Este ano The King's Speech foi considerado o melhor filme britânico independente. O filme que contava com oito nomeações levou para casa cinco prémios, confirmando o seu estatuto como um dos mais importantes candidatos na corrida dos Óscares. Monsters, produção de ficção-científica independente, acabou por ganhar três prémios. De destacar também a atribuição do prémio de Melhor Actriz a Carey Mulligan, pelo segundo ano consecutivo.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
British Independent Film Awards 2010: Os vencedores
Este ano The King's Speech foi considerado o melhor filme britânico independente. O filme que contava com oito nomeações levou para casa cinco prémios, confirmando o seu estatuto como um dos mais importantes candidatos na corrida dos Óscares. Monsters, produção de ficção-científica independente, acabou por ganhar três prémios. De destacar também a atribuição do prémio de Melhor Actriz a Carey Mulligan, pelo segundo ano consecutivo.
European Film Awards 2010: Os vencedores
The Ghost Writer (2010), de Roman Polanski, era o mais nomeado dos candidatos aos European Film Awards 2010 e foi também o grande vencedor da noite, acabando por ganhar seis prémios (não ganhou apenas uma das categorias em que competia).
Melhor Filme Europeu
The Ghost Writer, de Roman Polanski
Melhor Realizador Europeu
Roman Polanski, por The Ghost Writer
Melhor Actriz Europeia
Sylvie Testud em Lourdes
Melhor Actor Europeu
Ewan McGregor em The Ghost Writer
Melhor Argumentista Europeu
Robert Harris & Roman Polanski por The Ghost Writer
Melhor Cinematógrafo Europeu
Giora Bejach por Lebanon
Melhor Editor Europeu
Luc Barnier & Marion Monnier por Carlos
Melhor Produtor de Design
Albrecht Konrad por The Ghost Writer
Melhor Compositor Europeu
Alexandre Desplat por The Ghost Writer
Melhor Filme de Animação Europeu
L'illusionniste, de Sylvain Chomet
Melhor Filme Europeu - Escolha do Público
Mr. Nobody, de Jaco van Dormael
Melhor Documentário Europeu
Nostalgia de la Luz, de Patricio Guzmán
Melhor Curta Europeia
Hanoi - Warszawa, de Katarzyna Klimbiewicz
Prémio FIPRESCI - Descoberta Europeia
Lebanon
Prémio Carreira
Bruno Ganz
Leia também:
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Melhor Realizador Europeu
Roman Polanski, por The Ghost Writer
Melhor Actriz Europeia
Sylvie Testud em Lourdes
Melhor Actor Europeu
Ewan McGregor em The Ghost Writer
Melhor Argumentista Europeu
Robert Harris & Roman Polanski por The Ghost Writer
Melhor Cinematógrafo Europeu
Giora Bejach por Lebanon
Melhor Editor Europeu
Luc Barnier & Marion Monnier por Carlos
Melhor Produtor de Design
Albrecht Konrad por The Ghost Writer
Melhor Compositor Europeu
Alexandre Desplat por The Ghost Writer
Melhor Filme de Animação Europeu
L'illusionniste, de Sylvain Chomet
Melhor Filme Europeu - Escolha do Público
Mr. Nobody, de Jaco van Dormael
Melhor Documentário Europeu
Nostalgia de la Luz, de Patricio Guzmán
Melhor Curta Europeia
Hanoi - Warszawa, de Katarzyna Klimbiewicz
Prémio FIPRESCI - Descoberta Europeia
Lebanon
Prémio Carreira
Bruno Ganz
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domingo, 5 de dezembro de 2010
A Tempo e Horas, por Carlos Antunes
Título original: Due Date
Due Date está repleto do mesmo género de humor alarve e desgovernado de The Hangover mas não tem nem metade da graça.
Fosse ou não impossível comparar-se ao efeito surpresa de The Hangover, o filme tem vários problemas que o empurram para este derrotista efeito de comparação.
O mais importante será a dinâmica do próprio humor que se justifica no interior de um grupo com um passado já assente mas que precisa de outro tipo de abordagem quando duas personalidades antagónicas que têm de viajar juntas por um prazo limitado.
Duas personalidades que se repelem profundamente e que, por caminhos tortuosos acabam por chegar a um ponto de apreço mútuo.
Essas personalidades devem pertencer às margens da humanidade, ambas repletas de defeitos distintivos e de qualidades discretas.
Devem ser personagens difíceis de gostar mas para com as quais possamos sentir uma certa compaixão distanciada e irónica.
Mas tanto Peter como Ethan são personagens demasiado exagerados para que nos relacionemos com eles.
Tanto que, no final, Peter não parece ter deixado de ser arrogante e bruto nas relações, nem Ethan parece ter deixado de ser irritante e socialmente inapto. É possível que tenham aprendido a tolerar-se, mas nenhum deles se transformou, de facto.
O trabalho dos actores, não sendo desadequado ao que têm de fazer, também não é interessante, não parece acrescentar nenhuma nuance aos personagens.
Passam por eles vários personagens secundários que deveriam servir propósitos para o par central.
Para servirem esse propósito deveriam ser mais significativas. Não passam de caricaturas, piadas casuais que acontecem aos viajantes.
O esquema é como o de The Hangover, obviamente, mas lá interessava a dinâmica de grupo e como esta resistia ao exterior.
Aqui interessava como as circunstâncias externas modificam os viajantes e a sua relação.
Se falta falar sobre o humor é porque a parte mais eficaz dele está toda no trailer. Sente-se pouco mais do que um humor esparso e juvenil, tonto no contexto particular desta história.
A culpa da falta de graça deste filme não é, afinal, da comparação com The Hangover, é mesmo da sua pobreza geral. Serão muitos os desapontados em busca de uma versão 1.5 do sucesso de Todd Phillips e outros tantos os desconfiados com o que poderá vir da verdadeira sequela desse filme.
Passatempo Sinais de Vida - Werner Herzog e o Cinema
Já tínhamos aqui destacado este livro editado por união de esforços entre as Edições 70 e a organização do IndieLisboa.
Agora temos a hipótese de oferecer três exemplares desta obra - da qual podem ler aqui uma crítica - a quem nos mostrar que conhece bem o trabalho do realizador.
Regulamento:
- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 12 de Dezembro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos aleatoriamente entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos aleatoriamente entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.Producers Guild Awards: Os nomeados na categoria de Melhor Documentário
Os Producers Guild Awards anunciaram os candidatos nomeados para Melhor Documentário:
- Client 9: The Rise and Fall of Eliot Spitzer
- Earth Made of Glass
- Inside Job
- Smash His Camera
- The Tillman Story
- Waiting for 'Superman'
Dos seis documentários indicados apenas dois (Earth Made of Glass e Smash His Camera) não fazem parte da pré-lista de candidatos ao Óscar. É muito comum e altamente provável que o vencedor deste prémio seja igualmente o vencedor do Óscar de Melhor Documentário. O vencedor será anunciado a 22 de Janeiro.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Gru - O Maldisposto, por Carlos Antunes
Título original: Despicable Me
Realização: Pierre Coffin e Chris Renaud
Argumento: Ken Daurio e Sergio Pablos
Dois vilões atrás do mesmo prémio, cada um deles inventando armas estapafúrdias – uma delas dispara lulas e outra, por culpa da surdez do seu inventor, dispara peidos (fart) em vez de dardos (dart) – faziam-me esperar uma versão de Spy vs Spy, Wile E. Coyote e Road Runner ou The Itchy & Scratchy Show.
Com a violência moderada, mas com a demência divertida e salutar a todo o gás.
Entram em cena três rapariguinhas que Gru adopta como parte de mais um plano e logo o filme se transforma em algo adocicado, uma rendição da maldade à simpatia das miúdas.
Aí perde-se o filme porque já se sabe o que vai acontecer, sobretudo a partir do momento em que nos anunciam que o roubo da lua tem um prazo quando, entretanto, Gru já tem um bilhete para o recital de dança…
Os melhores momentos do filme ficam no início, quando ainda não há obrigação de seguir o previsível guião até ao seu fim.
O início inesperado, cheio de energia e de gags distintos, decai para a lamechice cada vez menos inspirada.
Steve Carell bem faz por elevar o filme com uma excelente prestação vocal, paródica de outros “vilões” mas não menos inspirada, mas não consegue sustentar o interesse num filme que se enche de cores atractivas mas não tem uma alma própria.
Há uma certa forma de censura nesta formatação da animação para o público infanto-juvenil. Formatação a uma pose socialmente correcta onde nada pode escapar à transformação, a integrar-se no lado correcto da vida.
Aos vilões deveria ser permitido serem vilões, uma vez que fosse.
Aos vilões deveria ser permitido serem vilões, uma vez que fosse.
Megamind, por Carlos Antunes
Se olharmos para AntZ vemos um exercício de animação adulto cuja dúvida existencialista recaía bem sobre a escolha de Woody Allen.
O mais perto disso a que regressou foi com a subversão do primeiro tomo de Shrek que, depois, caiu novamente na convencionalidade disfarçada de alternativa.
Desde então a DreamWorks tem-se banalizado entre sequelas sem graça e histórias infantis que, a partir do mesmo modelo já gasto de Shrek, inserem referências para um público adulto (ininteligíveis para as crianças) que tentem colocar os filmes como transversais.
Megamind é mais um caso destes. Partindo do mito do Super-Homem e do seu total inverso, o filme tem material para trabalhar o acaso e o meio de inserção que molda a personalidade de alguém, sobretudo de alguém com super poderes.
Há alguns momentos dedicados a isso mas aquilo em que o filme se foca é nas necessidades humanas de afecto e na bondade
A maneira como chega a esse ponto é comum, previsível, com o vilão transformado em herói e revelando ao mundo que tem qualidades que nunca foram vistas porque o mundo se enche de preconceitos.
A história, como o efeito pretendido, são discerníveis muito antes do filme correr para o seu final e, por isso,
Para o público mais jovem pode ser muito divertido ver as batalhas mais ou menos caricatas mas, para o público adulto, já não chega colocar uma referência a Donkey Kong e outra a Obama, arranjar um “Padrinho do Espaço” que mescla Vito Corleone e Jar-El ou exibir um elenco de vozes sonante cujo efeito de reconhecimento dura apenas um momento.
Para um estúdio que já foi uma credível alternativa, um candidato a líder, ver agora que estreia filmes tão convencionais para manter uma posição de mercado é uma triste constatação.
Já se passava o mesmo com Monsters vs. Aliens, a ideia inicial prometia cinema, prometia memórias. E depois não as entregava.
Mesmo que a história estivesse sempre condicionada ao público mais novo, sentir o aroma irreverente da banda desenhada a ser invertida seria algo bem melhor do que este trabalho bem executado mas sem nada de novo.
The Walking Dead poderá manter equipa de argumentistas

Foi anunciado no início desta semana que Frank Darabont, criador da BD original e responsável pela adaptação ao pequeno ecrã de The Walking Dead tinha despedido toda a equipa de argumentistas da série.
Apesar de ser uma informação estranha, a notícia do Dateline foi anunciada como certa. A verdade é que, embora sejam comuns algumas alterações à equipa durante e entre temporadas, o despedimento de toda uma equipa de argumentistas responsáveis por uma série de sucesso como é o caso de The Walking Dead não é habitual.
Contudo, numa entrevista à TV Guide durante esta semana o criador da série e co-produtor, Robert Kirkman, afirmou que as notícias do despedimento colectivo tinham sido exageradas e prematuras e que, até ao momento, apenas Charles "Chic" Eglee tinha saído da equipa por vontade própria. Chic, que já foi argumentista de séries como The Shield e Dexter, está habituado a gerir as equipas de argumentistas com quem trabalha e terá aceite o convite de fazer parte da equipa desta série pensando que Darabont apenas estaria presente na adaptação da primeira temporada. Sendo que Darabont continuará o responsável pela adaptação durante a segunda temporada, Chic decidiu abandonar a equipa, pois não se tornaria o responsável máximo.
Contudo, Kirkman não desmente a informação comunicada pela AMC: existirão algumas mudanças a nível da equipa. O criador da série afirma mesmo que a ideia de trabalhar com escritores freelancer não foi ainda posta de parte.
Novo trailer de "Battle: Los Angeles"
Depois do primeiro trailer que se destacou pela frescura num género já saturado, foi divulgado um novo trailer do filme Battle: Los Angeles. Embora numa vertente mais tradicional, o material promocional continua a destacar-se pelo bom gosto, mesmo que depois o filme acabe por se revelar mais do mesmo.
Realizado por Jonathan Liebesman (The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning), o filme conta com Michelle Rodriguez (Avatar), Bridget Moynahan (I, Robot), Aaron Eckhart (The Dark Knight), o cantor Ne-Yo, Michael Peña (Crash) e Noel Fisher (Final Destination 2). Battle: Los Angeles estreia a 11 de Março de 2011, nos Estados Unidos.
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Novo trailer internacional, clips e primeiras impressões de "Black Swan"
Desde o anúncio do projecto, até à sua antestreia mundial no Festival de Veneza, muito se especulou acerca de Black Swan, de Darren Aronofsky. E aparentemente as expectativas não saíram goradas, pois à medida que novo material promocional vai sendo divulgado, bem como à medida que aumentam o número de visionamentos do filme, as críticas positivas ao filme vêm-se sucedendo, a ponto de já ter um oscar buzz bastante grande em diversas categorias, sendo a principal delas a quase certa nomeação de Natalie Portman ao Óscar de Melhor Actriz.
Foi divulgado um trailer internacional que inclui novas imagens do filme:
Foi divulgado um trailer internacional que inclui novas imagens do filme:
Eis também alguns clips do filme que foram revelados nos últimos dias:
O filme tem sido considerado «visceral e real, mesmo quando é delirante ou uma aberração fantasmagórica», onde a prestação de Natalie Portman é destacada como «uma fusão entre algo escaldantemente sensual e uma depressão desperadora que exige atenção». Há ainda quem compare Black Swan ao «Rosemary's Baby dos filmes de ballet» e que «em comparação, faz as "contorções" de Shutter Island e Inception parecerem fáceis».
Black Swan estreou nesta sexta-feira nos Estados Unidos. Em Portugal estreia a 24 de Fevereiro de 2011.
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