sábado, 1 de julho de 2017
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Review: Rupaul's Drag Race - Temporada 9
Por Joaquim Silva.
"When Love Takes Over, You Know You Can't Deny"
Neste momento, já todos devem estar familiarizados com o fenómeno da cultura LGBT internacional
RuPaul's Drag Race - um reality show em que um grupo de concorrentes, drag queens, atua numa série de
desafios pelo direito ao título de America's Next Drag Superstar (relativamente aproximado do ainda
mais popular America's Next Top Model).
Tipicamente, não me debruço sobre programas televisivos não roteirizados. Tecnicamente, RuPaul's Drag
Race é um reality show, de natureza muito pouco scriptada (suspendamos a descrença, por uns momentos,
e acreditemos).
Assim, importa ressalvar: RuPaul's Drag Race é um fenómeno de popularidade, e isso sim justifica uma
crónica de opinião.
Desde a sua estreia, em 2007, transmitida pela LogoTV (canal exclusivo dos EUA) que RuPaul's Drag
Race apelou a um segmento específico de público.
No entanto, a sua nona temporada foi transmitida pelo canal VH1, contou com o episódio mais visto de
sempre (Oh My Gaga - episódio 1) e mais uma vez sofreu uma metamorfose artística e de storytelling.
Os seus episódios consistiam numa fórmula mais ou menos constante: mini-challenge, main challenge,
runway, lipsync for your life. Alguns desafios, como o Snatch Game, ou o Reading is Fundamental,
são recorrentes em todas as temporadas e esperados ansiosamente pelos fãs do formato.
Mais do que um showcase de Drag Queens, o programa dá uma plataforma para a discussão de assuntos
de interesse da comunidade LGBT, com uma leveza séria que só pessoas do meio artístico com maior
expressão no mundo homossexual conseguem imprimir.
Desde as pageant queens, às shady queens, às comic queens, até àquelas que ainda estão a descobrir
a sua identidade (looking at you, Aja), o programa conta com um elemento chave que une todas estas
personagens: a luta. Pela identidade, seja de género, de expressão, artística ou simplesmente
o direito à existência.
Contudo, o que de mais impressionante existiu na temporada 9 foram as concorrentes:
Charlie Hides, a mais velha participante de sempre, com 52 anos; Trinity Taylor, a maior surpresa da
herstory; Shea Coulée, dançarina exímia e sempre preparada; Aja e Valentina, duas front-runners
simultaneamente amadas e odiadas pelo público, que protagonizaram os dois momentos mais memoráveis
dos episódios regulares ("You're perfect, you're beautiful" | Untucked ep 2) e o momento
mais tenso de sempre no lipsync for your life ("maskgate" | Episódio 7).
O episódio final, com a coroação, criou a sua própria controvérsia: através de um modelo de morte
súbita por lipsync, RuPaul criou intriga, expectativa, interesse e surpresa.
Sasha Velour, uma das concorrentes com o histórico mais consistente, acabaria por gravar para
sempre o seu nome nas páginas da história com as suas performances impressionantes de duas músicas
do ícone Whitney Houston.
Assim, concorde-se ou não, Sasha Velour mereceu indubitavelmente a vitória na corrida, e torna-se
legitimamente America's Next Drag Superstar.
Com uma fórmula renovada, com algumas falhas mas acima de tudo com passagens inesquecíveis,
RuPaul's Drag Race é uma aposta ganha, tanto do criador, RuPaul Charles, como da VH1, como de todos
que um dia duvidaram que a cultura LGBT pudesse ter tanta expressão, importância e relevância na
sociedade como hoje a vemos.
RuPaul's Drag Race (2017)
VH1
Temporada 9
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Transformers: O Último Cavaleiro, por Eduardo Antunes
Título original: Transformers: The Last Knight (2017)
Realização: Michael Bay
Se recentemente Pain & Gain mostrou alguma coisa é de que Michael Bay não tem receio em abordar outros géneros e histórias fora da sua zona aparente de conforto, com sucesso patente. Mas o dinheiro certamente falará mais alto para Michael Bay, e assim aqui regressa ele, sem grande investimento extra posto na sua própria realização, para mais um filme de Transformers cheio de acção mas sem emoção que a alimente.
sábado, 10 de junho de 2017
A Múmia, por Eduardo Antunes
Título original: The Mummy (2017)
Realização: Alex Kurtzman
Argumento: David Koepp, Christopher McQuarrie, Dylan Kussman, Jon Spaihts, Alex Kurtzman, Jenny Lumet
Já há algum tempo que os estúdios da Universal tentam trazer os clássicos filmes de monstros para um ambiente mais moderno. E naquilo que a versão de 1999 conseguiu acertar, pelo compromisso em se assumir como algo completamente diferente, todas as tentativas seguintes falharam de uma ou outra forma. E esta versão de The Mummy não é excepção.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Ciclo e Colóquio O Cinema e a Cidade
No próximo mês de Setembro, a Cinemateca apresentará um ciclo de filmes dedicados à relação entre o cinema e a cidade, que incluirá um colóquio sobre o tema e será seguido por sessões de projeção e debate em outras salas de Lisboa e do país. No colóquio, a realizar nos dias 28 e 29 de Setembro, para além de intervenções de participantes convidados, serão também acolhidas comunicações de outros potenciais intervenientes que desejem abordar o tema, escolhidas entre todos os que para isso nos contactarem
O tema será O Cinema e a Cidade, focando-se no que acontece às cidades quando perdem as salas de cinema, ou, nas grandes metrópoles, as redes de salas que as marcaram ao longo de quase todo o século XX; e o que acontece ao cinema quando os seus lugares de contacto com o público deixam de ser lugares de referência nas cidades e de encontro regular e intenso das comunidades urbanas.
segunda-feira, 29 de maio de 2017
Mulher Maravilha, por Eduardo Antunes
Título original: Wonder Woman (2017)
Realização: Patty Jenkins
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, Elena Anaya
Com a reputação medíocre que as adaptações cinematográficas de histórias baseadas nas personagens das bandas desenhadas da DC Comics têm tido desde 2013, e face à pressão que os estúdios da Warner Bros. têm claramente sentido relativamente ao sucesso constante dos filmes dos Estúdios Marvel, poderá finalmente a Mulher Maravilha ser a esperança por detrás da Warner Bros. em finalmente conseguir chegar a críticos e fãs da mesma maneira?
domingo, 28 de maio de 2017
Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias, por Eduardo Antunes
Título original: Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017)
Realização: Joachim Rønning, Espen Sandberg
Argumento: Jeff Nathanson, Terry Rossio
Os realizadores desta quinta aventura na saga do famoso pirata Jack Sparrow disseram em tempos numa entrevista que o seu objectivo com este empreendimento era capturar de alguma forma a magia e novidade do filme original. Mas a única coisa que se esqueceram é que, para que tal aconteça é preciso que haja novidade.
De Cannes 2017 para Portugal
Leopardo Filmes
Hikari, de Naomi Kawase (Selecção oficial - Prémio do Júri Ecuménico)
L'amant double, de François Ozon (Selecção oficial)
Happy End, de Michael Haneke (Selecção oficial)
The Day After, de Hong Sangsoo (Selecção Oficial)
Barbara, de Mathieu Amalric (Un Certain Regard - Prémio para a Poesia no Cinema)
Western, de Valeska Grisebach (Un Certain Regard)
Las hijas de Abril, de Michel Franco (Un Certain Regard - Prémio do Júri)
A Ciambra, de Jonas Carpignano (Quinzena dos Realizadores)
Frost, de Sharunas Bartas (Quinzena dos Realizadores)
Jeannette, de Bruno Dumont (Quinzena dos Realizadores)
Midas Filmes
120 Battements par Minute, de Robin Campillo (Selecção oficial - Prémio FIPRESCI & Grande Prémio do Júri)
Good Time, de Joshua Safdie e Ben Safdie (Selecção oficial)
In the Fade, de Fatih Akin (Selecção oficial - Melhor Actriz)
Vilages, Visages; de Agnès Varda & JR (Selecção oficial - Sessão Especial)
Un Beau Soleil Intérier, de Claire Denis (Quinzena dos Realizadores - Filme de Abertura)
L'amant d'un jour, de Philippe Garrel (Quinzena dos Realizadores)
Netflix
Okja, de Bong Joon Ho (Selecção oficial - 28 de Junho)
The Meyerowitz Stories, de Noah Baumbach (Selecção oficial)
NOS Audiovisuais
Wind River, de Taylor Sheridan (Selecção oficial)
The Meyerowitz Stories, de Noah Baumbach (Selecção oficial)
NOS Audiovisuais
Wind River, de Taylor Sheridan (Selecção oficial)
"A Fábrica de Nada" vence prémio FIPRESCI da Quinzena dos Realizadores 2017
A história, mistura de ficção e documentário, com toques de musical anti-capitalista, inspirou-se numa fábrica dos arredores de Lisboa, que sobreviveu em autogestão pelos operários. A produção da Terratreme Filmes é um filme colectivo, feito também pelas mãos de Leonor Noivo, Tiago Hespanha, João Matos e Luísa Homem.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Subscrever:
Mensagens (Atom)









