domingo, 27 de janeiro de 2013

"White Tiger" é considerado o Melhor Filme russo de 2012


White Tiger, de Karen Shakhnazarov, foi considerado o Melhor Filme russo de 2012 nos Golden Eagles, prémios anuais entregues pela Academia Russa de Artes e Ciências Cinematográficas. O filme foi o candidato russo ao Óscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro e competirá na secção Semana dos Realizadores no Fantasporto 2013. Contudo, The Horde foi o mais premiado, vencendo inclusive nas categorias de Melhor Realizador e Melhor Argumento.

Melhor Filme
White Tiger, de Karen Shakhnazarov

Melhor Realizador
Andrei Proshkin por The Horde

Melhor Argumento
Yuri Arabov por The Horde

Melhor Actor
Danila Kozlovskiy em Soulless

Melhor Actriz
Anna Mikhalkova em Love with a Focus

Melhor Fotografia
Yury Raysky por The Horde

Melhor Guarda-Roupa
Natalya Ivanova por The Horde

Melhor Direcção Artística
Sergey Fevralev por The Horde

Sundance e os Óscares - cada vez mais próximos?


Quando foi criado em 1978, aquele que conhecemos actualmente como Festival de Sundance estava longe ser o que é hoje. Agora como um dos mais importantes e decisivos festivais internacionais, a sua primeira edição decorreu em Salt Lake City, com a intenção de mostrar filmes estritamente produzidos nos Estados Unidos, potenciando ainda a indústria independente e aumentar a visibilidade da indústria cinematográfica no Estado do Utah. Na altura conhecido como Utah/US Film Festival, o evento mudou radicalmente quando Robert Redford associou o seu nome ao festival, atribuindo visibilidade maior ao certame que destaca o trabalho de realizadores locais que trabalhavam fora do sistema de Hollywood. Três anos depois, o festival mudou para Park City, alterando ainda as suas datas habituais, de Setembro para Janeiro, alegadamente sob o conselho de Sydney Pollack que sugeriu que um festival durante o Inverno, num resort de sky atrairia ainda mais a atenção de Hollywood. Já em 1984, o Sundance Institute alterou o nome do festival para Sundance Film Festival, em homenagem a Robert Redford e ao seu papel de The Sundance Kid no filme Butch Cassidy and the Sundance Kid.

Mas aquele que havia outrora sido um festival que combatia em parte o sistema esquemático de uma indústria regida pelos grandes estúdios, tornou-se nos últimos anos um festival que é considerado o primeiro precursor da corrida aos Óscares do ano seguinte. Não deixa de ser ainda curioso que a atenção atraída sobre a indústria cinematográfica independente, alterou também o próprio conceito de cinema independente (feito sem grandes apoios financeiros e longe dos grandes estúdios de Hollywood), efectuando uma corrida dos maiores estúdios àquilo que hoje em dia assumiu o formato de um subgénero cinematográfico - o cinema indie (que já não está tão ligado aos valores de produção e que faz com que, por exemplo um filme como Silver Linings Playbook possa ser considerado um "filho" do género, apesar dos seus 21 milhões de dólares de orçamento).

Embora pontualmente, alguns seleccionados do festival figurassem no final do ano entre os nomeados aos Óscares, isso acontecia principalmente nas categorias de Melhor Curta-Metragem Documental e outras mais pequenas. Mas nos últimos anos, assistimos a um aumento exponencial de vencedores do Festival de Sundance entre os principais nomeados ao Óscar - passando das categorias de curtas-metragens, para um quase domínio da categoria de Melhor Documentário, passando para categorias de interpretação, argumento e até, nos últimos anos, para Melhor Filme.

Comecemos, a título de exemplo, em 2001, com três dos filmes premiados no certame de Sundance a marcarem presença na cerimónia da Academia norte-americana de Artes e Ciências Cinematográficas. Memento venceu o prémio Waldo Salt para Melhor Argumento e em 2002 foi nomeado ao Óscar de Melhor Argumento Original e Melhor Montagem. In the Bedroom, vencedor do Prémio do Júri para Melhor Elenco, foi nomeado para cinco Óscares, incluindo Melhor Filme. Children Underground, também prémio especial do júri, foi nomeado na categoria de Melhor Documentário. Nos anos seguintes, outros documentários premiados em Sundance conseguem ser nomeados ao Óscar, Daughter from Danang (2002), Capturing the Friedmans (2003), Super Size Me (2004). Em 2009, Man on Wire, vencedor em 2008 do Prémio do Júri para Melhor Documentário (Cinema Mundial) arrecada o Óscar.


Ainda em 2003, American Splendor e Thirteen (vencedor do Grande Prémio do Júri em Ficção e Realização, respectivamente) conseguem uma nomeação ao Óscar, cada um. No ano seguinte, o mesmo acontece com Maria Full of Grace. Em 2006, três filmes premiados no ano anterior em Sundance chegam aos Óscares: Hustle & Flow vence a Melhor Canção Original e recebe nomeação para Melhor Actor; The Squid and the Whale em Melhor Argumento Original e Junebug para Melhor Actriz Secundária, dando a conhecer aquela que hoje em dia é presença assídua nos Óscares: Amy Adams. Once, premiado pelo público de Sundance em 2007, vence o Óscar de Melhor Canção Original em 2008, comprovando a importância dos crowd pleasers também nos prémios da Academia. No ano em que Man on Wire venceu o Óscar, também o silencioso Frozen River, vencedor do Grande Prémio de Sundance em 2008, consegue duas nomeações ao Óscar - Melhor Actriz e Melhor Argumento Original - aguentando assim a pressão de quase um ano de diferença entre as premiações e sem ser muito notado nos prémios precursores.

2009 em Sundance foi um ano marcante. Precious foi o grande vencedor do festival, marcando uma rara consonância de opinião entre o júri e o público do certame . Nos Óscares recebeu um total de seis nomeações, dos quais leva dois para casa: Melhor Argumento Adaptado e Melhor Actriz Secundária. The Cove, também premiado pelo público de Sundance, venceu o Óscar de Melhor Documentário 2010 (Burma VJ recebe nomeação na mesma categoria, depois de ter recebido um prémio técnico em Sundance). O britânico An Education é o preferido do público e recebe três nomeações ao Óscar, incluindo o de Melhor Filme.

No ano seguinte, Winter's Bone vence dois dos prémios principais em Sundance (Grande Prémio do Júri e Waldo Salt Screenwriting) e recebe quatro nomeações aos Óscares 2011: Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz. Neste último caso deu a conhecer ao mundo, aquela que é a nova American sweetheart, Jennifer Lawrence e que pode muito bem ganhar o Óscar este ano. Nesse mesmo ano, Jacki Weaver chega com uma nomeação como Melhor Actriz Secundária (volta este ano também às nomeações), depois do australiano Animal Kingdom ser premiado pelo júri de Sundance. Restrepo, Waste Land e GasLand são nomeados ao Óscar de Melhor Documentário, depois de serem premiados em Sundance.

Em 2011 porém notou-se uma quebra considerável nesta frequência de associações. Apesar dos prémios e do grande hype de filmes como Like Crazy ou Martha Marcy May Marlene, estes não conseguem sobreviver à corrida aos prémios, perdendo fulgor e apenas Hell and Back Again chega ao Óscar 2012, na categoria de Melhor Documentário 2012. O factor Sundance nem sempre sobrevive a uma severa indústria de prémios. O mesmo aconteceu em outros anos, claro, com vários filmes premiados em Sundance (ou apenas seleccionados, já que filmes como The Kids Are All Right ou Blue Valentine conseguiram chegar aos Óscares apesar de não receberem qualquer galardão aquando da sua passagem no festival) a não sobreviverem ao hype desse certame que, a cada ano que passa, é mais visitado pela indústria de Hollywood, que procura ansiosa e avidamente, o seu grande próximo candidato ao Óscar.


Mas este ano algo notável aconteceu. Beasts of the Southern Wild (considerado por muitos como o melhor filme de sempre no Festival de Sundance) chegou aos Óscares com umas impressionantes quatro nomeações, incluindo na improvável categoria de Melhor Realizador, acumulando essa nomeação com as de Melhor Argumento Adaptado, Melhor Actriz e Melhor Filme. O hype do festival confirmou-se durante todo o ano em grandes festivais internacionais, incluindo em Cannes, que começa hoje em dia a seleccionar também alguns dos mais marcantes filmes que passam por este festival no Utah. The Sessions (na altura ainda sob o nome The Surrogate venceu o prémio do público e de melhor elenco) conseguindo uma nomeação para Helen Hunt na categoria de Melhor Actriz Secundária, apesar de John Hawkes não ter conseguido destino semelhante numa corrida demasiado apertada. The Invisible War e Searching for a Sugar Man são os dois principais nomeados e concorrentes ao Óscar de Melhor Documentário (outro dos nomeados também passou pelo festival), enquanto que até Chasing Ice (com a sua fotografia premiada em Sundance) recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Canção Original.

Este ano com o anúncio dos vencedores do Festival de Sundance 2013 começam a fazer-se apostas para os Óscares 2014. Tudo é um jogo, mas as suposições não são mais tão improváveis como há uns anos atrás, com grandes distribuidores da máquina de Hollywood a fazer "compras" no Festival de Sundance. Fruitvale, de Ryan Coogler, venceu o Grande Prémio do Júri e Prémio do Público em ficção, sendo centrado na história verdadeira de um jovem de 22 anos nos seus últimos dias de vida. O filme, que conta com Michael B. Jordan e Octavia Spencer entre os protagonistas, já tem os seus direitos adquiridos pela The Weinstein Company, tornando-o claramente um dos principais candidatos ao Óscar no próximo ano. Blood Brother venceu o Grande Prémio do Júri e do Público para Documentário, centrando-se na inspiradora história do americano Rocky Braat que descobriu a paixão pelo trabalho humanitário na Índia. Este é um dos mais sérios candidatos ao Óscar 2014 de Melhor Documentário, por mais presunçosa que esta afirmação possa parecer com um ano ainda pela frente. A RADiUS-TWC, uma multiplataforma da The Weinstein Company - aquela que nos últimos anos mais consegue marcar a viragem na corrida aos Óscares (este ano pode acontecer com Silver Linings Playbook) - adquiriu ainda outros filmes em Sundance 2013, entre os quais, os documentários Cutie and the Boxer (vencedor do Prémio de Melhor Realizador para Documentário), Twenty Feet from Stardom e Inequality for All, bem como os filmes Concussion e Lovelace. Outros grandes distribuidores também adquiriram os direitos de vários dos filmes exibidos em Sundance, com o festival a continuar a ser um dos mais visitados pela indústria e pelo público, com direito a honras de destaque em jornais e revistas da especialidade, bem como a passadeiras vermelhas e paparazzi em redor de estrelas de Hollywood.


Não deixa de ser irónico que um festival que sempre se procurou diferenciar do sistema de Hollywood, ser agora factor e presença determinante nos seus maiores prémios da indústria. Resta-nos esperar para ver os vencedores deste ano e aguardar pelos nomeados para 2014 e aí saberemos se a sua influência continuará a crescer ou não.

"Argo" vence nos Producers Guild Awards 2013


Habitualmente, os prémios dos Producers Guild of America são interessantes precursores do Óscar de Melhor Filme, com uma percentagem de correspondência em cerca de 60%. Nos últimos anos porém ocorreram casos de não coincidência: por exemplo, Litte Miss Sunshine (2006) venceu aqui mas perdeu para os DGA e Óscares. O mesmo se passou com Brokeback Mountain (2005): venceu PGA e DGA, mas perdeu nos Óscares. Estes prémios marcaram um ponto de viragem em 2011 para The Social Network que havia vencido em quase todos os precursores, mas que perdeu para o britânico The King's Speech: nos PGA e nos Óscares.

Este ano, com a ausência de Ben Affleck e Kathryn Bigelow nos nomeados ao Óscar de Melhor Realizador, poder-se-ia referir a dificuldade dos seus filmes (Argo e Zero Dark Thirty) vencerem o Óscar de Melhor Filme, com as probabilidades a caírem para Lincoln. Porém e tal como aconteceu nos Globos de Ouro, Argo foi o premiado pelos prémios PGA, com grandes possibilidades de repetir o feito nos Óscares 2013. Neste caso particular, a ausência de Ben Affleck nos nomeados ao Óscar, apenas veio beneficiar Argo, numa corrida que já havia esquecido o filme que em Novembro aclamava como preferido.

Em televisão, Modern Family vence pelo terceiro ano consecutivo a categoria de Série de Comédia, enquanto que Homeland vence na categoria de drama.

CINEMA


Filme
Argo

Filme de Animação
Wreck-it Ralph


Documentário
Searching for Sugar Man

TELEVISÃO



Série Dramática
Homeland

Série Cómica
Modern Family

Série Infanto-Juvenil
Sesame Street

Conteúdo Digital/Websérie
30 Rock: The Websodes

Série de Não-Ficção
American Masters

Programa de Entertenimento/Talk Show
The Colbert Report

Programa de Competição
The Amazing Race

Minissérie
Game Change

Programa de Desporto
Real Sports with Bryant Gumbel


Leia também:

"Fruitvale" é o principal vencedor do Festival de Sundance 2013


O Festival de Sundance tem sido um dos principais palcos para o cinema independente norte-americano. Mas com a recente abertura do mercado de distribuição ao género, o fenómeno tornou-se bem mais popular e mediático, com até a Academia a dar a sua quota de destaque aos filmes indie.

Fruitvale, de Ryan Coogler, venceu o Grande Prémio do Júri Prémio do Público em ficção, centrado na história verdadeira de um jovem de 22 anos no último dia do ano de 2008. O filme, que conta com Michael B. JordanOctavia Spencer entre os protagonistas, já tem os seus direitos adquiridos pela The Weinstein Company. Blood Brother venceu o Grande Prémio do Júri e do Público para Documentário e centra-se na inspiradora história do americano Rocky Braat que descobriu a paixão pelo trabalho humanitário na Índia.

Chegarão os principais premiados deste ano chegarão aos Óscares 2014? 


Grande Prémio do Júri - Ficção
Fruitvale, de Ryan Coogler

Grande Prémio do Júri - Documentário
Blood Brother, de Steve Hoover

Prémio do Júri - Cinema Mundial - Ficção
Jiseul, de Muel O

Prémio do Júri - Cinema Mundial: Documentário
A River Changes Course, de Kalyanee Mam

Prémio do Público - Ficção
Fruitvale, de Ryan Coogler

Prémio do Público - Documentário
Blood Brother, de Steve Hoover

Prémio do Público - Cinema Mundial: Ficção
Metro Manila, de Sean Ellis

Prémio do Público - Cinema Mundial: Documentário
The Square, de Jehane Noujaim

Prémio The Best of NEXT
This is Martin Bonner, de Chad Hartigan

Melhor Realizador - Ficção
Jill Soloway por Afternoon Delight

Melhor Realizador - Documentário
Zachary Heinzerling por Cutie and the Boxer

Melhor Realizador - Cinema Mundial: Ficção
Sebastián Silva por Crystal Fairy

Melhor Realizador - Cinema Mundial: Documentário
Tinatin Gurchiani por The Machine Which Makes Everything Disappear

Melhor Argumento - Prémio Waldo Scott
Lake Bell por In A World...

Melhor Argumento - Cinema Mundial
Barmak Akram por Wajma (An Afghan Love Story)

Melhor Montagem - Documentário
Matthew Hamacheck por Gideon's Army

Melhor Montagem - Cinema Mundial: Documentário
Ben Stark por The Summit

Melhor Fotografia - Ficção
Bradford Young por Ain't Them Bodies Saints & Mother of George

Melhor Fotografia - Documentário
Richard Rowley por Dirty Wars

Melhor Fotografia - Cinema Mundial: Ficção
Michael Englert por Lasting

Melhor Fotografia - Cinema Mundial - Documentário
Marc Silver e Pau Esteve Birba por Who Is Dayani Cristal?

Prémio Especial do Júri para Interpretação - Ficção
Miles Teller e Shailene Woodley por The Spectacular Now

Prémio Especial do Júri para Design de Som - Ficção
Shane Carruth e Johnny Marshal por Upstream Color

Prémio Especial do Júri - Documentário
Inequality For All, de Jacob Kornbluth
American Promise, de Joe Brewster e Michèle Stephenson

Prémio Especial do Júri - Cinema Mundial: Documentário
Pussy Riot: A Punk Prayer, de Mike Lerner e Maxim Pozdorovkin

Prémio Especial do Júri - Cinema Mundial: Ficção
Circus, de Srdan Golubovic

Prémio Alfred P. Sloan Prize
Computer Chess, de Andrew Bujalsi

Prémio do Público - Curta
Catnip: Egress to Oblivion, de Jason Willis

Grande Prémio do Júri - Curta
The Whistle, de Grzegorz Zariczny

Prémio do Júri - Curta Norte-Americana: Ficção
Whiplash, de Damien Chazelle

Prémio do Júri - Curta International: Ficção
The Date, de Jenni Toivoniemi

Prémio do Júri - Curta de Não-Ficção
Skinningrove, de Michael Almereyda

Prémio do Júri - Curta de Animação
Irish Folk Furniture, de Tony Donoghue

Prémio do Júri - Curta: Interpretação
Joel Naglein em Palimpsest

Prémio Especial do Júri - Curta
Until the Quiet Comes, de Kahlil Joseph

sábado, 26 de janeiro de 2013

"O Gebo e a Sombra" será exibido no Film Society of Lincoln Center, em Nova Iorque


O filme O Gebo e a Sombra, do português Manoel de Oliveira, foi seleccionado para a 13.ª edição do Film Comment Selects, a decorrer de 18 a 28 de Fevereiro no Film Society of Lincoln Center, em Nova Iorque. Esta mostra de cinema inclui uma série de filmes recentes, bem como descobertas raras, seleccionadas pelos editores e contribuidores da revista Film Comment.

Simon Killer, de Antonio Campos, será o filme de abertura, enquanto que o encerramento se fará com The We and the I, de Michel Gondry.

Kate Winslet deverá juntar-se ao elenco de "Divergent"


A actriz Kate Winslet (Revolutionary Road) encontra-se em negociações para o elenco da adaptação cinematográfica do livro Divergent, de Veronica Roth. A informação chega da Variety que não adianta a personagem que a actriz poderá interpretar, correndo rumores que possa ser a vilã Jeanine Matthews.

Os estúdios Summit Entertainment pretendem tornar esta adaptação num franchise, à semelhança de The Twilight ou The Hunger Games, por adaptar também os títulos seguintes: Insurgent e o terceiro capítulo, ainda sem título, a ser publicado no Outono deste ano. Divergent é o primeiro tomo de uma saga young adult que segue Beatrice Prior, uma jovem que vive numa Chicago distópica, cuja sociedade está dividada em facções, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a facção a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família ou assumir que é realmente diferente. 

Shailene Woodley (The Descendants) será a protagonista, enquanto os estúdios procuram ainda o actor ideal para interpretar o papel de protagonista masculino. As escolhas mais recentes envolveram nomes como Lucas Till (X-Men: First Class), Alex Pettyfer (Magic Mike) e Jeremy Irvine (War Horse). Neil Burger (The Illusionist e Limitless) será o realizador de Divergent, com argumento de  Vanessa Taylor (Hope Springs), reescrito através de um primeiro rascunho de Evan Daugherty (Snow White and the Huntsman), bem como produção de Lucy Fisher (Limitless) e Douglas Wick (Memoirs of a Geisha).

Divergent estreia nos Estados Unidos a 21 de Março de 2014.

"The Dirties" vence o Festival de Slamdance 2013


The Dirties, uma história sobre bullying e vingança, venceu o Festival de Slamdance 2013, um dos mais importantes festivais anuais de cinema independente, no Utah. O filme venceu o Grande Prémio do Júri, enquanto que o público preferiu Hank and Asha, uma comédia romântica sobre uma estudante indiana em Praga e um jovem solitário em Nova Iorque.

Prémio do Público - Ficção
Hank and Asha, de James E. Duff

Prémio do Público - Documentário
My Name is Faith, de Jason Banker, Jorge Torres-Torres e Tiffany Sudela-Junker

Grande Prémio do Júri - Ficção
The Dirties, de Matt Johnson

Menção Especial - Ficção
Joy de V., de Nadia Szold

Grande Prémio do Júri - Documentário
Bible Quiz, de Nicole Teeny

Grande Prémio do Júri - Curta Documental
The Birdman, de Jessie Auritt

Grande Prémio do Júri - Curta de Animação
I Am Tom Moody, de Ainslie Henderson

Grande Prémio do Júri - Curta Live-Action
Rotkop, de Jan Roosens e Raf Roosens

Menção Especial - Curta-metragem
Josephine and the Roach, de Jonathan Langager
Donald Cried, de Kris Avedisian

Prémio Spirit of Slamdance Sparky
The Dirties, de Matt Johnson

Melhor Fotografia
Dieter Deventer por Fynbos

Hotel Lux, por Tiago Ramos


Título original: Hotel Lux (2011)
Realização: Leander Haußmann
Argumento: Leander Haußmann, Leander Haußmann e Volker Einrauch
Elenco: Michael Herbig, Jürgen Vogel, Thekla Reuten, Alexander Senderovich, Valery Grishko, Axel Wandtke e Daniel Wiemer

Convenhamos que e em jeito de confissão que a exibição repleta de percalços não contribuiu positivamente para a avaliação da película. Justifiquemo-nos porém perante uma questão de expectativas. Hotel Lux prometia ser algo que não conseguiu ser. Ponto final. Especialmente quando numa breve declaração, o próprio realizador afirma ser um filme divertido. E de facto, tenta-o ser, raras vezes conseguindo-o e dispersando-se entre várias áreas simultaneamente: tenta ser uma comédia satírica, uma grande produção de Hollywood ao estilo dos anos 30 e um filme de acção e aventura. Ao tentar, nunca o chega a ser, especialmente porque não o sabe dosear e evidencia-se a sua estrutura narrativa desequilibrada e com graves problemas de ritmo.

A nível de produção, justifica o seu orçamento milionário: nota-se o cuidado na reconstrução da época com cenários e guarda-roupa e a nível da fotografia. Pena que o material de base com que trabalha não seja o melhor, notando-se que tenta desesperadamente ser um produto de consumo fácil, com a sua acção inconsequente e cheia de reviravoltas e que depois tenta apelar ao coração quando mistura algum drama que não chega a resultar em sintonia com o resto. É um grave problema de indecisão de Leander Haußmann e que se reflecte no filme.

Já a escolha do elenco é particularmente inspirada, com destaque para o carismático Michael Herbig e para o talentoso Jürgen Vogel, que resultam bem isoladamente, mas cuja química é evidente nas cenas em que contracenam. São eles que salvam o filme do descalabro que poderia ser. Mas por si só não salvam Hotel Lux de ser uma mera caricatura das suas intenções, resumindo-se a um conjunto de sketches desinspirados e com tendência para a comédia fácil.


Classificação:
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Primeiro trailer de "Mood Indigo", de Michel Gondry


Foi revelado o primeiro trailer de Mood Indigo, próximo filme do francês Michel Gondry:


Em Mood Indigo, baseado no romance de 1947, L'Écume des jours, escrito por Boris Vian, seguimos a história de uma mulher (Audrey Tautou) que sofre de uma doença invulgar causada por uma flor que cresce nos seus pulmões. Ela é casada com Colin (Romain Duris), o inventor de um instrumento musical baseado no olfato, o pianocktail. Ao elenco juntam-se ainda Omar Sy (Untouchables), Jamel Debbouze (Amélie) e Vincent Lindon (Welcome).

O filme estreia a 24 de Abril, em França.

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"Camille redouble" é o filme mais nomeado aos prémios César 2013


A Academia Francesa de Cinema revelou os nomeados aos seus mais importantes prémios cinematográficos, os César 2013. Camille redouble é o filme mais nomeado (foi também um dos preferidos da crítica francesa, nos prémios Lumière 2013), com treze nomeações. Seguem-se Les adieux à la Reine e Amour, com dez nomeações cada um. Os vencedores serão anunciados a 22 de Fevereiro.

Melhor Filme
Les adieux à la Reine
Amour
Camille redouble
Dans la maison
De rouille et d'os
Holy Motors
Le prénom

Melhor Realizador
Benoît Jacquot em Les adieux à la Reine
Michael Haneke em Amour
Noémie Lvovsky em Camille redouble
François Ozon em Dans la maison
Jacques Audiard em De rouille et d'os
Léos Carax em Holy Motors
Stéphane Brizé em Quelques heures de printemps

Melhor Argumento Original
Adieu Berthe ou l'enterrement de mémé
Amour
Camille redouble
Holy Motors
Quelques heures de printemps

Melhor Argumento Adaptado
38 témoins
Les adieux à la Reine
Dans la maison
De rouille et d'os
Le prénom

Melhor Actor
Jean-Pierre Bacri em Cherchez Hortense
Patrick Bruel em Le prénom
Denis Lavant em Holy Motors
Vincent Lindon em Quelques heures de printemps
Fabrice Luchini em Dans la maison
Jérémie Renier em Cloclo
Jean-Louis Trintignant em Amour

Melhor Actriz
Marion Cotillard em De rouille et d'os
Catherine Frot em Les saveurs du palais
Noémie Lvovsky em Camille redouble
Corinne Masiero em Louise Wimmer
Emmanuelle Riva em Amour
Léa Seydoux em Les adieux à la Reine
Hélène Vincent em Quelques heures de printemps

Melhor Actor Secundário
Guillaume de Tonquédec em Le prénom
Samir Guesme em Camille redouble
Benoît Magimel em Cloclo
Claude Rich em Cherchez Hortense
Michel Vuillermoz em Camille redouble

Melhor Actriz Secundária
Valérie Benguigui em Le prénom
Judith Chemla em Camille redouble
Isabelle Huppert em Amour
Yolande Moreau em Camille redouble
Edith Scob em Holy Motors

Melhor Revelação Masculina
Félix Moati em Télé Gaucho
Kacey Mottet Klein em L'enfant d'en haut
Pierre Niney em Comme des frères
Matthias Schoenaerts em De rouille et d'os
Ernst Umhauer em Dans la maison

Melhor Revelação Feminina
Alice de Lencquesaing em Au galop
Lola Dewaere em Mince alors!
Julia Faure em Camille redouble
India Hair em Camille redouble
Izia Higelin em Mauvaise fille

Melhor Primeiro Filme
Augustine
Comme des frères
Louis Wimmer
Populaire
Rengaine

Melhor Filme Estrangeiro
Argo (EUA)
Bullhead (Bélgica)
Laurence Anyways (Canadá)
Oslo, 31. august (Noruega)
The Angels' Share (Reino Unido)
A Royal Affair (Dinamarca)
À perdre la raison (Bélgica)

Melhor Documentário
Bovine ou la vraie vie des vaches
Duch, le maître des forges de l'enfer
Les invisibles
Journal de France
Les nouveaux chiens de garde

Melhor Filme de Animação
Edmond était un âne
Ernest et Célestine
Kirikou et les hommes et les femmes
Oh Willy
Zarafa

Melhor Montagem
Les adieux à la Reine
Amour
Camille redouble
De rouille et d'os
Holy Motors

Melhor Banda Sonora Original
Bruno Coulais por Les adieux à la reine
Gaëtan Russell e Joseph Dahan por Camille redouble
Philippe Rombi por Dans la maison
Alexandre Desplat por De rouille et d'os
Rob e Emmanuel d'Orlando por Populaire

Melhor Som
Les adieux à la Reine
Amour
Cloclo
De rouille et d'os
Holy Motors

Melhor Fotografia
Les adieux à la Reine
Amour
De rouille et d'os
Holy Motors
Populaire

Melhor Cenografia
Les adieux à la Reine
Amour
Cloclo
Holy Motors
Populaire

Melhor Guarda-Roupa
Les adieux à la Reine
Augustine
Camille redouble
Cloclo
Populaire

Melhor Curta-metragem
Ce n'est pas un film de cowboys
Ce qu'ill restera de nous
Le cri du homard
Les meutes
La vie parisienne