sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Vencedores do passatempo "Zambézia"


E os convites duplos para a antestreia do filme de animação Zambézia são:

Dia 29 de Dezembro (Sábado) - Lisboa | Cinema City do Campo Pequeno, às 11h
Carla Filipa Oliveira
Diana Carina Ferreira Florindo
Nídia Dana Mariano Lourenço de Almeida
Nuno Filipe Reina Rito
Vera Lúcia Rodrigues Pereira

Dia 29 de Dezembro (Sábado) - Porto | ZON Lusomundo Dolce Vita, às 11h
Armindo Paulo Ferreira
Claudio Manuel Pinto da Silva
Maria João Ferreira Moutinho
Tânia Sofia Correia Mateus
Vítor Miguel da Cruz Oliveira

Parabéns a todos! Dentro de momentos receberão um e-mail de confirmação.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Angelina Jolie realizará adaptação cinematográfica do livro "Unbroken: A World War II Story of Survival, Resilience, and Redemption"


Com Francis Lawrence ocupado com os três últimos filmes da saga The Hunger Games, a adaptação cinematográfica do livro Unbroken: A World War II Story of Survival, Resilience, and Redemption perdeu o seu realizador. 

Depois da sua estreia com In The Land of Blood and Honey (2011), Angelina Jolie foi a escolhida para ocupar a cadeira da realização do projecto. O bestseller, escrito por Laura Hillenbrand (Seabiscuit) conta a história de Louis Zamperini, veterano de guerra e ex-atleta olímpico. O militar serviu durante a Segunda Guera Mundial quando, em 1943, o seu avião caiu em alto-mar e este ficou à deriva com dois colegas, por 47 dias, até ser capturado e torturado pelo exército japonês.

O livro conta com argumento de William Nicholson (Gladiator), depois de um primeiro rascunho de Richard LaGravenese (Freedom Writers). Unbroken não tem ainda data de estreia prevista.

Filme sobre fundador da WikiLeaks contará com Dan Stevens


O actor Dan Stevens (Downton Abbey) é a mais recente adição ao elenco do filme sobre o fundador da WikiLeaks, Julian Assange e que receberá o título The Man Who Sold the World. O actor que deverá interpretar o papel de um hacker que se junta à equipa WikiLeaks contracenará com nomes como Alicia Vikander (Anna Karenina), Daniel Brühl (Inglourious Basterds) e Benedict Cumberbatch (Sherlock) no papel de Assange.

O filme será realizado por Bill Condon (Dreamgirls) e será adaptado de duas fontes diferentes: WikiLeaks: Inside Julian Assange's War On Secrecy, pelos jornalistas David Leigh e Luke Harding; e Inside WikiLeaks: My Time with Julian Assange at the World's Most Dangerous Website, do seu antigo braço-direito, Daniel Domscheit-Berg. A adaptação será feita por Josh Singer (The West Wing).

The Man Who Sold the World não tem ainda data de estreia prevista.

The Paperboy - Um Rapaz do Sul, por Tiago Ramos


Título original: The Paperboy (2012)
Realização: Lee Daniels
Argumento: Lee Daniels e Peter Dexter
Elenco: Matthew McConaughey, Nicole Kidman, John Cusack, Zac Efron, David Oyelowo, Scott Glenn, Ned Bellamy, Nealla Gordon e Macy Gray

Depois de Precious (2009), já por si difícil de definir, Lee Daniels regressa à realização com um objecto bastante próximo do cinema pulp fiction. The Paperboy - Uma Rapaz do Sul é um filme completamente trashy - como o ambiente que recria - sujo, suado, sexual, arrojado, ousado e de mau-gosto. Ou seja, completamente digno do legado que o realizador norte-americano parece querer criar. Se isso é bom? Pode ser, mas com reservas. Dentro do hiper-realismo habitualmente impresso pelo realizador, toda a história emerge naquela Flórida quente, visceral e pantanosa, aproximada do cinema trash dos anos 70 (um dos seus mais flagrantes exemplares?), com uma fotografia saturada e um guarda-roupa e maquilhagem vulgares. Porém, dentro do seu estilo degradante e de mau-gosto (não é necessariamente uma crítica, o filme é mesmo assim) há espaço para abordar temas transversais ao cinema de Lee Daniels: questões étnico-raciais, sexualidade, justiça e degradação - sem nunca porém se aproximar do cinema-denúncia ou propagandista (que já em Precious não existia directamente). É essa irreverência do realizador tão ambígua quanto de profundo mau-gosto (há necessidade de termos cenas de sexo intercaladas com imagens de porcos em lamaçais ou ratos estripados?) que faz de The Paperboy tão peculiar quanto interessante. E sobretudo tão diferente, mesmo dentro do seu sensacionalismo.

Mas nada disto seria de destaque individualmente falando, se não contássemos com um trabalho de actores tão rico quanto este. Mesmo Zac Efron (os seus tempos de High School Musical já ficaram, felizmente, para trás) tem um desempenho seguro e merecedor de destaque, num filme onde Matthew McConaughey se destaca mais uma vez como o comeback do ano, num estrondoso trabalho na recriação de personagens complexas e desviantes (recentemente evidencia-se ainda em Bernie, Killer Joe e Magic Mike). Mas a estrela de The Paperboy é Nicole Kidman, que parece nos últimos anos mais segura do seu trabalho e sobretudo menos insonsa, com uma entrega absolutamente surpreendente e sem excessivo desejo de agradar ao seu público. A sua Charlotte Bless é uma das mais fascinantes personagens que já interpretou: white trash, vulgar, Barbie sexual, mas simultaneamente tão extravagante quanto genuína. Destaque também para o desempenho de Macy Gray (Lee Daniels volta a entregar papéis de destaque a não-actores depois de Lenny Kravitz, Mariah Carey e em breve Oprah Winfrey, num regresso ao cinema), numa composição com evocações de The Help (2011), mas claramente diferente desse carácter mais romantizado do filme de Tate Taylor.

A história de The Paperboy, enquanto thriller é cativante, impregnado com algum espírito do movimento cinematográfico blaxploitation - brilhante cena num ar ao som de um trio feminino que canta "That man is dangerous" - com momentos de absoluta tensão e sempre uma atmosfera húmida, pantanosa e vulgar. Tão vulgar quanto o filme, o que o torna difícil de catalogar. E repetimos: nem sabemos bem se essa vulgaridade e mau-gosto são motivo para crítica ou não. Mas a vulgaridade existe e entre aquele rol de personagens degradantes e suadas, é por vezes difícil de enxergar - mas é sem dúvidas um dos filmes mais incómodos do ano: para o bem e para o mal.


Classificação:

Split Screen Scenes (LXVI)

Burn Notice (S06E18) | Sugerido por Pedro Afonso

Canal FX renova "The League" para uma quinta temporada


O canal FX renovou a série The League para uma quinta temporada. A série segue um grupo de seis amigos, fãs de futebol americano e registou cerca de 1,63 milhões de espectadores na sua quarta temporada (2,43 milhões se contarmos com as repetições e DVR).

A quinta temporada de The League contará com treze episódios, com estreia marcada para 2013.

Arliss Howard junta-se ao elenco da sexta temporada de "True Blood"


O actor Arliss Howard (Rubicon) juntar-se-á ao elenco regular da sexta temporada da série True Blood. O actor interpretará o papel do Governador de Louisiana, Truman Burrell, um político que tem problemas com os vampiros desde que a sua esposa o trocou por um, abandonando-o a ele e à sua única filha.

A sexta temporada de True Blood estreia no Verão de 2013 e será composta por apenas dez episódios.

Teaser poster e trailer da animação "Turbo"


A Dreamworks revelou recentemente um teaser poster e um trailer da sua aposta para 2013, no que diz respeito ao cinema de animação. O filme chama-se Turbo e segue a história de um... caracol de corrida.


O filme é co-escrito e realizado por David Soren, que trabalha há vários anos na equipa técnica da Dreamworks (mas é a primeira vez que assina uma longa-metragem em nome individual). Juntam-se no argumento Darren Lemke (Shrek Forever After) e Robert D. Siegel (The Wrestler), com um elenco de vozes composto por Ryan Reynolds, Paul GiamattiMaya Rudolph e Samuel L. Jackson, entre outros.

Turbo estreia nos cinemas portugueses a 18 de Julho de 2013.

Novo poster de "After Earth", de M. Night Shyamalan

Foi divulgado um novo poster de After Earth, filme de ficção-científica de M. Night Shyamalan e que conta com Will Smith e Jaden Smith nos principais papéis:


Em After Earth, cem anos depois dos eventos cataclísmicos que obrigaram a humanidade a fugir da Terra, o planeta Nova Prime tornou-se o novo lar para os humanos. O General Cypher Raige (Will Smith) regressa de uma viagem longa, para junto do seu filho de 13 anos, Kitai (Jaden Smith), mas quando uma chuva de asteróides ataca a sua nave, vêm-se forçados a aterrar no agora perigoso planeta Terra.

Também a Chuva, por Tiago Ramos


Título original: También la lluvia (2010)
Realização: Icíar Bollaín
Argumento: Paul Laverty
Elenco: Gael García Bernal, Luis Tosar, Karra Elejalde e Juan Carlos Aduviri

Filme de teor sócio-político, También la lluvia é inteligente ao utilizar o artifício do cinema para contar a história do conquistador Cristóvão Colombo e do genocídio em Cochabamba, na Bolívia em paralelo comparar com a situação contemporânea no país, onde o povo e as grandes empresas disputam a privatização da água. A realizadora Icíar Bollaín tem uma tarefa interessante quando realiza simultaneamente mais do que um filme: a história contemporânea da cidade boliviana, o filme sobre a chegada de Cristóvão Colombo e (uma interessante utilização da meta-linguagem) um making of sobre o filme do filme. Como filme político e alegoria da injustiça social, este También la lluvia consegue ter uma abrangência bem mais global que o retrato directo que faz: há sempre referências prontas a serem feitas e registadas pelo espectador, pelo que existem diversas analogias que inclusive podem ser aplicadas à sociedade portuguesa. Mas há também um dado curioso: aquela que parece ser uma auto-crítica à própria estrutura do cinema. O filme escolhe a indústria cinematográfica para questionar a sua própria indústria, o que remete também para uma espécie de consciência pesada, utilizando a figura dos realizadores como crítica a quem não faz mais do que aquilo que é obrigado, sem se envolver social e activamente. Por isso a escolha do elenco principal foi extremamente acertada, com Gael García Bernal e Luis Tosar (especialmente este último) a serem o alicerce da estrutura crítica que a realizadora quer fazer, com interpretações expressivamente poderosas. Não descuramos ainda a presença forte (mesmo fisicamente) do estreante actor boliviano Juan Carlos Aduviri que funciona como personagem transversal às três produções dentro do filme, denunciando a desigual estrutura social contemporânea (e não só, mostrando que é um problema recorrente da Humanidade).

Produção de alto valor, com destaque para a fotografia de Alex Catalán e a banda sonora de Alberto Iglesias, tem a sua força na mensagem que pretende transmitir. Porém, falha sobretudo na excessiva função didáctica que imprime nas suas cenas, por vezes quase a julgar o espectador. Não que não seja corajoso na forma como o faz mas, onde injecta doses elevadas de crítica e realismo, perde na emoção que negligencia. Mesmo assim merece pontos pela intenção e pela produção de alto nível que coloca a indústria cinematográfica espanhola como referência.


Classificação: