quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

National Board of Review 2010: Os vencedores



Com o fim do ano chegam as inevitáveis atribuições de prémios cinematográficos e as listas dos melhores filmes. O National Board of Review é um dos mais importantes indicadores para os Óscares e foram hoje revelados os filmes preferidos. The Social Network confirma o estado de graça em que se encontra, vencendo o prémio de Melhor Filme, Melhor Realizador (David Fincher), Melhor Actor (Jesse Eisenberg) e Melhor Argumento Adaptado (Aaron Sorkin). As ausências mais notadas da lista são de The Kids Are All Right, Black Swan e 127 Hours.

Melhor Filme: The Social Network
Melhor Realizador: David Fincher por The Social Network
Melhor Actor: Jesse Eisenberg em The Social Network
Melhor Actriz: Lesley Manville em Another Year
Melhor Actor Secundário: Christian Bale em The Fighter
Melhor Actriz Secundária: Jacki Weaver em Animal Kingdom
Melhor Filme Estrangeiro: Des hommes et des dieux (França)
Melhor Documentário: Waiting for "Superman"
Melhor Filme de Animação: Toy Story 3
Melhor Elenco: The Town
Desempenho Revelação: Jennifer Lawrence em Winter's Bone
Realizadores Revelação: Sebastian Junger e Tim Hetherington por Restrepo
Spotlight Award: Sylvain Chomet e Jacques Tati por The Illusionist
Melhor Argumento Original: Chris Sparling por Buried
Melhor Argumento Adaptado: Aaron Sorkin por The Social Network
Prémio Especial: Sofia Coppola pelo argumento, realização e produção de Somewhere
William K. Everson Film History Award: Leonard Maltin
NBR Liberdade de Expressão: Fair Game, Conviction, Howl
Design de Produção: Dante Ferretti por Shutter Island

Top 10 (excepto The Social Network)
  • Another Year
  • The Fighter
  • Hereafter
  • Inception
  • The King's Speech
  • Shutter Island
  • The Town
  • Toy Story 3
  • True Grit
  • Winter's Bone

Top 5 Filmes Estrangeiros
  • I Am Love (Itália)
  • Incendies (Canadá)
  • Life, Above All (África do Sul)
  • Soul Kitchen (Alemanha)
  • White Material (Camarões)

Top 5 Documentários
  • A Film Unfinished
  • Inside Job
  • Joan Rivers: A Piece of Work
  • Restrepo
  • The Tillman Story

Top 10 Filmes Independentes
  • Animal Kingdom
  • Buried
  • Fish Tank
  • The Ghost Writer
  • Greenberg
  • Let Me In
  • Monsters
  • Please Give
  • Somewhere
  • Youth in Revolt

Featurette de "Somewhere", de Sofia Copolla

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2010: Os vencedores



Foram anunciados na terça-feira passada os vencedores do 43.º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde o grande vencedor foi O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges. Eis os principais vencedores:

Melhor Filme
O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges

Prémio Especial do Júri
Elenco de O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges

Melhor Realizador
Sérgio Borges por O Céu sobre os Ombros

Melhor Actor
Fernando Bezerra em Transeunte

Melhor Actriz
Melissa Dullius em Os Residentes

Melhor Actor Secundário
Rikle Miranda em Alegria

Melhor Actriz Secundária
Simone Sales de Alcântara em Os Residentes

Melhor Argumento
Manuela Dias e Sérgio Borges por O Céu sobre os Ombros

Melhor Fotografia
Aluizio Raulino por Os Residentes

Melhor Direcção Artística
Gustavo Bragança por A Alegria Melhor

Banda Sonora
Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por Os Residentes

Melhor Montagem
Ricardo Pretti por O Céu sobre os Ombros

Gotham Awards 2010: Os vencedores



Foram anunciados os vencedores dos Gotham Awards 2010, que premeiam o que de melhor se faz ao nível do cinema independente, com a única condição que os filmes sejam realizados ou produzidos por um cineasta nascido ou residente nos Estados Unidos. Winter's Bone foi o grande vencedor da noite, mas curiosamente Jennifer Lawrence não venceu na categoria de Actriz Revelação.

Melhor Filme
Winter's Bone

Melhor Documentário
The Oath

Melhor Elenco
Winter's Bone

Realizador Revelação
Kevin Asch por Holly Rollers

Actor/Actriz Revelação
Ronald Bronstein por Daddy Longlegs

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Independent Spirit Awards 2011: Os nomeados



Organizada pela Film Independent, uma organização não-lucrativa que apoia o cinema de baixo orçamento, a cerimónia que foi instituída em 1986, atribui os mais importantes prémios do cinema independente internacional. Os nomeados para os Independent Spirit Awards 2011 já foram revelados e destacam-se Winter's Bone (7 nomeações) e The Kids Are All Right (5 nomeações), nomes que surgirão com certeza também na cerimónia dos Óscares.

Melhor Filme
  • 127 Hours
  • Black Swan
  • Greenberg
  • The Kids Are All Right
  • Winter's Bone

Melhor Realizador
  • Darren Aronofsky por Black Swan
  • Danny Boyle por 127 Hours
  • Lisa Cholodenko por The Kids Are All Right
  • Debra Granik por Winter's Bone
  • John Cameron Mitchell por Rabbit Hole

Melhor Argumento
  • Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko por The Kids Are All Right
  • Debra Granik and Anne Rosellini por Winter's Bone
  • Nicole Holofcener por Please Give
  • David Lindsay-Abaire por Rabbit Hole
  • Todd Solondz por Life During Wartime

Melhor Primeiro Filme
  • Everything Strange and New
  • Get Low
  • Night Catches Us
  • The Last Exorcism
  • Tiny Furniture

Melhor Primeiro Argumento
  • Diane Bell por Obselidia
  • Lena Dunham por Tiny Furniture
  • Nik Fackler por Lovely, Still
  • Bob Glaudini por Jack Goes Boating
  • Dana Adam Shapiro e Evan M. Wiener por Monogamy

John Cassavettes Award
  • Daddy Longlegs
  • Lbs.
  • Lovers of Hate
  • Obselidia
  • The Exploding Girl

Melhor Actriz Principal
  • Annette Bening em The Kids Are All Right
  • Greta Gerwig em Greenberg
  • Nicole Kidman em Rabbit Hole
  • Jennifer Lawrence em Winter's Bone
  • Natalie Portman em Black Swan
  • Michelle Williams em Blue Valentine

Melhor Actor Principal
  • Ronald Bronstein em Daddy Longlegs
  • Aaron Eckhart em Rabbit Hole
  • James Franco em 127 Hours
  • John C. Reilly em Cyrus
  • Ben Stiller em Greenberg

Melhor Actriz Secundária
  • Ashley Bell em The Last Exorcism
  • Dale Dickey em Winter's Bone
  • Allison Janney em Life During Wartime
  • Daphne Rubin-Vega em Jack Goes Boating
  • Naomi Watts em Mother and Child

Melhor Actor Secundário
  • John Hawkes em Winter's Bone
  • Samuel L. Jackson em Mother and Child
  • Bill Murray em Get Low
  • John Ortiz em Jack Goes Boating
  • Mark Ruffalo em The Kids Are All Right

Melhor Fotografia
  • Adam Kimmel por Never Let Me Go
  • Matthew Libatique por Black Swan
  • Jody Lee Lipes por Tiny Furniture
  • Michael McDonough por Winter's Bone
  • Harris Savides por Greenberg

Melhor Documentário
  • Exit Through the Gift Shop
  • Marwencol
  • Restrepo
  • Sweetgrass
  • Thunder Soul

Melhor Filme Estrangeiro
  • Kisses (Irlanda)
  • Mademoiselle Chambon (França)
  • Of Gods and Men (França)
  • The King's Speech (Reino Unido)
  • Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives (Tailândia)

Acura Someone To Watch Award
  • Hossein Keshavarzs por Dog Sweat (Produtor)
  • Laurel Nakadates por The Wolf Knife (Realizador)
  • Mike Otts por Littlerock (Realizador e argumentista)

Piaget Producers Award
  • In-Ah Lee por Au Revoir Taipei
  • Adele Romanski por The Myth of the American Sleepover
  • Anish Savjani por Meek's Cutoff

Aveeno Truer than Fiction Award
  • Ilisa Barbash e Lucien Castaing-Taylor por Sweetgrass
  • Jeff Malmberg por Marwencol
  • Lynn True e Nelson Walker por Summer Pasture

Robert Altman Award
  • Please Give
  • Realizador Nicole Holofcener
  • Director de casting: Jeanne McCarthy
  • Elenco: Ann Guilbert, Rebecca Hall, Catherine Keener, Amanda Peet, Oliver Platt, Lois Smith, Sarah Steele
De recordar que o ano passado o grande vencedor foi o filme Precious com cinco prémios nos Independent Spirit Awards e que depois venceu ainda dois Óscares da Academia: Melhor Argumento Adaptado e Melhor Actriz Secundária.

Lista dos pré-nomeados ao Óscar na categoria de Melhor Curta-Metragem



A Academia divulgou também a lista dos pré-nomeados ao Óscar na categoria de Melhor Curta-Metragem. Os dez pré-nomeados foram escolhidos de uma lista inicial com 76 curtas-metragens qualificadas para a categoria.

  • Ana’s Playground, de Eric D. Howell
  • The Confession, de Tanel Toom
  • The Crush, de Michael Creagh
  • God of Love, de Luke Matheny
  • Na Wewe, de Ivan Goldschmidt
  • Seeds of the Fall, de Patrik Eklund
  • Shoe, de Nick Kelly, director
  • The Six Dollar Fifty Man, de Mark Albiston and Louis Sutherland
  • Sma Barn, Stora Ord (Little Children, Big Words), de Lisa James Larsson
  • Wish 143, de Ian Barnes

Esta lista será reduzida a cinco nomeados na categoria de Melhor Curta-Metragem.

Lista dos pré-nomeados ao Óscar na categoria de Melhor Curta de Animação



A Academia de Artes e Ciência Cinematográficas divulgou a lista dos dez pré-nomeados ao Óscar na categoria de Melhor Curta de Animação. Os filmes foram escolhidos de uma lista inicial de 33 candidatos nomeáveis:

  • The Cow Who Wanted to Be a Hamburger, de Bill Plympton
  • Coyote Falls, de Matthew O’Callaghan
  • Day & Night, de Teddy Newton
  • The Gruffalo, de Jakob Schuh e Max Lang
  • Let’s Pollute, de Geefwee Boedoe
  • The Lost Thing, de Shaun Tan e Andrew Ruhemann
  • Madagascar, Carnet de Voyage, de Bastien Dubois
  • Sensology, de Michel Gagne
  • The Silence beneath the Bark, de Joanna Lurie
  • Urs, de Moritz Mayerhofer

Da lista destaca-se a curta-metragem do mestre de animação Bill Plympton, Day & Night da Pixar (que antecedeu Toy Story 3), Coyote Falls da Warner Bros., Sensology e Madagascar, Carnet de Voyage. Desta lista de dez curtas serão seleccionados cinco nomeados à categoria dos Óscares.

A Rede Social, por Carlos Antunes


Título original: The Social Network

Não estou no Facebook, nem pretendo estar. Não tenho qualquer interesse nessa rede social e, por isso, não tenho qualquer conhecimento sobre os factos que rodeiam o seu surgimento.
Isso permite-me olhar para este filme sem ter de discutir o grau de veracidade dos acontecimentos que não são de domínio público ou a pertinência sociológica de um relato que surge num momento em que não há um fim disponível.
Nem mesmo preciso de reflectir sobre se será justo que quem escreveu o argumento denote claras tendências negativas para com a informática.


Basta-me apreciar o facto deste ser um dos grandes filmes deste ano, inteligentíssimo e repleto das melhores características que formaram o cinema.
O argumento é uma lição de escrita. Embora não haja "acção", seja tudo assente numa sucessão de acontecimentos com "pessoas em salas", os diálogos têm uma qualidade interna que lhes permite terem um ritmo e uma intensidade que não aquieta o espectador mas o inebria. Há tom, música, vertigem nas palavras, que não são meramente recolha escrita de inteligência mas um trabalho de sonoridade bem urdido.
David Fincher manobra as imagens por esse argumento dentro de forma a encerrar-nos no interior da mente do seu personagem central, ponto de vista a partir do qual todas os acontecimentos deixam de ser julgados de forma clara e começam a formar uma verdadeira visão do entendimento que Mark Zuckerberg faz do mundo à sua volta.


A sua inaptidão social, a sua forma brusca de dizer as coisas tais como elas lhe surgem, a sua incapacidade de colocar o pensamento ao nível comum. Estas são as características que o impedem de vingar num mundo onde o seu padrão de inteligência deveria ser de excepção.
São características que derivam da sua incapacidade para atingir uma maturidade cognitiva na relação directa com as outras pessoas.
Daí que ele prepare um dos maiores truques já visto, uma piada monumental que acaba por demonstrar o verdadeiro poder.
O perdedor do jogo social reformata esse jogo numa plataforma onde só ele domina.
Quem quiser manter-se nos caminhos de maior sucesso das relações tem de se sujeitar às regras de quem nunca esteve perto de vencer
Quem tinha sucesso na interacção social física quererá tê-la na interacção social virtual e, para tal, estará a minar o processo tal como ele era antes.


Relações intrincadas longe da simplicidade que ele procura com a revelação da falta de uma opção do "Estado Civil" de uma pessoa.
O que Mark Zuckerberg julgava que investia nessas velhas relações não lhe parecia ter compensação a não ser naquela que tem com Eduardo.
Uma relação interesseira? Talvez, mas uma que, como se verá, tem traços mais profundos do que isso que apenas ficam por manifestar.
Seria credível concluir que Zuckerberg é um canalha, mas é por estarmos a olhar do interior dele para fora que as dúvidas brotam.
A sua forma de ver o mundo está condicionada pela sua intuição para a lógica que mina o entendimento emocional.
Podemos culpá-lo de imitar comportamentos baseados nas emoções erradas, mas não podemos culpá-lo de não entender a distinção.


Jesse Eisenberg tem uma interpetação notável de Mark Zuckerberg, porque mantém a existência do seu personagem abaixo da linha dos acontecimentos.
Mesmo as suas breves explosões são pequenos picos que procuram amenizar os que o rodeiam e não entendem a calma e a abstracção envolvidas no seu processo de existência.
O seu único arqui-inimigo possível (e, provavelmente, único amigo) é Andrew Garfield, um igualmente brilhante reverso, calmo e sedutor, para quem a criação informática é apenas um projecto com espaço para a amizade e a concretização.
O tecnologiamente inadaptado é quem sustenta o projecto sem mais do que uma vontade de partilha - da criação mais do que do sucesso.


No seio da obra de Fincher, não é difícil encontrar afinidades deste filme os restantes, mas acho que uma das mais interessante é com The Game.
The Social Network deixa o seu personagem central a olhar para o limbo no ecrã de um computador, reduzido à sua humanidade depois de dominar sobre todos os que o rodeiam. O homem que dominava a sua vida em The Game termina o filme aprendendo que a impotência deve fazer parte da vida.
Na altura The Game já sugeria a construção do puzzle sobre a vida, a ficcionalização da realidade sem consciência ou alternativa à vista.
Só que em The Game, a entrada no puzzle era forçada e a deriva de percepção nunca poderia ser resolvida por quem estava no seu interior.
No Facebook, pelo contrário, a entrada no puzzle é voluntária, milhões e milhões de pessoas sujeitam-se a viver uma ficção sem fim à vista e nunca saberão o que verdadeiramente se passa porque nem se interrogam.
Como em The Game, não é este o filme que conta o que se passa de verdade, não há resolução limpa para as massas.
Resta saber se a mera e eventualmente breve troca de ecrãs é suficiente para salvaguardar quem olha.


Estreias 01 Dezembro'10: Celda 211, Fair Game, Megamind e Due Date

Hoje, dia 01 de Dezembro, pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si:

Destaques:

Cela 211 (Celda 211)

Ano: 2009
Género: Acção, Drama
Elenco: Luis Tosar, Alberto Ammann e Antonio Resines
Juan Oliver (Alberto Ammann) é o novo guarda de uma prisão de alta segurança. No seu primeiro dia de trabalho, dois dos seus colegas fazem-lhe a visita guiada pelos corredores do presídio. Durante a visita, um incidente faz Juan desmaiar e os seus companheiros levam-no para a cela 211 enquanto o tentam reanimar. Nesse preciso momento, rebenta um motim entre os prisioneiros e, no meio da confusão, ele é abandonado à sua sorte dentro da cela vazia. Quando volta a si, Juan está do lado errado da barricada e, de maneira a não ser visto como inimigo, muda rapidamente de roupa e finge ser um dos presidiários. Entretanto, à medida que vai assistindo ao que se passa lá dentro e percebendo as razões e intenções de Malamadre (Luis Tosar), o líder que amotinou os reclusos, ele compreende que naquele mundo nada é o que parece. Um "thriller" psicológico, escrito e realizado por Daniel Monzón ("El Robo más Grande Jamás Contado ", "A Caixa Kovak"). Vencedor de oito prémios Goya, entre os quais: melhor realizador, melhor actor (Luís Tosar), melhor actor revelação (Alberto Ammann), melhor actriz secundária (Marta Etura) e melhor argumento.

Outras sugestões:

Jogo Limpo (Fair Game)

Ano: 2010
Género: Acção, Thriller
Elenco: Naomi Watts e Sean Penn
Valerie Plane (Naomi Watts), uma agente secreta da CIA, comanda uma investigação sobre a presença de armas de destruição maciça no Iraque. O seu marido, o diplomata Joe Wilson (Sean Penn), é levado para o interior da investigação numa tentativa de comprovar que Saddam Hussein comprava, a Níger, urânio para fins militares, algo que se veio a comprovar falso. Quando a Administração Bush ignora a sua investigação e entra em guerra, invadindo o Iraque, o diplomata escreve um artigo no "New York Times", em que acusa o governo de má-fé. Pouco depois, e como consequência dos actos do seu marido, a identidade de Valerie como agente secreta é revelada, ficando com toda a sua vida desacreditada. Assim, de um momento para o outro, uma mulher que tinha uma vida estável, perde toda a credibilidade... Realizado por Doug Liman ("Identidade Desconhecida", "Mr. & Mrs. Smith", "Jumper") é baseado nas memórias da ex-agente Valerie Plane que, em 2003, se viu envolvida num escândalo diplomático, sendo alvo de uma campanha de desacreditação pelo próprio Governo norte-americano.


Megamind (Megamind)

Ano: 2010
Realização: Tom McGrath
Argumento: Alan J. Schoolcraft e Brent Simons
Género: Animação
Elenco de vozes: Will Ferrell, Jonah Hill, Brad Pitt e Tina Fey

Megamind (voz de Will Ferrell), o mais pérfido dos super-vilões, vence finalmente Metro Man (Brad Pitt), o seu arqui-inimigo e adversário de inenarráveis batalhas. Porém, depois da vitória, Megamind sente falta da adrenalina e, sem saber o que fazer com os seus dias cinzentos, vê a sua vida perder o significado, entrando em depressão. Assim, e porque qualquer vilão que se preze precisa de um adversário à altura, encontra a solução inventando Tighten (Jonah Hill), um novo concorrente, cuja única missão será defender a Humanidade contra a sua terrível fúria. Mas, para infelicidade do mestre, a sua criação revela-se pouco amistosa e decide destruir, ela mesma, a raça humana. Agora parece restar apenas uma alternativa: Megamind tornar-se a sua própria antítese e transformar-se no improvável super-herói que salvará o mundo.


A Tempo e Horas (Due Date)

Ano: 2010
Realização: Todd Phillips
Argumento: Alan R. Cohen e Alan Freedland
A cinco dias de se tornar pai, Peter Highman (Robert Downey Jr) terá de atravessar todo o país para que possa regressar a tempo de assistir ao parto. Quando uma série de incidentes o fazem perder o avião (e a carteira) encontra apenas uma solução: viajar milhares de quilómetros de automóvel, arriscando perder o momento mais esperado de toda a sua vida. É então que conhece Ethan Tremblay (Zach Galifianakis), um megalomaníaco que, infelizmente, parece ser a única solução para Peter chegar a tempo do nascimento do filho. E é assim que, numa travessia agonizante e cheia de peripécias - que quase leva o futuro pai a um esgotamento nervoso -, duas pessoas absolutamente diferentes criam vínculos que ligarão, para sempre, as suas vidas... Depois do grande êxito, em 2009, do filme "A Ressaca", Todd Phillips regressa à comédia, retomando o tema da amizade e camaradagem masculinas.

Estreou ontem:

A Poeira do Tempo (The Dust of Time)

Ano: 2008
Género: Drama
Elenco: Willem Dafoe, Bruno Ganz e Michel Piccoli

Segundo tomo da Trilogia grega de Angelopoulos, acompanha um realizador norte-americano, de raízes na Grécia (Willem Dafoe), que faz um filme sobre a história da sua família, uma história de (e)migrações, confluências de tempos e espaços, de culturas e dramas. Da Grécia aos EUA, viaja-se pela Europa e pela História ao longo do séc. XX seguindo Eleni (Irène Jacob), mãe do realizador, e os amores da sua vida.

Sinopses: Cinecartaz Público

Obituário: Mario Monicelli


15 de Maio de 1915 - 30 de Novembro de 2011

Faleceu, aos 95 anos de idade, o cineasta italiano Mario Monicelli. Internado com um cancro da próstata terminal, suicidou-se ao saltar da janela do quinto andar de um hospital em Roma. Ícone das comédias italianas, trabalhou com actores como Marcello Mastroianni, Stefania Sandrelli ou Sophia Loren. Por duas vezes foi nomeado ao Óscar de Melhor Argumento Original: The Organizer (1963) e Casanova 70 (1965). Venceu ainda o Leão de Ouro no Festival de Veneza por The Great War (1959), entre inúmeros outros prémios.