quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Trailer completo de The Lovely Bones



Conforme mencionado ontem, o trailer completo de The Lovely Bones, adaptação do romance homónimo, pelas mãos de Peter Jackson, chegou à Internet:



Pelo trailer vemos que o realizador se preocupou e muito com o visual do filme, pelo que nos deixa ainda mais expectantes. O filme estreia a 11 de Dezembro deste ano nos Estados Unidos.

O vilão Blackwood de Sherlock Holmes

A Warner Bros. Pictures deu a conhecer o vilão da trama de Sherlock Holmes:



O papel de Blackwood é vivido por Mark Strong. Sherlock Holmes estreia a 31 de Dezembro de 2009, em Portugal.

Leia também:

Dois novos nomes no elenco de The Twilight Saga: Eclipse



Dois novos nomes preparam-se para integrar o elenco do terceiro filme da saga Twilight. O primeiro deles já anda a circular pela Internet há umas semanas e substituirá Rachelle Lefevre que desempenhava o papel de Victoria. A actriz escolhida para o papel é Bryce Dallas Howard (The Village), que interpretará a vampira nómada que fazia parte do grupo de James. Depois da sua morte dele, ela decide vingar-se de Bella, criando um esquadrão de vampiros “recém-nascidos”.

Segundo a Variety, também Jodelle Ferland (Silent Hill) interpretará também o papel de uma vampira no filme, mas qual ainda não se sabe.

The Twilight Saga: Eclipse estreia a 30 de Junho de 2010, nos Estados Unidos.

A Caminho de Idaho, por Tiago Ramos



Título original: My Own Private Idaho (1991)
Realização: Gus Van Sant
Argumento: Gus Van Sant e William Shakespeare
Elenco: River Phoenix, Keanu Reeves, James Russo, William Richert e Rodney Harvey

"Wherever. Whatever. Have a nice day" é o mote de Gus Van Sant na sua terceira longa-metragem. Essa mesma epígrafe do filme é também a das personagens de Mike e Scott, que deambulam por entre paragens incertas, com encontros inesperados, pairando sempre na inconstância do dia-a-dia, com um rumo de certa forma indefinido.



Abordando a sua temática comum da figura do marginalizado e inadaptado, em A Caminho de Idaho acompanhamos a jornada de dois jovens assente no tema da prostituição masculina. Longe de ter uma visão marcadamente dramática, Gus Van Sant entrega-nos um argumento levemente irónico até, subjacente no facto de a personagem principal sofrer de narcolepsia, simples acessos de sono profundo, independentemente do sítio onde se esteja ou tarefa que se desempenhe.

O argumento deixa-se conduzir mais uma vez pelas personagens. São elas que fazem o filme, que o criam e ajudam a desenrolar-se. É Mike, pelas mãos de River Phoenix, que marca toda a película com a sua memória familiar e a busca do seu eu interior, a sua amizade/amor com Scott (Keanu Reeves), numa melancolia constante que embala todo o filme.


Essa história de amizade/amor entre os dois protagonistas do filme é catalisadora do sentimento da opção e das escolhas que resultam numa contínua vida sem regras ou no regresso à formalidade e ao socialmente aceitável. É isso que marca das melhores cenas do filme e de toda a filmografia de Gus Van Sant.

River Phoenix tem um desempenho fantástico em todo o filme, numa coesão singular com a personagem, que nos faz ter saudades da sua pequena, mas excelente carreira no mundo do cinema. Keanu Reeves, no seu melhor, a fazer-nos olhar para a sua filmografia recente, sendo impossível não fazer comparações.

A nível técnico, Gus Van Sant potencia todo o filme com recursos a belíssimos e longos planos, contemplativos do céu e do campo, evocando as pinturas de Van Gogh, numa apreensão única daquilo que é a paisagem, tornando A Caminho de Idaho uma espécie de road movie. Depois, as imagens tremidas e os planos fugidios remetem para o plano das memórias, numa inevitável comparação com as nuvens em movimento: uma constante em todo o filme. Também as cenas estáticas do filme, semelhante a fotos garantem dos melhores momentos de todo o filme e um recurso estílistico incrível.



A Caminho de Idaho conclui-se da mesma forma que se inicia: com dualidades, decisões e opções. Um eterno contraste entre a escolha de ser para sempre marginal à sociedade ou rumar à normalidade. Um belíssimo filme, poético com toda a certeza.

Classificação:



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mais posters de Surrogates

O site IGN disponibilizou posters e banners do novo filme da Disney, Surrogates, sob o mote "Human perfection. What could go wrong?":







A história passa-se no futuro, onde os seres humanos vivem isolados interagindo de forma indirecta através de robôs. Quando várias máquinas começam a morrer, um polícia sai de casa pela primeira vez em anos, por intermédio do seu robô, para descobrir uma conspiração. O filme conta com Bruce Willis, Rosamund Pike, Radha Mitchell e Ving Rhames no elenco.

Realizado por Jonathan Mostow, The Surrogates estreia no dia 29 de Outubro de 2009 em Portugal.

Steven Spielberg adapta Harvey aos cinemas



Até Steven Spielberg se começa a virar para as adaptações e remakes. O cineasta vai adaptar a peça de teatro Harvey, escrita por Mary Chase e feita filme em 1950 por Henry Koster.

A Fox e a DreamWorks serão responsáveis pela produção do filme que conta a história de Elwood P. Dowd, um homem excêntrico, que tem um coelho invisível de seis metros e meio de altura, o que afecta a relação com a sua família e amigos.

O escritor Jonathan Tropper estrear-se-á como argumentista do filme. Harvey começa a ser filmado em 2010.

Preview do trailer de The Lovely Bones

Foi disponibilizado um preview de 30 segundos do trailer de The Lovely Bones:



Ainda hoje o programa Entertainment Tonight divulgará o trailer completo. O filme conta a história de uma jovem de 14 anos, que depois de violada e assassinada, segue do Céu a forma como a sua família e amigos se recuperam da perda e as tentativas frustradas da polícia em tentar descobrir a identidade do homem que a matou.

The Lovely Bones conta com Saoirse Ronan, Mark Wahlberg, Rachel Weisz e Susan Sarandon. Realizado por Peter Jackson, o filme estreia a 11 de Dezembro deste ano nos Estados Unidos.

Mais um poster de Pandorum

Pandorum é também um título bastante aguardado por quem vos escreve. Uma mistura de sci-fi e horror movie, que nos faz ter saudades de Alien (1979) ou de The Fly (1986). Enquanto não chega a este cantinho à beira-mar plantado, contentemo-nos com o novo poster:



O filme tem no elenco Dennis Quaid, Ben Foster, Antje Traue, Cung Le, Norman Reedus e Cam Gigandet. Pandorum estreia a 8 de Outubro de 2009.


Leia também:

DVD: Loucuras em Las Vegas, por Tiago Ramos



Título original: What Happens in Vegas (2008)
Realização: Tom Vaughan
Argumento: Dana Fox
Elenco: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Rob Corddry e Lake Bell

A máxima O que acontece em Vegas, fica em Vegas é por demais conhecida de todos. E é precisamente devido a essa fama que filmes como estes têm resultado ao longo dos últimos anos, cuja fórmula tem sido repetida frequentemente.

Este Loucuras em Las Vegas é tudo menos original na reprodução desta fórmula. É claramente um filme que apenas serve para entreter nos dias em que não queremos pensar muito, é enérgico e bem-disposto, apesar de a dada altura ficarmos aborrecidos com tamanhos clichés. E essa é uma falha já comum nas habituais comédias românticas que são sucessos de box-office nos Estados Unidos.



As interpretações de Cameron Diaz e Ashton Kutcher, não sendo ideais, estão nos limites do aceitável, com prestações adequadas ao fraco argumento disponibilizado por Dana Fox. Porém alguns gags entre os dois são bem conseguidos, conseguindo arrancar algumas gargalhadas ao espectador.

No elenco destacam-se as prestações secundárias de Rob Corddry e Lake Bell, que apesar de pouco surgirem na película, tem algum carisma e originalidade que falta ao protagonista principal. Destaque para a presença pontual de Zach Galifianakis, numa personagem curiosamente semelhante ao seu papel em The Hangover (2009).



O filme não acrescenta nada de novo à fórmula já mais que batida, contudo não é dos mais básicos e elementares que vemos por aí. Falta-lhe um pouco mais de originalidade e ousadia, mas serve o objectivo de entretenimento.

Classificação:

Extras:



  • Comentário Áudio pelo Realizador e Editor
  • 3 Featurettes: "Sitting Down With Cameron And Ashton", "From The Law Firm Of Stephen J. Hader, Esq." e "DVD Extra Time With Zach Galifianakis"
  • 6 Cenas Cortadas
  • Gags
  • Easter Egg



Classificação dos Extras:


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agosto & Gus Van Sant: O Inadaptado

Desde o seu início da sua carreira na década de 80, que Gus Van Sant se interessou pela figura do marginalizado pela sociedade ou o inadaptado.

Essa franca temática fez-se notar de imediato em Mala Noche (1985) [crítica de Carlos Antunes AQUI], sobre o amor idílico entre um clandestino mexicano e um norte-americano do Oeste. A polémica lançava-se então a preto e branco.

Os temas controversos sempre se fizeram notar passando também pelas drogas em Drugstore Cowboy (1989) ou pela prostituição masculina em My Own Private Idaho (1991).

Gay assumido, o cineasta nasceu a 24 de Julho de 1952 e actualmente com 57 anos continua a sua excelente carreira cinematográfica, retratando como ninguém a figura do derrotado, da juventude marginalizada, do homossexual, do viciado ou do sociopata. Apresenta sempre excelentes críticas ao american dream, numa atenção sempre especial para com a figura masculina, que é sempre o seu maior protagonista (tirando raras excepções).

O realizador sabe muito bem como conjugar o espírito marginalizado e underground com o conceito mainstream e de massas, o que o torna uma figura incontornável de sucesso no mundo do cinema. Precisamente por isso é que Gus Van Sant já foi nomeado duas vezes como Melhor Realizador por Good Will Hunting (1997) e Milk (2008) [crítica por Tiago Ramos AQUI e por Carlos Antunes AQUI]. O primeiro é claramente o seu filme mais comercial.

De 2003 a 2007 conseguiu apresentar três filmes no Festival de Cannes: Elephant (2003), Last Days (2005) e Paranoid Park (2007). Elephant, baseado no massacre de Columbine, ganhou a Palma de Ouro e o prémio para Melhor Realizador nesse mesmo festival.

O seu estilo é ousado, com recurso a câmara lenta e longos planos, tornando um dos expoentes máximos do cinema indie. Gus Van Sant marca sempre esse estilo com a temática original, marginalizada, com trâmites provavelmente auto-biográficos que reflectem cada uma das suas obras num pedaço de si próprio, extremamente genuíno.

Aproveite e diga-nos: qual o seu filme favorito de Gus Van Sant? Vote já na sondagem na zona lateral direita do blogue!