quinta-feira, 2 de abril de 2009

Alice in Wonderland, de Tim Burton



O filme Alice in Wonderland é baseado na obra de Lewis Carroll e Tim Burton será o realizador nesta nova parceria com Walt Disney Studios e irá usar a mesma técnica que Robert Zemeckis aperfeiçoou em Beowulf - a captura de movimentos em 3D. Este clássico de Lewis Carroll, será adaptado por Linda Woolverton, a argumentista de O Rei Leão e A Bela e o Monstro.

Foi revelado pelos estúdios da Disney que o filme vai ter uma versão 3D nas salas IMAX, em conjunto com a IMAX Corporation. A versão 3D de Alice in Wonderland estreia nos EUA ao mesmo tempo que a versão normal, dia 5 de Março de 2010.

Alice in Wonderland tem no elenco Mia Wasikowska (Alice), Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Matt Lucas (como os Irmãos Tweedledee e Tweedledum), Anne Hathaway (A Rainha Branca), Helena Bonham Carter (A Rainha de Copas), Crispin Glover (Valete de Copas), Alan Rickman (Lagarta), Michael Sheen (possivelmente no papel do Coelho), Stephen Fry (O Gato de Cheshire), Christopher Lee e Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway).

DVD: Pulp Fiction, por Tiago Ramos


Título original: Pulp Fiction (1994)
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino e Roger Avary
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Harvey Keitel, Bruce Willis, Tim Roth, Christopher Walken, Ving Rhames, Eric Stoltz, Maria de Medeiros, Quentin Tarantino e Rosanna Arquette

Quando falamos em Pulp Fiction, falamos não só de um filme que arrebatou inúmeros prémios, mas falamos também de um ícone da cultura pop dos anos 90, que surge hoje seguramente entre o top 10 de grande parte dos cinéfilos. Pulp Fiction venceu o Grande Prémio de Veneza e foi nomeado a sete Óscares de Academia, vencendo o de Melhor Argumento Original.



Pulp Fiction
será certamente das obras mais influentes do cinema e à partida a que teria dos argumentos mais simples. O filme retrata três histórias interligadas que seguem as desventuras de dois assassinos baratos (John Travolta e Samuel L. Jackson), da insinuante mulher do seu patrão (Uma Thurman) e de um desesperado boxeur em fuga (Bruce Willis). Contudo, o segredo reside na originalidade com que Quentin Tarantino o fez.

Não é das obras mais perfeitas da história do cinema, mas acabam por ser esse “ruído” do argumento que gera um dos melhores clássicos de sempre. Pulp Fiction não é fiel a regras, nem assenta em categorias ou géneros e isso transmite liberdade visual ao espectador. O filme é desafiante, transgride as regras do bom senso e do politicamente correcto, despertando o grito de rebeldia existente em todos nós.

Pulp Fiction apresenta diálogos tremendamente bem construídos, onde cada expressão é digna de nota, revelador da fantástica cultura pop do realizador. Cada cena consegue ser puramente desconcertante, com brilhantes interpretações por parte do elenco e sobretudo através da fotografia do filme. Cada cena, cada parte do guião, cada interpretação é recheada de referências à cultura violenta dos anos 90, com armas e drogas. E tudo isso despertou aquilo que hoje em dia nós chamamos de “cultura tarantinesca“.

As personagens que mais se destacam em todo o filme acabam por ser Vincent Vega (John Travolta), Mia Wallace (Uma Thurman) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson). Não são personagens voláteis em conteúdo, muito pelo contrário. Destaque sobretudo para Uma Thurman, no papel de um mulher engenhosamente inteligente e sensual, que forma uma das melhor duplas do cinema, juntamente com John Travolta.

Uma nota em relação ao poster do filme: nunca um outro poster resumiu tão bem o cinema americano e a sua cultura pop como o de Pulp Fiction. Pulp Fiction é claramente um filme à la Tarantino.

Classificação:

Extras:

  • Menus Interactivos
  • Selecção por Capítulos
  • Trailers
  • Clips
  • Documentário
  • Biofilmografias
  • Sound Bites
  • Em Filmagens
  • Prémios
Classificação dos Extras:

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estreias de 02 Abril'09: Guerrilla, Eden Lake, La Mujer Sin Cabeza, He's Just Not That Into You, Monsters vs. Aliens, Última Parada 174, Street Fight

A partir de amanhã, dia 02 de Abril, nas salas de cinema do país, pode contar com as seguintes estreias:

Destaques:
Guerrilha (Che: Part Two)

Ano: 2008
Realização: Steven Soderbergh
Género: Biografia, Drama
Elenco: Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Benicio Del Toro e Catalina Sandino Moreno

Segunda e última parte da biografia que Steven Soderbergh filmou sobre Ernesto Guevara (Che), o revolucionário e herói da revolução cubana. Na primeira, "O Argentino", relata-se a participação de chena Revolução Cubana (1959) e avança-se até o discurso do guerrilheiro em Nova Iorque, na Assembleia-Geral da ONU, em 1964. Esta 2ª parte do filme chama-se "Guerrilha" e centra-se nos 341 dias que Che passou na selva boliviana, entre os guerrilheiros, até à sua morte.


Outras sugestões:
O Lago Perfeito (Eden Lake)

Ano: 2008
Realização: James Watkins
Argumento: James Watkins
Género: Terror
Elenco: Jack O'Connell, Kelly Reilly, Michael Fassbender e Tara Ellis

Jenny é professora em Londres e decide ir passar um fim-de-semana com o namorado à beira de um lago. Mas o que deveria ser um fim-de-semana perfeito e tranquilo torna-se num pesadelo.


A Mulher Sem Cabeça (La Mujer Sin Cabeza)

Ano: 2008
Realização: Lucrecia Martel
Argumento: Lucrecia Martel
Género: Thriller
Elenco: María Onetto, Claudia Cantero, César Bordón, Daniel Genoud e Guillermo Arengo

Veronica vai ao volante do seu carro quando num momento de distracção sente que atropela qualquer coisa. Nos dias seguintes, sente-se a desaparecer, sente-se estranha às coisas e às pessoas que a rodeiam, aluada. Confessa ao marido que se calhar atropelou alguém, regressa ao local do acidente, mas só descobre o cadáver de um cão. Porém, quando a vida parece regressar à normalidade, um cadáver é descoberto...



Ele Não Está Assim Tão Interessado (He's Just Not That Into You)

Ano: 2009
Realização: Ken Kwapis
Género: Comédia
Elenco: Ben Affleck, Drew Barrymore, Jennifer Aniston, Jennifer Connelly e Scarlett Johansson

Se ele diz que telefona e não o faz, se ele não quer saber de sexo consigo, se a relação não avança, então provavelmente ele não está assim tão interessado. Um retrato provocador sobre a incompreensão entre homens e mulheres. Histórias cruzadas de um grupo de homens e mulheres entre os 20 e os 30 anos, sempre a tentar perceber o que se passa na cabeça do sexo oposto.


Monstros vs. Aliens (Monsters vs. Aliens)

Ano: 2009
Género: Animação
Elenco (vozes): Reese Witherspoon, Seth Rogen, Hugh Laurie, Will Arnett e Kiefer Sutherland

No dia do casamento, a jovem Susan Murphy é atingida por um meteorito que a transforma num monstro de mais de 20 metros. O Exército entra rapidamente em acção e Susan é capturada e encarcerada num complexo secreto do Governo. Aí, dão-lhe o nome de Génormica e vai conhecer outros monstros: um com cabeça de insecto, um híbrido meio macaco meio peixe, um gelatinoso e indestrutível e uma larva gigante. E, quando um misterioso e maléfico robô alienígena chega à Terra, o Presidente decide contratar os monstros para salvar o mundo da destruição iminente.


Autocarro 174 (Última Parada 174)

Ano: 2008
Realização: Bruno Barreto
Género: Drama e Thriller

Inspirado no documentário de José Padilha (2002), é a história ficcionada de Sandro Nascimento, um dos muitos "meninos de rua" do Rio de Janeiro, que acabaria por sequestrar, em 2000, o autocarro 174 e todos os seus passageiros no bairro Jardim Botânico. Um acontecimento verídico que chocou o Brasil, que assistiu em directo ao desfecho trágico, com a morte de uma mulher e do próprio sequestrador.


Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li)

Ano: 2009
Realização: Andrzej Bartkowiak
Argumento: Justin Marks
Género: Acção e Aventura

Baseado no popular jogo de computador, segue a história de Chun Li e da sua luta por justiça e vingança. Aspirante a pianista, Chun Li desiste da sua vida privilegiada para se transformar numa combatente, nas ruas de Banguecoque, por aqueles que não podem defender-se.

A Mentira no Cinema

Hoje, dia 1 de Abril, conhecido como o Dia das Mentiras, ficam aqui três filmes nos quais a mentira surge como pano de fundo:

True Lies (1994)




Liar Liar (1997)




Big Fat Liar (2002)

Father of Invention



Kevin Spacey, vencedor de dois Óscares por The Usual Suspects (1995) e American Beauty (1999), vai interpretar e produzir a comédia Father of Invention.

Father of Invention narra a história de um inventor bilionário que, quando uma das suas invenções não resulta da forma desejada, perde toda a sua fortuna. Mas após oito anos na prisão, o inventor surge com determinação a fim de reconquistar a sua reputação e fortuna.

O filme vai ter realização de Trent Cooper e argumento de Jonathan Krane e Nichole Beattie.

Top 5: Kate Winslet



Aclamada como a Mrs. Óscar este ano, Kate Winslet é uma das actrizes mais completas e consistentes de sempre. Winslet é a jovem actriz com mais nomeações para os Óscares: já acumulou 5 nomeações e uma vitória pelos seus dotes interpretativos. O Split Screen elaborou um top com as 5 melhores interpretações da actriz:


5. Iris Murdoch em Iris (2001)


4. Hanna Schmitz em The Reader (2008)


3. Sarah Pierce em Little Children (2006)


2. Clementine Kruczynski em Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)


1. April Wheeler em Revolutionary Road (2008)

Eastern Promises



Em 2007, David Cronenberg surprendeu com o thriller Eastern Promises, que valeu a Viggo Mortensen uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Principal.

Curiosamente, o realizador revelou à MTV: «estou pela primeira vez numa situação em que quero fazer uma sequela de alguma coisa. Nunca antes tive o desejo de fazer isso. Mas neste caso, acho que temos ainda muito a fazer com aquelas personagens. Penso que havia muito mais para explorar em Nikolai (Viggo Mortensen) e fizemos imensa pesquisa, mais do que alguma vez conseguiríamos colocar num único filme».

Steven Knight continuará provavelmente responsável pelo argumento, sem existir indicações de como a história se vai desenvolver.

Sequela de Star Trek



Ainda não se sabe o efeito que o novo Star Trek de J. J. Abrams terá sobre o grande público, mas como nos últimos anos o seu toque tem sido similar ao de Midas, a Paramount Pictures começou já a planear uma sequela de Star Trek.

Os argumentistas serão Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof, mas antes de começarem a trabalhar na sequela, irão aguardar pela reacção dos fãs ao filme, que terá estreia em Portugal no dia 7 de Maio.

Alex Kurtzman diz que com o renascimento do franchise, o primeiro filme tinha que ser sobre a origem. Mas com o segundo, terão teremos a oportunidade de explorar coisas incríveis e excitantes, de uma forma ainda mais ambiciosa.

O argumento deverá estar pronto até ao Natal deste ano, o que significa que a sequela chegará em 2011. Ainda não ficou decidido se J. J. Abrams se manter-se-á na realização.

DVD: Mamma Mia!, por Tiago Ramos



Título original: Mamma Mia! (2008)
Realização: Phyllida Lloyd
Argumento: Catherine Johnson
Elenco: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgård e Julie Walters

Mamma Mia! tinha muitos motivos para ser um bom filme: é baseado num dos musicais de mais sucesso do mundo com os sucessos dos ABBA como pano de fundo e possui um pequeno núcleo de grandes actores. Mas isso não chegou.

Mamma Mia! além de ser título de uma música dos ABBA , é também o título de um musical de teatro de Phyllida Lloyd. E à partida, pela constatação da realização deste filme, Phyllida Lloyd agarrou-se, mais do que era esperado, à teatralidade do argumento e isso, nem sempre resulta no cinema, tal como aconteceu neste caso. É um filme divertido, confesso, mas chega a roçar o ridículo, mais vezes do que o aceitável.

O que efectivamente chama à atenção e o que leva o musical a ser um dos maiores sucessos do ano e talvez o futuro maior sucesso de sempre em Portugal é o culto dos ABBA. Sendo um dos maiores fenónemos de sempre, os ABBA tiveram o seu boom nos finais da década de 70, início da década de 80, logo é perfeitamente compreensível que em Portugal, com uma população activa a rondar os trinta e os quarenta anos, tenha tido uma grande aceitação. E sendo o blockbuster que é, acabamos por ter de nos limitar ao entretenimento. Afinal, os eternos sucessos da banda são facilmente contagiantes e se não gostarmos de Mamma Mia! pelo conteúdo, pelo menos que gostemos pela banda sonora.

Mamma Mia! possui um bom elenco. Meryl Streep é de todos eles, a que mais se destaca, não só devido à importância da sua personagem, mas sobretudo devido à sua interpretação. Foi extremamente surpreendente a sua capacidade vocal, que não se fica atrás de algumas profissionais e a forma como interpretou as canções dos ABBA. Contudo, a interpretação de Donna Sheridan não foi das mais fantásticas da carreira da actriz, precisamente pelo histerismo associado à personagem e à caricata situação em si.

Do elenco masculino, sobressai-se Colin Firth, num papel extremamente cómico; a desilusão reside na interpretação de Pierce Brosnan cujos dotes vocais não andam nos seus melhores dias (mas isso não podemos exigir mais), mas sobretudo porque não se consegue distanciar da atitude típica de galã dos filmes de James Bond. Dos mais novos, destaca-se a interpretação de Amanda Seyfried, que apesar de ter um papel bastante infantilizado a meu ver, surpreendeu também pelo à vontade e pela qualidade vocal; contudo, Dominic Cooper deu-nos a pior prestação de todo o filme, com uma personagem monótona e uma interpretação patética.

Acima de tudo, a impressão que fica é que a narrativa cansativa de Mamma Mia! foi sobrevalorizada por saudosismos.

Classificação:

Extras:

  • Cenas Cortadas
  • Gags de Filmagens
  • O Making Of de Mamma Mia!: A Origem de Mamma Mia!
  • As Filmagens, O Elenco
  • Número Musical Cortado: "The Name Of The Game"
  • Anatomia de um Número Musical: "Lay All Your Love On Me"
  • Tornar-se Cantor
  • Nos Bastidores de Mamma Mia!
  • Teledisco "Gimme! Gimme! Gimme!"
  • Björn Ulvaeus no Papel de Figurante
  • Comentário do Filme com a Realizadora Phyllida Lloyd

Classificação dos Extras:

Ainda não é tempo de dizer adeus a Izzie



A personagem de Katherine Heigl em Grey's Anatomy tem sido apontada como saída certa, devido a todo o argumento que a envolve na última temporada.

Contudo, Heigl veio a público dizer que não vale a pena começar já a acenar, porque nem ela própria sabe se fica. O seu desejo, segundo declarou, era continuar na série e afirmou que fica se a quiserem lá. Tudo bem que o argumento actual pode apontar em todas as direcções menos nessa, mas habituado a desfechos imprevisíveis estão os fãs da série.

Apesar dos rumores de que queria sair para apostar na sua carreira no cinema, Katherine afirma que fica bastante feliz por fazer filmes nos hiatos da série. O seu próximo projecto sairá no verão, uma comédia romântica bem ao estilo do que já nos habituou: The Ugly Truth.

E o leitor, o que acha? Deveria Heigl sair ou manter-se na série?