sábado, 25 de setembro de 2010

Festival de San Sebastián: Os Vencedores



Foram anunciados há pouco e em conferência de imprensa, os vencedores do Festival de San Sebastián 2010. O filme português Mistérios de Lisboa, do realizador chileno Raoul Ruiz, encontrava-se entre os favoritos ao prémio máximo. Embora não tenha conseguido, não abandonou o festival de mãos a abanar: venceu o Prémio Concha de Prata para Melhor Realizador.

Seguem os principais vencedores:

Concha de Ouro para Melhor Filme
Neds, de Peter Mullan

Prémio Especial do Júri
Elisa K, de Judith Colell e Jordi Cadena

Concha de Prata para Melhor Realizador
Raúl Ruiz por Mistérios de Lisboa

Concha de Prata para Melhor Actriz
Nora Navas em Pa Negre

Concha de Prata para Melhor Actor
Connor McCarron em Neds

Prémio do Júri para Melhor Fotografia
Jimmy Gimferrer por Aita

Prémio do Júri para Melhor Argumento
Bent Hammer por Home for Christmas

Menção Especial
A Jamaâ de Daoud Aoulad-Syad

Os posters que não chegaram a ser (IV)


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Review: Sherlock - Season 1


Sherlock Holmes, personagem que remonta ao ano de 1887, onde apareceu pela primeira vez em "Beeton's Christmas Annual" de Sir Arthur Conan Doyle e cuja primeira aparição num ecrã data de 1900, já percorreu tantas vezes o pequeno e grande ecrã que é quase difícil inovar. Depois de mais de 150 aparições onde surgiram Sherlocks do século XIX, filhos do Sherlock e herdeiros do Sherlock, chegou a era dos Sherlocks do século XXI. E esta é uma boa maneira de o trazer para o nosso século.

A BBC, conhecida pelas suas mini-séries de qualidade, não desilude com esta. A transposição da realidade do Sherlock dos livros para a realidade dos nossos tempos foi feita com uma imaginação digna do autor, é até possível achar que se Sherlock tivesse sido inventado neste século, ele seria assim. Sherlock traz-nos um perito em dedução que é viciado no telemóvel e aborrece-se se passar demasiado tempo sem poder investigar uma qualquer tragédia, um médico do exército que o ajuda que tem por nome Watson... e piadas de que são homossexuais. E diz-se por aí, que Sir Arthur tinha uma qualquer inclinação para insinuações do género nos livros.


De três episódios fazia-se uma mini-série com apenas dois: o segundo episódio é claramente mais fraco do que os outros dois e contribui muito pouco para o desenvolvimento da trama. E tendo em conta que cada episódio tem uma duração de cerca de 1h30, é algo que não é fácil de ver com entusiasmo: um episódio mediano de 20 minutos seria mau o suficiente. E é exactamente por este episódio que a série não se aproxima da excelência, contudo não me interpretem mal, noutra série qualquer aquele teria sido um episódio bom, mas perde muito por comparação, e numa série com apenas três episódios seria dispensável perder um desta forma.

Benedict Cumberbatch, que interpreta a personagem de Sherlock, fá-lo como acho que o próprio autor gostaria de o ter visto ganhar vida: astuto, atento aos pormenores e entediado com a mediocridade do resto da humanidade. Já Martin Freeman fica um pouco aquém do esperado, num papel um pouco apagado para um Dr. Watson, mas poderemos deitar as culpas disso ao próprio argumento, que delega em Cumberbatch quase todo o protagonismo, mantendo os restantes na sombra para que este se destaque.


De destacar, a originalidade no modo como se processam as interacções com os telemóveis a nível gráfico (penso que aqui apenas quem viu conseguirá perceber) e o modo como os argumentistas conseguiram "piscar o olho" aos casos mais conhecidos da personagem Sherlock Holmes, como no caso de The Five Orange Pips. Ainda assim este Sherlock continua a ser o único ser humano capaz de enviar mensagens de texto para mais de 20 telemóveis e fazer com que todos a recebam no mesmo segundo.

De qualquer modo, Sherlock é uma mini-série de qualidade, que certamente terá o seu lugar nas nomeações ao prémios mais cobiçados dentro do género. E não admira também que se fale já numa possível segunda temporada a caminho.

Passatempo Lenda dos Guardiões


Assinalamos a estreia do filme Lenda dos Guardiões no próximo dia 7 de Outubro vamos oferecer um exemplar do primeiro tomo desta saga que a Presença editou durante o mês de Setembro.
O filme é a primeira incursão do realizador Zack Snyder, reconhecido pelo seu trabalho de adaptação de 300 e Watchmen, no campo da animação.
O elenco de vozes é riquíssimo e o mais difícil é deixar de fazer destaques quando entre os actores escolhidos estão Sam Neill, Geoffrey Rush, Helen Mirren, Hugo Weaving, Anthony LaPaglia, Abbie Cornish e Jim Sturgess.
Parece que mesmo sendo dirigido a um público mais novo, as credenciais do elenco e do realizador não deixarão de atrair o público adulto, sobretudo porque desta vez será apenas a versão original a estrear.



Quanto ao livro, escrito por Kathryn Lasky, abre a colecção de uma saga que já leva 17 títulos na sua edição original.
Compreende-se que o sucesso da saga certamente tenha atraído ao projecto tão ilustre elenco.
Fiquem com a sinopse:

Soren é uma jovem coruja-da-torre da Floresta de Tyto, um reino pacífico onde está a começar a aprender a dar os seus primeiros passos. Uma noite, Soren é capturado e levado para a Academia de S. Aegolius para Corujas Órfãs, onde, juntamente com outra coruja, descobre que a Academia é algo muito pior do que apenas um orfanato. Mas, para poderem fugir, Soren terá de aprender a fazer algo que nunca antes fez… voar. Conseguirão eles escapar a tempo e proteger o mundo de um destino inimaginável?


Para se habilitarem a ganhar este livro terão de colocar em jogo toda a vossa imaginação e, em poucas linhas, inventarem o "destino inimaginável" referido na sinopse.
Queremos que nos revelem os maiores perigos que as corujas serão capazes de enfrentar.



Regulamento:
- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 2 de Outubro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos por um júri constituído por elementos do Split Screen entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cinema: Classificações Fevereiro 2010


Primeiro trailer de "King's Speech"



The King's Speech é um dos filmes com grande potencial para arrasarem a próxima temporada de prémios, especialmente nos prémios BAFTA e nos Óscares, especialmente depois das expectativas terem aumentado ao ter vencido o Prémio do Público no Festival de Toronto 2010. Depois de tanto hype sem material que o suportasse, eis o trailer (que o confirma):



O filme é uma biopic sobre o Rei George VI que venceu o seu problema de gaguez com ajuda do seu terapeuta da fala Lionel Logue. Colin Firth (A Single Man), Helena Bonham Carter (Alice in Wonderland) e Geoffrey Rush (Shakespeare in Love) são os protagonistas.

The King's Speech estreia a 26 de Novembro nos Estados Unidos. Será que a Academia vai compensar a falha com Colin Firth na última edição dos Óscares?

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Poster do novo filme de Wong Kar-Wai

Wong Kar-Wai, um dos cineastas mais belos e poéticos de sempre, que já mereceu a atenção de um ciclo em nome próprio neste blogue (Março & Wong Kar-Wai) tem o seu próximo filme já em fase de pós-produção e acabou de ganhar um poster art.



The Grand Master afasta o cineasta chinês do seu género habitual (talvez The Ashes of Time seja o mais próximo deste). O filme é uma biopic sobre o lendário performer de Wing Chun (uma arte marcial milenar): Ip Man. Depois de uma luta judicial entre este projecto e Ip Man (2008), de Wilson Yip, o segundo acabou por ganhar e ser lançado primeiro enquanto biografia do mestre de Bruce Lee. Mas obviamente que um filme do cineasta que trouxe obras como Chungking Express e In the Mood for Love, terá muito mais impacto junto da comunidade cinéfila.

A personagem Ip Man no filme de Wong Kar-Wai será protagonizada por Tony Leung Chiu Wai, habitual companheiro do cineasta. A ele juntam-se Ziyi Zhang (House of Flying Daggers), Chen Chang (Happy Together), Hye-kyo Song (Full House) e Siu-Lung Leung (10 Tigers of Shaolin).

O filme poderá estrear no circuito comercial europeu no Festival de Cannes 2011.

Novo trailer de "Harry Potter and the Deathly Hallows"



Gostos à parte, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I marcará com certeza o universo cinematográfico do ano. A saga que marcou uma geração está prestes a terminar e promete ser um grande épico. Eis o recente e emocionante trailer do filme:



Um ritmo aparentemente imparável, cheio de efeitos especiais, muita acção e emoção. Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1 estreia a 18 de Novembro de 2010, em Portugal.

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Passatempo "Kick-Ass: O Novo Super-Herói"


Apesar das dificuldades em encontrar financiamento para Kick-Ass, o realizador Matthew Vaughn conseguiu manter-se fiel às suas convicções até ao final e criar um filme cujo hype foi um dos maiores do ano em todo o mundo. Um filme de super-heróis, feito de uma forma inventiva e original, com muita acção e sangue à mistura e com especial destaque para uma das mais jovens promissoras actrizes da actualidade: Chloe Moretz (que protagoniza o recente remake Let Me In).

Para se habilitarem a ganhar um dos três exemplares que estamos a oferecer com o apoio da Prisvideo basta preencherem o seguinte formulário:




Regulamento:
- O passatempo decorre até às 19h00 do dia 03 de Outubro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos aleatoriamente entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

Jacuzzi – O Desastre do Tempo, por Tiago Ramos




O trailer prometia diversão original. Uma comédia de riso fácil – não se esperava nada mais – mas com piadas divertidas que fariam as delícias dos fãs do género, mas também a piscar o olho aos (perdoem-me a expressão estereotipada) geeks e fãs de viagens no tempo. Até o famoso crítico Roger Ebert – de quem discordamos apenas pontualmente – apontava a este título uma expectativa agradável e tudo, menos falta de confiança por parte de quem o produziu e realizou. «Eu não fiquei desapontado», disse na sua crítica. Por aqui, voltamos a um daqueles casos menos comuns em que de facto discordo com o crítico.



Se de facto a ideia de um jacuzzi poder tornar-se numa máquina do tempo ser descabida, na verdade criava-se aqui a oportunidade de criar algo verdadeiramente curioso. Infelizmente o argumento escrito a três por John Morris, Sean Anders (trabalharam juntos para She’s Out of My League) e Josh Heald (criador da história original) perde a grande maioria das oportunidades em criar algo realmente hilariante. Se a ideia era um mash-up entre Back to the Future (1985) e The Hangover (2009) o resultado ficou aquém do esperado. A concepção do filme não tem nem a originalidade de um e o divertimento do outro. As piadas são fáceis e especialmente com recurso a referência sexuais, que de facto poderiam ser bem-vindas (tal como resultavam bem em The Hangover, ou seja, devidamente contextualizadas), se não acabassem por ser gratuitas e por fim, brejeiras.

Jacuzzi – O Desastre do Tempo pode ser minimamente interessante para os saudosistas e fãs dos anos 80. Não deixamos de nos rir com as piadas com referências a ícones e cultura pop da década de 80, como a Michael Jackson, aos Poison… ao vestuário colorido e berrante, ao néon, ou ainda a objectos como o walkman. Ou ainda à banda sonora revivalista da época (sabe mesmo bem ouvir Joy Division, entre outros). Mas no fim de contas tais referências não são suficientes para salvar o filme da desgraça.



O elenco é minimamente competente. Crispin Glover (havia entrado em Back to the Future) garante algumas das melhores cenas do filme e sempre que surge, fica a expectativa do que realmente irá acontecer com a sua personagem. Um piscar de olho aos fãs da temática de ficção-científica. Ou ainda Craig Robinson, que consegue a mais divertida cena do filme, quando canta um tema dos Black Eyed Peas a uma plateia demasiado “nova” para tal. Já John Cusack remete-se a figurante de luxo, sem grande impacto na trama e acabando por servir apenas como motivo para dar uma lição de vida e de moral no fim da história. O mesmo se passa com Chevy Chase, que tenta imitar o carisma natural de Zach Galifianakis (sem sucesso).

No geral, o filme é um dos mais fracos do ano. Mesmo avaliado à luz do género, dá pena ver boas ideias desperdiçadas, especialmente quando o filme é realizado por Steve Pink, argumentista de High Fidelity (2000) (que é um prodígio nas suas referências à cultura pop). É mesmo uma pena que se tenha resumido a humor brejeiro e banal. No fim de tudo, o mais positivo no filme é a sua curta duração.



Classificação: