O canal FOX anunciou a renovação de Lucifer para uma terceira temporada. A segunda temporada da série estreou com 4,4 milhões de espectadores e permaneceu estável durante toda a temporada por volta dos 3,8 milhões de espectadores. A terceira temporada contará com vinte e dois episódios.
Também a NBC garantiu a Superstore uma terceira temporada de vinte e dois episódios. Até à data a actual temporada da série (continuamente bem recebida pela crítica) tem registado a média de 5,7 milhões de espectadores e um rating de 1,8 na faixa demográfica 18-49,
Antecipando a sua conferência de Upfront (a 16 de Maio), o canal NBC anunciou o cancelamento de cinco das suas séries, de forma a acomodar novas produções para a próxima temporada (já foram encomendadas dez novas séries).
Uma das séries canceladas foi Telenovela, que marcava o regresso de Eva Longoria à televisão. Na soma do DVR de sete dias, a série atingiu os 4,4 milhões de espectadores, mas não foi suficiente para conquistar o canal, apesar das críticas decentes. Já Crowded, que registou a média de 4 milhões de espectadores, ao vivo, também acabou cancelada após uma única temporada.
Undateable chega ao fim após três temporadas. A série, adaptada da obra Undateable: 311 Things Guys Do That Guarantee They Won't Be Dating Or Having Sex, registou a média de 2,7 milhões de espectadores, durante a última temporada. Estes valores subiam para os 3,2 milhões com o DVR de sete dias. Outra adaptação (desta vez do livro Heart Matters: A Memoir of a Female Heart Surgeon) também acabou cancelada pelo canal NBC: Heartbeat seguia uma das primeiras cirurgiãs (Melissa George) dos EUA a trabalhar com transplantes do coração. A série actualmente em exibição é vista por cerca de 4,6 milhões de espectadores, ao vivo.
Game of Silence, remake da série turca Suskunlar, terminará também com uma temporada. A história segue um advogado que esconde um crime através de um pacto entre cinco amigos. Vinte anos depois, um deles é preso e o passado do grupo ameaça vir à tona. A série, ainda em exibição, é vista por 3,9 milhões de espectadores, em média.
Awake é a nova série do canal norte-americano NBC. Apesar de ter estreado apenas na semana passada, já deu origem a uma pequena, mas forte base de fãs interessada em discutir as suas teorias e previsões, assim como excelentes comentários por parte da crítica televisiva. Com o conceito base de um homem que vive dividido entre duas realidades, a causa deste furor é fácil de compreender quando visto o primeiro episódio.
Tudo começa com um acidente. Michael Britten (Jason Isaacs) viajava com a sua mulher Hannah (Laura Allen) e o filho Rex (Dylan Minnette). Quando acorda, sofre com a mulher a perda do filho nesse mesmo acidente. Quando acorda novamente, vive com o filho em sofrimento pela perda da sua mulher. De cada vez que fecha os olhos e adormece, Michael acorda na outra realidade, como se continuasse a viver tanto com a mulher como com o filho. Mas esta não é a única diferença entre os dois mundos em que vive: apesar de ser um investigador policial, trabalha com parceiros diferentes na investigação de casos completamente independentes (será?) e recebe apoio psiquiátrico para lidar com o acidente de dois psicólogos bastante diferentes, mas ambos convictos de que o outro mundo é um sonho.
O episódio piloto faz um excelente trabalho em apresentar a premissa da série e envolver o espectador. Desde o início, o trabalho de distinção das realidades é facilitado pelos filtros de cor aplicados e alguns acessórios ou marcas visíveis no personagem. No mundo da mulher, retratado em tons alaranjados, Michael usa uma pulseira vermelha. Já no mundo do filho, apresentado em tons frios e azulados, a sua pulseira é verde. O próprio personagem se baseia nestas pulseiras e outros pormenores para saber em que mundo está, criando uma ligação directa entre as suas crenças e as do espectador. A série não perde tempo em jogar com estas mesmas regras e crenças para "puxar o tapete" a ambos na altura certa.
Os personagens centrais, no entanto, acabam por ser os dois psicólogos, Dr. John Lee (B. D. Wong) na realidade vermelha e Dr. Judith Evans (Cherry Jones) na verde. Nenhum deles admite a possibilidade da outra realidade existir mesmo, defendendo que tudo não passa de um sonho, algo fabricado pela sua mente. À medida que vão analisando a situação de Michael, começam a trocar argumentos entre si por intermédio do paciente, tentando assim provar que o outro não existe. Para eles, tudo tem uma explicação e não passa de uma forma de Michael tentar compensar pela sua perda emocional, incluindo os casos que o paciente investiga na realidade alternativa. O facto do paciente não ter qualquer memória da sua vida antes do acidente é um artifício fácil para a narrativa, mas um ponto chave de todo o mistério – o espectador sabe sempre tanto quanto o personagem principal.
No meio de tudo isto, é fácil esquecer que esta é "mais uma" série de investigação criminal. Duas realidades, dois parceiros, dois crimes completamente distintos que ocorrem em paralelo. E se, afinal, os crimes estiverem relacionados? O conhecimento obtido na realidade vermelha permite que Michael avance na investigação do caso da realidade verde, e vice-versa. Esta parece ser a estrutura central dos episódios da série e mostra potencial para ser explorada de forma bastante interessante. Especialmente quando estes casos servem de material para os seus psicólogos tentarem provar que realmente existem, ou que o seu colega da outra realidade é apenas um sonho.
O piloto de Awake é uma lufada de ar fresco, bastante criativo, envolvente e surpreendente. Apesar de não ter tido sido forte em audiências (e, por isso, a série estar em risco de cancelamento), a estreia desta série provocou uma forte onda de discussão e especulação online, acompanhada de óptimas críticas. Mesmo com um possível cancelamento pela frente, ainda está tudo em aberto para que esta seja uma grande série com direito a um final conclusivo, pelo que se recomenda vivamente o visionamento deste fantástico primeiro episódio e, provavelmente, dos episódios seguintes também.
Estreia este ano na NBC a série Undercovers, o novo projecto televisivo de J.J. Abrams que conta a história de um casal de ex-membros da CIA (Steven e Samantha Bloom), que serão reactivados como espiões. A série pretende misturar drama, acção e comédia ao estilo "Mr. and Mrs. Smith" e, segundo rumores que correm na internet, será filmada a um ritmo alucinante.
Desde que se afastaram da CIA, Steven (Boris Kodjoe) e Samantha (Gugu Mbatha-Raw) abriram uma agência de catering, mas não são bem sucedidos. Carlton Shaw (Gerald McRaney) é agente há 32 anos e conhece o perfil detalhado do casal, que irá convencer a regressar à CIA para uma missão chamada "Operation Black Swan", cujo responsável desapareceu. Resgatar o agente desaparecido, os discursos patrióticos de Shaw e a excitação gerada pela espionagem serão factores decisivos para o regresso do casal à actividade. Os Bloom têm ainda um cão adorável chamado Waldorf.
Segue-se uma pequena antevisão do episódio piloto:
À primeira vista, nada em Undercovers é particularmente interessante, e a expectativa em torno da série baseia-se mais propriamente no nome J.J. Abrams do que na sua premissa. Ainda assim, poderá ser uma boa série de entretenimento mais casual do que outros projectos lançados por Abrams como LOST ou Fringe – algo que só a estreia da série dirá.