domingo, 27 de dezembro de 2009

Austin Film Critics Association: Os Vencedores



Em Austin, Texas, os críticos de cinema elegeram o drama de guerra The Hurt Locker como o Melhor Filme de 2009. Mas na hora de eleger o Melhor Actor foi Colin Firth que levou a melhor. A Austin Film Critics Association elegeu ainda os 10 melhores filmes da década.

Melhor Filme
  • The Hurt Locker

Melhor Realizador
  • Kathryn Bigelow por The Hurt Locker

Melhor Actor
  • Colin Firth em A Single Man

Melhor Actriz

  • Mélanie Laurent em Inglourious Basterds

Melhor Actor Secundário
  • Christoph Waltz em Inglourious Basterds

Melhor Actriz Secundária
  • Anna Kendrick em Up in the Air

Melhor Argumento Original
  • Quentin Tarantino por Inglourious Basterds

Melhor Argumento Adaptado
  • Jason Reitman e Sheldon Turner por Up in the Air

Melhor Fotografia

  • Barry Acroyd por The Hurt Locker

Melhor Banda Sonora
  • Michael Giacchino por Up

Melhor Filme Estrangeiro
  • Sin Nombre (México)

Melhor Documentário
  • Anvil! The Story of Anvil

Melhor Filme de Animação
  • Up

Melhor Primeira Obra
  • District 9 de Neill Blomkamp

Prémio Revelação
  • Christian McKay em Me & Orson Welles

Austin Film Award
  • Me & Orson Welles

Top 10

  • The Hurt Locker
  • Star Trek
  • Up
  • A Serious Man
  • Up in the Air
  • Avatar
  • Inglourious Basterds
  • District 9
  • Where the Wild Things Are
  • Moon & The Messenger

Top 10 Filmes da Década

  • Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
  • There Will Be Blood (2007)
  • The Lord of the Rings (2001-2003)
  • The Dark Knight (2008)
  • Requiem for a Dream (2000)
  • Kill Bill (2003/4)
  • No Country for Old Men (2007)
  • The Incredibles (2004)
  • Children of Men (2006)
  • Memento (2000) & The Departed (2006)

Os Irmãos Bloom, por Carlos Antunes

http://chasness.files.wordpress.com/2009/04/brothers_bloom.jpg

Título original:
The Brothers Bloom
Realização: Rian Johnson
Argumento: Rian Johnson
Elenco: Rachel Weisz, Adrien Brody, Mark Ruffalo e Rinko Kikuchi

Os Irmãos Bloom é um jogo de enganos , uma aventura que ultrapassa as fronteiras que as personagens tinham construída para ele e que, no processo, leva o espectador encantado com o engano.
Mas é também um filme feito de imensa ternura.
As personagens buscam aqui uma realidade própria, uma história que não seja uma invenção, uma vida que não esteja encerrada numa bolha.
Por isso convergem tão facilmente uns para os outros, estão desde logo dispostos a entregarem-se a algo distinto.
É um jogo para eles, mas é também a vida. E esta precisa da emoção, seja a mais extraordinária, como para a personagem de Rachel Weisz que busca um sentido de aventura, seja a mais comum, como a personagem de Adrien Brody que busca um sentido de pertença - senão mesmo amor.

http://matchcuts.files.wordpress.com/2009/05/the_brothers_bloom_still.jpg

O filme evoca vários tempos no seu interior, do glamour de outras décadas aos truques de outros personagens.
Há crime e há charme, pequenas maravilhas fora de tempo, o mais clássico dos passados no nosso presente.
Por isso mesmo é que há tanto encanto neste filme, a evocação de outras memórias com a frescura que se exigia.

http://moodboard.typepad.com/.a/6a00d83539e9ed69e2012875aa358a970c-500wi

Laivos de comédia, laivos de drama, laivos de acção.
O filme permite-se correr solto, deixando-se pintalgar com as nuances das suas personagens, em vez de tentar comandá-las a uma leitura e a um destino concretos.
É um filme descomplexado, que na sua liberdade leva o espectador com facilidade. E isso dá, exactamente, gosto em deixarmo-nos ir.

http://media4.comcast.net/thumbnails/m_IndieMovies/44/913/brothersbloomheist_806x453.jpg

Isso e a precisa escolha dos quatro actores, todos "no ponto", cada um no seu próprio registo.
Separados seriam criações suficientemente interessantes, mas juntos são complementares e deliciosos.
A sensibilidade e o encanto de Adrien Brody. O charme e a astúcia de Mark Ruffalo. A inocência e a energia de Rachel Weisz. O mistério e a eficácia de Rinko Kikuchi.
Eles dão-nos a sensação de que já não se fazem filmes assim, tão descomprometidamente livres e mesmo assim tão memoráveis.


Toronto Film Critics Awards: Os Vencedores



Em Toronto, os críticos de cinema andam mais divididos e acabam por não ser unânimes na categoria de Melhor Filme e Melhor Argumento. A surpresa surge com Nicolas Cage que é considerado o Melhor Actor do ano.

Melhor Filme
  • Hunger & Inglourious Basterds

Melhor Actor
  • Nicolas Cage em Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans

Melhor Actriz
  • Carey Mulligan em An Education

Melhor Actor Secundário
  • Christoph Waltz em Inglourious Basterds

Melhor Actriz Secundária
  • Anna Kendrick em Up in the Air

Melhor Realizador
  • Kathryn Bigelow em The Hurt Locker

Melhor Argumento
  • Quentin Tarantino por Inglourious Basterds (original) & Jason Reitman e Sheldon Turner por Up in the Air (adaptado)

Melhor Primeiro Filme
  • Steve McQueen por Hunger

Melhor Filme de Animação
  • The Fantastic Mr. Fox

Melhor Filme Estrangeiro
  • The White Ribbon (Alemanha)

Melhor Documentário
  • The Cove

African-American Film Critics Association: Os Vencedores



A associação de críticos de cinema afro-americanos teve também a oportunidade de indicar os seus filmes e desempenhos favoritos deste ano.

Top 10
1. Precious
2. The Princess and The Frog
3. Up In The Air
4. The Hurt Locker
5. This Is It
6. American Violet
7. Goodbye Solo
8. Medicine for Melancholy
9. Good Hair
10. Up

Melhor Actor
  • Morgan Freeman em Invictus

Melhor Actriz
  • Nicole Beharie em American Violet

Melhor Actriz Secundária
  • Mo'Nique em Precious

Melhor Actor Secundário
  • Anthony Mackie em The Hurt Locker

Melhor Realizador
  • Lee Daniels por Precious

Melhor Argumento
  • Geoffrey Fletcher por Precious & R. Clements, R. Edwards e J. Musker por The Princess and the Frog

Prémio Especial
  • Michael Jackson em This Is It

Tudo Bons Rapazes, por Tiago Ramos



Título original: Goodfellas (1990)
Realização: Martin Scorsese
Argumento: Nicholas Pileggi
Elenco: Robert De Niro, Ray Liotta e Joe Pesci

Se há coisa que se reconhece de imediato num filme de Martin Scorsese é a frontalidade. No seu cinema não há filtros, há apenas uma vontade muito genuína de retratar a realidade seja ela violenta, crua ou inconveniente. Em Goodfellas temos tudo isso, num dos retratos de maior qualidade da Máfia e, de certa forma, comparável ao estatuto de The Godfather.



Embora um retrato violento, não é pelo uso da violência que Goodfellas se destaca. É na qualidade do argumento adaptado por Nicholas Pileggi (Casino), um já hábil retratista deste universo. Um argumento verdadeiro, genialmente vivido (não apenas interpretado) pelo excelente trio de actores, do qual se destaca verdadeiramente Joe Pesci, na pele de um irascível e violento mafioso. Um merecido Óscar de Melhor Actor Secundário e a justa vitória em inúmeros círculos de críticos americanos. É uma interacção soberba de talentosos desempenhos que resultam em perfeitos diálogos, muito bem orquestrados.

Martin Scorsese domina a realização melhor que ninguém. As longas cenas, com ângulos privilegiados, garantem ao espectador uma sensação única do mundo da Máfia. Um mundo habitualmente camuflado onde o cineasta nos permite experienciar imagens de pura violência, mas simultaneamente de uma bela componente artística. Justo crédito mais uma vez à excelente Thelma Schoonmaker pelo seu trabalho conjunto com o cineasta, mais uma nomeação ao Óscar por Melhor Montagem. Ou também a Michael Ballhaus, pelo seu trabalho fotográfico excelente, já visível em outros trabalhos como The Departed (2006).



Pequenos detalhes, grandes momentos fazem deste filme, uma das obras mais aclamadas e premiadas de Martin Scorsese. É uma prova genuína do seu estilo cinematográfico.

Classificação:



Dallas-Fort Worth Film Critics: Os Vencedores



Também em Dallas já foram decididos os melhores do ano. Up in the Air sagra-se vencedor.

Melhor Filme
  • Up in the Air

Melhor Realizador
  • Jason Reitman por Up in the Air

Melhor Actor
  • George Clooney em Up in the Air

Melhor Actriz
  • Carey Mulligan em An Education

Melhor Actor Secundário
  • Christopher Waltz em Inglourious Basterds

Melhor Actriz Secundária
  • Mo'Nique em Precious

Melhor Argumento
  • Up in the Air

Melhor Filme Estrangeiro
  • Sin Nombre (México)

Melhor Documentário
  • The Cove

Melhor Filme de Animação
  • Up

Melhor Fotografia
  • The Lovely Bones
Prémio Russel Smith
  • Precious

Top 10
1. Up in the Air
2. The Hurt Locker
3. Precious
4. Up
5. An Education
6. A Serious Man
7. Inglourious Basterds
8. District 9
9. Avatar
10. Fantastic Mr. Fox

sábado, 26 de dezembro de 2009

Primeiro poster de Eat, Pray, Love

Foi divulgado o primeiro poster do filme Eat, Pray, Love, que não difere muito da capa do livro original:



Eat, Pray, Love é uma adaptação do livro homónimo, escrito por Elizabeth Gilbert e que conta a sua própria história, depois de uma arrasadora crise existencial e de um divórcio difícil, quandodecide partir à aventura e à descoberta de si mesma. Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da dolce vita em Itália e o rigor ascético na Índia. Finalmente, já na Indonésia, acaba por encontrar o amor.

O filme será protagonizado por Julia Roberts e conta também com Richard Jenkins, Javier Bardem e Billy Crudup. Realizado e adaptado por Ryan Murphy, Eat, Pray, Love teve a sua estreia adiantada para o Verão de 2010.

Leia também:

A DVDteca Ideal :: As Escolhas de Nuno Reis



Nuno Reis, do blogue Antestreia, é o convidado que se segue na rubrica A DVDteca Ideal. Há 6 anos que é o principal colaborador do Antestreia, mas também efectua ainda diversos trabalhos: Assessoria de imprensa no Fantas (desde 2000) e no festival de Gaia (2002), programação e catálogo do Fantas (2007 a 2010), júri em Ourense (2007 e 2008), jornalista em muitos outros.

"Fui ver o mail e lá estava o Tiago a pedir-me o impossível: uma lista finita de filmes. Qualquer que seja o tamanho ficamos sempre com a sensação que outros deveriam estar lá. É como pedir a um pai que escolha apenas alguns dos filhos para salvar! Passei quatro dias a pensar. Falei com muita gente a pedir que me relembrassem quais eram os filmes da minha vida. Foi pior! Cada vez mais títulos para recordar e não escolher... Para eles era fácil falar, no fim eu e só eu tinha de suportar o sofrimento de escolher quem vive e quem morre. Apenas dez filmes para ter em DVD... Comecei a pensar em filmes obrigatórios que todos deviam ver. Passei dos dez em menos de um minuto. Depois pensei da forma mais eficaz. Se a minha DVDteca tivesse apenas dez filmes e eu de hoje em diante pudesse ver apenas esses até morrer quais seriam? Quais aqueles filmes que quero ver e rever vezes e vezes sem conta? Aviso para terroristas e serviços secretos: Se me quiserem torturar obrigando a ver um filme até à exaustão e for um destes.. podem começar hoje mesmo!"

The Goonies (1985)
Tudo o que sou hoje devo a este filme. Quando o meu pai me levou a ver o filme no Fantas, ainda eu não sabia ler as legendas. Disse-me que era um filme de aventura com crianças. Ele não imaginava que nesse filme eu iria ser atingido por uma coisa chamada a magia do cinema. Bastaram essas duas horas para aprender o que era cinema fantástico e nunca mais querer outra coisa. Saí de lá muito diferente e com um propósito na vida: ver filmes que quebrassem com a monotonia da vida real. Desde então não faltei a nenhuma edição do Fantas e é o filme que mais vezes vi. Se esta lista fosse de apenas um filme seria este.


Forrest Gump (1994)
O problema de nascer quando já todos os clássicos foram feitos é que ouvimos dizer maravilhas de cada um deles e quando vamos a ver é uma desilusão. Feitas noutra época, para outro público, custa a reconhecer a sua grandeza. Este foi o primeiro que vi e que correspondeu exactamente às expectativas que tinha criado. A forma como Gump percorre as décadas e define a História é das fábulas mais bem sucedidas que alguém poderia pensar e a obra de Winston Groom atingiu a imortalidade pelas mãos de Zemeckis e no corpo de Hanks.


Moulin Rouge! (2001) É o filme que mais vezes vi em cinema e ouvi mais vezes a banda sonora deste filme que todas as outras juntas. Nem sequer é o meu filme preferido de Luhrmann, mas é aquele que posso ver sem correr o risco de começar a gostar menos.






Edward Scissorhands (1990) Tim Burton é o meu realizador de eleição para cinema fantástico. Metade dos filmes dele estão entre os meus favoritos, mas entre todos esses magníficos filmes este é o tal que posso ver em ciclos infinitos.




La Vita è Bella (1997)
Pode ser classificado como comédia romântica ou drama histórico que é igualmente válido, Benigni com o seu estilo muito próprio faz inúmeros filmes num só. A loucura e alegria contagiante com que começa deixa-nos indefesos para o que se segue. Uma criança num campo de concentração é algo que deixaria todos chocados, mas a dedicação extrema do pai que transforma tudo num jogo transcende o horror. Lindo. O final é forçado, mas perdoa-se.



Flags of Our Fathers (2006)/Letters from Iwo Jima (2006)
Não podia falar da Segunda Guerra Mundial sem referir o filme mais justo que existe. Clint Eastwood, o maior realizador vivo, ousou filmar ambos os lados do confronto e cada facção falou no seu idioma. Uma guerra não é um confronto entre bons e maus em que os bons ganham sempre. É entre humanos a quem exigem heroísmo e por vezes ambos os lados têm culpa. Se todos compreendessem isso viveríamos em paz.


The Lion King (1994)
Já não era propriamente uma criança quando vi este filme, mas senti-me como tal. Ainda hoje é de entre as inúmeras animações da minha infância a que recordo com mais prazer. Pode ser visto por crianças e por adultos com igual gosto. Desde então nunca mais a Disney fez algo comparável, mas a Pixar anda perto.



Trilogia Back to the Future (1985), (1989) e (1990)
O formato DVD pode ser aproveitado para colocar ex-aequo uma saga quando não se pode eleger apenas um. Enquanto a maioria fala de Godfather, Starwars, Indiana Jones, LoTR e Aliens, eu olho para a minha prateleira e tenho apenas uma trilogia lá. "Back to the Future" foi a consagração de Michael J. Fox e a filmagem conjunta dos segundo e terceiro filmes em simultâneo foi dos movimentos mais ousados do cinema até à data. Terminar um filme com "To Be Concluded" é um enorme descaramento, mas ainda havia tanto para contar que ninguém leva a mal.


Casablanca (1942)
Inesquecível. Sejam as interpretações, as cenas, as falas, as músicas ou a despedida, é o filme que toda a gente conhece de alguma forma, mesmo que nunca o tenha visto. Toda a gente gosta de finais felizes, mas um final triste ficará para sempre na memória. E acabando de ver apetece dizer a frase que não vem no filme: "Play it again Sam". Se não o pusesse na lista ficaria arrependido. Talvez nem hoje nem amanhã, mas brevemente e para sempre.



The Bridge on the River Kwai (1957)
Três filmes de guerra na lista não é exagerado. Tal como nos dois anteriores com o mesmo tema o que me fascina não é a guerra em si, mas o lado humano do conflito. Mais do que ser um filme sobre a guerra, é um filme sobre excesso de honra e a loucura que a morte e o calor causam nos homens mais valentes. E claro, tem a música que ninguém consegue parar de assobiar.

O Cabo do Medo, por Tiago Ramos



Título original: Cape Fear (1991)
Realização: Martin Scorsese
Argumento: James R. Webb e Wesley Strick
Elenco: Robert De Niro, Nick Nolte, Jessica Lange e Juliette Lewis

Em Cape Fear, o talentoso Martin Scorsese consegue criar o nosso maior medo. Aqui o vilão não é uma entidade abstracta, algo sobrenatural. Max Cady é um ser humano, uma personagem real, um homem temível, assustador e arrepiante, como só a dupla Robert De Niro e Martin Scorsese sabem criar.



A astúcia e conhecimento permitem a Max Cady tornar-se o vilão perfeito para a vingança perfeita, colocando o espectador de uma forma bastante sábia no centro da acção, deixando perante sensações de verdadeiro medo e claustrofobia. Emocionalmente cria uma atmosfera bastante tensa, essencialmente devida ao desempenho de Robert De Niro que mereceu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor por este papel. A nível de elenco também Nick Nolte, Jessica Lange e Juliette Lewis mantêm desempenhos bastante competentes, tendo esta última uma merecida nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundária.

Também em O Cabo do Medo, Martin Scorsese continua hábil na criação de dilemas internos, onde as personagens se debatem continuamente. Uma excelente direcção artística e realização culminam na certeza que poucos produzem remakes como o cineasta nova-iorquino. Remake de Cape Fear (1962), este homenageia sem nunca perder a sua identidade própria. O já falecido Elmer Bernestein (Far From Heaven) adapta a música de Bernard Herrmann (Taxi Driver) e surgem ainda dois cameos de Gregory Peck e Robert Mitchum, os protagonistas do filme original.



O Cabo do Medo não é o melhor thriller de Martin Scorsese, mas marca igualmente a década de 90, com todos os seus planos e zooms rápidos, que incutem o medo no espectador. Um filme arrepiante.


Classificação:



Os 10 melhores filmes da década, por Ana Alexandre

21 grams (2003)

Big Fish (2003)


Closer (2004)