sábado, 27 de agosto de 2011

Trailer internacional de "Melancholia", de Lars von Trier


Melancholia atingiu o Festival de Cannes 2011, intensificado pelas (habituais) declarações polémicas do realizador dinamarquês Lars von Trier. A expectativa continua imensa agora que não há-de faltar muito para podermos assistir à mais recente obra do cineasta, que valeu a Kirsten Dunst a Palma de Ouro para Melhor Actriz. Aproveitamos este compasso de espera para revelar um recente trailer internacional do filme:

 

No filme, começamos por assistir ao casamento entre Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) e a sua festa na casa da sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o mundo assiste à iminente destruição do planeta Terra, quando um planeta escondido atrás do Sol entra em rota de colisão com o nosso.

A Clap Filmes já adquiriu os direitos para a exibição de Melancholia em Portugal, mas ainda não revelou a sua data de estreia. Entretanto, o filme será ainda exibido no Festival de Veneza e no Festival de Toronto e chegará em video on demand, aos Estados Unidos, a 7 de Outubro.

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Primeiro trailer de "The Rum Diary", com Johnny Depp


Nos últimos anos The Rum Diary tem vindo a ser sucessivamente adiado. Mas parece que finalmente chegará aos cinemas ainda este ano. Johnny Depp sempre acarinhou este projecto, produzido e protagonizado por si, visto ser amigo pessoal do escritor Hunter S. Thompson (e já protagonizou Fear and Loathing in Las Vegas, outra adaptação do escritor ao cinema). Foi hoje revelado o primeiro trailer do filme:


No filme, Johnny Depp é Paul Kemp (um alter-ego do escritor), um jornalista que vive nas Caraíbas, num ponto crítico da sua vida: bêbado e caído em desgraça. O álcool e a inexistência de um objectivo conduzem-no a uma espiral descendente. O elenco completa-se com Amber Heard (The Ward) e Aaron Eckhart (Rabbit Hole).

Bruce Robinson foi o escolhido para adaptar e realizar a obra. The Rum Diary chega aos cinemas norte-americanos a 28 de Outubro de 2011.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Segundo poster de "The Raven"

Foi revelado há uns dias um segundo poster de The Raven, novo filme de James McTeigue (V for Vendetta):


Em The RavenJohn Cusack (High Fidelity) é Edgar Allen Poe que se junta ao detective Emmett Fields (Luke Evans) para tentar capturar um serial killer que se baseia no trabalho do escritor para cometer os seus crimes. Estreia a 9 de Março de 2012 nos Estados Unidos.

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BBC renova "The Hour" para uma segunda temporada


A série britânica de The Hour, uma das melhores séries do ano, foi renovada para uma segunda temporada. A confirmação veio por parte de Julian Payne, da BBC, que na sua página oficial de Twitter deu a indicação.

A segunda temporada de The Hour situar-se-á dez meses após os factos da primeira temporada, centrando-se na relação entre os mídia e as celebridades dos anos 50. A primeira temporada da série teve seis episódios e foi comparada por muitos a Mad Men, embora sejam completamente distintas na sua intenção. Na primeira temporada seguimos os primeiros passos nos bastidores de um novo programa noticioso, chamado The Hour. Aí exploram-se as mudanças sociais, sexuais, culturais e políticos no ano 1956, tendo sempre como pano de fundo, a crise do canal do Suez. A meio caminho encontramos ainda uma trama empolgante e misteriosa.

A destacar também o elenco da série, especialmente os protagonistas: Ben Whishaw (Perfume: The Story of a Murderer), Romola Garai (Emma) e Dominic West (Chicago). A série foi criada por Abi Morgan, argumentista de The Iron Lady.

Insidioso, por Carlos Antunes


Título original: Insidious
Realização: James Wan
Argumento: Leigh Whannell
Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne e Ty Simpkins

Um pai ausente por muito tempo e uma mãe fechada em casa todo o dia com um filho num coma inexplicável preparam o cenário para um filme de terror centrado na casa que habitam.
A construção dramática da vida familiar não é profunda, mas é suficiente para tornar efectiva a ruptura de visões entre os dois membros do casal.
Também porque as peças colocadas em jogo criam um mistério. Raramente causam arrepios, mas começam a criar um ambiente tenso que vai lentamente afectando o público.
O ambiente é o melhor que vemos no filme, mesmo se a fotografia abusa ao acinzentar o tom da(s) casa(s) ainda antes de nos familiarizarmos com elas. Torna-as em habitações desagradáveis desde o início da sua ocupação em vez de tentar atrair-nos a elas antes de nos sufocar na cor.
Depois o filme faz uma viragem em direcção a um estilo mais aparatoso, que talvez esteja mais em voga no terror actual mas é bem menos interessante.
A partir daí o filme beneficia os truques de terror em vez do ambiente. Torna o terror de que faz uso expectável e, por isso, caminha para uma conclusão evidente.
As explosões de luz sucedem-se e os sons inoportunos intensificam-se. Começa a tentar variadas vezes conseguir que o público salte nas cadeiras.
O aparato dos esquemas de pesquisa paranormal, sobretudo, marca visualmente essa viragem e, ao mesmo tempo, arranca o espectador ao seu envolvimento com o filme de tão exagerado que, por momentos, é risível e despropositado.
É o próprio argumento qua acaba por demonstrar quão inevitável é essa transformação do filme, porque a história entretanto transforma-se para algo muito distante da sua noção inicial.
Toda a sugestão da primeira parte do filme, a preparação do ambiente, serve de muito pouco no momento em que os personagens enfrentam os tormentos que os perseguem, surgidos de um passado que não foi dado a conhecer.
Aí lidam com o fogo-de-artifício do universo fantasmagórico para o qual se transportam, um cenário idêntico ao da casa real mas com regras próprias e uma ambiência infernal (o que faz pouco sentido depois de terem explicado que a assombração é aos homens da família e não à habitação).
O desvendar do filme, portanto o principal do terror que procura expressar, vem negar a experiência anterior.
O efeito de terror palpável a esmagar o efeito de terror sugestionado. Este filme resume assim a evolução mais evidente do género acentuada na última década.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Poster e trailer de "Tyrannosaur"


Outro dos grandes filmes que saíram galardoados do Festival de Sundance 2011 foi o caso de Tyrannossaur. O filme valeu ao debutante Paddy Considine, o prémio para Melhor Realizador, bem como o Prémio Especial do Júri para os actores Peter Mullan (Trainspotting) e Olivia Colman (Hot Fuzz), na secção Cinema Mundial - Ficção | Drama. Eis o primeiro trailer:


Tyrannosaur centra-se num alcoólico que se torna amigo de uma mulher extremamente religiosa, mas quando o seu marido começa a demonstrar sinais de ciúme, tudo acaba em violência. O filme estreia a 7 de Outubro no Reino Unido.

Obituário: Michael Showers

1966 - 24 de Agosto de 2011
Faleceu, aos 45 anos de idade, o actor Michael Showers, tendo sido encontrado morto no rio Mississipi, não se sabendo ainda os motivos que levaram à sua morte. Tornou-se especialmente conhecido pelo seu papel como Capitão John Guidry na segunda temporada da série da HBO, Treme. Os seus últimos papéis no cinema foram em The Tree of Life e Colombiana.

Novo poster internacional de "A Dangerous Method", de David Cronenberg

Depois do fracasso do primeiro poster, foi revelado um segundo poster internacional (para o mercado francês) de A Dangerous Method, novo filme do canadiano David Cronenberg. Melhora ligeiramente em relação ao primeiro, mas a obrigar uma mudança de estratégia para a versão norte-americana:



O filme é adaptado de uma peça de teatro de nome The Talking Cure (o título inicial do filme), situada no início século XX, sobre Sigmund Freud e Carl Jung, os pais da psicanálise, e a relação deles com a jovem russa Sabina Spielrein, conhecida como a sua primeira paciente. O filme conta com o protagonismo de Viggo Mortensen (A History of Violence), Keira Knightley (Atonement) e Michael Fassbender (Hunger), enquanto que no plano secundário teremos ainda a presença de Vincent Cassel (Black Swan) e Sarah Gadon (Cosmopolis).

A Dangerous Method estreia no Festival de Veneza 2011 (será exibido ainda no Festival de Toronto 2011). Aos Estados Unidos chegará apenas a 23 de Novembro deste ano.

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Os posters que não chegaram a ser (XXVI)

Super 8, por Carlos Antunes


Título original: Super 8
Realização: J.J. Abrams
Argumento: J.J. Abrams

Voltar, toda uma geração passada, ao ambiente de aventura juvenil de The Goonies e E.T.: The Extra-Terrestrial (entre diversos outros filmes, mas fiquemos pelos mais conhecidos) é fonte de sonhos e receios para o público que cresceu com esses filmes, permaneceu com o Cinema todos estes anos e acabou por rever, com outra bagagem, esses marcos da década de 1980.
J.J. Abrams começa bem essa demanda, cimentando as memórias mais queridas de quem sonhou fazer cinema a partir dos filmes da sua juventude e traçando um forte universo juvenil de personagens ricas.
Contribuição enorme dos actores, com todos os miúdos a serem escolhidos com enorme acerto, mas com destaque óbvio para Joel Courtney e Riley Griffiths, duas estreias repletas de prazer e uma boa dose de honestidade (identificação, se preferirem) ao interpretarem os papéis.
Os miúdos traçam o cinema feito para todos, para um conjunto familiar de espectadores que procura relacionar-se com as personagens, surpreender-se com a história e deslumbrar-se com as imagens.
Um público que se terá afastado das salas de cinema à medida que os filmes se tornaram demasiado focados na imberbidade cognitiva do público-alvo que ainda paga pelo bilhete.
Outra década, outra forma de encarar o cinema. Penetrando no século XXI, já nada pode resistir com a inocência de outrora.
O filme tem de ceder a uma visão monstruosa do alienígena e o argumento tem de desembocar numa explicação cheia de referências e conspirações.
Indo buscar uma filmagem que começa a desvendar sem mais filtros tudo o que era misterioso até à entrada do último terço do filme, J.J. Abrams volta a carregar o filme com tardias camadas de construção explanatória e um ambiente mais chegado ao terror.
O filme mostra aquilo que qualquer outro filme é capaz de mostrar hoje em dia, traíndo o que veio antes e a ambientação do espectador.
Tal como não era preciso uma explosão de cinco minutos para os assustar perante um evento que pela sua mera ocorrência superava as suas capacidades, não era necessário que o final afundasse as vivências em tempo de crise e mistérios daqueles miúdos numa resolução tão séria, tão organizada e tão extravagante.
Uma resolução que também tem deselegância cheia de disparos de aspecto falso e destruição massiva que rouba plausabilidade à existência daqueles miúdos.
Os filmes que estavam citados por Super 8 são enormes aventuras à escala dos seus jovens protagonistas enquanto este parece transformar-se numa aventura de escala superlativa que acontece a uns miúdos.
J.J. Abrams, tendo quase perdido uma boa parte do público nesse último terço do filme, tem depois a iluminação de mostrar a curta-metragem que os miúdos estavam a filmar e, com isso, recuperar o essencial do filme, aquilo que nos fez ansiar por outros tempos cinematográficos.
O imaginário, a par da imaginação, daqueles miúdos voltou a ser o ponto fulcral do filme naqueles breves instantes em que os créditos finais até já estão a passar.
O sorriso nostálgico que desaparecera regressa ainda mais aberto e o resultado das intenções do criador é mais certeiro do que parecia prometer.