Fotos enviadas por Ana Santos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Cinemas no Mundo (VI)
Fotos enviadas por Ana Santos
Fantasporto 2011: Dia 4 (Secção Competitiva)
terça-feira, 1 de março de 2011
Obituário: Jane Russel
Obituário: Gary Winick
Razzie Awards 2011: Os vencedores
Um dia antes dos Óscares que (supostamente) premeiam o melhor do ano, foram divulgados também os vencedores (ou perdedores) dos prémios Razzie que premeiam o pior que se fez ao longo do ano de produção cinematográfica. The Last Airbender, de M. Night Shyamalan, dominou a noite, ao ganhar para Pior Filme, Pior Realizador, Pior Argumento e Pior Uso de 3D num Filme.
Pior Filme
- The Last Airbender
Pior Realizador
- M. Night Shyamalan por The Last Airbender
Pior Actor
- Ashton Kutcher em The Killers e Valentine's Day
Pior Actriz
- Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon em Sex and the City 2
Pior Actriz Secundária
- Jessica Alba em The Killer Inside Me, Little Fockers, Machete e Valentine's Day
Pior Actor Secundário
- Jackson Rathbone em The Last Airbender e The Twilight Saga: Eclipse
Pior Uso de 3D num Filme
- The Last Airbender
Pior Casal ou Elenco
- Todo o elenco de Sex and the City 2
Pior Argumento
- The Last Airbender
Pior Sequela, Remake, Prequela ou afins
- Sex and the City 2
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Prémios César 2011: Os vencedores
Em França foram anunciados há uma semana os vencedores dos prémios César, o mais importante galardão cinematográfico francês. The Ghost Writer, uma co-produção francesa, venceu quatro prémios (onde se inclui Melhor Realizador) e Des hommes et des dieux ganhou três, incluindo Melhor Filme.
Melhor Filme
Des Hommes Et Des Dieu
Melhor Filme Estrangeiro
The Social Network
Melhor Primeiro Filme
Gainsbourg: Vie Heroique
Melhor Documentário
Oceans
Melhor Filme de Animação
L’Illusioniste
Melhor Actor
Eric Elmosnino em Gainsbourg
Melhor Actriz
Sara Forestier em Le Nom Des Gens
Melhor Actor Secundário
Michael Lonsdale em Des Hommes Et Des Dieux
Melhor Actriz Secundária
Anne Alvaro em Le Bruit Des Glacons
Melhor Realizador
Roman Polanski em The Ghost Writer
Melhor Revelação Feminina
Leila Bekhti em Tout Ce Qui Brille
Melhor Revelação Masculina
Edgar Ramirez em Carlos
Melhor Argumento Original
Le Nom Des Gens
Melhor Argumento Adaptado
The Ghost Writer
Melhor Banda Sonora
Alexandre Desplat por The Ghost Writer
Melhor Som
Gainsbourg
Melhor Fotografia
Des Hommes Et Des Dieux
Melhor Montagem
The Ghost Writer
Melhor Guarda-Roupa
La Princesse De Montpensier
Melhor Direcção Artística
Les Aventures extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec
Melhor Curta-Metragem
Logorama
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Independent Spirit Awards 2011: Os vencedores
Já vem tarde, mas a verdade é que antes de serem anunciados os Óscares, no dia anterior decorreu a cerimónia dos Independent Spirit Awards, os prémios do cinema independente que nos últimos anos nos tem trazido excelentes filmes. Embora Winter's Bone (7 nomeações) e The Kids Are All Right (5 nomeações) fossem os mais nomeados, quem acabou por se destacar foi Black Swan que venceu em todas as categorias para que estava nomeado, ganhando assim quatro prémios.
Melhor Filme
- Black Swan
Melhor Realizador
- Darren Aronofsky por Black Swan
Melhor Argumento
- Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko por The Kids Are All Right
Melhor Primeiro Filme
- Get Low
Melhor Primeiro Argumento
- Lena Dunham por Tiny Furniture
John Cassavettes Award
- Daddy Longlegs
Melhor Actriz Principal
- Natalie Portman em Black Swan
Melhor Actor Principal
- James Franco em 127 Hours
Melhor Actriz Secundária
- Dale Dickey em Winter's Bone
Melhor Actor Secundário
- John Hawkes em Winter's Bone
Melhor Fotografia
- Matthew Libatique por Black Swan
Melhor Documentário
- Exit Through the Gift Shop
Melhor Filme Estrangeiro
- The King's Speech (Reino Unido)
Acura Someone To Watch Award
- Mike Otts por Littlerock (Realizador e argumentista)
Piaget Producers Award
- Anish Savjani por Meek's Cutoff
Aveeno Truer than Fiction Award
- Jeff Malmberg por Marwencol
Robert Altman Award
- Please Give
- Realizador Nicole Holofcener
- Director de casting: Jeanne McCarthy
- Elenco: Ann Guilbert, Rebecca Hall, Catherine Keener, Amanda Peet, Oliver Platt, Lois Smith, Sarah Steele
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Passatempo Até ao Inferno

O Split Screen vai oferecer cinco exemplares do filme aos seus leitores.
Regulamento:
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos aleatoriamente entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
Blue Valentine - Só Tu e Eu, por Carlos Antunes

Título original: Blue Valentine
Realização: Derek Cianfrance
Argumento: Derek Cianfrance, Cami Delavigne e Joey Curtis
Elenco: Ryan Gosling e Michelle Williams
Algo de conclusivo que evita explorar as variações do período intermédio em que o amor estagna e se esgota - todas únicas mas, afinal, todas iguais - mas se foca nos períodos balizadores dessas histórias.
Estes são os períodos que são inevitáveis, comuns a (quase) todos os casais e aqueles com os quais temos de aprender a viver apesar de saber que ocorrem. Sem nos deixarmos iludir por um que acabará nem nos deixarmos atormentar por outro que chegará.

A sua existência simultânea no ecrã, intercalada no tempo, não nos deixa render a uma única noção.
Conseguimos seguir a magia do surgimento do amor sem que nos percamos numa alegria incontrolada. E conseguimos seguir a dureza do seu apagamento sem que nos sintamos emocionalmente devastados.
Sentimos sem nos apegarmos a qualquer das circunstâncias porque a cada momento forte temos o contraponto do momento oposto da relação.
Em vez de se negarem, essas oposições criam ressonâncias do que poderá ter ficado por dizer, por definir, já que tanto o "início" como o "fim" correm depressa demais.

Estes são os momentos de indefinição, os momentos em que se aceitam ou se recusam mais pedaços da própria relação para tentar que ela perdure.
Muito do que fica por discutir quando se começa por encontrar a alegria volta para assombrar com silêncios o seu desaparecimento.
As omissões parecem aqui menos graves mas têm os efeitos mais prolongados. As bases da vida conjunta e da vida de costas voltadas assentam em esperanças e não na revelação absoluta de cada um.
Tal como o próprio casal não tem a certeza nem da sua felicidade nem da sua miséria, também o espectador pode acrescentar algo ao que vê.

Isto seria uma montanha russa emocional, mais devastadora do que qualquer uma das situações a solo, não fosse a delicadeza de Derek Cianfrance.
Trata-se de um realizador delicadamente procurando a razão que justifique um olhar atento mas não invasivo.
Como um caçador de borboletas que quer reter o milagre das cores à distância dos olhos apenas por um momento antes de libertar de novo a vida ao seu domínio.

As suas borboletas são, claro, os dois magníficos actores que criam as personagens e a sua relação ao mesmo tempo que descobrem como se deixar filmar.
O grau de improvisação de ambos sente-se, a interacção real como a vida, os resultados imprevisíveis.
Michelle Williams tem um papel um pouco mais ingrato pois ela está ora desalentada ora desconfiada. E é de Ryan Gosling a determinação aplicada à procura do encontro e do equilíbrio entre os dois.
Mas eles são um corpo único de actores, pulsante e reactivo, em vias de desmoronar. Um caso claro em que a soma das partes é um ensemble a merecer reconhecimento.

Fantasporto 2011: Dia 3 (Secção Competitiva)
9:06 (2009), de Igor Sterk
Um filme com um bom conceito, que não consegue ser interessante ou mais que algo indefinido. Candidato da Eslovénia aos Óscares, é um interessante relato sobre obsessão. Quando se perde a vida, será que existe a possibilidade de se aproveitar a vida de quem a rejeitou? Pena que o filme nunca parte além do ambiente interessante que cria - o revelado pelo título é um deles - para as explicações, que simplesmente não existem, acabando por deitar por terra grande parte do esforço do filme. Falta-lhe um elo de ligação, algo coeso, que ligue toda a história. Igor Sterk é um realizador com potencial, mas o argumento não ajudava.
Fairycatcher (2009), de Kealan O'Rourke (curta-metragem)
Competente na recriação de um ambiente algo etéreo e de espírito claramente irlandês, mas nada mais que um argumento banal e preguiçoso.
The Tempest (2010), de Julie Taymor
Não é um filme fácil de ver. Talvez seja a sua longa duração, a temática, a sua linguagem arcaica ou o facto de ser uma versão claramente literal da história homónima de William Shakespeare. É uma obra interessante, diferente do habitual, mas também com algumas cenas mal aproveitadas. Falta-lhe alguma força na reconstituição daquela que era uma história de vingança e por isso algum fôlego, que em determinados momentos parece perder grande parte da energia, não a conseguindo conter para o clímax. De qualquer modo, Julie Taymor tanto consegue cativar nas cenas mais dramáticas, como mais cómicas - Russel Brand a mostrar que é a única que sabe fazer, mas fá-lo bem - como também as cenas mais etéreas e surreais. Curioso que estas últimas cenas remetem para algo que a cineasta fez e muito bem em Across the Universe (2007). De resto é muito literal e daí... diferente. Conhecendo a obra original talvez compreendesse melhor. Destaque para a grande Helen Mirren e também para Djimon Hounsou.












