terça-feira, 4 de agosto de 2009

Preview do trailer de The Lovely Bones

Foi disponibilizado um preview de 30 segundos do trailer de The Lovely Bones:



Ainda hoje o programa Entertainment Tonight divulgará o trailer completo. O filme conta a história de uma jovem de 14 anos, que depois de violada e assassinada, segue do Céu a forma como a sua família e amigos se recuperam da perda e as tentativas frustradas da polícia em tentar descobrir a identidade do homem que a matou.

The Lovely Bones conta com Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Rachel Weisz e Susan Sarandon. Realizado por Peter Jackson, o filme estreia a 11 de Dezembro deste ano nos Estados Unidos.

Mais um poster de Pandorum

Pandorum é também um título bastante aguardado por quem vos escreve. Uma mistura de sci-fi e horror movie, que nos faz ter saudades de Alien (1979) ou de The Fly (1986). Enquanto não chega a este cantinho à beira-mar plantado, contentemo-nos com o novo poster:



O filme tem no elenco Dennis Quaid, Ben Foster, Antje Traue, Cung Le, Norman Reedus e Cam Gigandet. Pandorum estreia a 8 de Outubro de 2009.


Leia também:

DVD: Loucuras em Las Vegas, por Tiago Ramos



Título original: What Happens in Vegas (2008)
Realização: Tom Vaughan
Argumento: Dana Fox
Elenco: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Rob Corddry e Lake Bell

A máxima O que acontece em Vegas, fica em Vegas é por demais conhecida de todos. E é precisamente devido a essa fama que filmes como estes têm resultado ao longo dos últimos anos, cuja fórmula tem sido repetida frequentemente.

Este Loucuras em Las Vegas é tudo menos original na reprodução desta fórmula. É claramente um filme que apenas serve para entreter nos dias em que não queremos pensar muito, é enérgico e bem-disposto, apesar de a dada altura ficarmos aborrecidos com tamanhos clichés. E essa é uma falha já comum nas habituais comédias românticas que são sucessos de box-office nos Estados Unidos.



As interpretações de Cameron Diaz e Ashton Kutcher, não sendo ideais, estão nos limites do aceitável, com prestações adequadas ao fraco argumento disponibilizado por Dana Fox. Porém alguns gags entre os dois são bem conseguidos, conseguindo arrancar algumas gargalhadas ao espectador.

No elenco destacam-se as prestações secundárias de Rob Corddry e Lake Bell, que apesar de pouco surgirem na película, tem algum carisma e originalidade que falta ao protagonista principal. Destaque para a presença pontual de Zach Galifianakis, numa personagem curiosamente semelhante ao seu papel em The Hangover (2009).



O filme não acrescenta nada de novo à fórmula já mais que batida, contudo não é dos mais básicos e elementares que vemos por aí. Falta-lhe um pouco mais de originalidade e ousadia, mas serve o objectivo de entretenimento.

Classificação:

Extras:



  • Comentário Áudio pelo Realizador e Editor
  • 3 Featurettes: "Sitting Down With Cameron And Ashton", "From The Law Firm Of Stephen J. Hader, Esq." e "DVD Extra Time With Zach Galifianakis"
  • 6 Cenas Cortadas
  • Gags
  • Easter Egg



Classificação dos Extras:


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agosto & Gus Van Sant: O Inadaptado

Desde o seu início da sua carreira na década de 80, que Gus Van Sant se interessou pela figura do marginalizado pela sociedade ou o inadaptado.

Essa franca temática fez-se notar de imediato em Mala Noche (1985) [crítica de Carlos Antunes AQUI], sobre o amor idílico entre um clandestino mexicano e um norte-americano do Oeste. A polémica lançava-se então a preto e branco.

Os temas controversos sempre se fizeram notar passando também pelas drogas em Drugstore Cowboy (1989) ou pela prostituição masculina em My Own Private Idaho (1991).

Gay assumido, o cineasta nasceu a 24 de Julho de 1952 e actualmente com 57 anos continua a sua excelente carreira cinematográfica, retratando como ninguém a figura do derrotado, da juventude marginalizada, do homossexual, do viciado ou do sociopata. Apresenta sempre excelentes críticas ao american dream, numa atenção sempre especial para com a figura masculina, que é sempre o seu maior protagonista (tirando raras excepções).

O realizador sabe muito bem como conjugar o espírito marginalizado e underground com o conceito mainstream e de massas, o que o torna uma figura incontornável de sucesso no mundo do cinema. Precisamente por isso é que Gus Van Sant já foi nomeado duas vezes como Melhor Realizador por Good Will Hunting (1997) e Milk (2008) [crítica por Tiago Ramos AQUI e por Carlos Antunes AQUI]. O primeiro é claramente o seu filme mais comercial.

De 2003 a 2007 conseguiu apresentar três filmes no Festival de Cannes: Elephant (2003), Last Days (2005) e Paranoid Park (2007). Elephant, baseado no massacre de Columbine, ganhou a Palma de Ouro e o prémio para Melhor Realizador nesse mesmo festival.

O seu estilo é ousado, com recurso a câmara lenta e longos planos, tornando um dos expoentes máximos do cinema indie. Gus Van Sant marca sempre esse estilo com a temática original, marginalizada, com trâmites provavelmente auto-biográficos que reflectem cada uma das suas obras num pedaço de si próprio, extremamente genuíno.

Aproveite e diga-nos: qual o seu filme favorito de Gus Van Sant? Vote já na sondagem na zona lateral direita do blogue!


Poster de Avatar

James Cameron deu a conhecer um poster de Avatar, já semelhante ao banner anteriormente revelado:



Em Avatar, seguimos a história de um veterano de guerra paraplégico, que num futuro remoto, acaba por ser levado para o planeta Pandora, habitado pelos Na'vi, uma raça humanóide com a sua própria língua e cultura. E aí começa uma batalha pela sobrevivência da raça.

O filme vai estrear em Portugal a 17 de Dezembro e conta com Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana e Giovanni Ribisi no elenco.

Box Office EUA - A comédia de novo no topo



Fim-de-Semana de 31 de Julho a 02 de Agosto de 2009


A nova comédia de Judd Apatow, protagonizada por Adam Sandler e Seth Rogen tomou a liderança da bilheteira americana. Com $23,4M no seu fim-de-semana de estreia, Funny People ficou abaixo do esperado em receitas. No IMDb recebe classificação de 7.7/10 e média de 63% de críticas positivas no RottenTomatoes e MetaCritic.

No quinto lugar estreia Aliens in the Attic, que mistura animação por computadores e actores reais. O filme facturou 7.8 milhões de dólares e consegue receber 4.5/10 no IMDb e média de 37% de críticas positivas no RottenTomatoes e MetaCritic.

DVD: Shining, por Tiago Ramos



Título original: The Shining (1980)
Realização: Stanley Kubrick
Argumento: Stanley Kubrick e Stephen King
Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd

The Shining sofreu um daqueles acontecimentos raros, mas não únicos no mundo do Cinema. Em 1980 quando surgiu nos cinemas, sofreu do síndrome da subvalorização, com fracas receitas de bilheteira e uma má recepção por parte da critica em geral, inclusive duas nomeações para os Prémios Razzie, na categoria de Pior Realizador e Pior Actriz. Anos volvidos, Shining atingiu o estatuto de filme de culto, sendo considerado por muitos uma das melhores obras do realizador Stanley Kubrick e sofrendo assim o fenómeno contrário ao inicial: a sobrevalorização.



E não sendo um péssimo filme, Shining não é, com toda a certeza, um filme excelente, padecendo de uma péssima montagem e até de edição de som. O carácter de suspense que o filme tenta criar resulta positivamente até ao momento em que consegue irritar o espectador, com um argumento demasiado repetitivo, apesar de conseguir assustar em alguns momentos.

Se pensarmos na adaptação, verificamos que houve um bom trabalho em relação à obra original de Stephen King, mas na prática falhou na técnica apresentada de início ao fim. No plano interpretativo, Jack Nicholson tem um excelente trabalho, num retrato fidedigno e impressionante dos limites da loucura. É a transfiguração de um homem para algo superior ao humano, uma mudança assustadoramente bem conseguida. Pena que o seu par, a actriz Shelley Duvall não esteja à sua altura, apresentando uma infeliz performance ao longo de todo o filme, fazendo-nos perguntar se não terá sido um grande erro de casting.



Há certos momentos da película que, sendo marcantes para muitos e correndo o risco de ser aqui criticado, são para mim rídiculos e terrivelmente clichés, tais como o famoso REDRUM ou a voz que o jovem Danny Lloyd faz quando fala com o seu amigo imaginário.

Shining é (e reconheço-o) um grande marco do cinema do terror e muito que aqui foi apresentado tem sido repetido até à exaustão em películas do género. Mas não deixo de o ver como vítima de sobrevalorização.

Classificação:


Extras:



  • Documentário sobre os bastidores de Vivian Kubrick, "The Making Of The Shining"
  • Menus Interactivos
  • Índice de Cenas
  • Trailer



Classificação dos Extras:


domingo, 2 de agosto de 2009

Mala Noche, por Carlos Antunes

http://www.janusfilms.com/malanoche/malanocheposter.jpg


Título original:
Mala Noche
Realização: Gus Van Sant
Argumento: Gus Van Sant
Elenco: Doug Cooeyate, Sam Downey e Nyla McCarthy

Em boa hora a Costa do Castelo decidiu recuperar o primeiro filme de Gus Van Sant.
Primeiro em sala e agora em DVD, é precioso poder perceber em plenitude de onde vem o realizador que assinou um dos mais magníficos filme do ano transacto, Paranoid Park.

http://www.jjmurphyfilm.com/images/film_stills/Mala_Noche_for_WSJ.jpg

Nota-se desde este primeiro filme que Van Sant sempre teve uma paixão sincera pelas suas personagens.
Van Sant não as manipula mas deixa-as respirar, dá-lhes espaço para que numa simplicidade realista elas se caracterizem a si mesmas.
O seu desejo, com isto, é que o espectador possa primeiro “medi-las” e depois embrenhar-se nelas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTQYSDjhNt1zh6JJefXMxT782ISmbzaaD3F72Lq6P6VxUyJk1T_4BPATsHVedimzFl8RM_p5LleZm217ph56cjfbDNjrIS4FOHfT7lOgZ23rCpfRbqwUaODx7A4J_tPU-ZYKdc62e9Kw3O/s400/mala+noche+1.jpg

Neste conto sobre o sentimento universal do amor incorrespondido – portenciado aqui pelo pendor homossexual e pela barreira linguística e cultural – ainda assim, notam-se também algumas fragilidades que acabam por remeter para o momento actual do seu cinema.
Se hoje em dia Van Sant assina uma forma de poesia onírica com as suas imagens, neste primeiro filme parece que ele tenta chegar a esse efeito através de planos e pormenores a que faltam utilidade.
Até pela temática, tanto como pela origem do material que filma, parece que Gus Van Sant tenta assinar imageticamente um poema beatnick.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgptGdsI6EN1pUo8r7GaKM3_INopdUjKBd1HMTWGGmi1V5le8PLJBltYf5rL_Q9OPVs1X1IgiSShCjeQlRDvxh2zvU-TCqBE6SR3VZHLJJPE15qHNLgKTe7rVooqYDQZ1mHkEXnPjNzt44/s400/IM-968-Mala-Noche.jpg

Mas este defeito é menorizado pelo talento natural de Van Sant que se revela ainda na forma como domina os jogos de luz e sombra e com esses dois elementos desenvolve enquadramentos que ficam na retina muito para lá do final da película.



http://2008.jdiff.com/i/photos/0001/1085/mala_noche_large.JPG

Extras

A edição não tem qualquer extra assinalável. O trailer constitui o total das opções especiais.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSIK7klYDlr4zDRrkGV8GviQrHXPLrPajE9TapCwKC0ta0md9YrNq72qDhHXTq2mO9YQYScUi55vqX1M0TigaOyP4XU5aY0E5Cn7cYTT8uHTDtgYdws1plZ3gLkneWShuLyZJ_bs_iaxrX/s400/mala+3.jpg

Publicado originalmente a 29 de Janeiro de 2008.


Primeiro poster de The Road

O olhar de John Hillcoat sobre a conceituada obra de Cormac McCarthy, promete ser mais do que inesquecível. Com sucessivos adiamentos e com a data de estreia finalmente assegurada nos Estados Unidos, resta-nos aguentar a ansiedade e esperar que chegue ao nosso país. Enquanto isso não acontece, contentemo-nos com o primeiro poster de The Road:



Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee e Charlize Theron prometem abrilhantar este thriller dramático e apocalíptico. The Road chega aos cinemas americanos a 16 de Outubro de 2009.

Review - Heroes, Season 2, Volume 2


Depois de um promissor primeiro volume, eis que nos chega a decepcionante segunda parte da saga. Claro que a greve dos guionista não ajudou a que Heroes se recuperasse a tempo, mas ainda assim podiam ter feito muito melhor com as personagens com potencial que tinham.


Primeira, as perdas e as novas personagens. D.L. foi uma das perdas notórias e a forma como acabou em Heroes era tudo menos imprevisível. Contudo, uma lufada de ar fresco parecia estar próxima com os promissores poderes de Maya e Alejandro, tendo a expectativa sido aumentada quando Sylar se juntou a eles. Ainda assim este trio foi mal utilizado, acabando por ter menos ênfase do que poderia ter tido. Kensei foi uma boa aposta, não só pela qualidade do actor como pelo que se pôde ver no desenvolvimento do argumento, embora a fase na China Antiga pudesse ter sido melhor explorada.


Possivelmente uma das piores partes da série foi o início de Peter, na Irlanda. Ainda assim, a luta para travar o vírus Shanti foi uma das razões que fizeram a série valer a pena. A outra questão de interesse foi a tentativa de Matt Parkman de descobrir algo mais sobre o grupo de pessoas com poderes, juntamente com o aparecimento do seu pai, que acabou por salvar o início da temporada de ser o verdadeiro falhanço.

Claire decididamente não foi uma das partes positivas, voltando ao eterno clichê de "vamos manter a tua identidade secreta, portanto nada de dares nas vistas". Tal como ela, Mohinder foi relegado para um segundo plano pouco promissor e Elle foi subestimada, tendo muito mais para dar do que realmente mostrou.


Por fim, é fácil perceber que, apesar de a série ter sido encurtada conseguiu uma réstia de luz no fim da temporada. Espera-se que as próximas temporadas tenham um desenvolvimento um pouco mais rápido, pois a continuar assim Heroes facilmente perderá muitos dos fãs. Penso que os argumentistas conseguiram perceber o que não resulta na série e portanto é fazer figas para que aí venham melhorias (das grandes).