segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ryan Murphy confirma "Glee" no cinema, mas não como esperado



Depois de termos revelado este ano que o contrato das estrelas de Glee contém cláusulas que prevêem a realização de três eventuais longas-metragens baseadas na série, o seu criador Ryan Murphy veio a público e falou no assunto.

Em entrevista sobre o seu recente filme Eat Pray Love, Ryan Murphy confirmou que Glee chegará ao grande ecrã. Embora tenha admitido tal acontecimento, salientou que "não será exactamente como as pessoas pensam" e que já recusou, há cerca de um mês, uma proposta para a realização de um filme sobre a série.

Aparentemente a ideia de Ryan Murphy - embora não isenta de algum receio da sua parte - é produzir um concerto 3D semelhante àqueles já feitos por Hannah Montana e pelos Jonas Brothers. A boa recepção da tour europeia de Glee levou-o a ter este projecto em mente.

Ainda não se sabe se este filme terá apenas números musicais ou se além disso conterá uma história ou cenas especiais. Também não existe data definida para o início das filmagens.

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Queer Lisboa 2010: Os Vencedores



O júri da secção competitiva do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, composto por Rita Blanco, José Luís Peixoto, Michèle Philibert, Gorka Corneio e Thomas Abeltshauser anunciaram os principais vencedores do 14.º festival Queer Lisboa. Já Veronika Minder, Rui Pedro Tendinha e Adília Godinho foram responsáveis pelo júri da secção competitiva documental. Este ano, a Argentina foi o principal vencedor:

Melhor Longa-Metragem:
El Último Verano de La Boyita de Julia Solomonoff

Melhor Actor:
Lucas Ferraro em Plan B

Melhor Actriz:
Guadalupe Alonso, Mirella Pascoal e Nicolas Treise em El Último Verano de La Boyita

Menção especial:
Open de Jake Yuzna

Melhor Documentário:
Ångrarna – Regretters de Marcus Lindeen

Menção especial (DOC):
I Shot My Love de Tomer Heymann

Melhor curta-metragem - Prémio do Público:
Toiletzone de Didier Blasco

Teaser trailer do remake "True Grit", dos irmãos Coen



Em Março do ano passado tínhamos falado da ideia dos irmãos Coen realizarem um remake de True Grit (1969), que deu a John Wayne o Óscar de Melhor Actor. Inesperadamente chegou hoje à internet o primeiro teaser trailer desse remake, com título homónimo:



No filme de Henry Hathaway, John Wayne interpretava Rooster Cogburn, um marshall zarolho, envelhecido e irascível que ajudava Mattie, uma jovem de 14 anos, a encontrar o assassino do pai através de um território índio. Mas neste caso, Joel Coen e Ethan Coen pretendem manter-se fiéis ao romance original, colocando o ponto de vista de Mattie como o principal da história.

Embora não constasse este ano nas previsões para o Óscar, parece que este poderá ser um candidato promissor na próxima temporada de prémios. Jeff Bridges (Crazy Heart), Matt Damon (Invictus), Josh Brolin (Milk) e a inexperiente Hailee Steinfeld serão os protagonistas.

True Grit encontra-se em pós-produção e deve estrear nos Estados Unidos a 25 de Dezembro deste ano.

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Obituário: Gloria Stuart


04 de Julho de 1910 - 26 de Setembro de 2010

Faleceu, aos 100 anos de idade, a actriz Gloria Stuart, vítima de cancro no pulmão. Há uns anos atrás a actriz já tinha vencido um cancro na mama. Gloria Stuart iniciou a sua carreira nos anos 30 em filmes como Street of Women (1932), The Kiss Before the Mirror (1933) e The Invisible Man (1933). Depois de ter participado em inúmeros filmes, desiste da sua carreira nos anos 40, com participações pontuais nos anos 80, mas é em Titanic (1997) que a actriz volta à ribalta, ao tornar-se a actriz mais velha a ser nomeada ao Óscar. Entre alguns dos seus feitos, Gloria Stuart foi uma das fundadoras dos Screen Actors Guild.

Passatempo Dexter


Bem a propósito da estreia da quinta temporada de Dexter na televisão americana temos um excelente conjunto de prémios para oferecer a três dos nosso leitores.



Trata-se de um pack contendo os três livros que inspiraram a série e que já foram editados em Portugal pela Bertrand.
Dexter - Um pesadelo raiado de negro, Querido, querido Dexter e Dexter na sombra são os três de Jeff Lindsay que a Betrand recuperou recentemente com novas capas a lembrarem o enorme sucesso que a série vem tendo.



Tendo a certeza que este será um dos prémios mais desejados aqui no Split Screen, temos um grande desafio para propôr.
Têm de nos contar as vossas ideias para a série, seja a ideia de argumento para uma próxima temporada, seja a sugestão do modus operandis do próximo serial killer da série ou seja uma reflexão sobre a natureza de Dexter. Queremos ideias novas, inusitadas, extravagantes.
Os três leitores que mais nos conseguirem surpreender ganham este pack completo.



Regulamento:
- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 17 de Outubro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos por um júri constituído por elementos do Split Screen entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Primeiro poster de "Moscow, I Love You"



Desde Paris, je t'aime (2006) que as antologias dedicadas a explorar o amor em diferentes cidades do Mundo começaram a surgir. Entre vários projectos em fase de pré-produção, surge agora Moscow, I Love You, dedicado à capital russa. Embora este não esteja inserido no projecto Cities of Love de Emmanuel Benbihy (que além de Paris, já dedicou outro à cidade de Nova Iorque e virão ainda sobre o Rio de Janeiro, Xangai e Jerusalém), Moscow, I Love You é um projecto alternativo desenhado nos mesmo moldes.

O filme conta com 18 curtas-metragens de realizadores russos que tentaram capturar o espírito da cidade de Moscovo actual. Yegor Konchalovski (Antikiller) é o produtor do filme que inclui estórias divertidas, românticas e comoventes, dando um diferente ponto de vista à cidade: um pouco mais ingénua e despretensiosa, mais sincera e amigável.

O filme estreou este mês na Rússia. Não tem ainda distribuidora internacional.

Mais um poster da segunda temporada de "Modern Family"

Antes da estreia da segunda temporada da sitcom Modern Family, o espírito era aquele retratado no primeiro poster promocional. Agora que já estreou, a calma já se instalou entre os fãs. Por isso eis o novo poster da segunda temporada da série:



Modern Family é exibido todas as quarta-feiras no canal ABC.

Primeiras Impressões: Glee, segunda temporada

[Aviso: este artigo contém alguns spoilers acerca do primeiro episódio da 2ª temporada de Glee]

A nova temporada de Glee não teve um começo particularmente brilhante. O episódio de estreia abre com uma espécie de documentário escolar sobre a forma como alunos e professores passaram o Verão, uma introdução que cumpre o papel de enquadrar a temporada num novo ano lectivo. A narrativa segue com uma estrutura convencional de problemas e confusões, atitudes precipitadas e a sua eventual redenção. Pelo caminho, são introduzidos 3 novos personagens, mas nenhum se revela à partida como mais do que uma ferramenta para desenvolver os já existentes.


Beiste (Dot Jones) foi provavelmente a melhor adição ao elenco. Em poucos minutos, consegue virar Will e Sue Sylvester do avesso, precipitando-os numa aliança contra a nova professora. Será de esperar que a dinâmica deste trio se torne um ponto central desta temporada, mas tudo dependerá de como esta for executada. Já os dois novos alunos tiveram uma introdução menos feliz. Sunshine (Charice) é imediatamente instrumentalizada como alvo dos ciúmes e egoísmo de Rachel devido aos seus fantásticos dotes vocais – um tema repetido demasiadas vezes durante a primeira temporada e que já deveria ter sido ultrapassado. Ainda assim, a voz de Charice é impressionante e o primeiro solo da sua personagem será prova disso. Por sua vez, Sam Evans (Chord Overstreet) aparenta ser o tipo de rapaz que faltava para agradar a todas as audiências, pois as suas semelhanças com Justin Bieber saltam imediatamente à vista. A sua introdução é feita de forma idêntica à de Finn no primeiro episódio, o que não é coincidência: a série parece querer desenvolver uma rivalidade entre os dois rapazes.


Não havendo grandes avanços a nível do enredo, seria de esperar que as músicas tivessem maior destaque. A única música de grupo em todo o episódio (Empire State of Mind) está bem conseguida, mas já o primeiro dueto entre Rachel e Sunshine fica marcado pela quantidade surpreendente de auto-tune que se consegue ouvir numa casa de banho. As músicas em Glee sempre se caracterizaram pela qualidade de estúdio – algo que nem todos apreciam pela falta de realismo, mas é feito a pensar na qualidade sonora. Já a aplicação de distorções vocais em ambientes casuais se torna mais questionável e até, neste caso, bastante ridícula.


Se os novos personagens e músicas não trouxeram nada de particularmente refrescante à série, também não tiraram nada do que é necessário para um episódio de Glee. As one-liners da Britanny e a forte presença de Sue Sylvester originam os momentos mais divertidos, mesmo num episódio em que grande parte dos personagens habituais têm muito pouco destaque. Quem não gostou dos episódios temáticos da primeira temporada (como o de Madonna, Lady Gaga ou música Funk), poderá ter alguns dissabores logo ao segundo episódio: avizinha-se o episódio dedicado a Britney Spears, mas este será também o primeiro centrado na hilariante Britanny. Apesar do arranque morno da temporada, a popularidade de Glee continua ao rubro. Os produtores ainda não consideram que seja tempo de grandes mudanças e os New Directions seguem, por enquanto, sem mudar de direcção.

Revista Golden Ticket #2 | Online



A Revista Golden Ticket # 2 que apresentámos há duas semanas neste blogue, já se encontra online para consulta (poderão fazer também download). Dedicada inteiramente aos mind fuck movies, isto é, aqueles filmes que deixam o espectador "desnorteado", esgotado mentalmente, confuso e que geram sempre grande debate, a revista divide-se em várias secções.

Doze críticas escolhidas pelos redactores que variam desde Donnie Darko (2001) e Mulholland Dr. (2001), até Antichrist (2009) e Primer (2004) indicam os seus mind fuck movies preferidos. Que nem todos escolheríamos alguns destes filmes aplicados a tal definição (tudo é uma questão de critério pessoal) é verdade, mas nunca é tempo perdido ler diferentes pontos de vista.

A revista conta ainda com um pequeno artigo sobre a definição da temática da mesma, uma (polémica) entrevista a um jovem recém-licenciado em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia, um artigo dedicado à próxima edição do festival MOTELx, bem como páginas com publicidade a alguns dos blogues de cinema que se associaram a este projecto.

Só bons motivos para fazer download (gratuito e legal) desta revista e ter uma fonte de leitura interessante e consulta.

sábado, 25 de setembro de 2010

Review: The Big Bang Theory - Season 2


The Big Bang Theory (TBBT) chegou-nos com uma segunda temporada melhor do que a primeira, talvez ajudada pelo facto de já não serem precisas apresentações às personagens. Quer queiramos, quer não, uma série na sua fase inicial tem sempre de passar pela fase de adaptação e apresentação, que raramente é agradável.

Agora que o Sheldon (Jim Parsons) deixou de ser um tipo estranho para passar a ser um tipo estranhamente familiar para os espectadores, que Leonard (Johnny Galecki) já não parece ser assim tão "cromo", que Howard (Simon Helberg) é assumidamente alguém que não percebe nada de mulheres mas gosta de se convencer que sim e que Raj (Kunal Nayyar) descobriu a solução temporária para o seu problema, podemos prosseguir a narrativa sem ter de explicar as personagens. Já Penny (Kaley Cuoco), essa sempre foi fácil de perceber, excepto no que diz respeito a Leonard.


Nesta temporada, TBBT conseguiu atingir em determinados episódios uma qualidade que não esperei que alguma vez atingisse, nomeadamente em episódios como The Euclid Alternative (em que Sheldon usa pela primeira vez um simulador de condução), The Friendship Algorithm (onde Sheldon tenta travar amizade com um colega insuportável da universidade) e The Maternal Capacitance (onde conhecemos pela primeira vez a mãe de Leonard). São estes pequenos picos na qualidade que dão vontade de ver mais e garantem que a série não se baseia na premissa de "mais do mesmo".

A nível de humor, temos um Sheldon muito mais capaz em termos sociais e quase capaz de reconhecer uma intervenção sarcástica, embora continue a ser a personagem mais alienada da sociedade que alguma vez surgiu em tv. A comédia continua a ser feita para todos, embora o seu nicho-alvo continue a ser muito explorado em diversas formas, desde decoração, jogos entre os quatro físicos e tiradas humorísticas.


Tivemos também um pouco mais de destaque para os pais de todos os físicos, todos eles únicos e diferentes entre si, que nos permite verificar até que ponto foram influentes na vida de quatro das cinco personagens principais, pelo que guardo pela aparição dos familiares de Penny com alguma ansiedade. Obviamente a melhor intervenção de um familiar até agora foi a da mãe de Leonard, interpretada por Christine Baranski, que facilmente se poderia tornar na melhor amiga de Sheldon.

TBBT continua a melhorar, o que é de louvar numa série com 4 temporadas asseguradas. Está realmente a conseguir o seu lugar na história das comédias em tv e espero que se mantenha em rota de ascensão nas próximas duas (e esperemos que tenha mais do que essas).