Na semana em que o filme Aparição se prepara para sair de sala e em que alcançou os 3500 espectadores, falámos brevemente com Fernando Vendrell.
Procurámos saber um pouco sobre a produção do filme e a medida do seu sucesso face às expectativas.
Falámos do que, de parte a parte, vimos como as forças e as fraquezas do filme e como estas têm sido tidas em conta pelo meio cinematográfico nacional.
Uma entrevista que fica como gancho apontado àqueles que cheguem a esta adaptação quando chegar a segunda vida que o filme terá para lá do grande ecrã.
Aparição é um livro com que quase todos os portugueses têm uma relação, nem que seja por obrigação. Disse que teve de voltar ao livro antes do seu filme. Como vê agora a relação que o país precisa de ter com a obra?Aparição faz parte do “inconsciente coletivo” da cidade de Évora, existe até uma relação complexa de aceitação e rejeição desta obra. A perspetiva que quase todas as pessoas que contactávamos durante a produção tinham uma visão própria do romance tornou-se uma das “complexidades” suplementares à sua adaptação. Trata-se de uma das obras mais conhecidas de Vergílio Ferreira, como realizador do filme tenho consciência que este não poderá nunca superar a imagem emocional que os leitores têm desta obra, mas pode relembrar o momento ou efeito da leitura do livro, trazer novas inquietações e até outras perspetivas sobre Aparição. Num mundo dominado pela superficialidade e pela exposição contínua da aparência é pertinente questionarmos o que somos e o que significa a nossa vida.