segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Poster de Avatar

James Cameron deu a conhecer um poster de Avatar, já semelhante ao banner anteriormente revelado:



Em Avatar, seguimos a história de um veterano de guerra paraplégico, que num futuro remoto, acaba por ser levado para o planeta Pandora, habitado pelos Na'vi, uma raça humanóide com a sua própria língua e cultura. E aí começa uma batalha pela sobrevivência da raça.

O filme vai estrear em Portugal a 17 de Dezembro e conta com Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana e Giovanni Ribisi no elenco.

Box Office EUA - A comédia de novo no topo



Fim-de-Semana de 31 de Julho a 02 de Agosto de 2009


A nova comédia de Judd Apatow, protagonizada por Adam Sandler e Seth Rogen tomou a liderança da bilheteira americana. Com $23,4M no seu fim-de-semana de estreia, Funny People ficou abaixo do esperado em receitas. No IMDb recebe classificação de 7.7/10 e média de 63% de críticas positivas no RottenTomatoes e MetaCritic.

No quinto lugar estreia Aliens in the Attic, que mistura animação por computadores e actores reais. O filme facturou 7.8 milhões de dólares e consegue receber 4.5/10 no IMDb e média de 37% de críticas positivas no RottenTomatoes e MetaCritic.

DVD: Shining, por Tiago Ramos



Título original: The Shining (1980)
Realização: Stanley Kubrick
Argumento: Stanley Kubrick e Stephen King
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd

The Shining sofreu um daqueles acontecimentos raros, mas não únicos no mundo do Cinema. Em 1980 quando surgiu nos cinemas, sofreu do síndrome da subvalorização, com fracas receitas de bilheteira e uma má recepção por parte da critica em geral, inclusive duas nomeações para os Prémios Razzie, na categoria de Pior Realizador e Pior Actriz. Anos volvidos, Shining atingiu o estatuto de filme de culto, sendo considerado por muitos uma das melhores obras do realizador Stanley Kubrick e sofrendo assim o fenómeno contrário ao inicial: a sobrevalorização.



E não sendo um péssimo filme, Shining não é, com toda a certeza, um filme excelente, padecendo de uma péssima montagem e até de edição de som. O carácter de suspense que o filme tenta criar resulta positivamente até ao momento em que consegue irritar o espectador, com um argumento demasiado repetitivo, apesar de conseguir assustar em alguns momentos.

Se pensarmos na adaptação, verificamos que houve um bom trabalho em relação à obra original de Stephen King, mas na prática falhou na técnica apresentada de início ao fim. No plano interpretativo, Jack Nicholson tem um excelente trabalho, num retrato fidedigno e impressionante dos limites da loucura. É a transfiguração de um homem para algo superior ao humano, uma mudança assustadoramente bem conseguida. Pena que o seu par, a actriz Shelley Duvall não esteja à sua altura, apresentando uma infeliz performance ao longo de todo o filme, fazendo-nos perguntar se não terá sido um grande erro de casting.



Há certos momentos da película que, sendo marcantes para muitos e correndo o risco de ser aqui criticado, são para mim rídiculos e terrivelmente clichés, tais como o famoso REDRUM ou a voz que o jovem Danny Lloyd faz quando fala com o seu amigo imaginário.

Shining é (e reconheço-o) um grande marco do cinema do terror e muito que aqui foi apresentado tem sido repetido até à exaustão em películas do género. Mas não deixo de o ver como vítima de sobrevalorização.

Classificação:


Extras:



  • Documentário sobre os bastidores de Vivian Kubrick, "The Making Of The Shining"
  • Menus Interactivos
  • Índice de Cenas
  • Trailer



Classificação dos Extras:


domingo, 2 de agosto de 2009

Mala Noche, por Carlos Antunes

http://www.janusfilms.com/malanoche/malanocheposter.jpg


Título original:
Mala Noche
Realização: Gus Van Sant
Argumento: Gus Van Sant
Elenco: Doug Cooeyate, Sam Downey e Nyla McCarthy

Em boa hora a Costa do Castelo decidiu recuperar o primeiro filme de Gus Van Sant.
Primeiro em sala e agora em DVD, é precioso poder perceber em plenitude de onde vem o realizador que assinou um dos mais magníficos filme do ano transacto, Paranoid Park.

http://www.jjmurphyfilm.com/images/film_stills/Mala_Noche_for_WSJ.jpg

Nota-se desde este primeiro filme que Van Sant sempre teve uma paixão sincera pelas suas personagens.
Van Sant não as manipula mas deixa-as respirar, dá-lhes espaço para que numa simplicidade realista elas se caracterizem a si mesmas.
O seu desejo, com isto, é que o espectador possa primeiro “medi-las” e depois embrenhar-se nelas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTQYSDjhNt1zh6JJefXMxT782ISmbzaaD3F72Lq6P6VxUyJk1T_4BPATsHVedimzFl8RM_p5LleZm217ph56cjfbDNjrIS4FOHfT7lOgZ23rCpfRbqwUaODx7A4J_tPU-ZYKdc62e9Kw3O/s400/mala+noche+1.jpg

Neste conto sobre o sentimento universal do amor incorrespondido – portenciado aqui pelo pendor homossexual e pela barreira linguística e cultural – ainda assim, notam-se também algumas fragilidades que acabam por remeter para o momento actual do seu cinema.
Se hoje em dia Van Sant assina uma forma de poesia onírica com as suas imagens, neste primeiro filme parece que ele tenta chegar a esse efeito através de planos e pormenores a que faltam utilidade.
Até pela temática, tanto como pela origem do material que filma, parece que Gus Van Sant tenta assinar imageticamente um poema beatnick.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgptGdsI6EN1pUo8r7GaKM3_INopdUjKBd1HMTWGGmi1V5le8PLJBltYf5rL_Q9OPVs1X1IgiSShCjeQlRDvxh2zvU-TCqBE6SR3VZHLJJPE15qHNLgKTe7rVooqYDQZ1mHkEXnPjNzt44/s400/IM-968-Mala-Noche.jpg

Mas este defeito é menorizado pelo talento natural de Van Sant que se revela ainda na forma como domina os jogos de luz e sombra e com esses dois elementos desenvolve enquadramentos que ficam na retina muito para lá do final da película.



http://2008.jdiff.com/i/photos/0001/1085/mala_noche_large.JPG

Extras

A edição não tem qualquer extra assinalável. O trailer constitui o total das opções especiais.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSIK7klYDlr4zDRrkGV8GviQrHXPLrPajE9TapCwKC0ta0md9YrNq72qDhHXTq2mO9YQYScUi55vqX1M0TigaOyP4XU5aY0E5Cn7cYTT8uHTDtgYdws1plZ3gLkneWShuLyZJ_bs_iaxrX/s400/mala+3.jpg

Publicado originalmente a 29 de Janeiro de 2008.


Primeiro poster de The Road

O olhar de John Hillcoat sobre a conceituada obra de Cormac McCarthy, promete ser mais do que inesquecível. Com sucessivos adiamentos e com a data de estreia finalmente assegurada nos Estados Unidos, resta-nos aguentar a ansiedade e esperar que chegue ao nosso país. Enquanto isso não acontece, contentemo-nos com o primeiro poster de The Road:



Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee e Charlize Theron prometem abrilhantar este thriller dramático e apocalíptico. The Road chega aos cinemas americanos a 16 de Outubro de 2009.

Review - Heroes, Season 2, Volume 2


Depois de um promissor primeiro volume, eis que nos chega a decepcionante segunda parte da saga. Claro que a greve dos guionista não ajudou a que Heroes se recuperasse a tempo, mas ainda assim podiam ter feito muito melhor com as personagens com potencial que tinham.


Primeira, as perdas e as novas personagens. D.L. foi uma das perdas notórias e a forma como acabou em Heroes era tudo menos imprevisível. Contudo, uma lufada de ar fresco parecia estar próxima com os promissores poderes de Maya e Alejandro, tendo a expectativa sido aumentada quando Sylar se juntou a eles. Ainda assim este trio foi mal utilizado, acabando por ter menos ênfase do que poderia ter tido. Kensei foi uma boa aposta, não só pela qualidade do actor como pelo que se pôde ver no desenvolvimento do argumento, embora a fase na China Antiga pudesse ter sido melhor explorada.


Possivelmente uma das piores partes da série foi o início de Peter, na Irlanda. Ainda assim, a luta para travar o vírus Shanti foi uma das razões que fizeram a série valer a pena. A outra questão de interesse foi a tentativa de Matt Parkman de descobrir algo mais sobre o grupo de pessoas com poderes, juntamente com o aparecimento do seu pai, que acabou por salvar o início da temporada de ser o verdadeiro falhanço.

Claire decididamente não foi uma das partes positivas, voltando ao eterno clichê de "vamos manter a tua identidade secreta, portanto nada de dares nas vistas". Tal como ela, Mohinder foi relegado para um segundo plano pouco promissor e Elle foi subestimada, tendo muito mais para dar do que realmente mostrou.


Por fim, é fácil perceber que, apesar de a série ter sido encurtada conseguiu uma réstia de luz no fim da temporada. Espera-se que as próximas temporadas tenham um desenvolvimento um pouco mais rápido, pois a continuar assim Heroes facilmente perderá muitos dos fãs. Penso que os argumentistas conseguiram perceber o que não resulta na série e portanto é fazer figas para que aí venham melhorias (das grandes).

Duplo Amor, por Tiago Ramos



Título original: Two Lovers (2008)
Realização: James Gray
Argumento: James Gray e Ric Menello
Elenco: Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow e Vinessa Shaw

"Eu tenho dois amores que em nada são iguais (...) uma é loura outra é morena". Em termos populistas esta podia ser a máxima de Duplo Amor, uma obra amadurecida de James Gray que se anuncia como o derradeiro trabalho do actor Joaquin Phoenix. Mas esse não é o único motivo pelo qual deverá o leitor ver este filme.



Amália Rodrigues serve de pano de fundo, várias vezes durante Duplo Amor. Canta Estranha Forma de Vida, como se tivesse sido escrita de propósito para o filme. É uma vida soturna, depressiva e francamente realista que James Gray nos apresenta nesta longa-metragem nomeada no Festival de Cannes e nos César Awards.

É uma obra que pisca o olho aos românticos e classicistas, um bonito ensaio sobre o Amor com temáticas como o suicídio, a frustração, o consumo de drogas, os amores proibidos e o adultério. Temáticas nada simples, que figuram ao longo de Duplo Amor com uma veracidade e honestidade como é raro no Cinema dos nossos dias. James Gray entrega-nos um romance, com tudo menos floreados, um drama negativo com dores e angústias que nos parecem reais a todo o momento.

Joaquin Phoenix é, neste filme, a angústia em pessoa, a bipolaridade contida num único homem, a depressão que arrasta até ao fundo do poço. Como se de uma ameaça do fim da sua carreira se tratasse. Um excelente trabalho do promissor actor, que não lhe exigiu muita expressividade, é verdade, mas também isso era o menos importante no filme.



Gwyneth Paltrow é o par improvável, o fruto proibido e selvagem. Um trabalho de qualidade que nos faz recordar os momentos altos da carreira da actriz. No lado oposto temos a morena Vinessa Shaw, o lado estável e socialmente aceitável do triângulo amoroso, com um desempenho bastante positivo.

E é nestes contrastes e ambiguidades que Duplo Amor se torna um filme sombrio e depressivo, por vezes monótono, como é francamente a nossa vida em determinadas alturas. Se fossemos a ver, este filme não é ficção, é a vida de muitos espelhada em contornos dramáticos e clássicos, é o estado caoticamente dividido em que nos encontramos muitas vezes. É um drama de escolhas que nos faz ansiosamente esperar que afinal este não seja o derradeiro trabalho de Joaquin Phoenix.



Classificação:

sábado, 1 de agosto de 2009

Os Indesejados, por Carlos Antunes

http://www.traileraddict.com/content/dreamworks-pictures/the_uninvited.jpg

Título original:
The Uninvited
Realização: Charles Guard e Thomas Guard
Argumento: Craig Rosenberg e Doug Miro
Elenco: Emily Browning, Arielle Kebbel, David Strathairn, Elizabeth Banks e Maya Massar

The Uninvited é (mais) um thriller de contornos paranormais.
O problema de ser mais um é que o conhecimento da fórmula não permite que o espectador se deixe levar.

http://graphics8.nytimes.com/images/2009/01/30/movies/30uninvited.xlarge2.jpg

Mas, ainda que o espectador não esteja mentalmente a contrariar as sugestões lançadas pelo filme, há um problema muito mais gravoso, que é o afogamento do thriller no seio de um desnecessário .
A sugestividade e a tensão do thriller que está a ser contado - e até bem contado nos tempos em que ele domina - parece travado pela necessidade de adicionar um terror sobrenatural que justifica muito pouco na história global.
Ou, se preferirem, a revisitação inteligente de The Hand That Rocks the Cradle fica abafada pela imitação simplista de The Sixth Sense.

À medida que os pormenores se revelam e nos sugestionam, pelo tal enviesamento paranormal, sentimos o desconforto de estarem a forçar algo que não nos faz falta.
A confirmação disso mesmo surge com a revelação final que tem o condão de colocar em causa o que foi acontecendo anteriormente, dando a ver o que foram cenas supérfulas ou descaracterizadas.

http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2008/10/uninvited-movie-8.jpg

The Uninvited é, então, mais um filme de um género cada vez mais descaracterizado, quando lhe bastava regredir à simplicidade inteligente do thriller para acertar nas suas intenções.



http://www.aceshowbiz.com/images/news/00021442.jpg

Agosto & Gus Van Sant



Agosto não é apenas sinónimo de Verão, calor, sol e praia. No Split Screen, seeSAWseen, CINEROAD e Flavio's World, Agosto faz lembrar também Gus Van Sant.

Numa promoção conjunta entre os blogues acima mencionados e durante o mês de Agosto pretendemos analisar a obra do cineasta americano Gus Van Sant, com recurso a artigos referentes à sua biografia, críticas dos seus filmes e homenagens. Uma iniciativa que pretendemos que aumente a colaboração entre os blogues de cinema portugueses e os seus leitores!

De momento já algumas críticas se encontram disponíveis nos blogues que colaboram nesta iniciativa:

Split Screen
seeSAWseen

CINEROAD - A Estrada do Cinema

Flavio's World
Entretanto e ao longo do mês, o leitor poderá esperar por novos artigos e críticas relacionados com Gus Van Sant. No final de Agosto, poderá esperar um quadro síntese com as classificações atribuídas às obras do realizador, incluindo o trabalho preferido de cada autor.

Em Agosto fique connosco, fique com Cinema e Gus Van Sant!

Trailer de The Fantastic Mr. Fox

Depois das primeiras imagens, augura-se algo de muito bom vindo da mente de Wes Anderson. Agora foi a vez do trailer de The Fantastic Mr. Fox, que traz umas luzes do que poderá ser este stop-motion. Original e clássico com certeza, mas será assim tão bom como pensávamos?



The Fantastic Mr. Fox estreia a 13 de Novembro de 2009, nos Estados Unidos.

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