domingo, 29 de março de 2009

DVD: Lost in Translation, por Tiago Ramos


Título original: Lost in Translation (2003)
Realização: Sofia Coppola
Argumento: Sofia Coppola
Elenco: Scarlett Johansson, Bill Murray e Giovanni Ribisi

O eterno “boy meets girl” nunca passa de moda.

Sofia Coppola é mais uma daquelas pessoas que nos levam a pensar que, talvez o talento nasça nos genes. Filha de Francis Ford Coppola, a realizadora já teve a seu cargo pelo menos três grandes filmes e que se tornaram grandes sucessos de crítica. Falamos obviamente de As Virgens Suicidas e Marie Antoinette.


Lost in Translation transpira simplicidade em todas as cenas. O que nos revela que nem sempre as produções mais dispendiosas e rebuscados são as melhores. Afinal, Lost in Translation revela-se dos filmes mais emotivos e simples da história do cinema e mesmo assim gera no espectador uma sensação de algo completo e mais profunda, do que se poderia imaginar à partida.

Os cenários do filme não são extravagantes, mas conduzem o espectador ao pretendido, uma noção de solidão e de carência, inerente às personagens principais do filme. A nível fotográfico, Sofia Coppola lida muito com as sombras e penumbras, com as luzes da noite, com a escuridão e com os tons baços, contrastados esporadicamente, com cores fortes e eléctricas. E tudo isso funciona muito bem para cumprir objectivo final. Lost in Translation atenta no fenómeno da deslocação cultural, do choque de culturas, numa cidade de Tóquio frenética e eléctrica.



A nível de interpretação, os actores surgem de forma aparentemente monótona, mas com uma mestria fantástica. É o caso de Scarlett Johansson, que desempenha um papel docemente inocente e Bill Murray que representa num tom extremamente melancólico e saudosista, numa procura da juventude perdida.

Lost in Translation mais que um filme de amor, é um filme solitário e de amizade. É um filme em que as diferenças se tornam semelhanças quando longe de casa. Com um final que não desilude o espectador e que repete a condição melancólica e constante de todo o filme, Lost in Translation torna-se das melhores surpresas dos últimos anos.

Classificação:


Extras:


  • Documentário e Trailer
  • O Grande Êxito de Mattew . Teledisco “City Girl” de Kevin Shields
  • Cenas Cortadas
  • Entrevistas com Bill Murray e Sofia Coppola




Classificação dos Extras:


sábado, 28 de março de 2009

Ang Lee & Festival de Woodstock

Ang Lee, conhecido realizador pelos sucessos de O Tigre e o Dragão, Hulk e Brokeback Mountain, vira-se para a comédia e recorda o Festival de Woodstock.

Taking Woodstock é o nome do filme que se baseia num livro autobiográfico de Elliot Tiber que escreveu juntamente com Tom Monte. Elliot Tiber foi um aspirante a designer de interiores de Greenwich Village cujos pais possuíam um motel e a única permissão para realizar festivais de música na cidade de Bethel, no estado de Nova Iorque. Sem ter a noção na altura, final dos anos 60, ele entrou na história ao ceder o motel e a autorização aos organizadores do Festival de Woodstock, que se tornou o mais mítico de sempre ligado à música.

Foi revelado um trailer oficial do filme:



O filme estreia a 14 de Agosto nos Estados Unidos e inclui no mesmo elenco Jeffrey Dean Morgan e Emile Hirsch, Liev Schreiber, Eugene Levy e Paul Dano

Posters

Star Trek - O filme de J.J. Abrams estreia daqui a pouco mais de um mês e a máquina de merchandising continua a funcionar a todo o vapor, estimulando a curiosidade dos fãs. Desta vez foi mais um poster que foi revelado.



Cloudy with a chance of Meat Balls - É a mais recente aposta da Sony Pictures no campo da animação. O filme conta a história de um cientista que na ânsia de resolver a crise de fome mundial, consegue fazer com que chova comida do céu.



X-Men Origins: Wolwerine - Hugh Jackman é o protagonista de um dos blockbusters mais ansiados do ano. O filme estreia a 30 de Abril em Portugal.


Sunshine Cleaning



Depois de Little Miss Sunshine chega-nos outro sunshine, dos mesmos produtores, mas desta vez Sunshine Cleaning e prepara-se para ser a nova sensação indie do ano.

Realizado por Christine Jeffs e escrito pela estreante Megan Holley, este é um filme que conta a história de Rose Lorkowski, uma mãe que abre um negócio invulgar, de modo a poder pagar a escola do filho. O negócio, para o qual solicita a ajuda da irmã, passa pela limpeza de locais onde ocorreu um crime.

O Coming Soon revelou os primeiros dois minutos do filme:



Amy Adams, Emily Blunt e Alan Arkin abrilhantam o elenco do filme. Sunshine Cleaning ainda não tem data prevista de estreia para Portugal.

Anjos e Demónios

Depois dos novos posters, a Columbia Pictures disponibilizou um novo spot televisivo de Anjos e Demónios:



O filme é realizado por Ron Howard, adaptado da obra de Dan Brown, que na literatura é uma prequela de O Código Da Vinci. Angels & Demons volta a reunir Tom Hanks, como um historiador de Harvard, especialista em símbolos religiosos, que desta vez investiga um mistério que envolve uma sociedade secreta conhecida como Illuminati e uma conspiração que leva ao Vaticano a ameaça do futuro da Igreja Católica. A ajudá-lo estará Vittoria (Ayelet Zurer), uma jovem cientista e filha de um físico entretanto assassinado. Ewan McGregor será um poderoso membro do Vaticano que auxilia o criptólogo.

Anjos e Demónios tem estreia marcada para Portugal a 14 de Maio deste ano.

Shutter Island

É o mais ansiado regresso do ano, após a vitória do Óscar por The Departed. Martin Scorsese promete regressar às origens mais negras e violentas com o seu aguardado Shutter Island. Em Shutter Island, seguimos a história detective que persegue um assassino em série que escapou de um centro psiquiátrico e está escondido algures na remota Shutter Island.

Foi revelado o primeiro teaser poster do filme (cortesia do Rope of Silicon):


O filme volta a juntar o realizador com Leonardo DiCaprio, num elenco que inclui também Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Jackie Earle Haley e Michelle Williams. O filme estreia a 2 de Outubro deste ano nos Estados Unidos.

O que não reparámos em Fringe

Já sabemos: cada episódio está cheio de pistas escondidas, referências a outros episódios e muito mais para se descobrir. Mas a verdade é que até há tributos a outras séries de J.J. Abrams, sequências escondidas... Os créditos vão para o pessoal do Fringe Forum, que se deram ao trabalho de compilar muita informação e cujo trabalho ajuda os fãs de Fringe a descobrirem novas pistas.

Os tributos às séries

Tanto Alias como Lost são da criação de J.J. Abrams. Como fã incondicional de Alias não pude deixar de reparar na referência à tão famosa página 47. Página essa que na série se referia sempre à mais importante página dos documentos de Rambaldi, sendo que uma delas após revelação das escrituras continha a própria cara de Sydney Bristow.
Já em relação a Lost é fácil: a companhia aérea Oceanic é apresentada no bilhete que se vê em cima.


As aparições escondidas da Massive Dynamic


Para quem acha que os episódios são desconexos (como por exemplo o Power Hungry - o mais recente episódio a ser transmitido na RTP2), acho que vale a pena uma reconsideração de ideias. Durante um episódio podemos ver o mesmo anúncio a que Joseph Meegar respondeu mas... num poster assinalado como sendo da Massive Dynamic.
Já o mesmo símbolo da empresa aparece na grua que cai no início do episódio 4 à chegada do cilindro, na turbina do avião no primeiro episódio e no carro do Walter Bishop.
Curiosamente, após a morte de Christopher Penrose (segundo episódio), podemos ver mais três clones do mesmo fechados em compartimentos com o símbolo da MD.


Verde, verde, verde, vermelho


Já aqui se tinha falado na sequência de luzes que aparecia nos binóculos do Observador e no gorro do The Rogue. Mas a verdade é que as aparições desta sequência não se ficam por aqui, chegando ao cúmulo do nível microscópico. Estas são algumas das aparições da sequência, desde caiaques flutuantes (episódio 1) a moléculas que fazem companhia a algumas bactérias.


O primeiro "sonho" de Olivia

Não que o caiaque flutuante volta a fazer aparições, mas a verdade é que os símbolos nele inscritos tendem a reaparecer com uma grande frequência. Além disso, numa das pedras tumulares podemos ver a inscrição "He's not dead".

As borboletas

Não só existe um teaser poster com uma borboleta, como existe também um episódio onde estas desempenham um papel importante (episódio 9). Além dessa sua aparição, podemos também ver que uma das empregadas da MD tem uma borboleta na lapela.



As margaridas

Não só uma das principais personagens do segundo episódio tem Daisy no seu nome, existe também um teaser poster com uma. E não ficamos por aqui... o cartão enviado a Olivia pelo seu padrasto está repleto de... margaridas.



As luzes azuis

São provavelmente o maior pseudo-mistério não explicado de Fringe. A verdade é que os flashes de luz azul são uma constante em todos os episódios (provavelmente mais do que o próprio Observador) e até hoje ainda ninguém conseguiu uma explicação para a sua existência. Serão importantes ou apenas algo casual? Não sabemos, mas ficamos à espera de outras pistas sobre este assunto.



As traduções que ficam por fazer


A verdade é que podem resumir-se a puras especulações, mas se formos a reparar, a Wissenschaft Prison onde Mr. Jones se encontra, traduzida fica algo como "Science Prison", ou "Prisão da Ciência" em português. Muitas analogias poderiam ser feitas agora, mas deixo ao vosso critério pensarem no que pode significar.
Uma outra relaciona Olivia com Little Hill. A verdade é que Dunham, repartida nas suas duas partes ("dun" e "ham") significa sempre hill (colina). E que Little Hill é importante, disso ninguém poderá duvidar.


DVD: Irina Palm, por Tiago Ramos


Título original: Irina Palm (2007)
Realização: Sam Garbarski
Argumento: Martin Herron e Philippe Blasband
Elenco: Marianne Faithfull, Miki Manojlovic e Kevin Bishop

Só pela temática poderia ferir susceptibilidades: afinal não é todos os dias que vemos filmes em que uma avó, por amor ao seu neto, se dispõe a adoptar um nome profissional (Irina Palm) e masturbar clientes através de um buraco na parede de um qualquer espaço de carácter duvidoso. Essa novidade cresce ainda mais se a actriz que interpreta essa personagem é Marianne Faithfull, uma actriz com um currículo pouco vasto, mas premiada nos European Film Awards de 2007.



Irina Palm, suscita curiosidade antes de mais, se bem que as expectativas saem frustradas após o visionamento. O filme não é necessariamente mau, mas tinha tudo para poder ser melhor. Sam Garbarski tem como defeito apresentar um ponto de vista da câmara, demasiado voyeur, qual peep show, fixando-se maioritariamente nas aventuras pouco ortodoxas da personagem principal. O argumento é sobretudo caricato e até desconcertante, com montagens dotadas de amadorismo latente. Marianne Faithfull não tem aquela interpretação sublime que, à partida, poderíamos esperar, com tantas cenas e interpretações que se chegam a comparar a uma novela.

A comédia que foge ao carácter dramático da tela, acontece precisamente nas peripécias de Maggie (Mariane Faithfull), que tenta a todo o custo esconder a sua actividade das suas amigas de bridge, mas que acaba po ser revelada de uma forma completamente despudorada. Esta acaba por ser a melhor cena do argumento.

De relevo será a participação de Miki Manojlovic, que associamos imediatamente ao cinema de Kusturica e também o brilhante desempenho do britânico Kevin Bishop, que tem aqui a melhor interpretação do filme. O filme vale acima de tudo pela curiosidade, mas acaba por se penalizar a si próprio pela simplicidade com que aborda a componente dramática do argumento.

Classificação:

Extras:


  • Capítulos
  • Trailer
  • DVD ROM (Dossier de imprensa)

Classificação:

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tom Cruise & Cameron Diaz



Depois de uma relação conflituosa em Vanilla Sky (2001), Tom Cruise e Cameron Diaz voltam a juntar-se, desta vez numa comédia romântica, realizada por James Mangold.

A história do filme ainda sem título, narra a vida de uma mulher que tem pouca sorte com os homens. Mas tudo muda, quando conhece um homem misterioso e sensual por quem se apaixona.

Ao realizador de 3:10 to Yuma, juntam-se os produtores Cathy Konrad, Joe Roth, Steve Pink e Todd Garner.

O filme ainda não tem data de estreia prevista.

Harry Potter and the Half-Blood Prince, Novos Posters

Harry Potter and the Half-Blood Prince, de David Yates chegará a Portugal em 18 de Julho. Foram revelados novos posters das personagens: