sábado, 7 de maio de 2016

Jia, por Carlos Antunes



Título original: Jia
Realização: Liu Shumin
Argumento: Liu Shumin
Elenco: Shoufang Deng, Lijie Liu, Xiaomin Liu


Cinco horas é duração de um épico. Pese embora a ausência de uma aventura de grande escala, Jia é esse épico.
Há uma viagem, uma singela visita de um velho casal aos seus filhos, os dois que já se casaram e fazem as suas vidas em grandes cidades.
Há uma missão, o casal pretende pedir auxílio financeiro para a sua outra filha, que precisa de remodelar uma casa para deixar (de novo) de morar com eles.
O que ocupa tantos minutos é a preparação desse desenlace, o reestabelecer da relação entre duas ou até três gerações de uma mesma família para que a pergunta possa ser feita.
Não é um confronto mas é certamente um jogo de paciência entre os personagens que, com as suas tão diferentes características, estão também a expor um retrato abrangente da China que tende a estar menos retratada nos filmes que vemos por cá.
Uma China na vertigem da ascensão social e da afirmação económica e não o país da população esquecida (vale a pena recordar Três Irmãs).
Nesta obra a actualidade chegou em força e pela presença de Deng e Liu descobre-se que o novo-riquismo de Fucheu ou a enormidade de Xangai representam uma forma de egoísmo nascido da mudança de cultura.
A necessidade de dar nas vistas da primeira filha, que prefere oferecer prendas caras aos pais a emprestar o dinheiro à irmã, sinaliza a conclusão que se tira quando a visita chega a Xangai e ao filho que se afirma por viver na cosmópole (logo, na aparência do cosmopolismo).
Num apartamento mais exíguo do que o da vila dos seus pais, ele rejeita a ideia de continuar a família, e a realidade é agora idêntica à da cultura ocidental.
A casa tornou-se uma agregação de casulos isolacionistas: cada um fechado no próprio quarto a ver televisão.
Para o filho, aquele é um espaço para estar, com o mínimo de funcionalidade e conforto. Terá de ser o pai a intervir para lhe simplificar a vida e ganhar espaço na cozinha - ainda e sempre o centro de qualquer casa, em qualquer parte do mundo.
A progressão de um lar até uma casa marca a própria cadência das relações entre gerações cujo fosso etário é cada vez maior.
Nisso se vê que a influência de Ozu não está apenas na dinâmica com que Liu Shumin motiva o reencontro de gerações. Está na forma como o realizador entende o espaço da casa.
Um espaço - quando existe! - onde há um eixo que liga as divisões em contínuo porque a casa é o espaço que une as vidas familiares.
A família não cabe toda numa mesma divisão e, por isso, existe em conectada através das portas deixadas abertas e do posicionamento das estruturas essenciais.
Dentro de casa passam-se as cenas mais fascinantes do filme. De tal forma envolvido, o público deixa de dar conta que está perante eventos numa tela.
Diante dos olhos está a realidade, particular àquela família, mas universal pela partilha de atitudes e formas de estar que se reconhecem da vida comum.
Essa sensação nasce dos dois actores centrais, cujas interpretações se tornam comportamentos instintivos de cuja honestidade não temos como duvidar.
Liu Shumin torna ainda mais intenso o conforto deixando correr o tempo dos planos para captar a naturalidade de Deng e Liu.
Os cortes e a montagem viriam dissipar a hipnose de olhas aquelas vidas. Dentro de casa não há ficção.
Tal sensação é importante pelo contraste que cria com os momentos que ocorrem na rua. Nada de peripécias, um deles até de união familiar em torno de um jogo de cartas.
Nas cenas de exteriores a família pode estar, de facto, junta, todos num mesmo enquadramento e não no posicionamento que o realizador, apesar de tal ser quase invisível, tem de preparar para as cenas de interiores.
Por mais belos que sejam alguns destes enquadramentos na rua, são momentos que não devíamos presenciar.
Voyeurismo social, filmado por entre ramos de árvore ou à distância, porque culturalmente não é na rua que aquelas interacções acontecem.
Dentro de casa o espectador pode estar muito mais confortável. Lá é o espaço natural das relações familiares.
O embaraço que se pressente quando a família está na rua faz com que se chegue perto do intransmissível pudor emocional  da cultura asiática.
O que vem tornar mais importante o que se vê dentro de casa, onde afinal a tradição resiste por entre a afirmação da classe média.
A ideia de núcleo familiar é trazida à evidência pelo casal que crê e insiste de forma genuína na preservação do respeito pelos anciãos e pela lealdade fraterna.
Fá-lo de forma simples, intervindo sem ser solicitado, mostrando-se útil em vez de ser colocado à margem.
São os tais gestos naturais - e universais - que neste caso até são mais significativos em Deng, por ser a matriarca. O chegar e colocar o avental para preparar o pequeno-almoço ao genro ou ensinar a nora a cozinhar.
Liu e Deng pela sua viagem unem as restantes vidas no mesmo fio. Essa é a obrigação - e a vontade, por certo - dos pais, pois os filhos devem procurar a sua independência.
O que eles tentam é transmitir uma última réstea de funcionamento comunitário que permita que cada nova família exista, com alguma aproximação, como as que a antecederam.
O filme indicia essa impossibilidade da família resistir como se idealiza, de resistir como é da tradição chinesa.
Culpa do desequilíbrio da chegada da riqueza generalizada para uma parte da população ou pela abertura a um ideário ocidental.
Um desequilíbrio que já está no interior da família de Liu e Deng, eles próprios incapazes de abdicar de alguma dose de ostentação na construção da casa da filha mais velha, mesmo se têm de pedir dinheiro aos restantes filhos.
O final do filme olha para o desequilíbrio mais vasto, fazendo colidir a família que acompanhámos com outra vertente da China.
A de uma classe social que ainda vive receosa e incapaz de lidar com qualquer desvio à normalidade (restritiva) do quotidiano.
O final fala-nos ainda da família, já com a crueldade da dúvida.
Um outro núcleo familiar, bem mais frágil, não mereceu a nossa atenção e acaba por ter de persistir, para lá do âmbito do olhar, com um peso bem maior que só desejamos que não a afligir o elemento mais desprotegido dessa outra família.
Um núcleo familiar que, esse sim, faz recordar os papéis tradicionais, em que uma mulher (fala-se do género, não da maturidade) cozinha e um homem se isola ao fim do dia de traalho.
Uma outra família à beira da tragédia, tão intensamente olhada e esquecida naqueles poucos minutos finais de filme que afecta de forma profunda e quase faz a tragédia que se abateu sobre Liu ou a maravilha de acompanhar a viagem dele e Deng.





Posters de "The Neon Demon"

Foram divulgados dois posters oficiais para The Neon Demon, do dinamarquês Nicolas Winding Refn (Drive):


O filme de terror segue uma aspirante a modelo (Elle Fanning) que se muda para Los Angeles, cuja juventude e vitalidade são devoradas por um grupo de mulheres obcecadas por beleza. Ao elenco juntam-se ainda Keanu Reeves (The Matrix), Jena Malone (Sucker Punch), Christina Hendricks (Mad Men) e Bella Heathcote (Dark Shadows).

The Neon Demon compete pela Palma d'Ouro no Festival de Cannes 2016 e tem distribuição garantida em Portugal pela Leopardo Filmes.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Série sobre disputas históricas será protagonizada por Jessica Lange e Susan Sarandon


O canal FX anunciou a encomenda de uma temporada para Feud, uma nova série antológica de Ryan Murphy, que abordará algumas das maiores disputas da História. A primeira temporada abordará a disputa que envolveu, durante anos, as estrelas de cinema Joan Crawford e Bette Davis.

A rivalidade iniciou-se em 1962, durante as filmagens de What Ever Happened to Jane?. A disputa no grande ecrã passou para os bastidores, enquadramento que a narrativa abordará. Entre os momentos mais icónicos desta inimizade estão a cena no filme em que Jane maltrata a sua irmã - pessoas dizem que Davis realmente pontapeou Crawford - ou na cena em que Jane tinha de arrastar Blanche pelo chão - Joan colocou pesos nas roupas; Bette teve de ausentar-se das filmagens por três dias, devido às dores na coluna. Apenas Bette Davis foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz pelo filme: Joan Crawford entrou em contacto com as outras nomeadas para aceitar o seu prémio no dia da cerimónia. Nesse ano, Bette Davis perdeu o Óscar para Anne Bancroft; Joan Crawford aproximou-se da rival, disse "Com licença" e subiu ao palco para aceitar o prémio da colega de profissão.

Na série, Jessica Lange (American Horror Story) será Bette Davis e Susan Sarandon (Thelma & Louise) fica com o papel de Joan Crawford. Alfred Molina (The Normal Heart) interpreta o realizador Robert Aldrich, Stanley Tuccy (The Lovely Bones) será Jack Warner, Judy Davis (Husbands and Wives) a colunista social Hedda Hopper e Dominic Burgess interpretará o actor Victor Buono.

Feud começa a produção no Outono deste ano de oito episódios, tendo em vista a sua estreia em 2017.

"Criminal Minds" é renovada para a sua décima segunda temporada


O canal CBS confirmou a renovação de Criminal Minds para uma décima segunda temporada. 

A última temporada da série atingiu a média de 9 milhões de espectadores ao vivo, a terceira melhor audiência do canal. Estes números sobem, quando somamos o DVR dos primeiros sete dias, para 12,8 milhões de espectadores.

Problemas financeiros atrasaram a renovação da série, sendo ainda que a saída de Shemar Moore do elenco ajudou a reduzir os custos. A décima segunda temporada de Criminal Minds contará com vinte e dois episódios.

Ratchet & Clank, por Telmo Couto


Título original: Ratchet & Clank (2016)
Realização: Kevin Munroe, Jericca Cleland
Argumento: T.J. Fixman, Kevin Munroe, Gerry Swallow
Género: Animação

Depois do jogo, o filme. Na realidade foram planeados e realizados em conjunto e contam a mesma história de diferentes perspetivas, ao contrário do que acontece em muitas adaptações de videojogos para filmes ou vice-versa. Ratchet & Clank não é uma adaptação, mas parte de um projeto transmedia que inclui jogo e filme como parte do reboot de um grande clássico da PlayStation 2 aos tempos modernos.

Ratchet & Clank é a história de um lombax especializado em mecânica, que se cruza com um robô "defeituoso" escapado de uma fábrica onde o vilão está a criar um exército destruidor. Ratchet ambiciona ser um herói, mas para isso terá primeiro de ser aceite na equipa de rangers intergaláticos, liderada pelo Capitão Quark cujo ego é superior ao tamanho dos músculos. É uma história simples e divertida, que falha apenas por ser demasiado apressada na primeira metade, sem dar tempo aos personagens para evoluir naturalmente. Há aqui um problema de ritmo, como se a necessidade de ter sempre alguma coisa a acontecer impedisse o filme de respirar e fluir melhor.

Visualmente, o filme está entre o melhor que se faz atualmente a nível de animação, com personagens muito detalhados e expressivos. Há ainda um conjunto de referências visuais que os fãs do videojogo irão apanhar, embora não seja necessário qualquer conhecimento para desfrutar do filme. A versão dobrada em Português sofre ainda com o mau tratamento de algumas piadas, que saem completamente ao lado, pelo que se recomenda a versão original caso o espectador não esteja a acompanhar crianças pequenas.

Embora esta animação proporcione uma boa experiência, não é tão gratificante para o espectador como é o jogo para o jogador, onde a história é melhor desenvolvida e os personagens têm mais profundidade. Vale principalmente pelo espetáculo visual e pelos sorrisos que vai provocando a toda a família.
Em colaboração com Meus Jogos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Netflix renova "The Ranch" para uma segunda temporada


O site de streaming Netflix anunciou a renovação da sua nova série de comédia, The Ranch. Dos produtores de Two and a Half Men, a série segue um jogador de futebol semi-profissional (Ashton Kutcher) que, após uma breve carreira, volta a viver num rancho no Colorado com o seu irmão Jimmy (Danny Masterson), com que passa a administrar os negócios da família, ao lado do pai (Sam Elliott). Ao elenco juntam-se ainda Debra Winger (Terms of Endearment) e Elisha Cuthbert (Happy Endings).

A primeira temporada de The Ranch teve os seus dez primeiros episódios disponibilizados em Abril, sendo que os restantes dez serão divulgados apenas na fall season. A segunda temporada da série contará também com vinte episódios, a estrear em 2017, também divididos em duas partes.

Estreias 5 de Maio'16: Janis: Little Girl Blue, Axilas, A Hologram for the King, Time Out of Mind, Ratchet and Clank, Exposed, Survivor, Rio Corgo, Mudar de Vida, Miracles from Heaven, Tini - El gran cambio de Violetta

Dia 5 de Maio pode contar com as seguintes estreias numa sala de cinema perto de si:

Destaques:

  Janis: Little Girl Blue (Janis: Little Girl Blue)
Ano: 2015
Realização:
Género: Documentário
Janis Lyn Joplin nasceu na cidade de Port Arthur, no Texas (EUA), em 1943. Considerada por muitos a maior cantora de blues e soul da sua geração, alcançou a fama no final da década de 1960 como vocalista do grupo Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, numa carreira a solo, acompanhada pelas suas bandas de suporte: a Kozmic Blues Band e a Full Tilt Boogie. Influenciada por grandes nomes do jazz e blues – como Aretha Franklin, Billie Holiday, Etta James, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Lead Belly ou Bessie Smith –, Joplin transformou-se num dos ícones do rock psicadélico dessa década. Durante a sua curta existência, lançou apenas quatro álbuns: "Big Brother and the Holding Company” (1967), "Cheap Thrills" (1968), "I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!" (1969) e o póstumo "Pearl" (1971). As últimas gravações que fez foram as músicas "Mercedes Benz" e "Happy trails", esta como presente para o aniversário de John Lennon, a 9 de Outubro de 1970. A dependência de drogas e álcool marcou a vida de Joplin e foi a causa da sua trágica morte. A 4 de Outubro desse ano, com apenas 27 anos de idade, foi encontrada sem vida devido a uma “overdose” de heroína. Com realização de Amy J. Berg (nomeada para um Óscar, em 2007, pelo filme "Livrai-nos do Mal") e narração da cantora Cat Power, "Janis: Little Girl Blue" é um documentário que contextualiza a vida de alguém que cresceu inadaptado. Numa recusa do clichê "hippie" e a glamorização simplista do "sexo, drogas e rock 'n' roll", a realizadora junta correspondência que Joplin trocou com a família com material de arquivo nunca antes disponibilizado – captado em concertos e bastidores –, revelando não apenas a artista, mas também a mulher em luta consigo mesma.

Outras sugestões:

Axilas (Axilas)

Ano: 2016
Género: Comédia, Drama
Elenco:  , , ,
Em bebé, Lázaro de Jesus foi abandonado à porta da propriedade de uma senhora abastada. Comovida, ela acabou por recebê-lo como o neto que nunca teve. À medida que cresce, Lázaro cria uma estranha atracção por axilas femininas, que considera profundamente sensuais e poéticas. Quando, durante um concerto de música clássica, observa a violinista Maria Pia a tocar, Lázaro apaixona-se irremediavelmente. E o desejo que sente é de tal modo poderoso que quase o leva à perdição. Com realização de José Fonseca e Costa ("Sem Sombra de Pecado", "A Mulher do Próximo", "Cinco Dias, Cinco Noites", "Viúva Rica Solteira Não Fica"), segundo um argumento seu com Mário Botequilha, é uma adaptação livre de um conto do romancista e ensaísta brasileiro Rubem Fonseca, incluído na obra "Axilas & outras histórias indecorosas". Os actores Pedro Lacerda, Elisa Lisboa, Maria da Rocha, André Gomes, Margarida Marinho, Fernando Ferrão e José Raposo dão vida às personagens de "Axilas", que conta ainda com as participações especiais de Paula Guedes e Rui Morisson.


Negócio das Arábias (A Hologram for the King)

Ano: 2016
Realização:
Argumento:
Género: Comédia, Drama
Elenco:  , ,
Alan Clay (Tom Hanks) é um empresário norte-americano à beira da falência: perdeu a casa, o carro e até a esposa dedicada que, aparentemente, não aguentou a pressão de viver sem dinheiro para pagar as contas. Determinado a dar a volta à sua vida, encontra um meio de não se render à depressão. Mete-se num avião rumo à Arábia Saudita, o novo país das oportunidades, onde pretende vender uma ideia inesperada ao próprio chefe de Estado daquele país: um sistema holográfico tridimensional passível de ser usado em videoconferências. Apesar das dificuldades e do inevitável choque cultural que quase o leva ao desespero, é ali que vai encontrar a oportunidade de se reerguer e de se sentir novamente pronto a enfrentar o mundo. Com realização e argumento de Tom Tykwer ("Corre, Lola, Corre", "Heaven - Por Amor", "Cloud Atlas"), adapta a obra homónima de Dave Eggers, editada em 2012. Para além de Hanks como protagonista, o filme conta com a participação de Tom Skerritt e Sarita Choudhury.
Viver à Margem (Time Out of Mind)

Ano: 2014
Realização:
Argumento:
Género: Drama
Elenco: , ,  
Depois de uma série de infelicidades que o levaram a uma depressão profunda, George vê-se obrigado a sobreviver nas ruas de Nova Iorque (EUA). A sua situação, cada vez mais desesperada, fá-lo procurar refúgio no Bellevue Hospital, o maior centro de acolhimento para sem-abrigo da zona de Manhattan. Apesar da humilhação que sente por ter de aceitar a caridade de desconhecidos e ter de se encarar como vagabundo, é ali que vai conhecer Dixon, um homem que, tal como ele próprio, nada tem a oferecer a não ser a sua amizade. Juntos, vão percorrer o mesmo caminho. E um dará forças ao outro para avançar para um recomeço que os faça sentir-se humanos novamente. É com Dixon a seu lado que George ganha coragem para tentar reaproximar-se de Maggie, a filha que abandonou ainda pequena e que nunca foi capaz de o perdoar… Com argumento e realização de Oren Moverman ("O Mensageiro", "Rampart - O Renegado"), um drama comovente sobre a solidão, que conta com Richard Gere, Jena Malone, Ben Vereen, Kyra Sedgwick e Steve Buscemi nos papéis principais.

Ratchet e Clank  (Ratchet & Clank)
Ano: 2016
Género: Animação
Ratchet é um lombax, uma criatura alienígena com aparência de felino. Com um talento inato para tudo o que se relacione com mecânica e manuseio de armas, toda a sua vida sonhou com grandes aventuras, em que a sua coragem fosse apreciada e a sua inteligência posta à prova. Certo dia, conhece acidentalmente Clank, um pequeno "robot" dotado de inteligência artificial e sentimentos, de quem se torna grande amigo. Quando se deparam com uma arma capaz de fazer explodir todos os planetas do Universo, resolvem juntar-se ao capitão Qwark e o seu grupo de Rangers Galácticos para salvar o mundo da total destruição. Com eles, os dois jovens amigos vão compreender o verdadeiro valor da amizade, do heroísmo e, mais do que qualquer outra coisa, da valorização pessoal. Uma comédia de animação realizada por Kevin Munroe e Jericca Cleland segundo uma história original de T.J. Fixman. "Ratchet & Clank" adapta ao grande ecrã as famosas personagens do videojogo homónimo criado e desenvolvido pela Insomniac Games e publicado pela Sony Computer Entertainment para as várias consolas PlayStation. Na versão original, as vozes são emprestadas pelos actores Matthew Broderick, Simon Pegg, Jim Ward, Paul Giamatti, John Goodman, Bella Thorne, Rosario Dawson, Sylvester Stallone e Armin Shimerman.

Anjos e Sombras (Exposed)
Ano: 2016
Realização:
Argumento:
Género: Drama, Mistério, Thriller
Elenco:  , ,
Depois de descobrir que o seu parceiro foi encontrado morto, o detective Galban decide encontrar o culpado e colocá-lo atrás das grades. Percorrendo as ruas de Nova Iorque (EUA), tenta descobrir pistas que o levem ao assassino. Durante o processo, percebe que, afinal, o amigo pode ter estado envolvido em tráfico de drogas e abuso de poder, e que todas as pessoas que poderiam ajudar na investigação aparecem inesperadamente mortas. A única sobrevivente aparentemente associada ao crime é Isabel De La Cruz, uma jovem devota que estava presente no momento do incidente. Porém, Isabel luta com os seus próprios demónios e a aproximação de Galban pode colocar a sua segurança em causa… Um "thriller" psicológico com realização de Gee Malik Linton (acreditado sob o pseudónimo de Declan Dale) e com Keanu Reeves, Ana de Armas, Christopher McDonald, Big Daddy Kane e Mira Sorvino nos papéis principais.

Sobrevivente (Survivor)
Ano: 2015
Realização:
Argumento:
Género: Thriller, Drama
Elenco:  , ,
Kate Abbott é uma funcionária do Departamento de Estado Americano que se mudou recentemente para Londres (Inglaterra), para trabalhar na embaixada dos EUA. Quando, por mero acaso, sobrevive a um ataque terrorista que vitima toda a sua equipa, torna-se imediatamente suspeita de envolvimento. Assim que o local do crime é investigado, a bomba revela os mesmos componentes de um atentado ocorrido na capital francesa dois anos antes. Esse atentado foi perpetrado por um terrorista de nome Watchmaker, considerado um dos mais perigosos criminosos do mundo. Desacreditada, Kate só vê uma solução para se livrar das acusações: fugir das forças policiais que a querem capturar para interrogatório e encontrar os verdadeiros culpados que, aparentemente, têm planeado um novo atentado para vésperas de ano novo… Um "thriller" de acção realizado por James McTeigue ("V de Vingança", "O Corvo") segundo um argumento da autoria de Philip Shelby. O elenco inclui Milla Jovovich, Pierce Brosnan e Dylan McDermott.

Rio Corgo (Rio Corgo)
Ano: 2015
Realização:  ,
Argumento ,
Género: Documentário, Drama
O Sr. Silva tem muitas histórias para contar. Já foi agricultor, pastor, barbeiro, jardineiro, palhaço, mágico e outras tantas coisas ao longo da sua vida. Hoje, é apenas mais um vagabundo a deambular por Portugal. Ao chegar a uma aldeia recôndita do norte, junto às margens do rio Corgo, decide instalar-se numa casa abandonada. Os habitantes do lugar evitam-no, à excepção de Ana, uma adolescente curiosa com quem cria uma relação de amizade. Ela fica fascinada com as suas vivências, visões e fantasmas do passado. Ele, sabendo que se encontra na última etapa da sua vida, encontra nela o receptáculo da sua história. Com realização dos luso-suíços Maya Kosa e Sérgio da Costa, "Rio Corgo" é um misto de documentário e ficção à volta de uma figura verídica de uma aldeia do Douro. Estreado em 2015 no DocLisboa, onde recebeu o prémio de Melhor Filme Nacional, foi também selecionado para o Festival de Cinema de Berlim (2016).

Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra
 (Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra)
Ano: 2014
Realização:  ,
Género: Documentário
osé Mário Branco, músico, compositor, poeta, activista, cronista e produtor musical, nasceu no Porto, a 25 de Maio de 1942. Filho de dois professores do ensino básico, viveu entre a cidade natal e Leça da Palmeira, crescendo sob a influência do ambiente pobre desta vila piscatória. Expoente máximo da canção de intervenção portuguesa, foi perseguido pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) até ter sido obrigado a exilar-se em França, em 1963. Só em 1974, já depois da Revolução dos Cravos, pôde regressar a Portugal, fundado o Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta, com o qual gravou dois álbuns. Enquanto interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor ou como responsável por arranjos musicais, trabalhou e influenciou vários outros artistas portugueses, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias ou, mais recentemente, Camané. Este documentário, rodado ao longo de dez anos, conta com a assinatura de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo. Tal como o título indica, traça um retrato de José Mário Branco enquanto homem e artista. O filme está dividido em duas partes: a primeira, mais biográfica, contextualiza a situação política de Portugal antes e depois do 25 de Abril de 1974, destacando o activismo político que obrigou o artista ao exílio; a segunda mostra a importância dos seus ideais revolucionários na sua expressão artística.

O Nosso Milagre (Miracles from Heaven)
Ano: 2016
Realização:
Argumento:
Género: Drama
Elenco:  , ,
Aos cinco anos, Anna foi diagnosticada com uma doença incurável que lhe causava dores de estômago fortíssimas e que a impedia de comer normalmente. A família, desesperada, recorreu a vários médicos, procurando uma solução. Mas, infelizmente, nada podia ser feito por ela. Um dia, já com dez anos, a pequena sofre uma queda aparatosa de uma árvore e quase perde a vida. Depois de levada de urgência para o hospital, todos se deparam com algo extraordinário: para além de ter sobrevivido à queda apenas com alguns arranhões, deixou de ter quaisquer sintomas da doença que, supostamente, não tinha cura. Apesar de confusa e sem explicação para o sucedido, a família fica exultante com a notícia. Mas, com o passar dos dias, Anna conta que, durante o tempo em que esteve sem sentidos, visitou o Céu e conversou com Jesus, que a enviou de novo para junto da família, dizendo-lhe que tinha planos para ela na Terra. Um filme sobre esperança, com realização da mexicana Patricia Riggen ("A Mesma Lua", "Adulta à Força", "Os 33") e argumento de Randy Brown, "O Nosso Milagre" adapta a história verídica relatada no livro de memórias de Christy Beam. O elenco conta com Jennifer Garner, Kylie Rogers, Martin Henderson, John Carroll Lynch, Eugenio Derbez e Queen Latifah, entre outros.

Tini: Depois de Violeta (Tini - El gran cambio de Violetta)
Ano: 2016
Realização:
Argumento
Género: Musical
Elenco: , ,
Depois do enorme sucesso alcançado na pele da personagem Violetta, na série com o mesmo nome, a jovem Martina Stoessel, agora com 19 anos, inicia uma nova fase da sua vida. Triste e desiludida com a relação com Leon, que agora tenta a sua sorte em Los Angeles (EUA), ela aceita um convite de Isabella para passar as férias de Verão em Itália, numa casa de acolhimento onde jovens artistas podem estar algum tempo longe da ribalta, aprender com alguns dos melhores professores de artes e deixar-se levar pela inspiração. Nessa viagem de autodescoberta e de transição para a vida adulta, ela vai passar o Verão da sua vida. A seu lado, nesse lugar paradisíaco, estará Caio, um jovem que sonha tornar-se bailarino profissional. Com realização de Juan Pablo Buscarini ("O Rato Dentinho", "A Arca de Noé") e argumento de Ramón Salazar, este é um "spin-off" da série “Violetta” – primeira co-produção entre a Disney da América Latina e da EMEA (Europa, Médio Oriente e África) –, que fez sucesso em vários pontos do globo. Nesta nova aventura, misturam-se algumas das personagens originais da série com factos das vidas reais dos actores que os representam. Além de Martina Stoessel, o elenco conta com Jorge Blanco, Adrián Salzedo, Mercedes Lambre, Maria Clara Alonso, Diego Ramos, Ángela Molina e Sofia Carson.
Sinopses: Cinecartaz Público