sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Corre, Rapaz, Corre; por Carlos Antunes
Título original: Lauf Junge lauf
Realização: Pepe Danquart
Argumento: Heinrich Hadding
Elenco: Andrzej Tkacz, Kamil Tkacz, Elisabeth Duda
Revela-se difícil não pensar em Forrest Gump quando até o título para ele remete pela sua semelhança com uma das citações mais habituais dessa obra de Robert Zemeckis.
Não é custoso ver neste filme o mesmo estilo de personagem que vai ao encontro casual da História quando nela procura manter a sua discrição.
Um personagem que nesse caminho episodicamente se cruza com eventos que adicionam importância à vida que não a teria de outra forma.
Só que neste caso se tratam de episódios de violência - ou consequentes dela - e não felizes acasos como na fantasia Hollywoodesca.
Um rapazinho judeu em fuga solitária aos invasores nazis através da Polónia ocupada corre sempre de um sofrimento para outro pior.
O filme acrescenta uma dimensão lúdica a este relato, em que a história se pontua com momentos idílicos - dentro daquele contexto - e até um ou outro próximos da comédia.
O amainamento que isso traz à carga emocional pesada, até por se tratar da história de uma criança, faz pensar ainda em La vita è bella, embora ainda longe da sugestão de maravilhas de Roberto Benigni.
A dureza de Lauf Junge lauf é maior e não está escudada pelo seu realizador. As imagens ferozes estão no ecrã sem que o realizador chegue a um aproveitamento ao género da exploitation.
Tal é louvável, sobretudo sabendo que a história parte de um caso verídico, pois não mascara nem extrema as muitas adversidades cruéis - humanos ou naturais - a que aquela criança se sujeitou apenas para continuar viva.
Esse contexto faz dele um filme sem heróis, em até aqueles que assistem o rapaz acabam por optar pela sua própria sobrevivência e não por um altruísmo sacrificial.
Nem o protagonista o é, com a saga da sua sobrevivência a evidenciar que ele dependeu do acaso e de algumas artimanhas de moral discutível, vendo-se ainda contrariado pela sua própria inépcia - natural numa criança!
A assumpção de que não houve heróis ao longo desta história é um pressuposto que não chega para formar personagens.
O carácter episódico da relação de Srulik com quem se cruza implica que estes se tornem tipificações de comportamentos vários que dão uma imagem abrangente e exemplificativa do período em causa.
Isto dá ao filme uma função de consciencialização - ou rememoriação - para uma história mais entre as relativas à perseguição do povo Judeu durante a II Guerra Mundial.
Ao mesmo tempo assemelha-o a uma história aventurosa com ideias genéricas e difusas de "bons" e "maus". Um efeito que contraria a dose de realismo transmitida pela qualidade da produção.
Daí que com o decorrer do filme se desenlace a relação do público com o filme, apesar da sua continuada carga de tristeza reconfortante (porque o rapaz sobreviveu e o mundo já não vai a tais extremos).
quinta-feira, 19 de março de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
Estreias 19 Mar'15: The Wind Rises, Les combattants, Cake, Cinderella, Insurgent e The Gunman
Dia 19 de Março de 2015, pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si:
Destaques:
Inspirado pela obra do italiano Gianni Caproni (1886-1957), responsável pela criação de vários bombardeiros usado pelas frotas italianas, francesas, britânicas e americanas durante a Primeira Grande Guerra, o jovem japonês Jiro Horikoshi deseja aprender tudo o que esteja ligado aos aviões. Como usa óculos desde pequeno, não pode ser aviador, pelo que dedica a sua vida ao estudo de aeronáutica. Depois de terminar os estudos superiores, consegue trabalho numa grande empresa da área. Por demonstrar grandes capacidades, é-lhe dada a liberdade para construir os seus próprios protótipos. Jiro acaba por se tornar um dos mais importantes engenheiros de aeronáutica do seu tempo. Percorrendo os eventos mais representativos da vida desta personagem, o filme acompanha os grandes acontecimentos da História, recriando o sismo que teve lugar em Kantō (Japão) a 1 de Setembro de 1923, os terríveis anos da Grande Depressão, a epidemia de tuberculose ou a entrada do Japão na Segunda Grande Guerra. Com argumento e realização do mestre de animação japonês Hayao Miyazaki ("Princesa Mononoke", "A Viagem de Chihiro", "O Castelo Andante", "Ponyo à Beira-Mar"), um filme animado que cruza as histórias reais do engenheiro Jiro Horikoshi (1903-1982) e do poeta Tatsuo Hori (1904-1953). "As Asas do Vento" teve uma nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e para o Óscar de Melhor Filme de Animação.
Outras sugestões:
O jovem Arnaud (Kévin Azaïs), cujo pai acabou de falecer, enfrenta um futuro incerto numa pequena cidade francesa. Ali encontra Madeleine (Adèle Haenel), uma jovem irreverente e cheia de ideias incomuns, que está decidida a ingressar num estágio militar de Verão para aprender estratégias de sobrevivência. Intrigado e animado pelo seu modo de ser, Arnaud decide segui-la. Porém, quando ambos se apercebem de que o treino é mais duro do que imaginavam, é já demasiado tarde para desistirem… Um filme sobre o amor e a iniciação à idade adulta, realizado por Thomas Cailley segundo um argumento seu em parceria com Claude Le Pape. Apresentado no Festival de Cinema de Cannes em 2014, "Os Combatentes" conquistou quatro prémios, entre os quais o da Crítica Internacional (Fipresci – Federação Internacional de Críticos de Cinema). Em 2015, obteve ainda nove nomeações para os Césars (os Óscares franceses), sendo contemplado com quatro galardões: Melhor Primeiro Filme, Melhor Actriz (Haenel), Melhor Actor Revelação (Azaïs) e Melhor Argumento Original (Cailley e Le Pape).
Claire Simmons está em constante sofrimento. A dor física que a persegue resulta tanto das mazelas com que ficou de um terrível acidente de automóvel em que esteve envolvida meses antes como da incapacidade de lidar com as perdas da sua vida. Transformou-se numa mulher amargurada e misantropa, fechada na sua própria dor e incapaz de compreender as dificuldades dos outros. A única pessoa que conseguiu manter ao seu lado foi Silvana, a sua empregada mexicana, que é também a única que ainda se compadece. Quando Claire descobre que Nina, uma mulher pertencente ao mesmo grupo de apoio que frequentava, cometeu suicídio, torna-se quase obsessiva em perceber as razões. Com isso em mente, decide conhecer o marido e o filho de Nina. Com eles, vai descobrir e compreender que a dor não lhe pertence em exclusivo. Ao fazer esse esforço de se descentrar de si mesma e da sua constante autocomiseração, vai conseguir apaziguar a sua angústia e encontrar a cura de que precisava. Um filme dramático que conta com a realização de Daniel Barnz ("No País das Maravilhas", "Nunca Desistas") e com a participação dos actores Jennifer Aniston, Anna Kendrick, Adriana Barraza, Sam Worthington, Felicity Huffman e William H. Macy.
Após a morte do pai, a jovem Ella fica a viver com a terrível madrasta e as suas duas filhas Anastasia e Drisella. Invejada por todas devido à sua rara beleza e encanto, é obrigada a trabalhar como empregada na própria casa, cedendo aos caprichos das três mulheres. Um dia, num longo passeio pela floresta, conhece um rapaz por quem fica irremediavelmente apaixonada. O que ela não imaginava era que ele fosse nada mais nada menos do que o próprio filho do rei. É então que é anunciado um baile no castelo onde todas as raparigas do reino terão de ser apresentadas ao futuro soberano. No momento em Ella se prepara para ir com as irmãs e a madrasta ao baile de que todos falam, descobre que está proibida de sair de casa. Quando nada parece poder alterar o seu triste destino, surge-lhe a sua fada madrinha, que está disposta a fazê-la brilhar na festa e a conquistar a admiração de todos. Maravilhada, Ella sabe que tem apenas umas horas para se apresentar no baile pois, à meia-noite desse mesmo dia, toda a magia se dispersará e ela voltará aos trajes de "gata borralheira". Com realização do inglês Kenneth Branagh ("Sonho de Uma Noite de Inverno", "Hamlet", "Thor"), segundo um argumento de Chris Weitz, é a nova versão de um dos mais famosos e antigos contos maravilhosos de todos os tempos. A dar vida às personagens estão os actores Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden, Helena Bonham Carter e Stellan Skarsgård.
Num futuro distante, a Humanidade encontrou um modo de evitar as guerras e os conflitos sociais criando um novo sistema democrático que divide a sociedade em cinco facções distintas cujo objectivo último é manter a ordem. A cada uma das facções – que funcionam como castas – corresponde uma virtude que exerce a sua função específica na comunidade. Aos 16 anos de idade, cada indivíduo é submetido a um teste de aptidão e tem de escolher qual o grupo a que se unirá para o resto da vida. Beatrice é uma jovem que, durante o seu teste, descobre que é uma "divergente", alguém cuja vocação não se restringe a apenas uma virtude e que tem a capacidade rara de dominar os seus medos. Depois de conseguir escapar e salvar a sua própria vida, ela está determinada a enfrentar o sistema e fazer do mundo onde vive um lugar onde a liberdade individual não seja constantemente posta em causa. Com realização de Robert Schwentke ("Pânico a Bordo", "RED: Perigosos", "R.I.P.D.: Agentes do Outro Mundo") e argumento de Brian Duffield, Akiva Goldsman e Mark Bomback, um filme de ficção científica que adapta o segundo volume da trilogia juvenil escrita pela norte-americana Veronica Roth, que se tornou um "best-seller" mundial (o primeiro, "Divergente", foi realizado por Neil Burger em 2014). No elenco, os actores Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Naomi Watts, Kate Winslet, Octavia Spencer e Ashley Judd, entre outros.
Jim Terrier fez carreira como espião internacional. Quando resolve abandonar a profissão, julgando que irá ter uma existência tranquila ao lado da mulher que ama, percebe que está no centro de uma conspiração cujo objectivo é acabar com a sua vida. A única forma de sobreviver passa por destruir uma das mais poderosas agências secretas de todo o mundo e derrotar um velho conhecido em quem toda a vida se habituou a confiar… Um "thriller" de acção realizado por Pierre Morel que adapta a obra "The Prone Gunman", escrita pelo novelista francês Jean-Patrick Manchette (1942-1995). O elenco conta com Sean Penn, Idris Elba, Peter Franzén, Mark Schardan, Javier Bardem e Ray Winstone, entre outros.
Sinopses: Cinecartaz Público
Primeiro teaser poster de "Spectre"
Foi hoje revelado o primeiro teaser poster de Spectre, novo filme da franquia James Bond:
Na imagem, Daniel Craig aparece com a clássica imagem do agente 007 em gola alta, tal como Rooger Moore utilizou em Live and Let Die (1973).
Spectre estreia a 5 de Novembro, em Portugal.
Leia também:
- John Logan será o argumentista dos próximos dois filmes do franchise James Bond
- Sam Mendes pode voltar a realizar o próximo filme de James Bond
- Produtores de James Bond deverão esperar até que Sam Mendes possa realizar próximo filme da saga
- Sam Mendes deverá realizar os próximos dois filmes de James Bond; Penélope Cruz pode ser a Bond Girl em "Bond 24
- Sam Mendes confirmado como realizador de Bond 24; filme estreia em 2015
- "Chiwetel Ejiofor poderá ser o vilão de "Bond 24"
- Léa Seydoux junta-se a "Bond 24"
- Sam Smith poderá interpretar o tema musical de "Bond 24"
- Christoph Waltz poderá ser o vilão de "Bond 24"
- Próximo filme da franquia James Bond recebe o título "Spectre"; Monica Bellucci junta-se ao elenco
Poster e trailer da quarta temporada de "Veep"
A quarta temporada de Veep estreia a 12 de Abril, no canal HBO.
Poster da segunda temporada de "Silicon Valley"
Foi revelado um poster para a segunda temporada de Silicon Valley:
A primeira temporada da série de Mike Judge (Beavis and Butt-Head) conseguiu uma nomeação ao Globo de Ouro 2015 para Melhor Série de Comédia, assim como quatro nomeações aos prémios Emmy 2014.
A segunda temporada de Silicon Valley estreia a 12 de Abril, no canal HBO.
terça-feira, 17 de março de 2015
Citizenfour, por Tiago Ramos
O ecrã preto e a voz off contextualiza-nos a gravidade da situação e os antecedentes da própria realizadora Laura Poitras que descobriu que o seu nome fora incluído numa lista de alerta máximo do Departamento de Segurança Nacional, como consequência de ter realizado dois documentários incómodos sobre a América pós-11 de Setembro: My Country My Country (2006), sobre o Iraque e The Oath, sobre o Iémen. Citizenfour é o culminar dessa trilogia e também o pseudónimo de Edward Snowden quando, em 2013, iniciou uma troca de e-mails encriptados com a documentarista, alegando ter na sua posse informação ultra-confidencial e de extrema gravidade, que poderia mudar o Mundo tal como o conhecemos. O documentário não é um glorificar da figura de Snowden como o grande herói contemporâneo e nem um discorrer acerca das consequências do seu acto. É antes um retrato de um homem aparentemente frágil e os momentos que antecederam a sua revelação ao grande público, elaborando um ponto de vista íntimo que tenta descodificar esta intrigante figura. A câmara concentra-se naquele quarto de hotel em Hong Kong com um registo quase paranóico e uma tensão rapidamente incutida ao espectador, que vive o filme como se de um thriller ficcionado se tratasse. Logo no início somos confrontados com um cenário que nos parece de terror e que tanto nos incomoda.
Mas Citizenfour é acima de tudo um filme com um grande valor histórico, sobretudo pela forma como documenta os bastidores de um momento extremamente importante da História recente. É um retrato de coragem e que levanta uma intrigante questão pessoal e social: a partir de que momento reconhecemos que queremos deixar de ser meros peões nas mãos da sociedade política? A partir de que momento nos dissociamos das nossas responsabilidades contratuais, para assumir uma responsabilidade social? Até que ponto devemos abdicar da nossa própria privacidade em favor de uma suposta paz? Até que ponto estamos dispostos a aceitar as consequências (também pessoais) de uma decisão tão fracturante?
Edward Snowden continua a ser uma figura por descortinar. Informante, "vendido" como espião, com sede de protagonismo. Mas não é bem isso que encontramos aqui. Estamos perante um homem jovem, ponderado, estranhamente culto e que responde com grande desenvoltura às questões de Laura e dos jornalistas Glenn Greenwald e Ewen MacAskill, apesar de afirmar muitas vezes o contrário. A documentarista também não nos dá uma visão pessoal acerca desta figura, mas deixa-nos tentar conhecê-lo através dos seus actos: quando a sua identidade é revelada, a sua cara encontra-se em todos os serviços noticiosos do Mundo e o telefone do quarto de hotel insiste em tocar, vemos um homem ao espelho muito mais preocupado com o seu cabelo que com as consequências dos seus actos. Este homem é um quebra-cabeças, com peças que faltam e outras difíceis de encaixar. Não o percebemos, mas estamos absortos no que ele nos transmite, estamos intrigadíssimos, estupefactos. Ainda existem pessoas assim? Que motivação é esta? Quem abdica assim da sua vida em prol de um sentido de justiça que nos parece surreal?
Laura Poitras capta tudo com uma tensão excitante, com um terror sempre subjacente, com uma paranóia constante (começamos a pensar: Devia desligar o telefone fixo da tomada? Devia passar a ter cuidado com o que pesquiso no Google? Não devia deixar qualquer aparelho electrónico quando saio de casa?), mas consegue transmiti-la com um fundamento. Não é nunca sensacionalista, trabalha com factos, discute um tema delicado e fá-lo com mérito. Termina com uma questão que deixa ao espectador: ainda há mais a descortinar? Há algo ainda maior que estes homens e mulheres que deram tudo pela verdade? No final, Glenn Greenwald fala com Edward Snowden acerca dos mais recente eventos, sem nunca verbalizar os dados mais importantes. Escreve num papel e rasga-o em pedaços pequenos. Apenas vemos as reacções de um e outro. Na mesa a câmara foca um pequeno pedaço de papel: lê-se POTUS (President of the United States). E o espectador fica sentado na cadeira, sem saber muito bem o que acabou de ver.
Mas Citizenfour é acima de tudo um filme com um grande valor histórico, sobretudo pela forma como documenta os bastidores de um momento extremamente importante da História recente. É um retrato de coragem e que levanta uma intrigante questão pessoal e social: a partir de que momento reconhecemos que queremos deixar de ser meros peões nas mãos da sociedade política? A partir de que momento nos dissociamos das nossas responsabilidades contratuais, para assumir uma responsabilidade social? Até que ponto devemos abdicar da nossa própria privacidade em favor de uma suposta paz? Até que ponto estamos dispostos a aceitar as consequências (também pessoais) de uma decisão tão fracturante?
Edward Snowden continua a ser uma figura por descortinar. Informante, "vendido" como espião, com sede de protagonismo. Mas não é bem isso que encontramos aqui. Estamos perante um homem jovem, ponderado, estranhamente culto e que responde com grande desenvoltura às questões de Laura e dos jornalistas Glenn Greenwald e Ewen MacAskill, apesar de afirmar muitas vezes o contrário. A documentarista também não nos dá uma visão pessoal acerca desta figura, mas deixa-nos tentar conhecê-lo através dos seus actos: quando a sua identidade é revelada, a sua cara encontra-se em todos os serviços noticiosos do Mundo e o telefone do quarto de hotel insiste em tocar, vemos um homem ao espelho muito mais preocupado com o seu cabelo que com as consequências dos seus actos. Este homem é um quebra-cabeças, com peças que faltam e outras difíceis de encaixar. Não o percebemos, mas estamos absortos no que ele nos transmite, estamos intrigadíssimos, estupefactos. Ainda existem pessoas assim? Que motivação é esta? Quem abdica assim da sua vida em prol de um sentido de justiça que nos parece surreal?
Laura Poitras capta tudo com uma tensão excitante, com um terror sempre subjacente, com uma paranóia constante (começamos a pensar: Devia desligar o telefone fixo da tomada? Devia passar a ter cuidado com o que pesquiso no Google? Não devia deixar qualquer aparelho electrónico quando saio de casa?), mas consegue transmiti-la com um fundamento. Não é nunca sensacionalista, trabalha com factos, discute um tema delicado e fá-lo com mérito. Termina com uma questão que deixa ao espectador: ainda há mais a descortinar? Há algo ainda maior que estes homens e mulheres que deram tudo pela verdade? No final, Glenn Greenwald fala com Edward Snowden acerca dos mais recente eventos, sem nunca verbalizar os dados mais importantes. Escreve num papel e rasga-o em pedaços pequenos. Apenas vemos as reacções de um e outro. Na mesa a câmara foca um pequeno pedaço de papel: lê-se POTUS (President of the United States). E o espectador fica sentado na cadeira, sem saber muito bem o que acabou de ver.
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