Realização: Phil Claydon
Argumento: Paul Hupfield e Stewart Williams
Elenco: Mathew Horne, James Corden e Silvia Colloca
Raras vezes assim acontece, mas este filme nasceu do seu título. Como forma de apelar ao underground europeu e aos fãs de trash movies, foi assim escolhido: Lesbian Vampire Killers. E foi a sua fama que lhe permitiu (estranhamente) chegar ao circuito comercial. O filme é uma despretensiosa homenagem aos filmes de série B e aos clichés dos filmes de vampiros, tão em voga ultimamente e deve ser visto como isso mesmo e não como uma pretensão a algo mais.
Caçadores de Vampiras Lésbicas vai buscar influências a clássicos de culto de trash e horror movies, de onde não podemos esquecer Vampiros lesbos (1971), do espanhol Jesus Franco, muito avant-garde para a época em que foi exibido. Claramente que o filme ganhou notoriedade sobretudo entre os cibernautas, impelidos pelo título chamativo que inclui: caçadores, vampiras e lésbicas.
Este não é mais que uma prova da originalidade e arrojo dos britânicos e uma forma de destilar o típico humor britânico e criticar os filmes do género. Não é um spoof-movie, no verdadeiro termo da palavra, nem tampouco um realista horror movie. É sim uma mistura de sub-géneros, que aproveita o embalo da comédia e permite aos espectadores dar algumas gargalhadas. Não é tão divertido quanto poderia ser, dado a estapafúrdia de algumas situações que deixarão alguns estupefactos. É precisamente esse factor que distancia Caçadores de Vampiras Lésbicas dos exemplares de cinema xunga que se tornam bons de tão maus que são. Está lá perto, mas não chega.
A qualidade técnica é interessante, com destaque para a realização algo caricatural e quase uma referência a comic books, bem como a fotografia. Já a divertida e bem concebida banda sonora também se encontra entre os pontos positivos do filme.
O final em aberto e completamente descabido permite aos fãs de trash movies desejar uma sequela, que duvido que chegue a ser realizada. Caçadores de Vampiras Lésbicas não é tão mau como poderíamos esperar, mas também não consegue tornar num fenómeno de culto. Fica assim no meio termo dos filmes de série B.
Caçadores de Vampiras Lésbicas vai buscar influências a clássicos de culto de trash e horror movies, de onde não podemos esquecer Vampiros lesbos (1971), do espanhol Jesus Franco, muito avant-garde para a época em que foi exibido. Claramente que o filme ganhou notoriedade sobretudo entre os cibernautas, impelidos pelo título chamativo que inclui: caçadores, vampiras e lésbicas.
Este não é mais que uma prova da originalidade e arrojo dos britânicos e uma forma de destilar o típico humor britânico e criticar os filmes do género. Não é um spoof-movie, no verdadeiro termo da palavra, nem tampouco um realista horror movie. É sim uma mistura de sub-géneros, que aproveita o embalo da comédia e permite aos espectadores dar algumas gargalhadas. Não é tão divertido quanto poderia ser, dado a estapafúrdia de algumas situações que deixarão alguns estupefactos. É precisamente esse factor que distancia Caçadores de Vampiras Lésbicas dos exemplares de cinema xunga que se tornam bons de tão maus que são. Está lá perto, mas não chega.
A qualidade técnica é interessante, com destaque para a realização algo caricatural e quase uma referência a comic books, bem como a fotografia. Já a divertida e bem concebida banda sonora também se encontra entre os pontos positivos do filme.
O final em aberto e completamente descabido permite aos fãs de trash movies desejar uma sequela, que duvido que chegue a ser realizada. Caçadores de Vampiras Lésbicas não é tão mau como poderíamos esperar, mas também não consegue tornar num fenómeno de culto. Fica assim no meio termo dos filmes de série B.




