domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vencedores do passatempo "The Fighter - Último Round"



Quem respondeu Verdadeiro e Melhor Actor Secundário (Drama), respectivamente, em resposta às questões «Melissa Leo ganhou o Globo de Ouro para Melhor Actriz Secundária (Drama) por este filme» e «Christian Bale ganhou o Globo de Ouro por este filme. Em que categoria?» acertou. Os vencedores que irão à antestreia de The Fighter - Último Round são:

Dia 8 de Fevereiro (terça-feira) - Lisboa | UCI El Corte Inglès às 22h
Ana Rita Roque Nobre Escolástico
Bruno Alexandre Bravo dos Santos
Eduardo Jorge Coelho Azevedo
Luís Miguel Santos da Costa e Silva
Paula Alexandra Gonçalves Nunes
Paulo Alexandre Brito Soares
Pedro Francisco Lacerda
Sandra Maura Meireles Bicas Teixeira
Susana Mendonça Rodrigues
Vanessa Alexandra Martins Pereira

Dia 8 de Fevereiro (terça-feira) - V. N. Gaia | UCI Arrábida 20 às 22h
Ana Cristina Gomes Rodrigues Valente Neves
Andreia Sofia Vinhas da Costa Mota
Dário Ivo Reduto Freire
Diogo Alçada Quaresma Fernandes Tavares
Fernando Sousa Melo
Filipe Manuel Amorim Costa
Inês Filipa da Cunha Rodrigues
João Pedro da Silva Meira
Jorge Miguel Lopes Correia
Valdemar Araújo Ferreira da Silva

Parabéns! Recordamos que devem fazer-se acompanhar do vosso bilhete de identidade, de forma a poderem levantar o convite. O bilhete é válido para duas pessoas pessoas no limite dos lugares disponíveis, pelo que aconselhamos que cheguem e entrem cedo para assegurar o vosso lugar. O Split Screen não se responsabiliza pela eventual lotação esgotada da sala. Agradecemos que qualquer desistência seja comunicada para o email splitscreen.passatempos@gmail.com.

Art Directors Guild Awards 2010: Os vencedores



Foram também divulgados os vencedores para os Art Directors Guild Awards, os prémios do sindicato de Hollywood que apresentam os melhores trabalhos de direcção artística do ano em cinema e televisão.

CINEMA

Filme Contemporâneo
  • Black Swan

Filme de Época
  • The King's Speech

Filme de Fantasia
  • Inception

TELEVISÃO

Série "Single Camera"
  • "Public Relations" - Mad Men

Telefilme/Mini-série
  • Secrets in the Wall

Episódios de meia-hora - Séries "Single Camera"
  • "Halloween" - Modern Family

Episódio "Multi-Camera"
  • "Host - Betty White / Jay-Z" - Saturday Night Live

Cerimónias de Prémios, Música ou Jogos
  • 82nd Annual Academy Awards

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Annie Awards 2010: How To Train Your Dragon é o grande vencedor, obviamente



Com a grande guerra entre a Disney/Pixar e a ASIFA - International Animated Film Society a atingir proporções históricas não deixou de ser previsível a cerimónia dos Annie Awards 2010, onde mais uma vez a Dreamworks venceu os principais prémios da noite com How to Train Your Dragon. O elevado número de colaboradores da Dreamworks nesta comissão tem influenciado claramente o resultado nos últimos anos, especialmente visto em 2008 onde Kung Fu Panda (da Dreamworks) venceu dez prémios contra WALL·E.

Melhor Filme de Animação
  • How to Train Your Dragon

Melhor Curta de Animação
  • Day & Night

Efeitos Animados
  • Brett Miller em How To Train Your Dragon

Melhor Animação de Personagem
  • Gabe Hordos em How To Train Your Dragon

Melhor Design de Personagem
  • Nico Marlet em How To Train Your Dragon

Melhor Realizador
  • Chris Sanders e Dean DeBlois por How To Train Your Dragon

Melhor Banda Sonora
  • John Powell por How To Train Your Dragon

Melhor Design de Produção
  • Pierre Olivier Vincent em How To Train Your Dragon

Melhor Storyboarding
  • Tom Owens em How To Train Your Dragon

Melhor Voice Acting
  • Jay Baruchel como Hiccup em How To Train Your Dragon

Melhor Argumento
  • William Davies, Dean DeBlois e Chris Sanders por How to Train Your Dragon

Writers Guild Awards 2010: Os vencedores



Decorreu ontem à noite a cerimónia dos WGA Awards (Writers Guild of America Awards), a mais importante cerimónia dos argumentistas norte-americanos.

CINEMA

Argumento Original
  • Inception

Argumento Adaptado

  • The Social Network

Argumento de Documentário

  • Inside Job

TELEVISÃO

Argumento (Drama)
  • Mad Men

Argumento (Comédia)
  • Modern Family

Argumento (Nova série)
  • Boardwalk Empire

Episódio (Série de Drama) [Qualquer duração, episódio individual]
  • "The Chrysanthemum and the Sword" - Mad Men

Episódio (Série de Comédia) [Qualquer duração, episódio individual]

  • "When It Rains, It Pours" - 30 Rock

Telefilme/Mini-série - Argumento Original [Mais de uma hora, uma ou duas partes]

  • The Special Relationship

Telefilme/Mini-série - Argumento Adaptado [Mais de uma hora, uma ou duas partes]
  • "Part Eight" - The Pacific

Animação [Qualquer duração, um episódio]
  • "The Prisoner of Benda" - Futurama

Programa de Comédia ou Variedades
  • The Colbert Report

Programa de Comédia ou Variedades - Especiais | Música, Prémios, Tributos
  • National Memorial Day Concert 2010

Daytime (Drama)
  • As the World Turns

Episódios ou Especiais para Crianças
  • "Happy Ha-Ha Holidays" - Imagination Movers

Mini-série/Telefilme ou Programa Especial - Argumento para Crianças
  • Avalon High

Documentário - Actualidades
  • Flying Cheap - Frontline

Documentário - Outros eventos
  • Wyatt Earp - American Experience

Notícias - Boletins, especiais de última hora
  • "Sunday Morning Almanac" - CBS Sunday Morning

Notícias - Análise, programa temático, comentário
  • "Ressurrecting Eden" - 60 Minutes

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USC Scripter Awards 2010: The Social Network é o vencedor



Aaron Sorkin e a adaptação do livro de Ben Mezrich, The Accidental Billionaires, ao cinema com The Social Network (2010), foi o grande vencedor dos USC Scripter Awards deste ano.

O argumento adaptado de The Social Network tem sido uma constante nesta temporada de prémios com sucessivos e importantes prémios. Dos 33 prémios para os quais esteve nomeado este ano, Aaron Sorkin venceu-os a todos, tornando o seu Óscar praticamente numa certeza. Este sucede assim ao vencedor do ano anterior: Up in the Air, escrito por Jason Reitman e Sheldon Turner.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Séries 2010: o melhor e o pior



Melhor série - Drama: Mad Men
Melhor série - Comédia: Modern Family
Melhor série - Sci-Fi: Fringe
Melhor série - Animação: The Simpsons
Melhor série estreante - Drama: Boardwalk Empire
Melhor série estreante - Comédia: The Big C
Melhor mini-série: Downton Abbey / Sherlock

Melhor personagem masculina: Sheldon Cooper (The Big Bang Theory)
Melhor personagem feminina: Cathy Jamison (The Big C)
Melhor episódio: The Suitcase (Mad Men)

Melhor recuperação: Desperate Housewives / Fringe
Melhor guilty pleasure*: True Blood
Melhor no-brainer**: Better With You

Maior desilusão: The Event
Série mais mal aproveitada: FlashForward


Séries que seriam possíveis candidatas às categorias anteriores caso eu as acompanhasse: Breaking Bad, Treme, The Good Wife, Justified e Sons of Anarchy.

* Guilty pleasure: série que, embora não seja de qualidade superior, o espectador tem prazer em assistir estando ciente desse facto.
** No-brainer: série que envolve pouco esforço mental por parte do espectador.

Green Hornet, por Carlos Antunes


Título original: The Green Hornet
Realização: Michel Gondry
Argumento: Seth Rogen e Evan Goldberg

Seth Rogen reviu Green Hornet como veículo para a sua típica comédia de camaradagem masculina.
A versão cada vez mais carregada de adrenalina do buddy movie, seduzindo o público que se tem vindo a fidelizar ao género dos super-heróis com as muitas apostas Marvel.


Diria que a expectativa para que tal mistura funcionasse bem não seria descabida, até porque o filme tem uma pose trapalhona na sua abordagem à dupla de heróis.
Em oposição à cada vez mais adulta - e sem alternativas - corrente para o género, o filme procura ligar-se às origens clássicas dos super-heróis e seguir por elas com menos seriedade.



Isso é somente o início. Depois Seth Rogen encaminha o filme para o espaço habitual para os limites em que consegue encarnar as suas personagens e torna a acção num triste espaço de comédia.
Comédia que vai substituindo o carácter nostálgico e descomprometido do filme por algo mais tosco e menos compenetrado.
O que até aí veríamos como comédia de acção irreverente por ser despreocupada torna-se numa patetice se deixa levar pelo facilitismo da má comédia.


O desinvestimento numa obra que fosse uma alternativa à seriedade dos super-heróis modernos mas, mesmo assim, um retrato coerente de uma dupla de personagens masculinas, é tão mais grave quanto se vê Michel Gondry a desaparecer debaixo de um filme que perde a identidade.
Ele, adepto do artenasato cinematográfico, seria capaz de explorar o que está por baixo da pirotecnia.
Falo da falta de confiança do vilão de serviço na cena de abertura que conta com Christoph Waltz a fazer correr o seu talento ou da primeira luta de Kato, onde o cenário altera as proporções para que as cenas lá possam decorrer.
Depois dessas, não há mais nada que não pudesse ter sido feito por um realizador em estreia. Como também não há mais nada que um realizador de talento pudesse ter tirado do argumento.


A revolta ou desapontamento com o filme, consoante o grau de rejeição que o filme causar a cada espectador, não se deve apontar na sua expressão mais acesa a nenhum destes elementos mas sim a mais um caso de 3D injustificável.
Tentar compensar o insucesso nas bilheteiras tornando os bilhetes mais caros produzirá o efeito contrário, de afastar ainda mais algum do público - já não muito extenso imagino - do filme.
Os estúdios, de tanto tentarem implementar o 3D à força, acabarão por condená-lo mais rapidamente ao fastio do público e ao desaparecimento.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Entrevista a Nicholas Oulman, realizador de "Com Que Voz"



Estivemos à conversa com Nicholas Oulman, acerca do documentário sobre o seu pai, Alain Oulman. Com Que Voz, estreou a semana passada nos cinemas, em plena época alta no mundo cinematográfico em competição directa com os nomeados para os Óscares. Quando lhe perguntamos sobre a aceitação do público, Nicholas diz-nos que isso «é uma incógnita». A ideia de homenagear o homem que revolucionou o fado ao lado de Amália Rodrigues nunca lhe tinha passado na cabeça, porque segundo ele «não era a pessoa pluridisciplinar que os outros viam, mas sim o meu Pai».

O olhar de “Com Que Voz” sobre a obra de Alain Oulman é um ponto de vista imparcial ou de um filho sobre um pai?
"Com que Voz", filme sobre a obra e vida de Alain Oulman tem um olhar imparcial, apesar do realizador se aproveitar do facto de ser filho e saber tirar partido dos entrevistados mais ligados à família.

Esta ideia de homenagear o seu pai vem já de há muitos anos? Por que só agora chega aos cinemas?
A ideia de homenagear o meu Pai nunca me tinha passado pela cabeça porque para mim ele não era a pessoa pluridisciplinar que os outros viam, mas sim o meu Pai. A ideia foi surgindo no seguimento de vários acontecimentos e por sugestão das pessoas à minha volta. Uma vez tomada a decisão de fazer o filme, levou entre dois a três anos até o filme estrear nas salas de cinema.



O processo de recolha de imagens de arquivo e os contactos com pessoas que se cruzaram com ele foi moroso? Como se processou?
O processo de recolha de imagens foi difícil devido à falta de material, mas também à fraca organização na catalogação desse mesmo material. Consegui bastante material de arquivo na Valentim de Carvalho, onde foram fantásticos e deixaram-me ver tudo o que eles tinham. Muitas horas a ver vídeos, mas valeu a pena. Descobri vídeos inéditos de Amália que pude usar no filme. Quanto aos entrevistados, o processo foi muito simples, bastava dizer que estava a fazer um filme sobre o Alain Oulman e as portas abriam-se todas.

“Com Que Voz” tem sido publicitado muito à conta de Amália Rodrigues. Acha que o factor tradição e o fado vai influenciar muito os espectadores? Ou acha que o estigma de “compositor da Amália” vai impedir de verem o filme como uma obra sobre o homem Alain Oulman?
O filme tem sido, de facto, publicitado à conta de Amália, mas isso percebe-se dada a importância que ela teve na vida de Alain Oulman e vice-versa. Acho que quem for ver o filme não terá dúvidas nenhumas que se trata de um filme sobre Alain Oulman O Homem, o compositor (onde Amália é a voz dele), o encenador, o editor... enfim todas as facetas que fizeram dele a pessoa que foi.



Descobriu coisas novas sobre o seu pai que desconhecia?
As grandes linhas da vida dele já as conhecia, mas ao perceber os meandros da vida de uma pessoa, os porquês, os 'quandos', os 'comos', acaba-se sempre por descobrir pequenas coisinhas que não se sabia. Por exemplo, nunca antes me tinha apercebido como ele compartimentava a sua vida de uma forma tão rígida. Não misturava as coisas, separava as várias vidas que levava. Por exemplo, trabalhou com o Amos Oz na tradução de livros e nem uma vez lhe disse que também era compositor de fado.

O seu pai era um homem ecléctico. Ele deu-lhe também o gosto pelo cinema?
Não sei se lhe chamaria homem ecléctico. O meu Pai era um artista que exprimia o que lhe ia na alma através da sua arte. O gosto pelo cinema não sei bem como, mas já ando nisto há vinte anos. Comecei como segundo assistente maquinista e fui por aí fora.

Esta foi a sua primeira grande experiência cinematográfica. Porquê um documentário? E porquê no seu formato tradicional, de entrevistas e imagens de arquivo?
Era inevitável chegar aqui, sempre foi o meu objectivo. A escolha de um documentário teve que ver com o facto de não ter um argumento em condições - eu prefiro não fazer do que fazer mal. O "formato tradicional" não sei bem o que significa. Um filme toca ou não toca. Eu tentei fazer o melhor filme, da melhor maneira. Um filme que provoque emoções, que nos cative enquanto espectadores e nos toque pela história que está a ser contada.

Hoje em dia o género documental já começa a ter um maior destaque na programação cinematográfica do país, influência talvez do importante DocLisboa como plataforma de lançamento. Acha que ainda há muito trabalho a fazer nesse sentido?
Acho que, apesar do bom trabalho que se tem feito, ainda há bastante a fazer. Quando eu comecei o "Com que Voz", não se falava em estrear o filme em sala. No período de construção do filme surgiram vários documentários no mercado (Os Lisboetas, Fantasia Lusitana, José e Pilar...) que conseguiram abrir caminho para outros documentários. O "Com que Voz" foi um deles.



Foi complicado o processo de financiamento?
Processo de financiamento é sinónimo de complicado. Não tivemos apoio do Estado, mas tivemos a sorte de ir bater à porta certa: a da New Line Cinema, que financiou o filme. Este existe devido ao Sr. Leon Edery, a quem eu ficarei sempre grato.

Tem intenções de expandir a distribuição do filme para o mercado internacional? Acha que vai ser melhor recebido do que nosso país?
Com certeza que gostaria, mas isso não depende só de mim e, quanto à maneira como o filme possa ser recebido, isso é uma incógnita. É difícil prever essas coisas.

Planeia continuar a explorar o mundo do cinema? Tem novos projectos em mente?
Tenho todas as intenções de fazer outro filme, se me deixarem. Provavelmente um documentário. Voltamos ao eterno problema do financiamento. Já tenho tudo pronto, só me falta luz verde dos financiadores para podermos arrancar.

Entrevista: Tiago Ramos
Revisão: Ana Alexandre



Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos, por Carlos Antunes


Título original: You Will Meet a Tall Dark Stranger
Realização: Woody Allen
Argumento: Woody Allen
Elenco: Gemma Jones, Anthony Hopkins, Naomi Watts, Josh Brolin, Freida Pinto, Antonio Banderas e Lucy Punch

O título do filme é uma promessa para o futuro, frase de esperança para quem vive uma vida desalentadamente cinzenta numa Londres.
Um rumor repetido até que quem o ouve o tome como verdade e siga por ele.
Lançados nessa dica incerta, todas as personagens apostam o seu destino numa eventualidade.


Não importa a promessa, o filme de Woody Allen vem carregado de desalento. O seu pessimismo é enorme sem ser demasiado severo.
A forma como estas personagens se agarram a quaisquer indícios de esperança é motivo de pena e fonte de comédia sobre os seres mal-amados que Woody Allen adora.
Que trata mal mas dos quais faz excelentes personagens com a ajuda dos excelentes actores que mal podem esperar para se sujeitar a ser figuras tão tristes.


E as personagens não têm recompensa senão o infortúnio.
Excepto aquela que, logo de início, já estava desafortunada. As outras olharam para o que tinham de bom e desejaram ainda mais.
De todas as ilusões brotam desilusões, porque cruzando exageradamente o topo da onda optimista acaba-se sempre suspenso no vazio.
Que o destino se recuse a cumprir com a felicidade implícita na frase-tipo de quem lê a sina é sinal de que quem controla o destino é um idiota - decida-se agora se esse alguém é "superior" ou a própria pessoa.


Assim continua Woody Allen a fazer inteligentes comédias negras sobre a vulgariadade existencial.
A sabedoria dos seus muitos e muitos filmes até o tornou ligeiramente diferente, castigando os que são demasiado espertos para o seu próprio bem e abençoando a ingénua - mesmo crédula - dona de casa abandonada.
O niilismo é o mesmo que sempre lhe reconhecemos, apenas está a resultar em algo diferente.