas: quando as famílias se encontram, decidem morar juntos na mesma casa. A quinta temporada de Switched at Birth deverá estrear em 2016, altura em que o canal ABC Family passar-se-á a chamar Freeform.

Netflix renova "Longmire" para uma quinta temporada; produz novos episódios de "Gilmore Girls"


O site de streaming Netflix anunciou a renovação de Longmire para uma quinta temporada. Desconhece-se o número de episódios encomendados. A série foi cancelada pelo canal A&E em Agosto de 2014 devido aos elevados custos de produção e pelo facto do canal não deter os direitos de produção da mesma (pertencem à Warner Horizon Televison). O Netflix acabou por resgatar a série com uma pequena mudança criativa: a série oferece agora um tema central por temporada. A quarta temporada da série contou com dez episódios e estreou no site a 10 de Setembro.

Entretanto, o site já revelou também que, em parceria com a Warner Brothers, recuperará a conhecida série de culto Gilmore Girls. A série de Amy Sherman-Palladino, que terminou em 2007, após cento e cinquenta e três episódios, sem um final adequado. Serão produzidos quatro episódios de noventa minutos de duração que encerrarão a série e deverá contar com o elenco principal da série, talvez com excepção de Melissa McCarthy (Bridesmaids) devido à sua agenda apertada e Edward Herrmann (The Wolf of Wall Street) que faleceu em Dezembro do ano passado. 

Canal AMC renova "The Walking Dead" e "Halt and Catch Fire"


O canal AMC anunciou a renovação de The Walking Dead para uma sétima temporada, em conjunto com Talking Dead, programa que analisa cada episódio da série. Os oito primeiros episódios da sexta temporada exibidos até ao momento foram vistos por cerca de 13,32 milhões de espectadores. Os oito restantes serão exibidos no canal a partir de 14 de Fevereiro do próximo ano. Desconhece-se o número de episódios encomendados para a nova temporada.

Entretanto, o mesmo canal encomendou dez episódios para a terceira temporada de Halt and Catch Fire. Apesar da baixa audiência das primeiras temporadas da série, a direcção do canal acredita no potencial crescimento da narrativa proposta relativamente às questões sócio-culturais da época, como o feminismo e a luta das mulheres para se estabelecerem no mercado de trabalho. A série tem tido boa receptividade crítica, mas a segunda temporada registou a média de 520 mil espectadores (perto de um milhão se somarmos o DVR dos primeiros sete dias), contra os 760 mil espectadores da primeira temporada. A terceira temporada terá Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers como novos showrunners e a narrativa apresentará as personagens em Silicon Valley ao invés do Texas.

Quarta temporada de "Beauty and the Beast" será a última da série


O canal CW anunciou o cancelamento de Beauty and the Beast após a sua quarta temporada. A terceira temporada da série conquistou a média de 880 mil espectadores, um valor ligeiramente superior aos 800 mil conquistados pela segunda temporada.

O canal pretende dar assim um fim à série que já tem treze episódios para finalizar a história numa quarta e última temporada. Deverá estrear apenas no próximo ano.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CBS cancela "Extant"


O canal CBS cancelou Extant, após duas temporadas. A série, protagonizada por Halle Berry, sofreu alterações de elenco na segunda temporada a fim de aumentar a audiência. Contudo, a temporada registou apenas a média de 4,7 milhões de espectadores, números bem abaixo dos 6,15 milhões da primeira.

Extant termina assim ao fim de vinte e seis episódios produzidos. A actriz Halle Berry tem já um novo projecto para a CBS em vista: um drama jurídico de nome Legalease e da qual será produtora, caso seja aprovado.

Estreias 12 Nov'15: Steve Jobs, Every Thing Will Be Fine, Elser, Manglehorn, Rock the Kasbah, She's Funny That Way, San zimei, Jiabiangou

Dia 12 de Novembro, pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si:

Destaques:

  Steve Jobs (Steve Jobs)
Ano: 2015
Realização:
Argumento: 
Adaptação do “best-seller” biográfico de Walter Isaacson e realizado por Danny Boyle (“Trainspotting”, “Quem Quer Ser Bilionário?”, “127 Horas”), um filme sobre um importante ícone do século XX: Steve Jobs, co-fundador e presidente executivo da Apple, uma das mais relevantes multinacionais norte-americanas. A acção percorre a vida de Jobs, a nível profissional e pessoal quando foram lançados alguns dos mais emblemáticos produtos da Apple: o Macintosh, em 1984; o NeXT, em 1988 (já depois de Jobs ter deixado a empresa); e o iMac, em 1998, após o seu regresso. Da forma como ele se via a si mesmo, ao modo como o viam todos os que consigo se relacionavam, Boyle revela a personalidade e o carácter de um homem visionário, até ao dia do seu trágico falecimento, a 5 de Outubro de 2011. No elenco encontramos nomes como Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels ou John Steen, entre outros.

Outras sugestões:

Tudo Vai Ficar Bem (Every Thing Will Be Fine)

Ano: 2015
Realização: 
Argumento:
Género: Drama
Elenco: , , ,

Tomas é um escritor de algum sucesso que, num frio dia de Inverno, atropela acidentalmente uma criança. Apesar de não ter tido culpa directa no acidente, aquele momento vai marcar drasticamente a sua vida. Incapaz de lidar com um sentimento de culpa que o persegue para onde quer que vá, Tomas sente-se cair num buraco sem fundo. O único escape para a sua depressão é a escrita onde, contra todas as probabilidades, encontra um sucesso inesperado. Até que, 12 anos depois do acontecido, reencontra Christopher, o irmão mais velho da criança atropelada… Estreado no Festival de Cinema de Berlim (fora de competição), um filme dramático sobre luto e necessidade de redenção realizado pelo alemão Wim Wenders (“As Asas do Desejo”, “Terra da Abundância”, “Pina”, “O Sal da Terra”) segundo um argumento original de Bjørn Olaf Johannessen. James Franco, Charlotte Gainsbourg e Rachel McAdams dão vida aos protagonistas.


13 Minutos (Elser)

Ano: 2015

1939. A Segunda Guerra Mundial é quase uma inevitabilidade. Como tantos outros compatriotas, o alemão Johann Georg Elser é contra os ideais nazis. Desde 1933 que se recusa a fazer a saudação a Hitler ou a ouvir os discursos transmitidos pela rádio. Crente do crescente poder do “führer” e indignado perante a perda de liberdade e pelos abusos cometidos pelo regime, Elser decide, numa acção individual, elaborar um plano para o assassinar. Escolheu o dia de aniversário da Putsch da Cervejaria, quando Hitler retornaria a Munique, e decidiu assassiná-lo durante o discurso de comemoração, com uma bomba. Assim, às 21h20 do dia 8 de Novembro de 1939, um dispositivo detonou, tal como planeado. Porém, Hitler tinha abandonado a sala 13 minutos antes. Como resultado da explosão oito pessoas morreram e 69 ficaram gravemente feridas. O plano de Elser falhou. Considerado traidor, foi feito prisioneiro, mas só executado a 9 de Abril de 1945, semanas antes do fim da guerra. Com assinatura de Oliver Hirschbiegel (conhecido pela realização de “A Queda: Hitler e o Fim do Terceiro Reich”, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005), um filme dramático que adapta ao grande ecrã a trágica história de Johann Georg Elser, um homem cuja ousadia esteve quase a mudar o curso da História.

O Senhor Manglehorn (Manglehorn)

Ano: 2014
Realização:
Argumento: 
Género: Drama
Elenco: , ,

A viver numa pequena cidade do Texas (EUA), A. J. Manglehorn é um homem solitário e misantropo que nunca superou a perda do grande amor da sua vida. Obcecado pelo passado e pelas coisas que viveu, tenta encontrar consolo no seu trabalho na serralharia e na sua velha gata. Os seus contactos humanos são cada vez mais parcos, reduzindo-se a algumas visitas a Gary, o filho já adulto, e a encontros ocasionais com Dawn, uma amiga de longa data com quem ainda sente alguma afinidade. Mas quando o destino lhe mostra novas possibilidades Manglehorn vê-se numa encruzilhada: manter-se confortavelmente preso a um passado que inventou à sua medida ou abraçar tudo o que a vida ainda tem para lhe oferecer… Em competição pelo Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza, conta com a realização de David Gordon Green (“Prince Avalanche”, “Joe”) segundo um argumento original de Paul Logan, um filme dramático sobre novas oportunidades que conta com a participação de Al Pacino, Holly Hunter, Harmony Korine e Chris Messina.

Rock the Kasbah - Bem-vindo ao Afeganistão (Rock the Kasbah)
Ano: 2015
Realização: 
Argumento: 
Género: Comédia, Musical
Elenco: , , , ,  

Com um instinto nato para reconhecer talentos, o agente de bandas rock Richie Lanz teve no currículo estrelas reconhecidas internacionalmente. Hoje, porém, apenas vive do reconhecimento passado. É então que, decidido a tentar a sorte, acompanha Ronnie, a única cliente que ainda acredita em si, numa tournée pelo Afeganistão. Depois de ser abandonado por esta em Cabul, sem dinheiro ou passaporte, Richie depara-se com Salima, uma rapariga afegã com uma voz extraordinária. Percebendo que esta pode ser a grande oportunidade por que esperava, decide convencê-la a participar no “Afghan Star”, um concurso de talentos musicais muito popular naquele país. Com realização de Barry Levinson, uma comédia musical que conta com Bill Murray, Bruce Willis, Kate Hudson, Zooey Deschanel e Leem Lubany nos principais papéis.

Ela é Mesmo... o Máximo (She's Funny That Way)
Ano: 2014

Isabella Patterson vive com os pais e sonha tornar-se uma estrela de cinema. Sem que alguém desconfie, ela vai sobrevivendo com o dinheiro que ganha como prostituta. Um dia, é contratada como acompanhante de Arnold Albertson, um homem sofisticado e misterioso que lhe propõe algo inesperado: dá-lhe 30 mil dólares se ela se comprometer a deixar a prostituição. Apesar de muito surpreendida, Isabella aceita a proposta e decide dedicar-se exclusivamente ao sonho de ser actriz. É então que, numa das muitas audições a que se propõe, concorre ao papel principal de uma peça de teatro. Lá reencontra Arnold que, para sua surpresa, é um importante dramaturgo. Para além dele, vai encontrar uma série de pessoas complicadas com quem terá de aprender a lidar… Depois de 13 anos afastado do cinema, “Ela É Mesmo... O Máximo!” marca o regresso à realização do veterano Peter Bogdanovich (“A Última Sessão”, “Romance em Nova Iorque” ou “O Miar do Gato”). Os realizadores Wes Anderson e Noah Baumbach fazem parte da equipa de produtores-executivos e Imogen Poots, Owen Wilson, Jennifer Aniston, Rhys Ifans, Will Forte e Kathryn Hahn dão vida às personagens.

Três Irmãs (San zimei)
Ano: 2012
Realização:
Género: Documentário

Três irmãs, de quatro, seis e dez anos, vivem em Yunan, uma região montanhosa da China. Com a mãe desaparecida e o pai a trabalhar na cidade, estão praticamente entregues a elas próprias. Os dias são passados entre a escola e os trabalhos no campo. Naquele lugar de solidão e pobreza extrema, todos se esforçam por resistir a cada dia. Até que um dia o pai regressa para as levar para a cidade… Com realização do chinês Wang Bing (“O Estado do Mundo”, “A Fossa”) numa co-produção entre França e Hong Kong, “Três Irmãs” é um documentário sobre as dificuldades das populações de algumas regiões da China contemporânea, onde muitas famílias sobrevivem à miséria. Em 2012, o filme venceu em Veneza o Prémio de Melhor filme na secção Horizontes e o Grande Prémio no Doclisboa – Festival Internacional de Cinema.

A Fossa (Jiabiangou)
Ano: 2012
Realização:
Argumento:
Género: Drama
Elenco: , ,

Um drama de ficção em estilo de documentário baseado em factos reais sobre os campos de trabalhos forçados criados pelo Governo chinês durante os anos 1950 e 1960. Para lá foram enviados milhares de cidadãos que, por discordarem ou criticarem o Partido Comunista, eram considerados dissidentes. O realizador Wang Bing (“O Estado do Mundo”, “Três Irmãs”) baseou-se no romance “Goodbye, Jiabiangou” e em dezenas de testemunhos que recolheu sobre a realidade dos sobreviventes dos campos de trabalhos forçados de Jiabiangou, no Noroeste da China, no deserto do Gobi. Nas notas de produção deste filme, o cineasta explica a sua intenção de abordar sobretudo histórias de resistência, mas também da submissão do povo chinês, num registo documental misturado com um discurso fílmico realista. Este é, segundo as suas palavras, “um filme que fiz para nos recordarmos do que aconteceu, para sublinhar a importância da dignidade do ser humano. É um filme político no sentido em que para mim a política é um modo de trocar opiniões, e interessa-me falar desta situação devido ao sofrimento do povo, utilizar esta experiência para podermos reflectir sobre o nosso passado, a nossa história, o modo como eles influenciam o futuro”.
Sinopses: Cinecartaz Público

terça-feira, 10 de novembro de 2015

"Rookie Blue" é cancelada após seis temporadas


O canal canadiano Global anunciou o cancelamento da série Rookie Blue (nos Estados Unidos a série era exibida pelo canal ABC), após seis temporadas e setenta e quatro episódios.

A série acompanhava a vida e o trabalho de um grupo de polícias em Toronto. Segundo nota oficial do canal Global, «o sucesso de Rookie Blue é um registo não apenas do talento dos seus produtores, mas também do elenco que conquistou uma legião de fãs, que acompanha a série desde a sua primeira temporada. Após seis anos, a história atingiu a sua conclusão natural. O final da sexta temporada oferece uma conclusão perfeita, tanto para os nossos policiais quanto para os fãs, especificamente com o casamento do nosso casal favorito, Sam e Andy».

Canal Syfy renova "Z Nation"; cancela "Defiance" e "Dominion"


O canal Syfy anunciou a renovação de Z Nation para uma terceira temporada. A série criada por Karl Schaefer (Eureka) tem registado a média de 1,5 milhões de espectadores, se contarmos com a soma do DVR de sete dias. Serão produzidos quinze episódios para a nova temporada, com vista à sua estreia em 2016.


Entretanto, o canal anunciou também o cancelamento de Defiance e Dominion. No primeiro caso, a série é cancelada após três temporadas, num total de trinta e oito episódios. Na sua terceira temporada a série registou a média de 1,13 milhões de espectadores ao vivo, contra os 1,56 milhões da segunda temporada. Já no caso de Dominion, a série que adaptava à televisão o filme Legion (2010) não passará da segunda temporada. Nesta temporada, a série foi vista por cerca de 870 mil espectadores, contra os 1,6 milhões da primeira temporada.

sábado, 7 de novembro de 2015

Review: Mr. Robot - Temporada 1

Por Joaquim da Silva.

«Do You Want The Truth or Something Beautiful?»

Século XXI. Evolução, tecnologia, comodidade. Computador, smartphone, robot de cozinha, redes sociais, plataformas digitais, interacções irreais. "Faz-me um like" : longe se vai o momento em que esta frase era uma simples paródia, para ser cada vez mais uma necessidade do ser humano. Escravos da reality TV, ligados nas hashtags e recebendo likes como se de vida se tratasse, enveredamos num mundo fabricado, ilusório, de realidade distorcida e do qual conhecemos muito pouco. O que será realmente que existe? Poderá um hacker salvar o mundo? E se sim, que mundo? O meu, o dele, o nosso?

Mr. Robot é uma ode à proeza heróica clássica, na sua forma mais primitiva, em contraste absolutamente directo com o ambiente da série. Elliot (Rami Malek) é um humano comum. Seja lá o que isso for. É uma pessoa que vive num bairro médio de Nova Iorque, tem um emprego medianamente remunerado numa empresa de segurança informática. E é aqui que se abre a porta para o desenrolar da história. Elliot vive perseguido por si mesmo, enrolado numa densa névoa de ansiedade social, paranóia e alguma loucura utópica, ao mesmo tempo que parece o mais lúcido e iluminado de todos nós, pois vê aquilo que realmente precisa ser visto: somos escravos de nós mesmos, e precisamos de ser libertos. Na sua cruzada por destruir E(vil) Corp, Elliot depara-se com a sua própria destruição: a morte do pai, que era a sua figura mais próxima, o isolamento afectivo, a descrença emocional e a fuga infrutífera ao sentimento que nutre por Angela (Portia Doubleday).

Quando tudo parece perdido, Elliot é recrutado por Mr. Robot, um homem cujo sonho é exterminar a dívida mundial e lançar o mundo num caos descontrolado, de forma a reorganizar a sociedade e mudar inevitavelmente o paradigma da experiência social e humana de todos aqueles que se propõe afectar. Dentro da organização de Mr. Robot, surge também Darlene (Carly Chaikin), uma figura igualmente perturbada, mas mais controlada que Elliot ou Mr. Robot

À medida que a narrativa segue o seu curso, vai-se desvendando a névoa que tolhe o pensamento de Elliot. Sempre que uma nova personagem é introduzida vivemos um aprofundar da dimensão do problema: no início pensa-se que o destino do mundo é circunscrito ao poder da E Corp. Contudo, torna-se perfeitamente claro que isso é só a ponta do metafórico iceberg de relações de poder e de dominação a que está sujeita a sociedade mundial. Alusões e referências agressivas à desmedida e  incontrolável influência do dinheiro, à proclamada força do sistema financeiro -  tão ou mais frágil que o próprio Elliot - são um dos pilares da história. Assim se desenha uma antítese metafórica fortíssima entre a necessidade emergente da acção e a nossa própria inércia enquanto agentes de mudança de uma sociedade desconstruída e em implosão anunciada.

Mr. Robot brinca seriamente com paralelos entre a ficção e a realidade: o crescendo das doenças psiquiátricas, na forma das perturbações de Darlene e de Elliot, com graus de seriedade crescentes entre um e outro, assim como a corrupção mundialmente aceite no tratamento dos dados informáticos, biométricos, financeiros, privados, secretos, intrínsecos de cada um de nós. É a invasão total do nosso ser. É a devassa das nossas ideias do que é o mundo, de que aquilo que se vê não corresponde ao que existe de facto. Numa última reviravolta, Elliot descobre qual a relação entre si e Mr. Robot, e porque foi escolhido especificamente como a peça fulcral no ataque ao mundo. Aquele humano comum que será afinal o super-herói. Ou será super-vilão? Mr. Robot, em busca da verdade. Mas qual delas?

«I am happy to deceive you».


P.S.: Mr. Robot tem cenas fortes, tocantes, chocantes, que desconstroem tudo o que estamos confortáveis que seja. Cada episódio é uma obra de arte visual, auditiva, sensitiva. Textos inteligentes, abertos. Fotografia impecável. Só é pena ter de se esperar por mais.

Mr. Robot (2015)
USA Network

Temporada 1

Novo trailer de "The Hateful Eight", de Quentin Tarantino


Foi revelado um novo trailer de The Hateful Eight, o oitavo filme de Quentin Tarantino (Kill Bill):


O filme situa-se no Wyoming pós-Guerra Civil, quando caçadores de recompensas tentam encontrar abrigo durante uma tempestade de neve, acabando por ver-se envolvidos numa rede de traição e desilusões. Kurt Russell (Death Proof), Samuel L. Jackson (Django Unchained), Jennifer Jason Leigh (Road to Perdition), Walton Goggins (Bourne Identity), Tim Roth (Pulp Fiction), Michael Madsen (Reservoir Dogs), Bruce Dern (Nebraska) e Demian Bichir (The Bridge) completam o elenco principal.

De recordar que em 2014, o argumento inicial do filme acabou por ser divulgado na Internet, o que levou Quentin Tarantino a abandonar o projecto. Mas depois de ter feito uma breve leitura do argumento em Los Angeles, Samuel L. Jackson convenceu a produzir o filme. O argumento acabou por sofrer algumas alterações.

Também recentemente Quentin Tarantino fez declarações polémica numa manifestação em Nova Iorque contra a violência da polícia, chegando a afirmar que os polícias são muitas vezes assassinos. As declarações aconteceram uma semana após um agente da polícia ter sido morto em Nova Iorque quando perseguia um homem armado. A reacção dos agentes foi apelar ao boicote dos filmes do realizador, que já obteve resposta de Los Angeles e Filadélfia.

 The Hateful Eight estreia a 25 de Dezembro, nos Estados Unidos.