sexta-feira, 28 de maio de 2010

Robin Hood, por Carlos Antunes

Título original: Robin Hood
Realização: Ridley Scott
Argumento:
Brian Helgeland
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett e Max von Sydow

O Cinema já não tem lugar para heróis divertidos, rectos e inconsequente.
Hoje em dia todas as suas personagens devem provir de um complexo negrume que as psicanalise.
Mais do que isso, não podem ter a sua dimensão local e pessoal, têm de carregar consigo os destinos de milhares de outros.


Não que não fosse uma ideia capaz a de unir a história particular com a global conspiração do romance histórico, se a sua interligação resultasse.
Não resulta, com ambas as histórias a avançarem de supetão, prejudicadas cada uma pelo que fica por dizer na outra.
A história maior vive de uma personagem que a história particular não criou.


Este é, portanto, um Robin Hood nascido num tempo pós-Braveheart, não só ao nível narrativo, mas igualmente ao nível cénico.
As grandes batalhas sujeitas a uma sugestão de significância e ousadia a um nível de invenção que acaba por parecer deslocado no cômpito geral.
São, no entanto, cenas mortiças à conta do estilo de Ridley Scott, capaz de sugerir o épico a partir do espaço exíguo da acção do indivíduo mas igualmente capaz de sufocar as cenas que já de si envolvem uma aparato grandioso.


As actuações são dignas, com Russell Crowe na sua pose habitual de último reduto da masculinidade, Cate Blanchett com classe a interpretar uma envelhecida e arisca Marion e Max von Sydow um senhor intemporal como só ele sabe ser em qualquer filme.
Mas o que mais se recorda são os breves momentos de grupo carregados de humor onde a dinâmica com os merrie man funciona e recorda os filmes que outros fizeram com esta personagem.
Filmes onde o divertimento era regra e não excepção, onde o herói era aquilo que dele se espera e não a sua análise clínica.
O Cinema recordará melhor essas outras encarnações do mito, sem necessidade de mostrar as suas fundações.



quinta-feira, 27 de maio de 2010

Passatempo O Fantástico Senhor Raposo


A Castello Lopes acaba de lançar o DVD de um dos nomeados ao Oscar de Melhor Filme de Animação do ano passado, O Fantástico Senhor Raposo.
Visto por muitos como uma obra-prima do género, o filme é uma revisão do clássico de Roald Dahl pela sensibilidade e criatividade de Wes Anderson, o realizador de uma breve mas inesquecível filmografia.
O filme conta com um notável elenco de vozes onde se destacam George Clooney, Meryl Streep, Michael Gambon e Willem Dafoe, além de outros actores que são já parte da família cinematográfica do realizador: Jason Schwartzman, Owen Wilson e Bill Murray.
Um filme a descobrir com urgência e do qual faremos, muito em breve, a crítica.



Para assinalar o lançamento temos para oferecer quatro packs de prémios constituídos por um conjunto de botões de punho e uma t-shirt.
Para se habilitarem a um devem responder criativamente ao desafio lançado abaixo.





Regulamento:
- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 6 de Junho, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos por um júri constituído por elementos do Split Screen entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

© 2010 FOX. Distribuído por CLMC – Multimédia, S.A. Todos os direitos reservados
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Novas imagens e ainda um spot de "You Will Meet a Tall Dark Stranger"

Depois da sua estreia no Festival de Cannes, foram reveladas novas imagens de You Will Meet a Tall Dark Stranger, o novo filme de Woody Allen. Aqui ficam algumas delas:







E ainda um clip com as personagens de Anthony Hopkins e Lucy Punch:



Nos Estados Unidos estreará a 23 de Setembro deste ano.

Trailer japonês de "Inception"

Mitologia de Fringe - fim da 2.ª temporada, parte I

Como prometido, aqui está o especial sobre o final de Fringe. Como devem imaginar, as pessoas que não gostam de spoilers e ainda não viram o final, deviam ter parado de ler no título, pelo que agora será uma boa altura para o fazer, já que daqui para a frente só não existem mais spoilers porque não arranjei.

Intro "Over There"


Que é vermelha, toda a gente reparou. Agora, existem outras diferenças, que como bem se sabe raramente são obra do acaso em Fringe. Vendo então a lista de expressões que surgiram durante a nova introdução:
  • Neuroscience (neurociência)
  • ESP (percepção extra-sensorial)
  • Clairaudience (percepção extra-sensorial a nível de audição)
  • Hypnosis (hipnose)
  • Pyrokinesis (pirocinese)
  • Hive Mind (consciência colectiva)
  • Cryonics (criónica)
  • First People (primeiras pessoas / primeiros povos)
  • Astral Projection (projecção astral)
  • Mutation (mutação)
  • Genetic Engeneering (engenharia genética)
  • Protoscience (protociência)
Desde logo a que chama mais a atenção é a expressão "First People", pois é a única não directamente ligada a actividades que poderiam ser consideradas impossíveis ou futurísticas (normalmente é esse o critério nas introduções de Fringe, tanto que na introdução retro jogaram um pouco com as coisas que eram consideradas quase impossíveis e hoje em dia são comuns). Por enquanto existem apenas especulações sobre o aparecimento desta expressão.


Uma das primeiras ideias que surgiu na comunidade de Fringies foi que estaria relacionada com aliens, já que Walter referiu uma vez que a culpa de a habilidade de viajar entre universos ter sido eliminada era dos aliens. Contudo, já muito se especulou também sobre a possibilidade de serem os Observadores, já que na sua escrita integram símbolos que eram usados há mais de 2000 anos atrás e outros que se assemelham muito à simbologia usada pelos alquimistas. Contudo, no Canadá os povos aborígenes são referidos como "First Nations", o que levou a uma especulação sobre os povos que inicialmente habitavam um ou os dois mundos e que possuíam a habilidade de viajar entre universos paralelos.


Sam Weiss

Sam Weiss foi-nos apresentado na série por Nina Sharp, que envia Olivia ao seu encontro depois do acidente, indicando que foi ele que a ajudou com o seu braço mecânico. Na verdade, à primeira Weiss parece um homem normal, que trabalha como gerente de um centro de bowling. Apesar das suas técnicas pouco convencionais (Olivia recuperou das suas mãos trémulas quando ata os atacadores dos sapatos de bowling, Nina aprendeu a controlar o seu braço tentando comer batatas fritas), a verdade é que elas resultam.


Sam Weiss não teria nada de extraordinário se as coisas tivessem ficado por aqui. Contudo, ao perguntar a Olivia se as dores de cabeça já tinham começado, denota-se um conhecimento sobre viagens entre universos paralelos. Além disso, a sua indicação para que Olivia pedisse cartões de visita a pessoas vestidas de vermelho (e já sabemos que o vermelho tem grande importância na série) é mais uma pista que indica que afinal Sam Weiss sabe mais do que parece.

No episódio "Olivia. In The Lab. With te Revolver.", Weiss refere que já não se lembra da sua infância e que é mais velho e mais alto do que parece. Contudo, a revelação sobre a importância de Weiss veio apenas no último episódio, apontando para o facto de a terceira temporada ser provavelmente relacionada com ele: ao entrarem no laboratório de Walternate, Walter e Bell passam por uma ardósia onde se pode ler "A Demon's Twist Rusts", que é um anagrama de "Don't trust Sam Weiss". Além disso, os glyphs desse episódio traduziam-se por Weiss.


Tal como tudo em Fringe, até o nome de Weiss poderá ter significados ocultos. Weiss é um nome alemão, geralmente escrito sob a forma weiß, que significa branco ou saber. Se formos no sentido de uma origem alemã, lembramo-nos que este não é o primeiro a surgir: Robert Bischoff, pai de Walter, e Alfredd Hoffman surgiram no episódio "The Bishop Revival". Digamos que havendo mundos paralelos e a possibilidade de viajar entre eles, os nazis seriam provavelmente os primeiros a tentar fazê-lo.

Por outro lado, existem teorias de que Sam Weiss não existe na realidade e que é apenas produto da imaginação de Olivia implantado por Nina Sharp. Nunca se viu Sam Weiss a interagir com qualquer outra pessoa além de Olivia, tal como aconteceu na primeira temporada com John Scott, e este tem tendência a aparecer quando Olivia necessita de ajuda e parece saber mais sobre ela do que a própria.

Agora a grande questão que se levanta é o porquê de Walternate ter escrito que não se deveria confiar em Sam Weiss. A primeira questão que se levanta dentro desta temática é se ele se referia a um Sam Weiss do mundo alternativo ou ao mesmo Sam Weiss que ajudou Olivia (o conhecimento sobre as dores de cabeça poderá ser um indicativo). A segunda questão é que se foi Walternate a escrever isso, então não será Weiss provavelmente um dos "bons"? E será que existe realmente?


Glyphs


2x01 - A New Day in The Old Town: TOWER
2x02 - Night of Desirable Objects: MIROR
2x03 - Fracture: BURIAL
2x04 - Momentum Deferred: MEMORY
2x05 - Dream Logic: BETRAY
2x06 - Earthling: DEJAVU
2x07 - Of Human Action: ARRIVE
2x08 - August: BLIGHT
2x09 - Snakehead: HIDDEN
2x10 - Grey Matters: PORTAL
2x11 - Unearthed: AVENGE
2x12 - Johari Window: MUTATE
2x13 - What Lies Below: WINDOW
2x14 - The Bishop Revival: FATHER
2x15 - Jacksonville: REVEAL
2x16 - Peter: PETERS
2x17 - Olivia. In the Lab. With a Revolver.: ENERGY
2x18 - White Tulip: SECRET
2x19 - The Man From the Other Side: BRIDGE
2x20 - Brown Betty: HEART
2x21 - Northwest Passage: RETURN
2x22 - Over There, Part I: WEAPON
2x23 - Over There, Part II: WEISS

True Blood Minisode 5: Bill

Os minisodes continuam em força, assim como o resto da campanha promocional. Desta vez temos Bill numa cena bastante interessante, relacionada com o último episódio da segunda temporada. Apenas para confirmar que às vezes dá mesmo jeito ser vampiro e ter certas capacidades...

Review: True Blood - Season 2


Uma vez que estamos a tão poucos dias de estreia da terceira temporada de True Blood já é altura de termos por aqui uma review.

A questão mais interessante em True Blood prende-se com a banalização dos vampiros na sociedade (tanto que foi bastante interessante a abordagem feita com os teaser posters da promoção da terceira temporada). Não só isso como uma abordagem inteligente e despudorada, acompanhando Sookie Stackhouse. A verdade é que a promessa que Charlaine Harris fez a si própria de [seleccionar para ler] nunca transformar Sookie em vampiro nos livros é refrescante. Infelizmente, na série o humor de Sookie tão marcante nos livros quase foi esquecido, mas existe muito mais que compensa a sua perda.

Poder-se-ia pensar que para quem leu os livros a série teria perdido todo o interesse, mas a verdade é que Alan Ball conseguiu dar uma nova estória à estória, e muitas das vezes não só existem personagens novas, como o próprio caminho que leva ao desfecho é bastante diferente do dos livros (embora por diversas vezes leve ao mesmo resultado). Torna-se, então, interessante ver como pequenos e grandes pormenores podem alterar de forma tão significativa toda a estória e vale a pena acompanhar a série se já se leram os livros.


Além disso, numa altura em que os argumentos sobre vampiros estão tão banalizados na TV e no cinema, não é fácil um deles destacar-se. True Blood fá-lo não só pela forma adulta como é abordada (em diversos aspectos, começando pela própria estória, passando pela violência de algumas imagens e mesmo de referências sexuais), como pela sua coerência e temática, que têm levado a que seja aclamado como das poucas referências modernas de qualidade sobre vampiros.

A nível de realização, conseguiram uma abordagem clara e sem exageros no uso da câmara. Os efeitos especiais são relativamente simples mas eficazes, sem se denotarem falhas demasiado graves (apenas tenho alguns problemas pessoais com o aparecer e desaparecer das presas, bem como a sua localização não ser no local dos caninos, mas sim dos incisivos).


Já quanto a interpretações, há que destacar sem dúvida o trabalho de Anna Paquin (Sookie Stackhouse) e Stephen Moyer (Bill Compton), Sam Trammell (Sam Merlotte) e a notável prestração de Michelle Forbes como Maryann Forrester. Há que deixar a nota sobre algumas prestações que são quase relâmpago, como Alexander Skarsgård (Eric Northman), Kristin Bauer (Pam) e Anna Camp (Sarah Newlin). Na verdade, dificilmente se poderá apontar algum erro grave de casting em True Blood, mesmo na maioria dos figurantes.


A temática da Irmandade do Sol e da forma de Godric encarar toda a situação homens/vampiros foi possivelmente das melhores partes do argumento. Não só pelo modo como se vê surgir todo um culto à volta do medo, como também onde pode o fanastismo conduzir as pessoas através da manipulação de alguns; além disso, o perigo da generalização e dos estereótipos confrontados pela atitude apresentada por indivíduos (neste caso Godric). Ainda assim, tudo à volta de Maryann torna ainda melhor uma temporada que já valeria a pena, acrescentando a dose necessária de mistério e intriga, ligando-nos também a Bon Temps que estaria esquecida se não fosse este o caso.

O facto de True Blood ser uma série com 12 episódios com cerca de 40 minutos cada dá espaço para que o argumento se desenrole de forma coerente, sem necessidade de arrastar nem prolongar o desenvolver da estória para se poderem cumprir 20 ou mais episódios. Pessoalmente, encaro esta opção como a melhor em adaptações já que em filmes normalmente perde-se muito devido ao tempo escasso e em séries prolongadas há um arrasto do argumento que leva muitas vezes à perda de interesse.


True Blood podia ser apenas uma adaptação chata de mais uma colecção de livros sobre vampiros, mas a verdade é que consegue muito mais sem esforço.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estreias 27 Maio'10: Cold Souls, Vincere, Bam gua nat, Prince of Persia, L'âge des Ténèbres, Le Premier Jour du Reste de ta Vie, Shrink e StreetDance

Amanhã, dia 27 de Maio, pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si:

Destaques:

Alma Perdida (Cold Souls)

Ano: 2009
Realização: Sophie Barthes
Argumento:
Sophie Barthes
Género: Comédia, Drama
Elenco: Paul Giamatti, David Strathairn, Dina Korzun, Katheryn Winnick e Emily Watson

Paul Giamatti (o próprio Paul Giamatti) é um famoso actor de teatro a atravessar uma crise de identidade. Um dia, ao folhear o jornal, dá de caras com o Soul Storage, um laboratório que retira, congela e guarda as almas de forma a libertar as pessoas das suas preocupações diárias. Seduzido pela ideia, resolve submeter-se ao processo e extrair a sua alma torturada, optando por alugar outra, supostamente mais despreocupada. Mas depressa percebe que a ideia não foi brilhante. E, quando regressa ao laboratório para recuperar a sua antiga alma, descobre que esta foi roubada e vendida no mercado negro. A sua alma pertence agora a uma actriz de telenovelas sem talento que, para tornar tudo ainda mais complicado, é casada com um perigoso mafioso russo. Agora, Paul terá de ir à Rússia para poder regressar, de corpo e alma, à sua vida normal.

Outras sugestões:

Vencer (Vincere)

Ano: 2009
Realização: Marco Bellocchio
Argumento: Marco Bellocchio

Ida Dalser (Giovanna Mezzogiorno) foi o primeiro amor e, supostamente, a primeira mulher de Benito Moussolini (Filippo Timi). Eram os tempos de formação de Benito, nos anos que antecederam a Primeira Grande Guerra, quando o futuro ditador tentava ainda a emancipação das massas através dos ideais socialistas, muito antes de se converter ao fascismo. Depois de uma relação impetuosa entre os dois da qual resultou um casamento e um filho, Benito, negando qualquer relação com aquela mulher, manda interná-los num asilo por demência declarada, sendo destruídos todos os registos médicos, assim como os supostos arquivos de casamento. Desta forma, mãe e filho são renegados e apagados da História. Encenado e musicado como se de uma ópera se tratasse e utilizando algumas imagens de arquivo, Marco Bellochio realiza um drama em que apresenta uma Itália isolada e destituída de identidade, tal como Ida, a personagem principal.


Noite e Dia (Bam gua nat)

Ano: 2008
Realização: Sang-soo Hong
Argumento: Sang-soo Hong
Género: Drama
Elenco: Su-jeong Hwang, Yeong-ho Kim e Seon-gyun Lee

Apanhado a fumar marijuana, Kim Sug-nam (Kim Yeong-ho), um pintor de alguma notoriedade, deixa toda a sua vida na Coreia do Norte e exila-se em Paris. Aí, longe das pressões diárias do seu país, instala-se num pequeno hotel de um compatriota e, inesperadamente, vê-se envolvido num grupo de expatriados coreanos. Assim recomeça a vida de Kim Sug-nam: durante o dia vai-se envolvendo com outras pessoas e com outras mulheres; de noite, já no quarto de hotel, "regressa a casa" através das horas que passa ao telefone com a sua mulher, que em Seul se debate com problemas com a polícia. Realizado por Hong Sang-soo ("O Poder da Província de Kangwon" e "A Virgem e os Seus Amantes"), um filme sobre as mentiras e engodos emocionais no relacionamento diário entre as pessoas.


Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
(Prince of Persia: The Sands of Time)

Ano: 2010
Realização: Mike Newell
Argumento: Boaz Yakin e Doug Miro
Género: Acção, Aventura
Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley e Alfred Molina

Império Persa, século VI. O destino de Dastan (William Foster em criança / Jake Gyllenhaal em adulto) era tornar-se príncipe, mesmo que as suas origens não o pudessem prever. Sem família, sozinho e abandonado à sua sorte, vagueia pelas ruas sobrevivendo graças apenas à generosidade alheia. Para aquela criança, cada dia é uma aventura e sobreviver um enorme desafio. Quando um capitão do Exército o castiga severamente por defender um amigo que rouba uma maçã, Dastan é poupado e adoptado pelo rei Sharaman (Ronald Pickup), acabando por crescer de acordo com os nobres ensinamentos do seu pai adoptivo e do seu tio Nizam (Ben Kingsley), um homem cuja vida é exemplo de sabedoria e bondade. Já adulto, Dastan, querendo provar o seu valor e demonstrar gratidão para com o rei que o tratou como filho, segue para Alamut, uma cidade aliada aos seus mais antigos inimigos. Mas, Alamut encerra um antigo segredo: as lendárias areias do tempo. Quando o rei Sharaman é cruelmente assassinado e Dastan acusado do crime, ele encontra na princesa Tamina a única aliada para limpar o seu nome. Tamina ensinará o seu novo amigo a sobreviver a todos os perigos do deserto e os dois irão encontrar o segredo encerrado nas areias que, segundo a lenda, consegue reverter o tempo e dar, a quem o controlar, o poder de subjugar o passado e o presente. Realizado por Mike Newell, é baseado nos jogos de vídeo "O Príncipe da Pérsia" criados em 1989 por Jordan Mechner, que no filme faz parte da equipa de argumentistas e produtores.


A Era dos Ignorantes (L'âge des Ténèbres)

Ano: 2007
Realização: Denys Arcand
Argumento: Denys Arcand
Género: Comédia
Elenco: Marc Labrèche, Diane Kruger, Sylvie Léonard e Caroline Néron

Jean-Marc Leblanc (Marc Labrèche) é um homem com uma vida insignificante, desprezado por todos que, sempre que pode, foge da realidade para uma vida cheia de coisas excitantes. Mas estas, infelizmente, apenas existem na sua imaginação. Nos seus sonhos ele é um cavaleiro, uma estrela de rock, um actor de cinema, um escritor célebre. E sempre com um imenso poder sobre o sexo oposto. Um dia, farto de viver uma existência adulterada, decide mudar de atitude e dar uma nova hipótese à sua vida real. Escrito e realizado pelo canadiano Denys Arcand ("O Declínio do Império Americano", "As Invasões Bárbaras"), um filme sobre as pressões sociais de sucesso que pouco se adequam à vida de uma pessoa comum.


O Primeiro Dia do Resto da Tua Vida
(
Le Premier Jour du Reste de ta Vie)

Ano: 2008
Realização: Rémi Bezançon
Argumento: Rémi Bezançon

O primeiro dia do resto da vida de alguém. O dia que marcou de tal modo a existência de uma pessoa que se transforma num marco. Ou num recomeço. Neste caso particular trata-se do dia mais marcante da vida de cada um dos membros da família Duval. E assim, pegando nestes cinco dias tão importantes, o realizador Rémi Bezançon apresenta-nos cada uma das cinco personagens: a mãe Marie-Jeanne (Zabou Breitman), o pai Robert (Jacques Gamblin) e também Albert (Pio Marmaï), Raphaël (Marc-André Grondin) e Fleur (Déborah François), os três filhos adolescentes.


A Mente dos Famosos (Shrink)

Ano: 2009
Realização: Jonas Pate
Argumento: Thomas Moffett
Género: Drama, Comédia
Elenco: Kevin Spacey, Keke Palmer e Mark Webber

Henry Carter (Kevin Spacey) é o psiquiatra dos famosos. Com uma enorme credibilidade enquanto profissional, os seus pacientes são as mais cobiçadas estrelas de Hollywood, cada uma com a sua obsessão particular: a actriz em decadência, o argumentista instável, o agente obsessivo compulsivo. Tudo corria na perfeição até surgir, na sua vida, uma situação com a qual ele próprio é incapaz de lidar. Quando começa a fumar marijuana como fórmula terapêutica, o seu mundo desmorona-se e Henry dá por si a questionar todo o seu modo de vida. Sem confiança em si próprio, coloca-se a questão: será ele quem ajuda os seus pacientes a superar os seus problemas ou o inverso?

StreetDance 3D (StreetDance 3D)

Ano: 2010
Realização: Max Giwa e Dania Pasquini
Argumento: Jane English

Carly (Nichola Burley) é uma bailarina de streetdance a atravessar um momento difícil. Apesar da euforia pelo seu grupo de dança ter sido apurado para as finais do Campeonato Inglês de Streetdance, o seu namorado, também bailarino, abandona-a e a todo o grupo deixando-os completamente desmoralizados. Para agravar a situação acabam por perder o espaço onde ensaiavam e precisam urgentemente de uma alternativa antes que seja impossível a sua participação no concurso. Mas a solução não tarda a chegar quando Helena (Charlotte Rampling), a professora da Academia de Ballet Clássico, absolutamente deslumbrada com o entusiasmo daquele grupo tão distinto do seu, decide fazer-lhes uma proposta: eles usam o estúdio da Academia em troca de uma colaboração com os alunos de ballet. E, de um choque de culturas inicial que faz prever uma colaboração desastrosa, nasce uma relação de admiração mútua onde todos saem a ganhar.

Sinopses: Cinecartaz.Público

Um Sonho Possível, por Carlos Antunes


Título original: The Blind Side
Elenco: Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron e Jae Head

Há filmes que se mostram logo como os mais desavergonhados e manipuladores melodramas, apelando à lágrima fácil à simpatia do espectador sem ter de investir demasiado na qualidade cinematográfica.
The Blind Side inscreveria-se precisamente nessa categoria não fosse o trabalho de Sandra Bullock.


A haver uma justificação para o Oscar que ela recebeu é, exactamente, o facto de ela salvar um filme da irrelevância.
Dando o seu melhor a um papel que nem sequer pretendia, ela eleva o filme.
Sem ela isto não passaria de matéria para encher programação de Domingo num canal televisivo, mas com ela o filme merece um olhar mais sério, um olhar disposto a ver um trabalho que tem mais inteligência do que sentimentalismo.


O filme desenrola-se como uma discreta reflexão sobre os limites da bondade e do interesse humano.
Que uma pessoa possa merecer afecto e possa aspirar ao sucesso sem que para tal seja necessário que os que o rodeiam pretendam algo dela é aquilo que parece ser genuinamente impossível de acreditar, mesmo que seja possível de sentir.


Não há aqui "coitadinhos", nem "bonzinhos". Na verdade o filme centra-se na personagem que luta, sem uma razão perfeitamente definida, por uma causa que não precisa, que só lhe parece perturbar a vida... Até que finalmente se revela a pequena maravilha que o acaso tinha reservado.
Essa personagem em que tudo se centra é interessante, não é apenas uma representante de sentimentos de elevação.
E assim se faz um filme que tinha tudo para irritar o espectador sobressair da mediania generalizada.



terça-feira, 25 de maio de 2010

Trailer da animação "Alpha and Omega"

A Lionsgate revelou o primeiro trailer da sua animação Alpha and Omega:



Alpha and Omega narra a história de dois lobos que tentam regressar a casa, depois de terem sido enviados para o outro lado do país por um guarda florestal. O filme estreia a 17 de Setembro nos Estados Unidos.