terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Parabéns ao Tiago Ramos


O Split Screen deseja ao Tiago Ramos um feliz aniversário e que também este ano seja recheado de grandes filmes, posts de qualidade e muitos leitores.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Top 10 da Imprensa Canadiana



A imprensa canadiana divulgou o seu top 10 da indústria cinematográfica deste ano, com algumas surpresas. Os filmes indicados surgem por ordem alfabética.

  • An Education
  • Avatar
  • Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans
  • Bright Star
  • The Hurt Locker
  • I Killed My Mother
  • Polytechnique
  • The Trotsky
  • Up
  • Up in the Air

Menções honrosas:
Adventureland, Two Lovers, A Single Man e Inglourious Basterds

Segundo trailer de Robin Hood

Foi divulgado um segundo trailer de Robin Hood, muito semelhante ao primeiro, mas com a inclusão de algumas cenas novas:



Depois do início atribulado da produção que fez temer pela forma como o filme seria conduzido, parece que agora Robin Hood vai de vento em popa.

Robin Hood terá no seu elenco nomes como: Cate Blanchett, Oscar Isaac, Léa Seydoux, Vanessa Redgrave, Mark Strong, Scott Grimes, Kevin Durand, Alan Doyle, William Hurt e claro... Russell Crowe. Estreia a 14 de Maio de 2010, nos Estados Unidos.

Leia também:

Mark Pellington será o realizador do remake de El Orfanato



Desmentindo o que havia sido dito em pleno Verão, o remake de El Orfanato (2007) acabou por ganhar um novo realizador. Mark Pellington, realizador de The Mothman Prophecies (2002), será o responsável pela versão americana do filme.

Ao que parece e segundo indicações do próprio, Mark Pellington já se encontra há cerca de dois anos a preparar o remake com o apoio de Guillermo del Toro, produtor do filme espanhol.

The Orphanage deve estrear em meados de 2011.

Fantasporto 2010: Novidades (IV)

O Split Screen apresenta mais sugestões para o Fantasporto 2010, um dos mais importantes festivais internacionais de cinema fantástico:


Valhalla Rising (2009), de Nicolas Winding Refn

Valhalla Rising já passou este ano pelos festivais de Veneza, Londres e Toronto. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, autor da trilogia Pusher, traz-nos um pouco mais da cultura viking. O filme é a história de One-Eye, um prisioneiro extremamente forte que consegue fugir dos seus raptores num barco viking, mas acaba perdido numa ilha estranha. Um ambiente naturalista, uma atmosfera pesada e um universo fantástico é o que Valhalla Rising promete.



Guilt (2009), de Vassilis Mazomenos

Uma co-produção entre a Grécia e o Chipre, Guilt passeia pelas memórias de um antigo traficante de armas às portas da morte. O espectador vê-se no meio dos seus pesadelos e sentimento de culpa durante um período crucial da história do Chipre (a ocupação britânica, a sua independência e a invasão turca). Guilt fez parte do cartaz do Montreal Film Festival, entre outros.



Natural City (2003), de Byung-chun Min

Não só de novidades vive o Fantasporto. Nas retrospectivas e sob a temática da robótica, o sul-coreano Natural City voltará a ser exibido, depois de ter ganho o prémio de Melhores Efeitos Visuais no Fantasporto 2005 e que foi recentemente divulgado em DVD numa comemoração dos 30 anos do festival. Apelidado de Blade Runner oriental, o filme passa-se no ano 2080, após um grande desenvolvimento tecnológico na engenharia genética. Os cientistas criaram um chip que modifica o DNA humano, nascendo assim os Combiners.



Death of the Virgin (2009), de Joseph Tito

Do italiano Joseph Tito chega mais um horror movie baseado numa história real passada em Caravaggio, baseada na aparição da Virgem Maria em 1432 e na extraordinária pintura de Michelangelo Merisi. O filme conta a história de uma jovem canadiana que faz uma viagem espiritual, mas acaba torturada por fantasmas e a ter visões de misteriosos assassinatos relacionados com a pintura de Caravaggio.



Fish Tank (2009), de Andrea Arnold

Um dos filmes mais aguardados no certame, Fish Tank estreou este ano no Festival de Cannes, onde acabou por vencer o Prémio do Júri. Com oito nomeações aos British Independent Film Awards, o filme prima pelos aclamados desempenhos de Katie Jarvis e Michael Fassbender bem como o argumento de Andrea Arnold. Fish Tank aborda o descontrolo emocional de uma adolescente.



Brevemente seguir-se-ão mais filmes previstos para o Fantasporto 2010.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Poster de The Last Station

Ao que parece, The Last Station é o filme que arrancou uma das prestações do ano da consagrada Helen Mirren. Foi revelado um poster do filme:



The Last Station é uma biopic do último ano de vida de Leo Tolstoy e do seu casamento com a Condessa Sofya. Tolstoy é apresentado como uma homem dividido entre a riqueza e a humildade, enquanto que a Condessa Sofya procura seduzir o seu fiel discípulo, que acredita que mudará o seu testamento

Helen Mirren encontra-se nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz (Drama) e Christopher Plummer como Melhor Actor Secundário. Além desses, no elenco consta também James McAvoy e Paul Giamatti.

Michael Hoffman escreve e realiza o filme que tem uma estreia mais alargada nos cinemas americanos a 15 de Janeiro de 2010.

National Society of Film Critics: Os Vencedores

http://therogersrevue.files.wordpress.com/2009/12/hurt-locker-boom.jpg

Foram divulgados os vencedores dos National Society of Film Critics, uma das principais e mais conceituadas associações de críticos norte-americanos:

Melhor Filme
  • The Hurt Locker

Melhor Realizador
  • Kathryn Bigelow por The Hurt Locker

Melhor Actor
  • Jeremy Renner em The Hurt Locker

Melhor Actriz
  • Yolande Moreau em Séraphine

Melhor Actor Secundário
  • Christoph Waltz em Inglourious Basterds & Paul Schneider em Bright Star

Melhor Actriz Secundária
  • Mo’Nique em Precious: Based on the novel ‘Push’ by Sapphire

Melhor Filme Estrangeiro

  • Joel e Ethan Coen por A Serious Man

Melhor Filme Estrangeiro

  • Summer Hours (França)

Melhor Filme de Não-Ficção

  • The Beaches of Agnes

Melhor Fotografia

  • Christian Berger por The White Ribbon

Avatar, por Carlos Antunes

http://www.traileraddict.com/content/20th-century-fox/avatar.jpg

Título original:
Avatar
Realização: James Cameron
Argumento: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez e Giovanni Ribisi

Avatar é o mais avançado espectáculo visual que o cinema já viu. Visualmente não há nada que se compare.
A criação de um mundo de uma riqueza visual única tem de ser reconhecida, os métodos de filmagem e a tecnologia criada também, bem como as possibilidades que a partir dele se perspectivam.
Mas dizer que é revolucionário é minimizar os efeitos do que fomos vendo ao longo deste ano. Seja a profundidade de campo (e riqueza cinematográfica) do 3D demonstrada por Up, seja a riqueza cinética do 3D demonstrada por Ice Age: Dawn of Dinosaurs ou as possibilidades criativas do motion capture demonstradas por A Christmas Carol, já estávamos preparados para o passo lógico seguinte.
Subiu-se um degrau na qualidade de tudo isto, o que é admirável pela demonstração de capacidade, mas Avatar só seria absolutamente revolucionário se tivesse surgido sem predecessores, um filme que mesmo que fosse imperfeito não tivesse sequer um pequeno ponto de comparação com qualquer outro.
Aqui a surpresa dura pouco, o tempo de nos habituarmos à normalidade daquela construção imensa e começarmo-nos a cansar dela.


Cansaço de ser forçado a olhar sistematicamente para pouco mais do que uma execução precisa de um planeta imaginado de base.
A maior parte do filme é um olhar sem nada de distintivo por parte de James Cameron, sem ser capaz de dar um cunho distintivo à realização, atravessando a sua criação deslumbrado e satisfeito em olhar como o mais comum dos mortais.
Só chegando ao final do filme, para a enorme batalha que se desenrolará, encontramos um Cameron interessante, imaginativo e com o instinto ligado.
Cameron, com tanto à sua disposição, não soube sequer passar para lá da mera demonstração de possibilidades e criar algo de genuinamente cinematográfico.
Não se trata sequer de tentar compreender a obrigação de um 3D que torna mais realista a experiência de um mundo absolutamente virtual.
Trata-se antes de perceber porque é que Cameron passou da breve amostra da execução cinematográfica do 3D - a profundidade de campo e a consequente riqueza da tela - para o seu esquecimento. O filme não utiliza o 3D para enriquecer planos, ritmos ou movimentos.


Para um filme onde o olhar significava tudo, o falhanço nessa área acaba por reforçar as evidências do falhanço nas restantes.
A história esquemática e (mal) copiada do mito da Pocahontas vai-se denunciado cena a cena, o que coloca o espectador num estado letárgico de quem sabe o que irá ver ainda antes de surgir.
As personagens são peões de um propósito e têm direito a pouco mais do que maus chavões com pretensões a tiradas certeiras.
A filosofia é de mera pacotilha, nem que seja por não conter originalidade, colocando a natureza como uma imensa rede tecnológica - uma internet natural, se assim quiserem ver - onde todos estão interligados de forma muito mais real do que aquela que poderemos encarar na Terra.
As mensagens forçadas contra o espectador são nada menos do que irritantes, seja a ecológica contra a destruição do nosso próprio planeta - e nem valerá a pena discutir a ironia de isso sair de um filme que, directa e indirectamente, muito terá contribuído para esse efeito - ou a política contra a guerra baseada na cobiça - fora de tempo, para dizer o mínimo. Não é num filme como este que as pessoas pretendem ver tais mensagens e muito menos que as registarão.


O que o filme realmente precisava era de se ter dedicado ao dilema de identidade que Jake Sully parece sofrer.
Os breves momentos em que tal ocorre - independentemente dos maus diálogos de que depende - são os mais prometedores e seriam, se nada mais, o pano de fundo para radicalizar a experiência e o discurso, mantendo o interesse no filme muito mais acentuado.
Isso ou ficar definitivamente entregue a Neytiri, a mais aguerrida e rica das personagens, primal e emotiva, plena de instintos mas também de uma sabedoria natural.
Não chega a ser uma personagem plena, mas se pudesse ter sido o seu olhar e a sua constituição como guerreira que acompanhássemos, talvez valesse nesse momento simplesmente olhar o mundo de Pandora, pois aí sim estaríamos verdadeiramente engajados por este filme.


Avatar ficará, inegavelmente, como uma recordação importante no que ao Cinema diz respeito.
Mas sem nada daquilo que é verdadeiramente vital ao Cinema desde os seus primórdios, Avatar estará ao nível de The Jazz Singer, lembrado por ter sido o primeiro filme com diálogos, mas cada vez menos interessante à medida que os anos passam (não que alguma vez tenha sido), nem que seja pela banalização do seu efeito-surpresa.
O problema é que os talkies acabaram por atrasar muitas das possibilidades que os filmes mudos vinham escancarando - basta ver Sunrise: A Song of Two Humans para as encarar.
Resta saber o que significará Avatar para o Cinema actual, pois todas as possibilidades que acarreta podem não passar afinal de aparência.




Passatempo À Beira do Abismo

[À+beira+do+abismo.jpg]

Philip Marlowe estará para sempre inscrito na História da literatura, mas igualmente do cinema.
Esta mítica personagem, primeiro interpretada por Dick Powell mas imortalizada por Humphrey Bogart em The Big Sleep (precisamente na adaptação deste À Beira do Abismo) estará para sempre na memória dos cinéfilos.
Por isso mesmo decidimos assinalar a mais recente edição do romance com um passatempo.

Para se habilitarem a ganhar um de cinco exemplares que a editora Contraponto está a oferecer, bastará que nos sugiram um nome português que pudesse servir a um detective como Marlowe.

As respostas mais interessantes serão premiadas. Boa sorte a todos!

Regulamento:
- O passatempo decorre até às 19:00 do dia 13 de Janeiro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de enviar um email para splitscreen.passatempos@gmail.com. Esse email deverá conter, além das respostas às perguntas colocadas, o nome completo e a morada do participante.
- Os premiados serão escolhidos entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

Florida Film Critics Awards: Os Vencedores



Também na Flórida, os preferidos dos críticos de cinema não foram muito diferentes das previsões. A única surpresa foi na categoria de Melhor Fotografia, com Avatar a levar o prémio para casa.

Melhor Filme
  • Up in the Air

Melhor Actor
  • George Clooney em Up In The Air

Melhor Actriz
  • Gabourey Sidibe em Precious

Melhor Actor Secundário
  • Christoph Waltz em Inglourious Basterds

Melhor Actriz Secundária
  • Mo’Nique em Precious

Melhor Realizador
  • Jason Reitman por Up In The Air

Melhor Argumento
  • Scott Neustadter e Michael Weber por (500) Days of Summer

Melhor Fotografia
  • Mauro Fiore por Avatar

Melhor Filme Estrangeiro
  • Sin Nombre (México)

Melhor Filme de Animação
  • Up

Melhor Documentário
  • The Cove

Prémio Revelação
  • Gabourey Sidibe em Precious