terça-feira, 23 de novembro de 2010

Reboot de Buffy, Caçadora de Vampiros


Muitos não sabem, mas a popular série de Joss Whedon começou com um filme em 1992, também intitulado Buffy, Caçadora de Vampiros. O argumento esteve também a cargo do criador da série. Contudo, Whedon não terá nada a ver com o novo reboot aprovado recentemente pela Warner Bros., que será escrito por Whit Anderson, com produção de Charles Roven (The Dark Knight) e Steve Alexander (Monster's Ball). A única ligação ao primeiro filme é a realizadora e detentora dos direitos do filme, Fran Rubel Kuzui.

Em entrevista, Whedon revelou que sempre soube que iriam pegar de novo na personagem de Buffy, mas que sempre pensou que isso só aconteceria após a sua morte. O argumentista foi o responsável pela criação da série Buffy, Caçadora de Vampiros, que teve início em 1997 e pelo seu spin-off Angel dois anos mais tarde.

A história do primeiro filme corresponde ao primeiro livro da saga Buffy, editado em Portugal pela Verbo, onde Buffy Summers, uma adolescente que pertencia à claque e namorava com o capitão da equipa de básquete é abordada por um homem chamado Merrick, que lhe diz que ela é a Caçadora, a mulher chamada para defender o mundo dos vampiros. Após alguns eventos preocupantes na sua cidade, Buffy decide assumir os seus deveres enquanto tenta manter uma vida normal, algo que se revela impossível e a afasta dos seus amigos, aproximando-a de Pike, o renegado da cidade que sabe o que está a suceder. Juntos irão combater contra um antigo e poderoso vampiro, Lothos. Contudo, há rumores de que não será a Buffy da escola secundária que aparecerá neste reboot.

Novela nacional "Meu Amor" vencedora de um Emmy


A produção nacional da TVI "Meu Amor" foi premiada esta noite com um International Emmy na categoria de Telenovela. Em competição encontrava-se também a novela argentina "Ciega a Citas" e a filipina "Dahil May Isang Ikaw", sendo notória a ausência de nomeações para o Brasil, país vencedor no ano anterior com "Caminho das Índias". Para receber o prémio, estiveram presentes vários actores juntamente com o guionista António Barreira.

MacGruber - Licença para Estragar, por Carlos Antunes


Título original: MacGruber

Há uma geração para quem faz sentido uma paródia tardia de MacGyver, uma geração que já reviu essa velha série e descobriu a implausibilidade da mesma que só tem rival na pobre execução.
Mas dessa geração aqueles que irão, de facto, ver MacGruber são muito poucos porque há um distanciamento que não terá sido compensado pela visão do sketch no Saturday Night Live.


Ainda assim o melhor é, precisamente, o anacronismo dominante de um MacGruber com uma fixação pela conservação do seu auto-rádio.
Basta atentar no aspecto dele de há 20 anos atrás, com o colete, os óculos, a camisa, tudo como o pior MacGyver mas ainda mais mal assente, a tentar escapar pelo meio de uma suposta versão absurda de James Bond do desenrasca.


É pouco, até porque as piadas não são universais e muito menos acessíveis a todos os não-iniciados na versão de sketchs do SNL.
Nota-se que aqui estão várias piadas recorrentes que, num sketch de uma série, fazem sentido pela familiaridade e continuidade que transmitem a quem a vê.
Mas comprimido no tempo reduzido de um filme, começam a ser entediantes e, obviamente, repetitivas.


Mas vai tendo a sua graça, de tempos a tempos. Será um filme a pedir um público com predisposição para ele.
É uma oferta, um episódio longo de um programa instituído na televisão americana.
De certa maneira, MacGruber é como The Simpsons Movie, um longo episódio oferecido ao público fiel. Mas nem os portugueses são o seu público fiel nem este filme se sustenta a solo como acontecia com o da família amarela.
Daí que não seja fácil criticar o filme sem admitir uma certa impossibilidade de "entrar" nele.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Red - Perigosos, por Carlos Antunes


Título original: Red

Nas outras comédias de acção que vi este ano - Soldados da Fortuna e Dia e Noite - referi sistematicamente o quão essencial se tornava o elenco para que o filme resultasse.
Suponho que, nesse aspecto, acho que juntar John Malkovich, Helen Mirren e Morgan Freeman é a definição exacta de extravagância para um filme assim.


Helen Mirren mantém a elegância e a postura enquanto dispara tiros como um soldado treinado.
Só Morgan Freeman poderia dar dignidade a uma caricatura de um ditador africano e ainda sacar um momento de honra daqueles de arrepiar.
E faltava descobrir que Malkovich faz o (excêntrico e caricato) louco paranóico como ninguém.
(Falta referir que Bruce Willis continua a fazer de Bruce Willis mas com uma pitada de auto-consciência cómica relativa à idade.)


Fundamentalmente, é um elenco a mostrar que nem idade nem "posto" são impedimento para se fazer filme para Hollywood, pois como a própria sigla-título dá a entender, a reforma é um posto forçado e não uma escolha para quem ainda se pode divertir com o "jogo".
Mas nenhum deles tem a presença que tem Mary-Louise Parker.
Com o sorriso mais traquina que verão este ano, Mary-Louise Parker mostra que está em sub-aproveitamento a só fazer o fantástico Weeds.
Ela rouba todos os momentos que tem para si e motiva os momentos mais divertidos do filme.


O resto é quase "padrão", comédia de acção sem grande requinte mas com suficiente eficácia, com alguns toques de pura inteligência no que toca ao jogo entre a velha forma de espionagem e a nova.
Há um saudosismo por outro tipo de cinema, mais heróico e ingénuo. Um saudosismo propositado no conteúdo e um pouco acidental no que toca à forma - já quando se chega à parte essencial do plano de execução.
A espionagem de há umas décadas era mais elegante, mas suponho que menos divertida.
Red tenta brincar em ambos os campos, o actual e o anterior.
Nem sempre é bem sucedido, mas o diabo do sorriso de Mary-Louise Parker não nos sai da cabeça...



Fringe na Friday Night Death Slot a partir de 28 de Janeiro


Fringe vai mudar-se de novo. A partir da midseason vai passar para o horário conhecido como Friday Night Death Slot. A sexta-feira já viu serem canceladas séries da FOX como Terminator: The Sarah Connor Chronicles, Firefly ou mais recentemente Dollhouse. Praticamente todas as estações televisivas sofrem a "maldição" da TV Death Slot, sendo que este conceito foi criado sob a premissa de que praticamente todas as séries que estreiam ou são transferidas para a sexta-feira à noite estão na iminência de serem canceladas.

A FOX é a estação que parece levar o mito à letra, já que todas as séries dos últimos 10 anos que passaram para este horário foram canceladas em cerca de uma ou duas temporadas. A única excepção? The X-Files.

Fringe vai agora concorrer contra séries como Supernatural e CSI: NY, uma competição mais fraca do que aquela que enfrenta no horário actual de quinta-feira. Aliás, o próprio presidentes da FOX em comunicado oficial revelou que Fringe tinha uma audiência muito própria e muito leal e que esperava até que a série aumentasse os seus números. E isto pode ser exactamente o que vai condenar Fringe.

A explicação para o falhanço da maior parte das séries neste horário é bastante simples. Às sextas os americanos dificilmente ficam em casa a contemplar a tv, é a noite em que saem, vão a restaurantes ou a bares ou simplesmente jantam com amigos e/ou família. Isto significa que, das poucas pessoas que vão ficar em casa a ver televisão, a maioria opta por programas familiares em detrimentos de outros géneros. Outra questão é que dado o facto de muitos americanos fazerem as compras nesse mesmo dia, os anunciantes têm preferência por colocar os seus anúncios durante o dia anterior, deixando a sexta-feira praticamente sem receitas dignas desse nome para as estações. Um factor que ajuda a que algumas séries não sejam canceladas são as expectativas baixas por parte da estação ao colocarem séries nesse horário, mas como sempre na FOX preferem acreditar que ao colocarem uma série de ficção científica na TV Death Slot esta vai conseguir aumentar as suas audiências. Talvez os fãs de Fringe tenham sorte e a FOX autorize uma quarta temporada.

domingo, 21 de novembro de 2010

Vencedores do passatempo Gru - O Maldisposto


Queremos agradecer todas as divertidas participações que tivémos neste passatempo.
Depois de muito risos tivémos de chegar a uma conclusão e a vencedores em todas as três categorias.

Texto
Cátia Mendes e Sousa

Desenho
Joana Figueiredo

Fotografia
Ângela Magalhães da Costa

Parabéns, todos os participantes terão em breve os livros consigo, basta estarem atentos aos emails!

Novo trailer de "The Green Hornet"



Foi divulgado há uns dias atrás, um novo trailer do filme The Green Hornet, adaptado ao cinema por Michel Gondry (Eternal Sunshine of Spotless Mind) e com argumento de Evan Goldberg e Seth Rogen (trabalharam juntos também no argumento de Superbad e Pineapple Express):



O trailer evidencia ainda mais o carácter cómico da história, mas não deixa de ser estranho ver Michael Gondry envolvido numa produção assim tão hollywoodesca. Em The Green Hornet, o actor Seth Rogen (Pineapple Express) é um milionário que decide combater o crime com o auxílio do seu motorista Kato (Jay Chou), um mestre de artes marciais. Para os ajudar terão o Black Beauty, um carro indestrutível com armas e gadgets e a sua secretária, interpretada por Cameron Diaz (The Box). Juntos combaterão contra o vilão desempenhado por Christoph Waltz (Inglourious Basterds).

The Green Hornet estreia a 14 de Janeiro de 2011 nos Estados Unidos.


Primeiro trailer de "Source Code", de Duncan Jones



O britânico Duncan Jones, filho de David Bowie, surpreendeu o ano passado ao apresentar-se com a sua primeira longa-metragem Moon, facilmente um dos melhores filmes do ano e um dos melhores filmes de ficção-científica dos últimos anos. O realizador retorna agora com Source Code, um filme notoriamente mais mainstream (o que pode desiludir dada a frescura do filme independente com que se deu a conhecer), mas que nos deixa na expectativa. Foi divulgado o primeiro trailer do filme protagonizado por Jake Gyllenhaal (Brothers):



O filme gira em torno de um soldado (Jake Gyllenhaal) que faz parte de um programa experimental do governo que investiga um incidente terrorista, acabando por se encontrar no corpo de um desconhecido a reviver o acontecimento, até que descubra o responsável pelo ataque. Pelo trailer notamos algumas referências a filmes como The Matrix (1999), Deja Vu (2006) ou até Groundhog Day (1993). O elenco completa-se com a presença de Michelle Monaghan (Gone Baby Gone), Vera Farmiga (Up in the Air) e Jeffrey Wright (Angels in America).

Realizado por Duncan Jones, desta vez o filme não parte de uma ideia original sua, mas sim de um argumento de Ben Ripley. Source Code encontra-se em pós-produção e estreia nos Estados Unidos a 15 de Abril de 2011.

Passatempo Glee



Glee tem estado constantemente no nosso foco de atenção aqui no Split Screen, o que é apenas justo perante a grande quantidade de público que tem alcançado.
A nossa Ana Alexandre, inclusivamente, abordou já a primeira temporada da série e poderão esperar que faça o mesmo com as próximas duas temporadas já confirmadas.
Com tudo isto em mente e para assinalar, precisamente, o lançamento da primeira temporada da série em DVD vamos oferecer divertidos conjuntos de merchandise da série.



Como habitualmente, algumas respostas correctas serão necessárias para se habilitarem a que um destes três packs vos vá parar às mãos.... literalmente!



Regulamento:
- O passatempo decorre até às 23:59 do dia 28 de Novembro, sendo excluídas todas as respostas que chegarem depois desse prazo.
- Para participarem terão de preencher o formulário aqui apresentado com todos os dados solicitados.
- Os premiados serão escolhidos aleatoriamente entre todos aqueles que apresentarem uma participação válida e a escolha será definitiva a menos que se apresente um caso de fraude.
- O Split Screen reserva-se o direito de fazer uma selecção das respostas validadas quando se apresentarem circunstâncias duvidosas da legitimidade da origem das mesmas.
- O nome dos vencedores será publicado neste blogue e os mesmos serão avisados por email.
- Só serão permitidas participações a residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.
- Os custos associados ao envio dos prémios ficará a cargo dos participantes.
- O envio dos prémios ficará a cargo do Split Screen, não sendo este responsável por quaisquer danos ou extravios dos mesmos.
- Em caso de não concordar com alguma destas regras, deverá abster-se de participar.

Gainsbourg: Vida Heróica, por Carlos Antunes


Título original: Gainsbourg (Vie héroïque)
Realização: Joann Sfar
Argumento:
Joann Sfar
Elenco:
Eric Elmosnino, Lucy Gordon e Laetitia Casta

Joann Sfar deixa uma frase no fim do filme dizendo que não persegue as verdades de Gainsbourg mas antes as suas falsidades.
Só o diz no fim para não influenciar a destreza com que o espectador entra no jogo de olhar para as muitas personagens que emergem das canções ou que a elas levam e que são, todas elas, parte de Gainsbourg.


Desde novo que ele se interessa pelas artes, sobretudo pela pintura, o que é o mesmo que dizer que ele se interessa pela arte errada.
Como ele próprio, enquanto Lucien Ginzburg, desajustado e perseguido pelo que haveria de ser.
Perseguido por assombrações de si mesmo, em novo ainda aquela que o traçava como um falso monstro por ser judeu, em adulto aquela que o traçará como mito eterno tão adorável quanto odioso.


A persona volúvel mas brilhante em que se transforma, profundo amante de mulheres , vai apagando o que fora outrora a sua personalidade mais acanhada mas não menos susceptível.
Não é uma transformação completa, mas o provocador e o rebelde sem cusa vai tomando o lugar do homem que ainda faz uma visita semanal aos seus pais.
O mulherengo inconsciente toma o lugar do sofredor apaixonado e do pai cuidadoso.
O que perde para si mesmo pode ser tão importante como o que oferece a quem o vê.


O jogo entre a realidade e a invenção reforça-se na busca de parecenças para os actores que encarnam as figuras reais e depois na fuga para pequenos elementos de fascínio e de fantasia a invadirem o espaço do realismo.
Tal coisa também protege a música, não a fazendo invadir o filme nem deixando que seja ela a conduzir os significados do que é contado sobre Gainsbourg.
A música indicia os personagens que vivem dentro de Gainsbourg através do filtro da visão de Sfar.


É o olhar de um artista para com outro, a invenção de um artista sobre a invenção que outro artista fez para entregar ao mundo.
A criação sobre a criação, a interpretação de um enigma.
O jogo de entrega é tanto assunto como composição deste filme. Quem se deixar ir terá o prazer de nada descobrir, mas muito apreciar.